quinta-feira, novembro 30, 2006

CEIFEIRAS DA SEMBLANA

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CEIFEIRAS DA SEMBLANA

Graças às novas tecnologias é agora possível estar a escrever este "post", ao mesmo tempo que ouço o programa PATRIMÓNIO na Rádio Castrense através da net, e escuto em directo AS CEIFEIRAS DA SEMBLANA , neste momento a entoar CANTA CANTA PASSARINHO.
Saudamos o Grupo pela sua qualidade, e também o ensaiador ANTÓNIO PINTO dos PORTEIRINHOS, também presente no estudio.

CANTA ,CANTA, PASSARINHO

Canta, canta, passarinho
Canta, canta, miudinho
Na palma da minha mão Quero ver você voando, quero ouvir você cantando
Quero paz no coração
Quero ver você voando, quero ouvir você cantando
Na palma da minha mão
Na palma da minha mão tem os dedos, tem as linhas
Que olhar cigano caminha procurando alcançar
A nau perdida, o trem que chega, nova dança
Mata verde, esperança
Em suas tranças vou voar
Passarinho, vou voar


Grupo Coral As Ceifeiras da Semblana

Este grupo surgiu, em 2001 quando três mulheres frequentavam um curso de pintura e nele começaram a cantar. O nome dado ao grupo surgiu porque os elementos gostavam muito dos trajes das ceifeiras e antigamente havia muitas ceifeiras na Semblana.

Inaugurado em 2003, no Centro Cultural da Semblana, é formado por 12 elementos.


Este traje procura reproduzir os que eram usados pelas ceifeiras, são todos iguais mas têm cores diferentes.

O grupo tem como hino”Eu sou uma alentejana”, sendo a Sr. Maria Antónia Revês a fazer normalmente o alto e quem costuma começar as cantigas são as senhoras Julieta Pinto, Maria Lídia Dias e Ilda Colaço. Tem aproximadamente 45 cantigas, costumando cantar aquelas cujas letras têm normalmente a ver com o concelho, com o distrito ou com a Semblana.

Já gravaram um CD, juntamente com os grupos corais “As Mondadeiras de Santa Cruz” e “As Andorinhas do Rosário” .

pensamento

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“Aquele que ao longo do dia:
É activo como uma abelha;
Forte como um touro;
Trabalha que nem um cavalo;
E no fim de semana se sente cansado como um cão,
Deveria consultar um veterinário.
É bem provável que seja um grande burro

terça-feira, novembro 28, 2006

grupos de cante alentejano - GRUPO CORAL E ETNOGRÁFICO VOZES DE CASÉVEL

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O NOSSO BLOG CONTINUA
A DIVULGAR OS GRUPOS
DE CANTE ALENTEJANOS
HOJE TEMOS :



O Grupo Coral e Etnográfico VOZES DE CASÈVEL ,foi fundado em 1988

Grupo Coral e Etnográfico "Vozes de Casével"

Fundação:
1. Nome: “Vozes de Casével” – Grupo Coral e Etnográfico Este Grupo faz parte da Associação de Cante Alentejano – Vozes das Terras Brancas, com sede em Casével, no concelho de Castro Verde. Foi fundado em 2 de Fevereiro de 1988

Actuações:
cerca de 20 a 25 actuações por ano

Traje:
Garibalda aos quadrados azuis e brancos, garibalda aos quadrados vermelhos e brancos, calças azuis, pretas e cinzentas, lenço vermelho, chapéus castanhos e pretos, trajes representativos de algumas profissões do Alentejo: lavrador, feitor, moleiro e cadeireiro.

Edições:
Uma "cassete" e um CD em 1996: "É tão lindo o Alentejo". Um novo CD em 2006.

domingo, novembro 26, 2006

LETRAS DE MODAS ALENTEJANAS

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CONTINUAMOS A DIVULGAR
LETRAS DE MODAS DO
ALENTEJO.

LEVANTEI-ME UM DIA CEDO

Oh meu amor , meu amor,
Oh meu amor, oh meu bem!
O que eu não fizer por ti,
Oh meu lindo amor!
Não farei por mais ninguém!

Levantei-me um dia cedo,
Para ver o cartaxinho,
Levava pasto no bico
Ó meu lindo amor!
Já ia fazer o ninho!
Já ia fazer o ninho
Em cima do arvoredo
Para ver o cartaxinho
Ó meu lindo amor!
Levantei-me um dia cedo

O meu amor ontem à noite,
Pela vida me jurou,
Que se ia deitar ao mar
Oh meu lindo amor!
Se ele é tolo, eu cá não sou

sexta-feira, novembro 24, 2006

FEIRA DE CASTRO 2006

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A FEIRA DE CASTRO DESTE ANO, 2006

escritores e poets alentejanos . JOSÉ LUIS PEIXOTO

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CONTINUA O NOSSO BLOG
A DIVULGAR ESCRITORES
E POETAS ALENTEJANOS.
HOJE LEMBRAMOS
JOSÉ LUIS PEIXOTO


poema

quando voltaste, os teus olhos a as tuas mãos eram
chamas a falarem para mim.
eu estava na cama onde nasci vezes de mais.
peço-te, nunca esqueças o meu olhar de quando
voltaste.
era de noite. eu não esperava mais nada.
e tu voltaste. tão bonita.
és tão bonita. no mundo, deve haver um jardim tão
bonito como tu.
voltaste.
eu sorri tanto. fui feliz e, nesse momento, morri

José Luís Peixoto

José Luís Peixoto (1974, Galveias, Portalegre, Portugal), escritor Português. Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. Tem publicado poesia e prosa. Recebeu o Prémio Jovens Criadores (área de literatura) nos anos 97, 98 e 2000. Em 2001, o seu romance «Nenhum Olhar» recebeu o Prémio Literário José Saramago. Está representado em diversas antologias de prosa e de poesia nacionais e estrangeiras. É colaborador de diversas publicações nacionais e estrangeiras. Em 2005, escreveu as peças de teatro «Anathema» (estreada no Theatre de la Bastille, Paris) e «À Manhã» (estreado no Teatro São Luiz, Lisboa). Os seus romances estão publicados em França, Itália, Bulgária, Turquia, Finlândia, Holanda, Espanha, República Checa, Croácia, Bielo-Rússia e Brasil. Estando actualmente em preparação edições no Reino Unido, Hungria e Japão.


obras publicadas

Ficção
2000 - Morreste-me
2000 - Nenhum Olhar
2002 - Uma Casa na Escuridão
2003 - Antídoto

Poesia
2001 - A Criança em Ruínas
2002 - A Casa, a Escuridão.

Prémios
Prémio "Jovens Criadores" do Instituto Português da Juventude de 1997, 1998 e 2000
Prémio José Saramago, da Fundação Círculo de Leitores, 2001.

preliminares

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O Homem olha-se no espelho e diz à esposa:
- Estou tão feio, gordo, careca, barrigudo e acabado! Preciso de um elogio...
E a mulher responde:
- Ainda vês bem

CORO DA GULBENKHIAN NA BASILICA REAL, EM CASTRO VERDE

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CORO GULBENKIAN
Concerto de Abertura do 3.º Festival “Terras Sem Sombra”

CORO DA GULBENKHIAN

25 NOV. BASÍLICA REAL. 21H30

Concerto de Abertura

Intérpretes: Coro Gulbenkian

Maestro: Jorge Matta

Programa: Motetos de Pero de Gamboa (1563?-1638) e Vilancicos “negros” do manuscrito 50 de Santa Cruz de Coimbra (sec. XVIII)


O III Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo "Terras Sem Sombra", traz de regresso à Basílica Real o Coro Gulbenkian, numa noite em que Castro Verde recebe uma visita do “Congresso Internacional de Museus e Tesouros da Europa”.

III Festival Terras sem Sombra


O Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja e a Arte das Musas promovem, entre 15 de Novembro de 2006 e 24 de Março de 2007, o 3º Festival Terras sem Sombra – Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo.

O festival, intitulado “As Formas do Som: Vozes e Instrumentos”, apresenta uma programação de nível internacional, indo ao encontro das tradições mais profundas da música litúrgica e devocional.

Iniciado em 2003, o Festival Terras sem Sombra, Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo, tem-se caracterizado desde então por uma programação de qualidade internacional de concertos de música erudita, juntamente com conferências temáticas e outras iniciativas que visam o reencontro com edifícios que, na maior parte dos casos, estiveram até há pouco encerrados ao público ou com sérios problemas de degradação.

O Festival é itinerante, apresentando concertos em concelhos do Baixo Alentejo, do litoral ao interior. Apresenta-se contextualizado por um inovador projecto de animação e valorização patrimonial da Diocese de Beja e já percorreu os concelhos de Almodôvar, Beja, Castro Verde, Cuba, Moura, Odemira, Santiago do Cacém, Sines e Vidigueira.

A 3ª edição do Festival conta com a presença de músicos nacionais e internacionais e com a

segunda-feira, novembro 20, 2006

imagens do alentejo

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DO CIMO DE SÃO PEDRO DAS CABEÇAS PERTO DE CASTRO VERDE ,AVISTA-SE O MONTE VISEU EM PRIMEIRO PLANO, E LÁ AO FUNDO CHOVE TORRENCIALMENTE

PRELIMINARES

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Dois antropófagos viajavam a bordo de um avião
A hospedeira veio trazer-lhes a lista da refeição.
-Não senhora hospedeira, traga-nos antes a lista de passageiros

quinta-feira, novembro 16, 2006

PROGRAMA PATRIMÓNIO da RÁDIO CASTRENSE

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Uma escelente notícia para os nossos leitores, especialmente aqueles que nos lêem fóra do Alentejo, e que não apanham a Rádio Castrense via Rádio.
A partir de agora, todos podem ouvir o Programa PATRIMÓNIO da Rádio Castrense, dirigido pelo dr.JOSÉ FRANCISCO COLAÇO GUERREIRO, todas as 5ª.feiras entre as 21,20 e a meia noite e a repetição aos domingos de manhã.
E como?

Pela internet.

acedes a:

www.radio.com.pt

aparece uma página da Associação Portuguesa de Radiofusão,
então , do lado direito dessa página,aparece a azul - ROLI - Escuta de Rádios online

Carregas aí, e logo te aparece um quadro encimado pelas palavras AP ONLINE RADIO.

Por baixo tens dois espaços a dizer : DISTRITO........CONCELHO....

Escreves no espaço Distritoa a palavra BEJA

Logo te aparecem os nomes de várias rádios, a primeira das quais é logo a RADIO CASTRENSE.

``à direita carregas no símbolo do autofalante e aparece-te a imagem e o som da tua Rádio Castrense. Ouve, curte e espalha!!!!

Tu que nos lês em Lisboa, no Feijó, no Canadá, em França, Suiça, Alemanha, Estados Unidos e que não apanhavas a Rádio Castrense, passaas a poder fazê-lo

GRELHA DE PROGRAMAÇÃO
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Grelha de Programação

2ª a 6ª Feira

08.00 às 11.00h : Grande Manhã - Filipe Galamba

11.00 às 12.00h : Antes Que a Manhã Termine - Guida Sobral

12.00 às 13.00h : Alentejo Informativo - Andreia Graça

13.00 às 14.00h : C.A.R. 1ª Edição - Nelson Rodrigues

14.00 às 15.00h : C.A.R. 2ª Edição - Guida Sobral

15.00 às 16.00h : Biblioteca de Sons - Guida Sobral

16.00 às 18.00h : Zona Jovem - Filipe Galamba

18.00 às 19.00h : Neves Corvo - José Luis Jones (2ª Feira)

Acontece - Carlos Pinto Coelho (6ª Feira)

19.00 às 20.00h : Companhia da Salsa - Ghislaine Franco (4ª Feira)

20.00 às 21.00h : Companhia da Salsa - Ghislaine Franco (4ª Feira)

O Mau Pastor - Gabril Jesuino (6ª Feira)

21.00 às 22.00h : O Mau Pastor - Gabril Jesuino (6ª Feira)

Património - José Francisco Colaço (5ª Feira)

22.00 às 20.00h : Património - José Francisco Colaço (5ª Feira)

Interzona - Fernando Cabrita (2ª e 3ª Feira)

Improvisos - Filipe Pratas (4ª Feira)

I II Andamento - Filipe Pilar e Rui Santana (6ª Feira)

(O restante espaço é preenchido com música variada)





Sábado:

08.00 às 11.00h : Manhãs de Sábado - Carla Gonçalves

11.00 às 13.00h : O Campo das Palavras - António José Brito

13.00 às 14.00h : Música variada

14.00 às 15.00h : C.A.R. - Nelson Rodrigues

15.00 às 16.00h : Top Car - Nelson Rodrigues

16.00 às 00.00h : Música variada



Domingo:

08.00 às 11.00h : Património - José Francisco Colaço (reposição)

11.00 às 13.00h : Música variada

13.00 às 14.00h : Neves Corvo - José Luis Jones (reposição)

14.00 às 19.00h : Antena Desportiva - Rui Rosa

19.00 às 21.00h : Música variada

21.00 às 00.00h : C.A.R. - Nelson Rodrigues

00.00 às 08.00h : Música variada

quarta-feira, novembro 15, 2006

COZINHA ALENTEJANA

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Sopa de Poejos com Ovos ou Poejada

Ingredientes:
Para 4 pessoas

100 g de toucinho entremeado salgado
2 colheres de sopa de banha
1 molho grande de poejos
1 cebola
1 dente de alho
1 folha de louro
1 cravinho
4 ovos
sal
pimenta
400 g de pão de 2.ª (de véspera)
Confecção:

Corta-se o toucinho às tirinhas e frita-se sobre lume brando com a banha (ou a gordura de fritar entrecosto ou outra carne de porco).
Pica-se a cebola e o alho finamente e refoga-se na gordura.
Juntam-se os poejos (previamente limpos de raízes e folhas secas), cortando as hastes e as folhas em pequenos troços, o louro e o cravinho.
Deixa-se estalar durante cerca de 2 minutos.
rega-se com 1,5 litros de água, tempera-se com sal e pimenta e deixa-se ferver tapado durante 30 minutos.
Antes de servir, escalfam-se 4 ovos (1 por pessoa) no caldo da sopa.
Retiram-se os ovos e colocam-se sobre pão já cortado às fatias e na terrina em que a sopa será servida.
Rega-se com o caldo, abafa-se e serve-se.

*Como no Alentejo é hábito fritar-se o entrecosto ou outra carne de porco temperada com massa de pimentão, a gordura resultante desta fritura é a que se utiliza geralmente para fritar o toucinho para a sopa de poejos.
A esta gordura dá-se o nome de «banha corada».

CRISTOVÃO COLOMBO ERA ALENTEJANO

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RECENTEMENTE NA VILA ALENTEJANA DE CUBA
FOI INAUGURADA UMA ESTÁTUA DE CRISTÓVÃO
COLOMBO ,QUE SEGUNDO UMA TESE PORUGUESA,
TERIA NASCIDO NAQUELA VILA.

"Cuba inaugura estátua e exige reposição histórica


A "estátua da polémica" foi ontem descerrada em pleno interior alentejano, no centro da vila de Cuba, numa homenagem a um "filho da terra" - Cristóvão Colón - que as teses de investigadores portugueses garantem ser o célebre descobridor das Américas.
A homenagem atraiu a população ao principal largo da terra para assistir a uma cerimónia com "pompa e circunstância", em que, segundo a agência Lusa, não faltaram as principais autoridades regionais, um representante da ministra da Cultura e o emocionado embaixador de Cuba em Lisboa.
"Esta estátua da polémica vai ser origem de debate e de mais investigação nos meios académicos em torno da naturalidade do descobridor das Américas", admitiu o presidente da Câmara Municipal de Cuba, Francisco Orelha, convicto das teses portuguesas que atribuem ao cubense Cristóvão Colón a autoria do feito histórico. É a Cristóvão Colón, pseudónimo do alentejano Salvador Fernandes Zarco, filho ilegítimo do duque de Beja com Isabel Gonçalves Zarco, que as teses portuguesas atribuem a descoberta das Américas, e não ao genovês Cristóvão Colombo."
"
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Cristóvão Colombo (local incerto, c. 1451 — Valladolid, 20 de Maio de 1506) foi um navegador e explorador que alcançou a América em 12 de Outubro de 1492 sob as ordens dos Reis Católicos de Espanha. Crendo que a terra era uma esfera relativamente pequena, empreendeu a sua viagem através do Oceano Atlântico com o objectivo de atingir a Índia, tendo na realidade descoberto as ilhas das Caraíbas (Caribe) e, mais tarde, as costas do Golfo do México na América Central.

Origens

Sua origem mais provável é genovesa (embora alguns historiadores e escritores mantenham a teoria que vinha do Reino de Aragão, do Reino de Galiza ou do Reino de Portugal,da Vila de Cuba, no Alentejo, entre outros). Realmente a sua origem é um enigma, por ter-se perdido muito material, e pelos interesses de vários países em adoptá-lo como filho. A partir de finais do século XIX, e do centenário de 1892, foi considerado natural de Génova. Actualmente, historiadores diversos levantam a hipótese de ele ser português, catalão, basco, galego e mesmo grego, e quase certamente de ascendência judaica. A teoria ainda mais aceita pelos historiadores é que era genovês.[1].

Conhecia as línguas antigas, como latim e hebraico, matemática, cosmografia, geometria e conhecia todos os instrumentos da marinha e a navegação tão bem que era tido como o mais instruído homem do mar em toda a Espanha. Não escrevia italiano, mas sim uma forma aportuguesada do castelhano e comunicava-se directamente com o rei D. João II.


Tese portuguesa

Um novo livro O Mistério Colombo Revelado (Ésquilo Edições, 2006) opina que Colombo de Itália não era o navegador e o testamento de Colon foi falsificado depois de 1573 para dizer que ele era nascido em Génova.[1] Segundo esta tese, uma entre muitas, Cristóvão Colombo seria Salvador Fernandes Zarco, nobre ilegítimo natural da vila alentejana de Cuba em Portugal, e familiar de João Gonçalves Zarco, antigo navegador português - o que justifica o facto de ter supostamente baptizado ilhas com o nome de São Salvador e Cuba (para além de muitas outras cujo nome se relaciona com a sua família e região), o facto de ele e seus dois irmãos nunca escreverem italiano mas sim um castelhano aportuguesado (ainda hoje corrente em comunicações entre portugueses e espanhóis), e ter contacto directo com o Rei de Portugal e ligações às regiões da Ilha da Madeira e do Alentejo (tal como o seu antepassado).

De acordo com esta teoria Colombo é uma forma errada do seu apelido Colon que quer dizer membro em grego. O nome Colombo foi usado durante os últimos 500 anos em quase todos os paizes menos os de lingua Espanhola que sempre lhe chamaram pelo nome correcto de Colon. Colombo é italiano; Columbus é latim; Pombo é português; Colombe é francês; e Colom é catalão mas todos estes nomes significam Pombo/Pomba e nenhum tem o significado de membro escolhido pelo navegador.[2]

Na sua assinatura hierática lê-se Xpo ferens ("portador de Cristo") além de siglas que originaram interpretações variadas, mais convencionais ou esotéricas. Quem defende que Colombo era Salvador Fernandes Zarco associa com naturalidade a referência de Cristo ao seu nome próprio (Cristo veio ao mundo como um salvador) bem como a expressão "ferens", associada a "Fernandes", e uma das siglas mais utilizadas, onde as letras S, F e Z se vislumbram com facilidade.


Finalmente, no princípio do século XXI, chegou a vez da teoria portuguesa ser considerada mesmo a sério.

Tem havido uma tradição histórica de séculos de que o navegador Cristovão Colombo, ou Salvador Fernandes Zarco, ou Cristovão Cólon, era filho de gente portuguesa. O pai teria sido o Primeiro Duque de Beja, D. Fernando, filho do Rei D. Duarte, que teve aos 19 anos amores proibidos com uma rapariga da Corte Real chamada Isabel Gonçalves Zarco, filha do navegador e descobridor de Porto Santo e da Madeira, João Gonsalves Zarco. A donzela engravidou e foi parir o menino a Cuba, no Alentejo, terra que fica a vinte quilómetros ao norte de Beja. Mas não há certidão de nascimento, nem de baptismo! Vários historiadores têm defendido, sim, a teoria portuguesa analisando outros documentos. Portanto temos que analisar a teoria portuguesa por meio de duas formas:

(1) Documentos coevos ou do tempo em que o navegador Cristovão Cólon viveu entre 1452 até 20 de Maio de 1506.

(2) Análise científica por meio do ADN, (Ácido desoxirribonucleico)

nas ossadas e nas células dos descendestes vivos relacionados geneticamente com o célebre navegador.


(A) - Documentos

Aqui está a lista dos documentos que atestam a teoria portuguesa:

(1) Primeira Bula Papal de Alexandre VI de 3 de Maio de 1493, com o nome em português arcaico: Cristofõm Colon.

(2) Segunda Bula Papal de 4 de Maio de 1493 com o nome em português arcaico: Cristofõm Colon.

(3) Análise em português da firma ou Sigla do navegador .

(4) Análise do Monograma do nome Português Salvador Fernandes Zarco.

(5) Análise da Benção do navegador ao filho Diogo, nas doze últimas cartas.

(6) Análise da composição do Brasão do Navegador com símbolos portugueses.

(7) Mais de quarenta vocábulos topónimos portugueses usados pelo navegador na nova geografia depois das quatro viagens que ele fez à região das Caraíbas. (Nem sequer um nome italiano!) A explicação de cada assunto enumerado nesta lista está exposta na minha website nos respectivos títulos. Consulte-os.

(B)- Diagnóstico por meio do ADN (Ácido desoxirribonucleico)

Tese italiana, genovesa

Há várias versões das origens e vida de Colombo antes de 1476. A visão tradicional que era nascido entre 26 de agosto e 31 de outubro de 1451, em Génova filho de Domenico Colombo e Susanna Fontanarossa, ligados ao comércio de lanifícios está agora provada errada tanto por análises de forensica como pelos factos iluminados no livro O Mistério Colombo Revelado.

Em 1477 vivia em Lisboa, o centro europeu das actividades de descobertas. Alguns historiadores pensam que viajou até ao Canadá passando pela Irlanda a Islândia e a Groenlândia em 1477; à Ilha da Madeira, Porto Santo e os Açores, e ao longo das costas da África ocidental entre 1482 e 1485, alcançando São Jorge da Mina na costa da Guiné.

Casamento e posteridade

Casou em 1479 com Filipa Moniz, filha de família nobre de sangue real, e cujo pai, Bartolomeu Perestrelo, foi um dos povoadores e capitão donatário de Porto Santo.

Teve um filho de Filipa em 1480, Diogo Colombo (Colón).

Colombo viveu desde 1485 em Espanha e teve uma amante Beatriz Enríquez de quem teve um filho, Fernando Colón, em 1488.

A ideia

A Europa cristã procurava uma passagem para a India, fontes do comércio de especiarias e jóais. Em resposta à hegemonia terrestre muçulmana, Portugal procurou uma rota marítima para a Índia, e promoveu feitorias ao longo da costa de África.

Durante a sua estadia em Portugal, Colombo corresponde-se com Paolo Del Pozzo Toscanelli (o que ajuda à tese de Colombo português, porque nunca escreveu em língua itálica, nomeadamente genovês). Passava intencionalmente uma estimativa errada que a distância era mais curta que a aceite pela Junta de Matemática do rei D. João II de Portugal. Estes aceitavam a reivindicação de Ptolemeu que a massa de terras (a Eurásia e a África) ocupavam 180 graus da esfera terrestrial, com 180 graus de mar. De fato só ocupa uns 120 graus. Colombo usou os cálculos de Pierre d'Ailly, que a massa de que a terra ocupava 225 graus, deixando 135 graus de mar e atribuía um comprimento menor ao grau de longitude terrestre o que fez convencer os Espanhois em conjunto com o golobo de Martim de Bohemia. A circunferência verdadeira da Terra é de aproximadamente quarenta mil quilômetros (24 900 milhas). Colombo disse que era de 19 000 milhas modernas (ou 30 600 quilômetros) e afirmava que a distância ao Japão era 2400 milhas náuticas (cerca de 4444 quilômetros).

Não é certo que ele propôs esta ideia e que viu-se afastado por D. João II, cujos peritos consideravam a idéia insensata. Mas é mais certo que ele tinha uma missão de apresentar este plano somente a Castela. Para conseguir esta armadilha Colombo conseguiu cartas de patrocino do rei de Inglaterra de França e de Portugal. Finalmente Colombo conseguiu fazer aprovar o projecto da sua viagem junto dos reis católicos, após a conquista de Granada, com a ajuda do confessor da rainha. Os termos da sua contratação tornavam-no almirante dos mares e governador e vice-rei das terras a descobrir.

Alguns defensores da nacionalidade portuguesa de Colombo admitiam que a proposta aos reis católicos servia exclusivamente para distraí-los do verdadeiro caminho para a Índia, que os portugueses tinham a certeza que era em direcção contrária o que é agora propvadop ser verdade no livro O Mistério Colombo Revealdo.

Expedições

Parte para a sua primeira viagem em 1492, com três pequenas embarcações (caravelas). Toca na Grã-Canária e ruma ao sudoeste; três meses depois chega a um ilhéu das Bahamas a que deu o nome de São Salvador (Salvador seria o seu nome próprio segundo a tese da nacionalidade portuguesa, o que justifica este baptismo à primeira ilha encontrada). Continuando a navegar costeou Cuba (segundo os próprios cubanos [2] o nome é derivado da palavra Taíno, cubanacán, significando "um lugar central".) e chegou ao Haiti a que deu o nome de Hispaniola. Convencido de ter chegado à Índia deixa lá uma pequena colónia e regressa à Europa.

A sua segunda viagem iniciou-se em 1493, com três naus e catorze caravelas, avista as Antilhas e aborda a Martinica. Ruma depois para norte e chega a Porto Rico. Vai a Hispaniola onde a pequena colónia tinha sido morta pelos indígenas, deixa outro contingente de homens e, virando para ocidente, chega à Jamaica. Nessa viagem funda Isabela, atual Santo Domingo, na República Dominicana, a primeira cidade no continente américano.

Para a terceira viagem, parte em 1498, com seis naus, e chega a Trinidade depois de uma atribulada viagem. Voltando a sul chega a uma grande terra que pensou ser uma ilha e a que chamou Gracia. Rumando a norte chega a São Domingos, cidade formada por Fr. Bartolomeu. Entra em conflito com o governador e ele e o irmão são presos e enviados para Espanha.

Na quarta viagem, sai de Cádiz com quatro naus em 1502, propondo-se chegar ao Oriente. Avista a Jamaica e, depois de grande tempestade, chega à Ilha de Pinos (Honduras). Avistou depois as costas da Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Devido ao péssimo estado das naus tem de regressar a Hispaniola, donte volta a Espanha.


Últimos anos

Colombo sempre atribuiu as suas viagens ao desejo de converter novos povos ao Cristianismo, uma crença que se intensificou com a idade. Reivindicou ouvir vozes divinas, e procurou que se organizasse uma nova cruzada para capturar Jerusalém. Usava as vestes de franciscano, e descreveu as suas explorações ao "paraíso" como parte do plano divino de que resultaria o último julgamento e o fim do mundo.

Por outro lado, exigiu da Coroa espanhola 10% de todos os lucros nas terras novas descobertas, conforme o acordo antecedente com os Reis Católicos. Como Colombo já não governava as Índias, o novo monarca rejeitou estas pretensões. Os seus filhos processaram a Coroa para obter parte dos lucros do comércio com a América, mas perderam a causa cinqüenta anos mais tarde.

Razoavelmente rico devido ao ouro que os seus homens tinham acumulado em Hispaniola e particularmente honrado pelos seus filhos, Colombo morreu em Valladolid a 20 de Maio de 1506.

segunda-feira, novembro 13, 2006

preliminares

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Era uma vez um fazendeiro que tinha um galinheiro com 180 galinhas e estava procurando um bom galo.
Um belo dia, o fazendeiro vai até o povoado, entra na galeria e diz para o galeiro:
-Boa tarde! Procuro um bom galo capaz de cobrir todas minhas galinhas.
O galeiro responde:- Quantas galinhas tens?
- 180, diz o fazendeiro.
Então o galeiro puxa uma gaiola com um galo enorme, musculoso, com a crista de pé, olhos azuis e uma tatuagem dos Adiafa no peito, e diz para o fazendeiro:

- Leva esse aqui, o Pedrão, ele não falha.
O fazendeiro leva o galo e no dia seguinte, pela manhã, solta -o no galinheiro.
O galo sai correndo, pega a primeira galinha, e pega a segunda, dá a primeira, e quando estava na segunda... cai morto.
O fazendeiro olha e diz:- Aquele galeiro fdp, este galo comeu duas galinhas e capotou.
Então, pegou o galo pelo pescoço e levou-o até o galeiro e contou o que aconteceu.
O galeiro se desculpou apresentando-lhe outro galo.
Este era preto, de crista amarela, olhos negros e tênis da Nike.
E diz para o fazendeiro:
- Esse aqui é o kiKINHO. Dá uma olhada no trabalho dele depois me conta.
O fazendeiro volta pra fazenda com o galo e repete a manobra:
solta o bicho no galinheiro, o galo sai alucinado, come a primeira galinha de pé, pega a segunda e traça-a encostada na cerca, com a terceira dás duas e quando está bombando a quarta, cai morto no meio do galinheiro.O fazendeiro, enfurecido, pega o galo e vai falar com o galeiro:
- Escuta aqui, ô vagabundo, é o segundo galo que tu me vendes e que não presta pra nada.
-É melhor você me vender um galo decente ou vou tocar fogo em tudo aqui, sacou cara!!!
Então o galeiro mostra-lhe um galo miúdo, pelado, cabeçudo, sem crista nem penas, com olheiras, corcunda, com tênis de lona e uma camisa azul clara com os dizeres "NÃO ESTUDO EM NENHUMA FACULDADE" e diz ao fazendeiro:
- Olha, é só o que me resta. O nome dele é Severino.
- Que merda vou fazer com este galo alentejano?...
Chegando à fazenda solta o Severino no galinheiro. O galo arranca a camisa e sai enlouquecido comendo todas as 180 galinhas. Dá uma respirada e come as 180 de novo.
Sai correndo e enraba o pastor alemão, aí o fazendeiro pega ele,dá dois sopapos para acalmá-lo e tranca-o na gaiola.
Que fenômeno é este galo!!! pensa o fazendeiro.
As galinhas estavam enlouquecidas com o Severino.
- Que o Severino é isto..., que o Severino é aquilo...,
é uma loucura total, todas as galinhas estavam querendo mudar-se pra Baleizão terra natal de Severino).
no dia seguinte solta o bicho de novo, o Severino sai levantando poeira.
Dá duas voltas no galinheiro facturando tudo que é buraco com penas que encontra pelo caminho, sai correndo e come o cachorro, o porco e vacas.
O fazendeiro corre atrás, pega -o pelo pescoço, dá umas chacoalhadas para acalmá-lo e mete-o na gaiola.
-Que galo sacana, vai me cobrir a fazenda inteira!!!, diz o fazendeiro todo satisfeito.
No dia seguinte, vai buscar o galo e encontra a jaula toda arrebentada. - O Severino fugiu!!!
Sai correndo para o galinheiro e encontra todas as galinhas fumando e assobiando, lá fora, o porco com o rabo para o sol, as duas vacas deitadas no chão falando no Severino, o cachorro com a bunda assada, e pensa:
Ele vai comer o gado do vizinho, vão me matar!!!
Então pega no cavalo e sai procurando o Severino sem descanso, seguindo as pistas deixadas por ele (cabras suspirando, bodes passando hipoglós na b..., uma tartaruga que perdeu o casco no tranco, um touro provando lingerie, um pônei sentado no gelo, um bambi curado de hemorróidas....) até que, de repente, à distância, vê o Severino caído no chão.Uma cena aterradora!!!
E os abutres voando em círculos, se babando de fome!
Quando viu os abutres sobrevoando, o fazendeiro entendeu a situação. - Nãaaooooo, Severinoooooo!!!
Morreuuu o Severinoooo!!! Logo agora que tinha encontrado um galo de verdade!!!
e no meio do lamento, cuidadosamente o Severino abre um olho, olha para o fazendeiro, pisca e diz:
-Pshiuuuuuuu!!! Fica quieto!

-DEIXA-OS POISAR...!!!!!!!!!!!

sábado, novembro 11, 2006

imagens do alentejo - CAFÉS DE ALMODÔVAR

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O CAFÉ DIAS, EM ALMODÔVAR, AGORA COM A GERÊNCIA DO PAULO GUERREIRO

É dos Cafés mais antigos de Almodôvar, faz parte da sua história.
A bica é saborosa.
O serviço tradicional, o ambiente muito alentejano, isto é, familiar e afectuoso.

MONTE DA DOTESTA

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VISTA AÉREA DO MONTE DA DOTESTA

É com grande satisfação que vemos integrar a equipa de colaboradores do nosso Blog , o ELISIÁRIO GUERREIRO CANDEIAS, que nos traz uma imagem do seu Monte, o Monte da Dotesta, e um pequeno texto sobre a sua localização e vicissitudes.



"O Monte da Dotesta é uma pequena povoação do Baixo Alentejo, situada na Freguesia do Rosário, no Concelho de Almodôvar.
O Rosário é uma freguesia com 60,70 km² de área e 606 habitantes (2001). Densidade: 10,0 hab/km².

Nas décadas de 40, 50 e 60, época em que estava toda povoada , tinha uma elevada taxa de população jovem, como a Ilda, a Natércia , a Herminia, a Maria Rita, a Rita, a Maria Adelina ,a Maria dos Anjos e muitas outras raparigas.
Eram elas, que após uma semana de labuta no campo, arranjavam energia e muita disposição, para organizarem alegres bailes aos Sábados à noite.
Para o efeito convidavam as amigas dos Montes da Ribeira e Porteirinhos, e juntas e com rapazes de montes vizinhos, que nunca faltavam, dançavam todo o serão, muitas vezes a toque de armónica de boca, e até, ao som das modas que elas próprias entoavam, enquanto dançavam.
Hoje, infelizmente, é uma Povoação totalmente desabitada, assim como muitas outras que existem pelo País inteiro, o que deixa alguma tristeza para quem viveu lá nessa época, e agora lá vai ou por lá passa ,com muita saudade."

Lembramos o lindo poema dedicado ao MONTE DA DOTESTA pela NATÉRCIA MARIA, nessas décadas de ouro, habitante do monte:
DOTESTA

Oh Dotesta quem te viu
Quem te vê agora então
Fica triste e desolada
Pois estás mesmo abandonada
As pedaços pelo chão.

Eras um Monte bonito
Todos gostavam de ti
Quem lá ia uma vez
Ia uma, duas , três
Que bons tempos lá vivi

REFRÃO

Era tão bom
Os que te vêem agora
Que te voltassem a vêr
Como tu eras outrora.
Que maravilha
Se voltasses novamente
Ao que eras noutro tempo
Para alegria da gente.

Não importava que o Monte
Por outros fosse habitado
Mas gostasse isso sim
De te poder vêr ainda
Novamente restaurado.

Quem te conheceu um dia
Ao vêr-te fica pasmado
De vêr o Monte que eras
Lamentam profundamente
Ao que tu tenhas chegado.

Era gente de Lisboa
Que te vinham visitar
Ficavam maravilhados
Ao vêr a casa de campo
Pr.as suas férias passar.

Muito havia pr.a dizer
Sobre ti Monte da Testa
Mas é verdade porém
Que era lá sempre uma festa.

Poema de Natércia

sabes onde fica o MONTE DA DOTESTA?

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Dentro de alguns momentos (????) vais ficar a saber.
Está a chegar imagem e texto do novo colaborador ELISIÁRIO GUERREIRO CANDEIAS.
a NÃO PERDER.

sexta-feira, novembro 10, 2006

são 12 ou 13???

..


Como se explica ???

entrevista a Alberto João Jardim



ALBERTO JOÃO JARDIM NO SEU MELHOR

quinta-feira, novembro 09, 2006

preliminares

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Um grupo de homens estava na sauna do seu clube quando um telemóvel que estava num banco começou a tocar.
Um dos homens atende.
- Estou?
- Sim, querido?
- Sim querida.
- Olha, estás na sauna?
- Sim.
- Estou em frente a uma loja de roupas com uma vison magnífico, lindo. Posso comprá-lo?
- E o vison custa quanto?
- Meu amor, só custa 300 contos...
- Bom, está bem.
- Olha, já agora, passei no concessionário Mercedes e vi o último modelo. É fantástico. Falei com o vendedor que nos faz um preço de amigo e como estamos a precisar de substituir o BMW que comprámos o ano passado...
- Quanto é o preço de amigo?
- Meu amor, são só 20.000 contos...
- Bom, como temos dinheiro para gastar. OK. Mas por esse preço quero com todos os extras. - Olha... antes de desligar deixa-me so pedir mais uma coisa.
- O quê?
- Hoje de manhã passei em frente da imobiliária e reparei que aquela vivenda que vimos no Algarve o ano passado está à venda. Lembras-te? Aquela com piscina e jardim e barbecue completamente isolada em frente aquela praia magnífica?
- E quanto é que ela custa?
- Meu querido, só custa 250.000 contos...
- Bom, como não temos ainda muitas casas podes comprar mas negoceia com o vendedor e só pagas 220.000 contos.
- Está bem, meu amor. Obrigado. Então até logo.
- Até logo.
Depois de desligar o homem vira-se para os outros e grita:
- De quem é este telemóvel?

domingo, novembro 05, 2006

Casas de Castro

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MAIS UMA CASA DE CASTRO, JUNTO AO JARDIM DA BASILICA REAL

Baldão na Feira de Castro

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Um dos momentos altos da Feira de Castro, é para mim, a noite do Baldão.
Tenho aqui falado muito do Baldão, e não tenho perdido, ano após ano, a noite em que os cantadores campaniços e serrenhos se sentam à volta da mesa, comem ,bebem, e começam a cantar, desenvolvendo em cima da hora , os temas entoam ao som da viola campaniça.
Este ano estive lá uma vez mais e entre muitas, rabisquei num guardanapo de papel uma das intervenções um cantador:

Já não ouço o Manel Graça
A cantar pró Património
até parece que lhe entrou
na sua vida um demónio

....

Porque sua poesia
era feita de chalaça
a cantar pró Património
já não ouço o Manel Graça

doçaria alentejana

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O BOLO DE GILA
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Bolo de Amêndoa e Gila

Ingredientes:

300g de amêndoa pelada e triturada;
300 g de doce de gila;
150g de açúcar;
6 Ovos;
2 Claras batidas à parte e
1 Colher de farinha.

Preparação:

Misturam-se as gemas com o açúcar. Juntam-se, ao preparado anterior, a gila e a amêndoa. Incorpore a farinha e envolvem-se as claras na massa. Vai ao forno em forma bem untada e forrada com papel vegetal.
A gila,olhando, até parece uma melancia, mas basta abrir para perceber que a polpa é branca e viscosa. Essa fruta é chamada de gila, uma parente próxima da abóbora.

sexta-feira, novembro 03, 2006

O CAFÉ COLAÇO, na GRAÇA DE PADRÕES

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Ontem passei pela GRAÇA DE PADRÕES para visitar o Zé Rodrigues e a Maria Barbara, e confesso que se apoderou de mim uma enorme angústia ao vêr in locco o histórico Café dele, o CAFÈ COLAÇO, já encerrado.
Bem sei que o motivo é justo, o Zé Rodrigues precisava de descansar, já trabalhou muito, até demais.
Aquele Café atravessou várias décadas do quotidiano da Graça de Padrões, marcou o dia a dia de muitos frequentadores, ali se contaram muitas estórias, se rejubilou com a vitória do clube de cada um,se festejou o 25 de Abril.
O CAFÉ COLAÇO, foi o espaço de convívio de muitas gerações. Por tudo isso é que que doi vê-lo desaparecer.
Felicidades Zé Rodrigues e Bárbara, deseja o nosso Blog

quarta-feira, novembro 01, 2006

imagens do alentejo

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A TRAVESSA DOS ALIADOS, VISTA DO JARDIM DA BASILICA REAL, EM CASTRO VERDE

segunda-feira, outubro 30, 2006

letras de modas alentejanas . AS MONDADEIRAS

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AS MONDADEIRAS CONTANDO «voltar
 

Quantas papoilas se avistam
Além naqueles trigais
Tantas como beijos deram
Mondadeiras e zagais

As mondadeiras contando
Suas penas, seus amores,
Não cantam, estão rezando
Num altar cheio de flores
Num altar cheio de flores,
Cada uma é um desejo,
Os Anjinhos são pastores
A capela, o Alentejo

Searas, verdes searas,
Mondadas com tanto gosto
São verdes na Primavera,
Doiradas  no mês de Agosto

quarta-feira, outubro 25, 2006

cozinha alentejana

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Migas com Carne à Alentejana
para 4 pessoas


Composição :
3 colher (sopa) massa de pimentão (i)
150 gr toucinho fumado (i)
250 gr carne de porco (i)
500 gr entrecosto
4 dente(s) alho (i)
800 gr pão de trigo

Corte o entrecosto e a carne de porco, de vépera, em cubos e tempere com alho esmagado e a massa de pimentão. No dia seguinte frite o toucinho com as carnes numa caçarola (de preferência que seja de barro). Adicione 1/2 copo de água para não queimar. Retire a carne e coe a gordura que ficou (o pingo). Corte o pão às fatias para dentro da caçarola e regue com água a ferver. Bata bem até que o pão se desfaça. Junte a gordura que guardou, o pingo, e continue a bater. Leve de novo ao lume e vá mexendo até que a massa obtenha uma crosta fina e dourada. As migas estarão prontas. Sirva numa travessa em monte com as carnes por cima, quentinhas.

terça-feira, outubro 24, 2006

imagens do alentejo -cafés de Castro Verde

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CAFÉ PARAÍSO, JUNTO À IGREJA DAS CHAGAS

sábado, outubro 21, 2006

FEIRA DE CASTRO 2006

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Mais uma FEIRA DE CASTRO, mais uma demonstração de grande vitalidade das gentes da Vila.
Grande animação e uma programação à altura.

Na tarde de Sábado tivémos o tradicional desfile de grupos de cante, com concentração na Praça do Municipio
Concentração: 15.30 hs:

Desfile: Praça Município, Rua Afonso I, Prc. Republica, Prc.Liberdade.

Grupos Participantes que desfilaram:

“Ganhões” de Castro Verde,
“As Papoilas” de Corvo(Castro Verde)
“Os Cardadores” da Sete(Castro Verde)
Os Amigos do Barreiro,
“Os Camponeses” de Vale de Vargo(Serpa)
Grupo Coral de Ourique,
Grupo Coral das Paivas(Seixal)
“Os Ceifeiros” de Cuba,
Grupo Coral da Amadora,
Grupo Coral de Reguengos de Monsaraz.


Antes, pelas 11 horas houve No Forum Municipal um colóquio debate subordinado ao tema:
: A Tradição-violas campaniças e canto `
às vozes com

Intervenções da Prof.Salwa Castel-Branco
Dr.António Medeiros
Dr.Francisco Ramos

Mais tarde

No Restaurante Pôr-do-Sol aconteceu o que é quanto a nós o ex-libris da Feira o BALDÂO:

- 6 Tocadores de Viola Campaniça,

- 30 Cantadores de Despique e Baldão.

com homenagem ao cantador, Augusto Inácio, “Barradinhas”.

ESTÁTUA "PLANICIE ALENTEJANA"

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O nosso BLOG esteve presente à nauguração da estátua "planície alentejana" oferecida À Vila de Castro Verde pelo artista plástico LANCIOTTO PULIDORI.
A cerimónia teve lugar em Setembro, integrada no Festival dos Sete Sois.

quarta-feira, outubro 18, 2006

preliminares

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Mohammed chega à sua nova escola.
- Como é que te chamas? " pergunta a professora.
- Mohammed " responde o puto.
- Aqui estamos em Portugal, não há cá Mohammeds. Daqui para a frente chamas-te Manuel" afirma a professora.
À tarde Mohammed volta a casa. " Correu-te bem o dia Mohammed ? " pergunta
a mãe.
- Já não me chamo Mohammed, mas sim Manuel, porque agora vivo em Portugal.
- Ah, tu tens vergonha do teu nome, renegas os teus pais! " A mãe fica danada e enfia-lhe uma galheta bem aviada. Seguidamente chama o pai e põe-o ao corrente da situação. Mohammed oferece a outra face e leva mais uma galheta.
No dia seguinte quando chega de manhã à escola, a professora reparando nas
marcas dos dedos na cara do míudo, pergunta: " O que é que te aconteceu Manelinho? " .
- Bem professora, ainda não tinham passado duas horas que eu era português e fui logo agredido por dois árabes"

sexta-feira, outubro 13, 2006

IMAGENS DO ALENTEJO - casas de Castro verde

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CASAS DE CASTRO, JUNTO AO JARDIM DA IGREJA

CRÓNICA DOS SETE SÓIS ,SETE LUAS

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A "CASA DAS PRIMAS", esteve uma vez mais presente no Planície do Mediterrâneo, Festival Sete Sóis ,Sete luas, que decorreu entre 7 e 10 deste mês de Setembro em Castro Verde.


TENDA ARMADA JUNTO À IGREJA DAS CHAGAS, ONDE SE SERVIA CHÁ DE MARROCOS

Foi um êxito tremendo, e ao escrever em cima do acontecimento (estamos no ultimo dia do Festival) faço-o a quente, fascinado pelo espírito vencedor que se vive em Castro.
Participei em quase todos os eventos e atesto a qualidade, quer da organização, quer do ritmo do certame , quer das performances dos artistas presentes.

Os workshops de danças orientais e mediterrânicas ministradas pelas especialistas e que decorreram no esplêndido Forum Municipal,prepararam dezenas de participantes anónimos, da vila e forasteiros desejosos de participar e aprender,para os bailes de Danças de Tradição que tiveram lugar ao fim das noites de sexta e sábado, numa Tenda montada no Parque Infantil, animados pelos grupos AL DRIÇA E AMANIDA FOLK .

WORKSHOP DE DANÇAS ORIENTAIS NO FORUM DE CASTRO

Foi exaltante assistir aos movimentos sincronizados de dezenas de jovens de todas as idades, dançando em círculo: tarantelas, chapeloises, mazurcas, chotiças, polcas e marchas, como se estivessem habituados a fazê-lo desde sempre.
Movimentos de grande beleza e surpreendente acerto coreográfico, para quem, apenas tinha aprendido alguns minutos na tarde do dia.

Nas noites de sexta, sábado e domingo realizaram-se 3 grandes concertos no Cine Teatro Municipal.
Dificil é assinalar qual o melhor.

Na sexta, as Camponesas de Castro Verde abriram com uma actuação impecável, ao seu melhor nível. Já só restam duas dos elementos originais do grupo, mas a qualidade atingiu elevado padrão. Muito aplaudidas.

