.
AS MONDADEIRAS CONTANDO «voltar
Quantas papoilas se avistam
Além naqueles trigais
Tantas como beijos deram
Mondadeiras e zagais
As mondadeiras contando
Suas penas, seus amores,
Não cantam, estão rezando
Num altar cheio de flores
Num altar cheio de flores,
Cada uma é um desejo,
Os Anjinhos são pastores
A capela, o Alentejo
Searas, verdes searas,
Mondadas com tanto gosto
São verdes na Primavera,
Doiradas no mês de Agosto
BLOGUE que canta, escreve e mostra o Alentejo. Nasceu entre alentejanos da região de Castro Verde e Almodôvar . MADRINHA DE HONRA DO BLOGUE: TIA MARIA BÁRBARA MARQUES
segunda-feira, outubro 30, 2006
quarta-feira, outubro 25, 2006
cozinha alentejana
.
Migas com Carne à Alentejana
para 4 pessoas

Composição :
3 colher (sopa) massa de pimentão (i)
150 gr toucinho fumado (i)
250 gr carne de porco (i)
500 gr entrecosto
4 dente(s) alho (i)
800 gr pão de trigo
Corte o entrecosto e a carne de porco, de vépera, em cubos e tempere com alho esmagado e a massa de pimentão. No dia seguinte frite o toucinho com as carnes numa caçarola (de preferência que seja de barro). Adicione 1/2 copo de água para não queimar. Retire a carne e coe a gordura que ficou (o pingo). Corte o pão às fatias para dentro da caçarola e regue com água a ferver. Bata bem até que o pão se desfaça. Junte a gordura que guardou, o pingo, e continue a bater. Leve de novo ao lume e vá mexendo até que a massa obtenha uma crosta fina e dourada. As migas estarão prontas. Sirva numa travessa em monte com as carnes por cima, quentinhas.
Migas com Carne à Alentejana
para 4 pessoas
Composição :
3 colher (sopa) massa de pimentão (i)
150 gr toucinho fumado (i)
250 gr carne de porco (i)
500 gr entrecosto
4 dente(s) alho (i)
800 gr pão de trigo
Corte o entrecosto e a carne de porco, de vépera, em cubos e tempere com alho esmagado e a massa de pimentão. No dia seguinte frite o toucinho com as carnes numa caçarola (de preferência que seja de barro). Adicione 1/2 copo de água para não queimar. Retire a carne e coe a gordura que ficou (o pingo). Corte o pão às fatias para dentro da caçarola e regue com água a ferver. Bata bem até que o pão se desfaça. Junte a gordura que guardou, o pingo, e continue a bater. Leve de novo ao lume e vá mexendo até que a massa obtenha uma crosta fina e dourada. As migas estarão prontas. Sirva numa travessa em monte com as carnes por cima, quentinhas.
terça-feira, outubro 24, 2006
sábado, outubro 21, 2006
FEIRA DE CASTRO 2006
.
Mais uma FEIRA DE CASTRO, mais uma demonstração de grande vitalidade das gentes da Vila.
Grande animação e uma programação à altura.
Na tarde de Sábado tivémos o tradicional desfile de grupos de cante, com concentração na Praça do Municipio
Concentração: 15.30 hs:
Desfile: Praça Município, Rua Afonso I, Prc. Republica, Prc.Liberdade.
Grupos Participantes que desfilaram:
“Ganhões” de Castro Verde,
“As Papoilas” de Corvo(Castro Verde)
“Os Cardadores” da Sete(Castro Verde)
Os Amigos do Barreiro,
“Os Camponeses” de Vale de Vargo(Serpa)
Grupo Coral de Ourique,
Grupo Coral das Paivas(Seixal)
“Os Ceifeiros” de Cuba,
Grupo Coral da Amadora,
Grupo Coral de Reguengos de Monsaraz.
Antes, pelas 11 horas houve No Forum Municipal um colóquio debate subordinado ao tema:
: A Tradição-violas campaniças e canto `
às vozes com
Intervenções da Prof.Salwa Castel-Branco
Dr.António Medeiros
Dr.Francisco Ramos
Mais tarde
No Restaurante Pôr-do-Sol aconteceu o que é quanto a nós o ex-libris da Feira o BALDