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HOJE, A CASA DAS PRIMAS RECORDA UMA
CRÓNICA AQUI PUBLICADA, DO I ENCONTRO
DE VIOLAS DE ARAME, REALIZADO EM 2009
EM CASTRO VERDE NO ÂMBITO DO FESTIVAL
MEDITERRÂNICO, SETE SÓIS SETE LUAS.
Eis pois a crónica que então publiquei:
"OFICINA DE VIOLAS DE
ARAME, UM EVENTO DE
EXCELÊNCIA NO PROGRA-
MA DOS "SETE SÓIS"
A matéria da crónica de hoje sobre os "Sete Sóis" versa sobre, o que foi para mim, o evento mais conseguido, mais completo, mais eficaz, do ponto de vista das consequências para o futuro, que foi o Encontro de violas de arame, ou a designação escolhida para o Programa dos "Sete Sóis", o de "Oficina de Violas de Arame".
A viola portuguesa chegou aos nossos dias sob várias designações, tais como: Braguesa,Ramaldeira,Amarantina,Toeira,de Arame,da Terra,Campaniça e até mesmo a Caipira de Minas Gerais.
A Oficina de Violas decorreu na Antiga Fácrica de Moagem Prazeres e Irmão, durante 3

dias,numa organização da Pedro Mestre-Viola Campaniça Produções Culturais integrado na Programação dos Sete Sóis.

PEDRO MESTRE DANDO INICIO À "OFICINA"
No primeiro dia, isto é Sexta feira ,11, quando lá cheguei, e fui dos primeiros, confesso que não me tinha ainda apercebido ,nem preparado, para a dimensão do que ia encontrar, vêr e ouvir.
Em duas mesas uma vasta documentação sobre a "Oficina", sobre violas campaniças, notas biográficas sobre os participantes, chaves de afinação das várias violas, enfim, a eficácia da organização da "Pedro Mestre-Viola Campaniça Produções" a tender para a plenitude...
Na pequena sala da "Fábrica", juntaram-se, nada mais,nada menos, que os maiores tocadores de viola "strictu sensu", seja de arame,braguesa,campaniça,da terra e caipira.
Salvo o exagero, este encontro de Castro Verde na "Fábrica", significou para a viola de arame em sentido lato, o que Nashville e o Big Ole Opry nos Estados Unidos, significou e ainda significa para a coutry music nos States.
Naqueles pequenos metros quadrados da antiga fábrica de moagem em Castro Verde, tivémos juntos a tocar e a trocar ideias, virtuosidades e dicas para o futuro, tocadores como: Mestre Manuel Bento,Pedro Mestre,Amilcar Martins da Silva e Márcio Isidro pela viola campaniça alentejana, Vitor Sardinha pela viola de arame madeirense; Rafael Costa Carvalho pela viola da Terra dos Açores e José Barros pela viola Braguesa de Braga.
A metodologia escolhida para o evento, foi a de estender pelos 3 dias a exposição oral e execução prática nas suas violas ,dos tocadores das 4 violas em análise.
Assm, no primeiro dia assistimos à exposição oral dos dois tocadores que vieram das ilhas: O Rafael Costa Carvalho dos Açores , e o Vitor Sardinha da Madeira.
O primeiro foi o Rafael, que nos falou sobre a viola da terra, contando a sua

história, descrevendo a sua composição física, explicando a simbologia das suas