Espantosa actuação do Grupo MEMORIA ANDALUZI, com o guitarrista espanhol José Luiz Rodriguez e o português MARCO REIS a levarem a sala ao delírio ,com o virtuosismo dos seus solos de guitarra.,
O bailarino andaluz GALVAN com um sapateado furioso cheio de alma e entrega ,suscitaram a participação entusiasta de uma assistência rendida.
Com eles, brilharam também os marroquinos Nour Eddine e o o bandolim virtuoso de Hassan.
No final, quando as pessoas ainda quentes do espectáculo chegaram à rua, foram surpreendidas por um grupo de animação local, que tocando acordeon, viola e tambores, convidaram a segui~los, levando todos ao baile (de que atrás demos conta) do Parque Infantil.

O Concerto de Sábado atingiu igualmente grande nível, com o Grupo de Violas Campaniças a abrir as hostilidades e a arrancar os primeiros e quentes aplausos.
NOUR EDDINE , que já havia actuado na véspera, voltou, agora já só com o seu Grupo de músicos, impressionou pela potência da sua voz, e pela envolvência dos sons da sua percussão.

Mas foi o grupo dos ACQUARAGIA DROM,ciganos italianos de Campobasso, Molisse, que mais agarrou a sala.

Entrada espectacular de um dos seus elementos mais divertidos (na foto o da esquerda) a arrancar os primeiros tímidos aplausos dum público ainda não identificado com o grupo .

-"Não esteve mau", agradeceu encolhendo os ombros, "mas as palmas podiam ter sido mais fortes", repreendeu.
-"Os meus colegas que vão já entrar de seguida, gostariam de certeza de ouvir aplausos mais fortes , mais entusiastas". (risos da assistência)
-"Então, vou-lhes pedir um favôr, quando eles entrarem, vão todos bater palmas com mais força para eles ficaram contentes"
A sala explodiu em plausos e gritos à entrada dos restantes membros do grupo...!!!
E a loucura do grupo prosseguiu noite dentro com os sons da música cigana e os dichotes e ironias inenarráveis do divertido apresentador.

Já no ultimo dia decorreu no Forum um workshop de Cante de modas alentejanas muito concorrido, dirigida pelo Pedro Mestre e grupo das violas campaniças.
Cantou-se , aprendeu-se, viveu-se mais ujma saborosa tarde de convívio em clima de festa bem alentejana.

Eis uma das modas aprendidas:

oh minha bela menina

Moda:

(ponto)
Oh minha bela menina
A nossa capela cheira
(coro e alto)
Cheira a cravo,cheira a rosas,
A flôr de laranjeira

(ponto)
A flôr de laranjeira
Ao raminho de alecrim
(coro e alto)
Ó minha bela menina
O nosso amor não tem fim

(ponto)
O nosso amor não tem fim
O nosso amor fim não tem
(coro e alto)
Ó minha bela menina
A capela cheira bem

Cantiga

(ponto)
Ó minha mãe minha mãe
Ó minha mãe minha amada (BIS)
(coro e alto cantam o BIS)
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem mãe não tem nada

quinta-feira, outubro 12, 2006

MARIANA MARIA e o BALDÃO

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Já aqui falámos do Baldão, das suas origens, da sua linguagem e regras, e da sua importância cultural.

OS CANTADORES À VOLTA DA MESA CANTAM O BALDÃO

A primeira vez que assisti ao vivo uma sessão de baldão, foi na Feira de Castro Verde,quando ainda se cantava na Taberna do João das Cabeças.
Fiquei logo seduzido pelo ambiente mágico que se respeira à volta da mesa dos cantadores,pela tensão positiva que se estabelece no despique entre serrenhos e campaniços, entre a serra e a planície, pelos temas e pelo humôr agri-doce do encadear das palavras.

Espantei-me desde logo pela forte presença da única cantadeira presente, pela sua desenvoltura, segurança da sua voz, pelo carisma que revelava, pelo respeito que atraía.
Falo da Mariana Maria, figura incontornável do Baldão.

Mariana, nascida em 1933 no Monte do Atravessado, a 3 km de Ourique,é filha de Eusébio,uma voz afamada para o cante,para o baldão e que ela acompanhava desde pequena, onde quer que ele fosse cantar o baldão:

"Uma vez estava o João do Encalho tocando guitarra, e estava o meu pai e mais uns quantos cantando ao despique. Gostei tanto que pedi ao Mestre João se podia cantar uma cantiga"..disse a Mariana à Revista Tempo Livre (2005)

O Baldão terá surgido nos finais do sec.XIX no Concelho de Odemira, na divisa com o Algarve, na Aldeia das Amoreiras e no Corte Malhão:

"Os cantadores juntavam-se na barraca do Balsinha as noites inteiras"

Mariana começou a trabalhar nas mondas pelos 12 anos, e aí, a cantar com as colegas com quem mondava.
Trabalhou depois nas instalações da CP de diversas terras, desde a Funcheira, ao Entroncamento, Beja ,Serpa, Carregueiro e Feijó, antes de se estabelecer na Estação de Ourique.
E continuou a animar os serões de baldão sempre que cantadores se juntavam À volta de uma mesa para cantar.

No Baldão, basta que o 1º. e 2º.verso da estrofe rimem, isto é, o 1º.e o 2º. versos da primeira estrofe - que os cantadores designam por "volta" rimem com o 3º.e o 4º. da 3º.estrofe. Assim:

Eu vou-m'a vêr se consigo
fazer parte da brincadeira

Eu vou-me a vêr se consigo
fazer parte da brincadeira

A festa da Senhora da Cola
até já parece uma feira
A festa da Senhora da Cola
até já parece uma feira

Tenho ali o meu compadre
meu conhado e meu amigo
Fazer parte da bricadeira
eu vou-me a ver se consigo


Mariana é uma excepção, pois enquanto outras cantadeiras, cantam em casa, não tendo o hábito de cantar baldão com os homens, ela deixa tudo para trás, até as doenças, é incansável e tem uma disponibilidade total para estar presente nesta coisa do baldão.

quarta-feira, outubro 11, 2006

A FEIRA DE CASTRO, livro de José Penedo de Castro

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ESTE É UM LIVRO SOBRE A FEIRA DE CASTRO, que encontrámos na net, anunciado em espanhol...

A FEIRA

José Penedo de Castro



LA FERIA DE CASTRO / DE TODAS LAS FERIAS / DE TODAS LAS PALABRAS / DE TODOS LOS SIGNOS / DE TODOS LOS SÍMBOLOS / DE TODOS LOS ÍCONOS / DE TODOS LOS ÍNDICES / DE TODOS LOS INDICIOS...

LA FERIA de CASTRO, o FERIA de Castro Verde, una luminosa villa perdida en la inmensidad de Alentejo, en Portugal, pequeño país que sin embargo es la cabeza de Europa, según las palabras de poetas como Camões y Pessoa, es probablemente la imagen de todas las FERIAS, convertidas, en este siglo XXI, en grandes centros comerciales y foros donde las personas buscan TODO y no encuentran NADA.

De este autor, poeta y escritor podemos esperar cualquier sorpresa. Dice de sí mismo que es autor porque está convencido de que es un creador cuando desafía a los otros a crear sus propias cosas; poeta porque intenta, con un uniVERSO de palabras, rimar sin rima y hasta sin métrica, para que los otros creen su propia Poesía, y escritor porque escribe, no por vender libros, mas para que los otros escriban sus propios libros y no precisen de ellos para nada...

Bajo el nombre de José d’A MAR, otro de los múltiples deNÓMIOS [entidad diferente, la del otro, ángel o demonio, o musa, pero no la que inspira, sino la que escribe o habla… y no es UNO sino muchos… Uno para cada poema…] de José Rabaça Gaspar, el poeta publicó en esta misma casa editorial su primer libro, A MAR, sólo para decir que vivimos en el PLANETA MAR, que EL MAR es AMAR... y que todas las vidas, como todos los ríos, corren hacia LA MAR... Más tarde vio la luz pública A ILHA, A ILHA DO PESSEGUEIRO, una pequeña ISLA insignificante que ahora no es otra cosa que un santuario de gaviotas, pero que está llena de LEYENDAS y sortilegios, erigiéndose en la imagen de todos los continentes y Tierras que no pasan de pequeñas ISLAS en la inmensidad del Planeta MAR...

Ahora, con el deNÓMIO de José Penedo de Castro, el Gitano que Recorre las Ferias, nos presenta una FERIA, la FERIA de CASTRO VERDE, que simboliza otras FERIAS, otros lugares de Compra y Venta, de Encuentros y desEncuentros... de Engaños e Ilusiones..., donde las palabras surgen en forma de una catarata alucinante para crear las imágenes que cada lector va a reCrear a su manera, o a largar como un palabrerío inútil y disparatado frente a los nuevos Centros de Convivio, de Comercio, de Compra y Venta, de Encuentros y desEncuentros... de Engaños e Ilusiones...

Es así la FERIA... Son así las FERIAS... Es así el MUNDO de Guerras y Sensacionalismos que aparece todos los días en los medios de comunicación... Es así la VIDA... Esta FERIA, a la que precedieron otras tantas FERIAS, anuncia todas las FERIAS que están por venir...
En este libro se ha procurado brindar algunos datos históricos y de creaciones ancestrales relacionados con las ferias, como el Calendario do VILÃO..., la TECELAGEM..., todo lo referente al trabajo basado en LINO y LANA, ¡cosas del pasado! que lo más probable es que guarden pocas similitudes con las del presente.
En fin, ¡no es para tomárselo en serio! Son sólo cosas de los poetas malditos.


FRAGMENTO:
...
a feira de castro
como as outras feiras
é o grande circo
das gentes que correm
da gente dos montes
gente das cidades
em busca de tudo
em busca de nada
- venho só p'ra ver!
- atão e não compra
nada desta vez?...
em busca de tudo
em busca de nada
atrás de ilusões
de fios de lã
fios de algodão
do que já não há
e havia dantes...
algodão açúcar
mantas cobertores
casacos capotes
cultura, culturas
botas e sapatos
chinelos tamancas
tudo artesanal
ou então moderno
de tela de plástico...
qualquer ferramenta
de há tanto urgente
agora encontrada
agora inventada
parece um milagre
de tão procurada
p'ra tanto conserto
- parece um concerto! -
p'ra tanta demão
remédio p'ra tudo
uma solução
já tão procurada
e ali à mão
- aqui tem, meu povo
ideal solução...
nada é mais barato
nada de mais inútil!!!
perdão enganei-me!
nada é mais preciso
e pronto a servir
para o que precisa...
não custa dois mil
nem mil e quinhentos
a nota de mil
dá para levar
dois. e paga (só) um.
é assim, meu povo
não há que enganar
nem aqui estamos
p'ra enganar ninguém.
é aproveitar
sempre mais barato
aqui do que lá...
são duas ali
p'r'aquelas senhoras
outra para além
para aquele senhor...
aquele cavalheiro
desculpe o senhor!...
e aqui também
p'r'aquela menina...
é sempre a aviar...
chega-me essa manta
chega-me essa caixa
e essa toalha
esse guarda-chuva
moderno automático
e esse também
dos tempos antigos
de bengala grossa
tamanho de gente
que alberga todos
tapa chuva e sol
como uma cabana
de todas as cores...
chega-me também
esse cobertor
os atoalhados
essas mantas quentes
p'rá noite e p'ró dia
e esses conjuntos
de lençóis flanela
de pano e de linho
que dá p'r'aquecer
encontros de sonho
a dois no quentinho
aconchegadinhos!
próprio para pares
que vão dormir juntos
noites sem dormir...
...tudo vem da fábrica
para as mãos do povo
Ah! mulher dum raio
homem duma cana
no me deixes mal...
nu dás c'o imbrulho
e o freguês espera
Ai! que já nu prestas
nu te quero mais
troco-te na feira
por quem me der mais
por dois rapazolas
por duas moçoilas
há'í mais de cem
sem quem os console
e lhes diga: amém.
- escuta, meu povo:
nu me dá co'a caixa
aberta ó fechada...
ah! home dum raio,
nu te quero mais...
oh mulher danada
troco-te na feira!...
nu se vão embora
ora oiçam cá...
é tudo p'ró povo
só p'ró vosso bem.
nem o presidente
e nem o governo
tratam bem de vós
como nós tratamos!
Vinde a nós meu povo!

