Já aqui falei na incursão que na semana passada realizei planície adentro, no que chamei, ao alentejo profundo.
Partindo dos Porteirinhos (freguesia do Rosário) desfrutei de uma paisagem de tirar a respiração, na sua multiplicidade de côres, onde o verde assume a liderança. polvilhado de lilases, roxos,castanhos dourados, amarelos,azuis e um sem número de outras côres e odores de espantar.
Dessa loucura para os sentidos dei aqui algumas imagens.

Mas não foi só paisagem que tive o privilégio de usufruir.
Aqui encontrei também marcas que fazem a História da região.
Refiro-me a edificações de pedra chamadas "fornos de cal", que foram utilizados na região até aos anos 50 do século passado.
Embora muitos já em mau estado, mantêm a sua majestada afirmando-se orgulhosamente como testemunho da importância que tiveram na economia da região, de então.

A cal é conseguida através da liquidificação das pedras mármores a altas temperaturas. Assim, e até há bem pouco tempo, os fornos de cal tinham um papel importante no Alentejo, tanto a nível patrimonial, pois ajudavam a manter uma imagem única na Europa, como ambiental, pois ajudavam à limpeza dos detritos da produção industrial de mármores e à higiene dos centros urbanos. Actualmente, com a introdução da tinta plástica, considerada mais duradoura, os fornos de cal perderam importância estando por isso a desaparecer.
O óxido de cálcio (conhecido como cal) é uma das substâncias mais importantes para a indústria, sendo obtida por decomposição térmica de calcário (de 825[1] a 900 °C). Também chamada de cal viva ou cal virgem, é um composto sólido branco.