OS DOIS PRIMEIROS DIAS DA VIDA
DO NOVO CINE TEATRO DE CASTRO
VERDE FORAM DE FESTA, QUE CUL-
MINA HOJE COM CHAVE DE OURO-
O CONCERTO COM SERGIO GODINHO
É logo às 21,30 que SERGIO GODINHO subirá ao novo palco do novo Cineteatro de Castro para espalhar a sua magia.

Os festejos encerram pois hoje, dia 16 de Janeiro pela voz de Sérgio Godinho. O cantor traz a Castro Verde temas como “O Primeiro Dia”, “A Noite Passada”, “É Terça-Feira”, “Com um brilhozinho nos olhos”, “Espectáculo”, “Liberdade”,num concerto que pretende atravessar os cerca de trinta e cinco anos de carreira do cantor. O concerto, com início marcado para as 21h30, promete deixar na memória de todos a reabertura do equipamento que oferece há anos, aos cidadãos castrenses, uma programação cultural rica e plural e, que volta agora em força.
Sérgio Godinho é mais que um cantar, é uma voz que ousou enfrentar nos tempos da ditadura ,um regime opressivo e antidemocrático.
Pagou com o exilio.
Sérgio Godinho (Porto, 1945) é um poeta, compositor e intérprete português.
Como autor, compositor e cantor, personifica perfeitamente a sua música “O Homem dos 7 Instrumentos”. Multifacetado, representou já em filmes, séries televisivas e peças teatrais. A Dramaturgia surge com a assinatura de algumas peças de teatro assumindo-se também como realizador.
Aos 20 anos sai de Portugal, voltando as costas à guerra colonial. Permanece 9 anos afastado do país. A sua maior ligação é com a capital francesa, Paris, onde integra por dois anos o elenco do musical “Hair” e começa a esboçar as suas primeiras músicas, tomando contacto com outros músicos portugueses, como José Mário Branco, Zeca Afonso e Luís Cília. Passou ainda por Amsterdão, Brasil e Vancouver.
Em 1971 colabora no primeiro álbum a solo de José Mário Branco, Mudam-se os tempos mudam-se as vontades, e viria nesse mesmo ano a concretizar a sua estreia discográfica ao gravar, em solo francês, o LP Os sobreviventes. Gravou ainda no exílio o álbum Pré-histórias, em 1972.
Ainda que constantemente censurados, estes álbuns conseguiram alcançar popularidade entre o público português no ano seguinte, tendo inclusivamente a imprensa premiado Sérgio como “Autor do ano” e Os Sobreviventes como “Disco do ano”.
Já no Canadá, casa-se com sua primeira mulher, Shila, colega na companhia de teatro The Living Theatre. Estabelece-se numa comunidade hippie em Vancouver, e é aqui que recebe a notícia da revolução do 25 de Abril, que o leva a regressar a Portugal. Já em terras lusitanas, edita o álbum À queima-roupa (1974) um sucesso que o faz correr o país, actuando em manifestações populares, frequentes no pós 25 de Abril.
Desde então a sua carreira não mais parou; duas das suas canções mais aclamadas, são: "É terça-feira" e "Com um brilhozinho nos olhos".