QUEM É JOSÉ PENEDO DE CASTRO

...José RABAÇA GASPAR – usando 1001 deNÓMIOS (neologismo inventado pelo autor, em referência a anjos ou demónios que inspiram o poeta) em diversas obras, como nesta: Herminia Herminii… e alguns outros, en e-libro.net já publicou outras obras com outros deNÓMIOS:

– José d’A MAR, (A MAR, A ILHA).
– José Penedo de Castro (A FEIRA).
– José Penedo (A COBRA).
– José Penedo de Serpa (A SERPE).
– José Penedo de Moura (A MOURA).
– José da Serra do Vale do Zêzere (ALFÁTIMA).
– Herminia Herminii (NOMINALIA).
– Viriato dos Hermínios (O PASTOR).
– Hermes do Zézere (MANTEIGAS)
– José Rabaça Gaspar (coord.), Cremilde Brito e José Fialho, Manuel de Sousa Aleixo (GRITOS NA SOLIDÃO. Décimas de Inocêncio de Brito. Poeta popular de S. Matias

Nasceu na Serra da Estrela, Manteigas (1938), estudou no Fundão e na Guarda.
Exerceu a sua actividade, desde 1961 em várias localidades da Serra da Estrela.
Frequentou a Academia Militar, em Lisboa, antes de cumprir o Serviço Militar em Moçambique - Metanguala, Lunho, Maúa e Nampula, (4 anos - 2 anos em cooperação) tendo passado algum tempo em Angola - Luanda e Benguela.
Frequentou depois, em Paris, um Curso intensivo no INODOEP, com Paulo Freire, e esteve, 4 anos, nos Serviços de Apoio aos Emigrantes Portugueses na Alemanha onde frequentou Cursos de Alemão e leccionou Português.
Em 1975, trabalhou nas Cooperativas Agrícolas como trabalhador agrícola, na Alfabetização e Animação Cultural tendo ingressado no ensino Oficial em 1976.
Leccionou em várias localidades mais de 20, procurando levar os alunos a aprender o melhor da Língua e da Literatura Portuguesa, a partir das suas raízes culturais.
Com mais de 20.000 páginas de Recolhas e Textos dispersos por mais de 200 obras alguma das quais podem ser consultadas em http://www.joraga.net - um ESPAÇO na NET - aminhaTEIAnaREDE… desde 09.2002.

imagens do alentejo - ALJUSTREL

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UMA VISTA DA VILA DE ALJUSTREL

LETRAS DE MODAS ALENTEJANAS

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AO ROMPER DA BELA AURORA (Sai o pastor da choupana)

Ser pobre não é defeito
Ser rico não é fineza
Tudo é trabalho feito
Pela lei da natureza

Ao romper da bela aurora
Sai o pastor da cabana
Vem gritando em altas vozes
Muito padece quem ama

Muito padece quem ama
Mais padece quem adora
Sai o pastor da cabana
Ao romper da bela aurora

Quando eu não tinha dava
Agora tenho e não dou
Vai pedir a quem não tem
Que eu em não tendo te dou

preliminares

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À noite, enquanto o marido lê o jornal, a esposa comenta:
- Já reparaste como vive o casal que mora aqui em frente? Parecem dois namorados! Todos os dias, quando chega a casa ele traz flores, abraça-a e os dois ficam se beijando apaixonadamente. Por que não fazes o mesmo?
- Mas querida, eu mal conheço essa mulher

terça-feira, outubro 10, 2006

XAVIER LLONCH

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XAVIER LLONCH, vai estar na Feira de Casto Verde, no próximo fim de semana

Xavier Llonch nasceu em França em 1967, filho de pai espanhol e de mãe francesa.
Desde muito novo entrou em contacto com o mundo da música, e mais particularmente do flamenco, quando acompanhava o seu pai a encontros de emigrantes espanhóis em França.
Desde os 17 anos que tem dedicado a sua vida à aprendizagem da guitarra e do canto flamenco fazendo estadias regulares em Espanha.
Em 1991 vem para Portugal e desde então reside no Algarve. Aqui tem desenvolvido intensamente a sua actividade artística tocando em complexos turísticos, galerias de artes, auditórios e participando em festivais de verão de diversas cidades.
Em 1992 introduz a dança flamenca nos seus espectáculos com a bailarina de Sevilha Gracia Diaz quer na sua escola como apresentações públicas.Em 2002, sempre nesta linha, surge a colaboraçao com a Escola de Flamenco da Sociedade Recreativa e Artística de Faro.
Actualmente acompanha as aulas de dança flamenca de María José Navarro no Centro Galego de Lisboa.
Durante todos estes anos tem continuado a manter um contacto com músicos de Sevilha procurando sempre o aprofundamento e desenvolvimento da música flamenca.

segunda-feira, outubro 09, 2006

imagens do alentejo - CASTRO VERDE

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LARGO DA FEIRA, CASTRO VERDE

No próximo fim de semana, este espaço estará literalmente ocupado por carroceis, pistas de carros, barracas de feirantes, algodão doce, coiratos, CD.s, e muita .muita alegria.

Pois, a ....

....FEIRA DE CASTRO 2006
De 13 a 16 de Outubro, Castro Verde volta a encher-se de gente para mais uma FEIRA de CASTRO. Um momento único de tradição secular onde se enaltecem os costumes e as práticas de outrora. Um ritual que se repete, ano após ano. Um encontro ao Sul, onde as gentes se cruzam num ambiente iluminado pela luz de Outono.
Gente que vai e volta. Gente que fica na memória do tempo e que este ano homenageamos num ESPECTÁCULO EVOCATIVO da FEIRA de CASTRO, que traz a palco o grupo de VIOLAS CAMPANIÇAS, as cantigas populares das MOÇOILAS e o flamenco de XAVIER LLONCH.
Paralelamente será dinamizado um conjunto de iniciativas que espalhará a festa pelas ruas. As BANDAS FILARMÓNICAS desfilam ao ritmo da música, enquanto os Grupos Corais evocam o cante alentejano em mais uma PLANÍCIE A CANTAR. E num encontro marcado com a tradição, também o CANTE AO BALDÃO tem lugar privilegiado nesta Feira de Castro, relembrando tempos que já lá vão.

domingo, outubro 08, 2006

email

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A partir de hoje o nosso blog tem um endereço de email próprio.
Quem quer que queira enviar para ser publicados:

poemas
prosas
fotos
vídeos


Pode e deve fazê-lo para:

julio.casadasprimas@gmail.com

sábado, outubro 07, 2006

preliminares

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Dona Berta tinha 80 anos.

O médico que a tratara por quase toda sua vida havia se aposentado
e fora substituído por outro.
Na consulta seguinte, o novo médico pediu para Dona Berta
a lista dos medicamentos que lhe haviam sido receitados.
Quando o jovem médico revisava a lista, engasgou.
- Dona Berta, sabe que estas são PÍLULAS ANTICONCEPCIONAIS?
- Sim doutor, elas me ajudam a dormir.
- Dona Berta, lhe afirmo que não há ABSOLUTAMENTE NADA
nestas pílulas que façam uma pessoa dormir!
A velhinha deu um sorriso e disse:
- Sim, eu sei. Mas todas as manhãs dissolvo uma pílula no suco de laranja
que minha neta de 16 anos toma...
E assim durmo todas as noites sossegada

quinta-feira, outubro 05, 2006

ESCRITORES ALENTEJANOS - FIALHO DE ALMEIDA

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Almeida, José Valentim Fialho de

(1857 - 1911)


Escritor português, natural de Vila de Frades, no Alentejo. Filho de um professor primário, a quem ficou a dever os primeiros rudimentos da sua educação, viu-se obrigado, devido a dificuldades económicas da família, a empregar-se, ainda adolescente, como ajudante de farmácia. Com muito esforço, conseguiu completar o curso de Medicina na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, em 1875, não tendo praticamente exercido medicina, entregando-se antes a uma existência boémia na capital. Casado com uma lavradora rica alentejana, passou a última fase da sua vida no Alentejo, dedicando-se à agricultura.

A sua obra é constituída, essencialmente, por artigos para jornais, posteriormente reunidos nos volumes Os Gatos (colectânea de textos publicados mensalmente, entre 1889 e 1894) e Pasquinadas (1890). O carácter fragmentário da sua prosa, mais apta à captação de impressões, revela-se igualmente na sua obra de ficção: Contos (1881) e O País das Uvas (1893), considerado o melhor dos seus volumes de contos.

Nas duas primeiras obras referidas, de crítica social, sobressai o carácter mordaz da sua ironia, evidenciando a sua visão pessimista do país, bem característica da literatura finissecular. A sua crítica atinge sobretudo a pequena burguesia e a alta burguesia financeira dirigente, que gostaria de ver substituída por uma aristocracia de capacidades, na qual, naturalmente, se inclui. Mas, mais do que instituições, a sua crítica visa personalidades (entre os seus «ódios de estimação» contam-se, por exemplo, Eça de Queirós e Guilherme de Azevedo) e tipos psicológicos, sobretudo de natureza psicopatológica (captada em cenas de doença física, social ou moral). Nas colectâneas de contos revela-se a sua imaginação, frequentemente mórbida e exaltada (são frequentes as cenas de taberna, de hospital, de cemitério, de prostituição, de degenerescência sifilítica ou alcoólica, de infância faminta, de tragédias ocorridas em bairros infectos), numa linguagem de contornos barrocos, pouco serena. A sua instabilidade emocional poderá justificar estas características, assim como a qualidade variável da sua produção literária, marcada pela fragmentação, nela predominando breves apontamentos de ficção e textos jornalísticos circunstanciais.

Fialho de Almeida é o autor das obras de ficção Contos (1881), A cidade do Vício (1882) e O País das Uvas (1893). Escreveu ainda crónicas, artigos políticos, cartas, memórias e livros de viagem entre os quais: Os Gatos (1889-1894), Pasquinadas (1890), Lisboa Galante (1890), Vida Irónica (1892), À Esquina (1903), Barbear, Pentear (1911), Saibam Quantos... (1912), Estâncias de Arte e de Saudade (1921), Aves Migradoras (1921), Figuras de Destaque (1924), Açores e Autores (1925), Vida Errante (1925) e Cadernos de Viagem – Galiza, 1905 (1997).

terça-feira, outubro 03, 2006

artistas alentejanos

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SABIAS QUE FRANCISCO JOSÉ, SIM O
DOS "OLHOS CASTANHOS" É ALENTEJANO.

Francisco José
(16 de Agosto de 1924 – 31 de Julho de 1988)


FRANCISCO JOSÉ

Francisco José Galopim de Carvalho nasceu em Évora, na Rua da Cal Branca, no dia 16 de Agosto de 1924.

No início dos anos 50, Francisco José era já um cantor famoso pela sua arte, pela sua voz extraordinária e pelo seu modo apaixonado de cantar a música portuguesa.

No entanto, foi no Brasil que encontrou a verdadeira dimensão do seu talento, embora o tivesse conquistado somente depois de longos anos de sacrifícios e privações, e de um trabalho incansável em intermináveis tournés por todo o mundo.
Mas foi o seu programa num canal de televisão brasileiro e, pouco depois, o lançamento do seu álbum «A Figura de Francisco José» que lhe granjearam a imortalidade, primeiro no Brasil e muito mais tarde no seu país natal.

O Chico Zé, como era conhecido, era um cantor arrojado que, com a sua interpretação moderna e actualizada que fugia à pieguice tradicional, trouxe à música portuguesa uma agradável lufada de ar fresco.

Casou tarde, aos 41 anos, e teve duas filhas: Adília e Alexandra.
Morreu no dia 31 de Julho de 1988, aos 63 anos.

Conta-se que o que esteve na origem da sua ida para o Brasil foi a ruptura definitiva com a R.T.P., a única televisão portuguesa na altura.
Num programa musical transmitido em directo, em que dizia algumas palavras entre as canções, Francisco José resolveu «abrir o livro».
Falou então sobre a vida e as dificuldades dos artistas em Portugal.
Falou dos “cachets “ miseráveis que recebiam.
Falou da subserviência da televisão aos artistas estrangeiros e, sem qualquer hesitação, disse quanto estava ali a ganhar e quanto receberia se fosse um vulgar e medíocre cantor inglês ou americano.
E, finalmente, disse tudo o que lhe veio à cabeça sobre a televisão pública e sobre as pessoas que a dirigiam.

Ficou obviamente «queimado» para todo o sempre.
Mas não foi só isso: a R.T.P. decidiu processá-lo criminalmente, acusando-o do crime de injúrias.

No julgamento, depois de um longo interrogatório, o juiz acabou por lhe perguntar:
- Mas o senhor, quando disse essas palavras em directo na televisão, agiu com «animus injuriandi»?

Ao que Francisco José respondeu:
- Ó Sr. Dr. Juiz: eu agi foi com «animus desabafandi»!

Foi absolvido!

LEMBRA-SE DA LETRA DA FAMOSA CANÇÃO "OLHOS CASTANHOS"?

Teus olhos castanhos
de encantos tamanhos
são pecados meus,
são estrelas fulgentes,
brilhantes, luzentes,
caídas dos céus,
Teus olhos risonhos
são mundos, são sonhos,
são a minha cruz,
teus olhos castanhos
de encantos tamanhos
são raios de luz.

Olhos azuis são ciúme
e nada valem para mim,
Olhos negros são queixume
de uma tristeza sem fim,
olhos verdes são traição
são crueis como punhais,
olhos bons com coração
os teus, castanhos leais.

Previsões para Outubro

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Previsão agrícola:
:
No São Simão, fava no chão.
Em Outubro, centeio rubro.
Outubro chuvoso, faz o lavrador venturoso.
Outubro seca tudo.
Por Santa Ireia pega nos bois e semeia.
Por São Lucas sabem as uvas.
Quando o Outubro for erveiro guarda para Março o palheiro.
:
Animais:
:
Com a vinha, em Outubro, come a cabra, engorda o boi e ganha o dono.
:
Calor:
:
Outubro quente traz o diabo no ventre.
Outrubro suão, negaças de Verão.
:
Pesca:
:
Andar, marinheiro, andar, não te apanhe São Simão no mar.
Outubro, Novembro e Dezembro, não busques o pão no mar, mas torna a teu celeiro e abre o teu mealheiro.
:
Trabalho:
:
Outubro recolhe tudo.
Por São Francisco semeia teu trigo; e a velha que o dizia semeado o tinha.
Quem planta no Outono leva um ano de abono.
Vindima em Outubro, que São Martinho to dirá.
Com a vinha, em Outubro, come a cabra, engorda o boi e ganha o dono.
Por São Lucas mata teus porcos e tapa tuas cubas.

domingo, outubro 01, 2006

LETRA DE MODAS ALENTEJANAS ,O HINO DOS MINEIROS

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HINO DOS MINEIROS

Nas minas de São João
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Morreram quatro mineiros
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Morreram quatro mineiros
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá

Eu traga a cabeça aberta
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
que me abriu uma barrena
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
que me abriu uma barrena
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá

Eu trago a camisa rota
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
E sangue dum camarada
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
E sangue dum camarada
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá

Ó Senhora Santa Bárbara
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Padroeira dos mineiros
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Padroeira dos mineiros
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá




OS MINEIROS DE ALJUSTREL
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A primeira vez que ouvi os MINEIROS DE ALJUSTREL a interpretar o HINO DOS MINEIROS, fiquei arrepiado. A qualidade deste grupo é por demais reconhecida.


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Um conjunto de vozes, umas suaves outras roucas, um fato de trabalho azul, um capacete que lhes ilumina o caminho e um lenço de cores portuguesas. São estes os elementos que constituem um dos mais carismático e singular grupo na história do cantar tradicional do Alentejo e de Portugal: O Grupo Coral do Sindicato Mineiro de Aljustrel. Companheiros de profissão, que depois de mais um dia de trabalho duro e exaustivo, ganharam o hábito de cantar em tabernas e igrejas. O cante alentejano, uma vibrante e sobrevivente tradição polifónica – comparável aos “ensembles vocais da Corsega e Sardenha- tem nos Mineiros de Aljustrel um mais que digno representante e divulgador. Nas suas vozes a magia acontece, a tristeza agita-se , a saudade oprime e o amor enaltace. É o canto de trabalho, amor, saudade e luta, na sua forma mais pura, autentica, em todo o seu explendor. Apesar das inúmeras actuações, o grupo conta com um reduzido número de gravações de estúdio. Quatro álbuns, um single e várias participações em compilações de cantares alentejanos. Estes poucos registos para que os “Mineiros de Aljustrel, se tornasse num dos mais respeitado e solicitado no meio do cante tradicional
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vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá

sábado, setembro 30, 2006

eleições presidenciais brasileiras - 2006

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EMBORA NÃO TENHA A VÊR COM
A TEMÁTICA USUAL DO
NOSSO BLOG, NÃO RESISTI
À TENTAÇÃO DE MOSTRAR ESTA
DIVERTIDA PEÇA SOBRE AS
ELEIÇÕES PARA A PRESIDÊNCIA
DA REPUBLICA A REALIZAR
AMANHÃ DOMINGO NO BRASIL
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CARREGAR NO CENTRO DA
IMAGEM
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imagens do alentejo - CASTRO VERDE

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O RECINTO DA FEIRA DE CASTRO

quarta-feira, setembro 27, 2006

cozinha alentejana

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SERICAIA
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Ingredientes:
- 12 ovos
- 7,5 dl de leite
- 1/2 Kg de açúcar
- 100 g de farinha
- Canela

Preparação: Mistura-se o açúcar com a farinha e a seguir leva-se ao lume envolvendo-o com o leite, em lume brando. Depois de estar bem espesso, retira-se para arrefecer.
Batem-se as claras em castelo e envolve-se na primeira massa. Deita-se num prato de ir ao forno e polvilha-se de canela. Por último vai cozer em lume brando.

Em Lisboa, encontrei uma muito boa, no RESTAURANTE LUIS, em Alvalade, por detrás do Mercado Municipal do Bairro de Alvalade.

sábado, setembro 23, 2006

imagens do alentejo - CASTRO VERDE

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MAIS UMA IMAGEM DO RECINTO DA FEIRA DE CASTRO VERDE

sexta-feira, setembro 22, 2006

FEIRA DE CASTRO DE 2006

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VEM AÍ A FEIRA DE CASTRO, ESTE ANO DECORRE ENTRE 13 E 16 DE OUTUBRO

subsdios para a HISTÓRIA DO ALENTEJO

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O NOSSO BLOG PUBLICA
HOJE UM EXERTO DE NOTOFICAÕES
ENVIADAS NO REINADO DE
D,AFONSO V,PELOS FUNCIONÁRIOS
ADMINISTRATIVOS DO REYNO,
PARA FINS FISCAIS

O 'Novo Regimento dos Verdes' de D. João V, por dificuldades de comunicação, não foi cumprido integralmente nos primeiros tempos.
Em Fevereiro de 1740, caminheiros como Manoel Carvalho, pagos 'à tarefa' pelas câmaras e pelas entidades oficiais, encarregavam-se de fazer chegar aos interessados as mensagens e notificações necessárias ao bom funcionamento da administração fiscal e jurídica.
De facto, nem todas as povoações tinham sido fintadas em cera. Esta mensagem pretendia resolver essa falha que haveria de prejudicar mais os súbditos do Campo do que a Fazenda Real.

nO Livro da Câmara de Panóias constavam os seguintes lançamentos para os concelhos do Campo:

Comarca do Campo de Ourique - Lançamentos Estabelecidos em 1738

------------------------Dinheiro-----Cera

Ourique---------------740$000----1 arroba =(32 arratéis ou 14,688 Kgs.)
Mértola---------------952$000----1 arroba
Almodôvar----------504$000----1/2 arroba
Padrões--------------155$000
Aljustrel--------------417$000----20 arratéis =(0,6875 ar.bas ou 9,180 Kgs)
Messejana-----------220$000
Casével---------------44$000
Entradas-------------63$000
Alvalade-------------184$000
V.N.de Milfontes---110$000
Colos-----------------84$000
Garvão---------------145$000
Panóias--------------162$000
Santiago do Cacém-653$000----1 arroba
Sines-----------------55$000
Castro Verde-------450$000----20 arratéis

A Fazenda Real não facilitou a vida aos concelhos. Bem ao contrário: vai ressarcir-se em dinheiro mesmo sobre aquelas povoações já fintadas em cera.
Cinjamo-nos ao documento:

"Tresllado* de huma Ordem do Concelho da Fa[ze]nda

Domingos Furtado Nobre E da Camara por Sua Magestade nesta Villa de Panoias, e seu termo [Amén] Certifico que a esta Villa veio um Caminheiro chamado Manuel Carvalho com Carta digo com uma Carta feita em catorze de mil setecentos, e quarenta em nome de D[out]or francisco ferreira de lima provedor, e Ouvidor desta Commarca de Campo de Ourique, subscrita por Antonio de Almada Pereira escrivão do dito Juízo no qual vem incerta hum Mandado do Concelho da Fazenda do qual o seu theorhe o seguinte //

É do Concelho[sic] de Sua Magestade, e de Sua real Fazenda em falta de Vedores della [Amén] Fazemos saber a vos Provedor da Commarca do Campo de Ourique que no Concelho da Fazenda do dito Senhor se-vio a conta que deo o executor dessa Commarca em razão e que nella era público, e constava de huma provizão Registada nos Livros das Camaras que depois que o mesmo Senhor mandara lançar as terras da mesma commarca quatro contos outocentos noventa e tres mil R[ei]s por se-extinguirem os Verdes Ordenara mais se-lançasse aos Concelhos mais sertas pensões para o que se lhe havia aplicado parte das Coimas que se fizessem pela intervenção das posturas que novamente fizerão para se satisfazerem os ordenados dos Proprietários dos fficios extintos que ficão na folha, e porque só nela hião lançados quatro contos outocentos noventa tres mil [réis], e nada mais hia lançada alguma Sera aos Concelhos que duvidavão pagar por se dizerem que se lançara so dinheiro tanto no anno de mil setecentos trinta, e outo, como no passado de mil setecentos trinta, e nove o fazia prezente; em consideração do que se-vos fassaes entregar a cada huma das Camaras dessa Commarca a parte que lhe-foi lançadaà satisfação dos Officiaes dos Verdes na forma das Orde[n]s, e Repartição que se fes pelos Concelhos que achão Registadas nas mesmas Camaras pela maneira seguinte

A Camara da Villa de Ourique trinta mil [réis]

A de Messejana dezoito mil [réis]

A de Mertola quarenta mil [réis]

A de Almodovar trinta mil [réis]

A de Padroes doze mil [réis]

A de Aljustrel vinte quatro

A de Cazevel seis

A de Alvallade vinte

A de Vila Nova [de Milfontes] dezoito

A de Collos dezessete mil [réis]

A de Garvão dezoito mil [réis]

A de Panoias dezesseis mil [réis]

A de Entradas des mil [réis]

A de sant'Iago trinta e seis mil [réis]

A de Castro Verde vinte quatro mil [réis]

A de Sines dez mil [réis]

Que tudo fas a quantia de trezentos trinta e tres mil [réis]. Cumpri assim inteiramente =

= Rafael da Silva de Oliveira a fes em Lisboa Occidental a vinte sete de Janeiro de mil sete cento, e quarenta annos =

= Sebastião Xavier da Gama Lobo a fes escrever =

= Diogo de Mendonça Corte Real // Antonio de Andrade Rego //

E treslladada a concertei com a propria que estava incerta na ditta Carta, a qual me-Reporto em tudo, e por tudo, que estava cumprida por manoel Figueira Juis do geral desta Villa, e Termo, e em este mesmo dia a entreguei a ditta Carta ao ditto Caminheiro por ser para outras Villas a saber: Garvão, Collos, Villa Nova, Sant'Iago; Sines; e Alvallade, que assignou de como a Recebeo.

Panoias quinze de Fevereiro de mil setecentos, e quarenta annos. Domingos Furtado Nobre a Subscrevi, e a fis escever, e a Subscrevi com Razo, e assignei com o ditto Caminheiro = Manoel Carvalho =
= Domingos Furtado Nobre

terça-feira, setembro 19, 2006

FESTA DO PROGRAMA PATRIMÓNIO - 23 DE SETEMBRO

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EM CASTRO VERDE

É já no próximo Sábado, 23 de Setembro que se realiza ao vivo a FESTA DO PATRIMÓNIO, o popular programa da Rádio Castrense.
Está marcado o encontro para o Cine Teatro Municipal, pelas 21,00.

segunda-feira, setembro 11, 2006

imagens do alentejo

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A RUA DA ACLAMAÇÃO, EM CASTRO VERDE

quarta-feira, setembro 06, 2006

SETE SOIS SETE LUAS, começa já amanhã

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PLANÍCIE MEDITERRÂNICA 2006
7 a 10 Setembro

Começou a contagem decrescente para a Planície Mediterrânica 2006. A partir de amanhã fique atento ao programa e viva intensamente encontro de culturas. Destaque para a inauguração da exposição “OLHARES SOBRE UM LUGAR”, amanhã à tarde a partir das 18h00, no Fórum Municipal. Uma exposição que revela o olhar de três artistas sobre a Mina de S. Domingos.

Nesta edição, Castro Verde recebe "MEMORIA ANDALUZÍ" (um projecto original concebido por José Luís Rodriguez), NOUR EDDINE, AKIM EL SIKAMEYA



e ACQUARAGGIA DROM com “Mister Romano Tour”, um espectáculo vibrante e irónico no original estilo cigano.

poemas populares

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SEMPRE QUE NOS JUNTAMOS NO MONTE DA RIBEIRA
SURGEM MAIS RECORDAÇÕES, MAIS RECOLHAS DO
VASTO REPERTÓRIO DE POEMAS E ESTÓRIAS DO
ANTÓNIO.

Desta vez, e no decorrer do almoço de que já aqui dei notícia, o António lembrou um poema popular, feito nos anos 50, que contava a história dum homem de Loulé que se tornou ermita e foi a Fátima a pé:


Manuel Viegas dos Santos
os martírios foram tantos
diz assim aos seres humanos
este retrato é o meu
o que este corpo sofreu
durante uns oito anos

Eu amo a religião
por isso mesmo então
desloquei-me de Loulé
a minha crença era tanta
para vêr aquela santa
eu fui a Fátima a pé

Quando eu depois regressei
coisaas na vida encontrei
que não eram do meu gôsto
achei triste o meu vivêr
passei então a sofrer
e a entregar-me ao desgosto

Passei a ser como um bicho
cheio de miséria e lixo
pelas tocas a dormir
a minha fome foi tanta
nem o calôr duma manta
eu mais voltei a sentir

Com as carnes quase nuas
só comi comidas cruas
nenhuma comida quente
eu não queria vêr ninguém
ninguém me fazia bem
fugia de toda a gente

Eu tinha medo sem fim
outros tinham medo de mim
da minha triste figura
mas hoje bem vestido e lavado
hoje estou agasalhado
findou a minha amargura

Quando as barbas me raparam
os cabelos me cortaram
tive um desgosto medonho
hoje estou agasalhado
bem vestido e lavado
para mim parece um sonho

segunda-feira, setembro 04, 2006

SETE SÓIS SETE LUAS, em CASTRO VERDE

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É JÁ ESTE FIM DE SEMANA
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Festival
Sete Sóis Sete Luas
Em CASTRO VERDE de 8 a 10 de setembro Setembro 2006
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O Festival Sete Sóis Sete Luas, nascido em 1993, é um projecto promovido por uma Rede Cultural de cerca de 30 cidades de cinco diferentes Países: Cabo Verde, Grécia, Itália, Portugal e Espanha. Em portugal passa por sete localidades. De Junho a Setembro.

Em 2006, na sua décima quarta edição, o Sete Sóis Sete Luas aposta na música popular de raizes tradicionais, no teatro de rua, nas artes plásticas - envolvendo algumas das maiores figuras da cultura europeia e mediterrânica.

Apresentamos aqui o programa disponibilizado no Site oficial do Festival, que - como vem sendo hábito - é marcado por uma forte presença italiana em solo nacional. Este ano a presença portuguesa sai também reforçada nas outras cidades aderentes: Ana Moura, Ana Sofia Varela ou Ronda dos Quatro Caminhos são alguns exemplos

Setembro
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CASTRO VERDE
Dia 08 "Memoria Andaluzí" (Espanha, Marrocos)

JOSE LUIS RODRIGUEZ

Considerado um dos melhores guitarristas do novo flamenco, José Luís Rodriguez apresenta um projecto original propositadamente concebido para o Festival Sete Sóis Sete Luas. Cruzando a sua música com outras culturas do Mediterrâneo, José Luís Rodriguez junta-se ao marroquino Nour Eddine e ao guitarrista português Marco Reis num projecto que se apresenta como uma produção original intitulada «Memoria Andaluzí», onde Pastora Galván dança o flamenco com toda a sua força.

FICHA TÉCNICA
Título Memoria Andaluzí
Intérpretes José Luis Rodriguez, Pastora Galván, Marco reis e Nour-Eddine



Dia 09 Acquaragia Drom (música ciganas da Europa do Sul)



Dia 09 Nour Eddine (Marrocos)


Dia 09 Vindimas de Piedimonte Etneo (Sicília, Itália)
Dia 09 Polifonias Alentejanas (Portugal)
Dia 10 Akim El Sikameya (Argélia

sábado, setembro 02, 2006

Proverbios de Setembro

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O mês de Setembro

Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta.

Em Setembro, ardem os montes e secam as fontes.

Setembro, ou seca as fontes ou leva as pontes.

Nuvens em Setembro: chuva em Novembro e neve em Dezembro.

Em Setembro, planta, colhe e cava, que é mês para tudo.

Lua Nova setembrina sete vezes domina.

Se por acaso em Setembro a cigarra cantar, não compres trigo para o vires a guardar.

Para que o ano não vá mal, hão-de encher os rios três vezes entre S. Mateus e o Natal.

Pelo S. Mateus, pega nos bois e lavra com Deus.

Setembro, cara de poucos amigos e manhã de figos.

Setembro molhado, figo estragado.

Setembro que enche o celeiro dá triunfo ao rendeiro.

Pelo S. Mateus não peças chuva a Deus.

Águas verdadeiras, por S. Mateus as primeiras.

No S. Mateus vindimam os sisudos e semeiam os sandeus.

Agosto madura, Setembro vindima.

sábado, agosto 26, 2006

imagens do alentejo - CASTRO VERDE

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O LARGO DA FEIRA, VENDO-SE EM PRIMEIRO PLANO A CHAMADA ROTUNDA DOS PORCOS

quinta-feira, agosto 24, 2006

preliminares

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Jesus Cristo resolveu voltar a Terra ... e decidiu vir vestido
de médico !

Procurou um lugar para descer, escolheu Portugal e foi trabalhar no centro de saúde do Feijó .
Viu um médico trabalhando há muitas horas e morrendo de cansaço. Jesus então entrou de jaleco, passando pela fila de pacientes no corredor, até atingir o consultório médico.
Os pacientes viram e comentaram:
-Olha aí, vai trocar o plantão.
Jesus Cristo entrou na sala e disse ao colega que podia ir, que ele iria dar as consultas dali por diante.
E, todo resoluto, gritou:
-O PRÓXIMO.
Entrou no consultório um homem paraplégico em sua cadeira de rodas. Jesus Cristo levantou-se, olhou bem para o aleijado, e com a palma da mão direita sobre sua cabeça disse:
-LEVANTA-TE E ANDA!
>O homem levantou-se, andou e saiu do consultório empurrando a própria cadeira de rodas.
Quando chegou ao corredor, o próximo da fila perguntou:
-E aí, como é esse Doutor novo?
Ele respondeu:
-Igualzinho aos outros... Nem examina a gente

sábado, agosto 19, 2006

imagens do alentejo - Castro Verde

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A PASTELARIA CÉSAR, NA PRAÇA DA REPÚBLICA EM CASTRO VERDE, ONDE SE TOMA UMA BICA E UMA QUEIJADA DELICIOSA

sexta-feira, agosto 18, 2006

alentejanos no mundo

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O NOSSO BLOG UNE E DIVULGA OS
ALENTEJANOS ONDE QUER QUE
ELES SE ENCONTREM

Somos lidos não só no Alentejo,mas um pouco por toda a parte onde haja um alentejano.
Muitos vieram passar as férias a Portugal, e tivemos o privilégio de lhes dar um abraço e com eles conviver, matar saudades.

O João Coelho e a Maria Rita que vieram de Toulouse ,naquele já habitual almoço com o António , a Joana e o Tó Zé do Monte da Ribeira.

A Benedita, o João Ponte, e os filhos e genro, a Maria João , o Jimmy e as suas gargalhadas , e o os miúdos deles,o Seth e a Carina, que vieram dos Estados Unidos, de Providence e de Fair Chances (Pittsburg)
Para eles todos bons regressos e continuem por lá a lêr e a divulgar o nosso blog

terça-feira, agosto 15, 2006

preliminares

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Num prédio, havia um vizinho que tinha um papagaio.
Nesse mesmo prédio, saía uma Senhora todos os dias para o trabalho. O
papagaio via a Senhora a saír e dizia-lhe:
- "Toda bem vestida, toda bem pintada. Vai para a vida! Vai para a vida!"
À noite, quando a Senhora regressava, o papagaio lá estava e dizia--lhe:
- "Toda bem vestida, toda bem pintada. Vai para a vida! Vai para a vida!"
Passados alguns dias, a vizinha muito irritada, resolve ir fazer queixas ao marido.
- Vê tu, que o papagaio do vizinho todos os dias, quando saio ,diz-me que vou para a vida, quando venho para casa, diz-me que venho da vida. Só pode ser o vizinho que lhe ensina.
- Deixa lá mulher, no próximo Sábado emprestas-me a tua roupa e compras-me uma cabeleira da cor do teu cabelo, que eu trato do resto. Assim fez!
Quando o papagaio o viu, disse-lhe:
- "Olha quem vem lá todo lampeiro...!"
- "Durante a semana é corno, e ao fim de semana é paneleiro!!!"

quinta-feira, agosto 10, 2006

imagens do alentejo - Castro Verde

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O CAFÉ BATE PAPO, na Praça da Republica em Castro Verde

É um local muito agradável da vila, onde se pode saborear uma das maiores e mais gostosas torradas que se pode imaginar.

quarta-feira, agosto 09, 2006

preliminares

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O velho acaba de morrer. O padre encomenda o corpo e se rasga em elogios:
- O finado era um ótimo marido, um excelente cristão, um pai exemplar!!...
A viúva se vira para um dos filhos e lhe diz ao ouvido:
- Vai até o caixão e veja se é mesmo o seu pai que tá lá dentro...

quadras populares alentejanas

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Vai o rico para a Igreja
de fina bota caneleira
e vai o pobre de alpercata
trabalhar para a pedreira

Anónimo grandolense


Quando eu era sacristão
subia a grandes alturas
comia o azeite com pão
deixava os santos às escuras

(quadra escrita na parede)

terça-feira, agosto 01, 2006

letras de modas alentejanas

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ESSE TEU VESTIDO DE CHITA TÃO LINDA «voltar

Esse teu vestido
De chita tão linda
Dá-me cá um beijo
Não te vás, ainda
Não te vás, ainda

Não te vás, ainda
Que eu’inda aqui estou
Esse teu vestido
Em quanto importou
Em quanto importou

Em quanto importou
Enquanto importava
Esse teu vestido
De chita riscada
De chita riscada

Ó amor se fores
No domingo à missa
Emprega os teus olhos
Numa campaniça
Numa campaniça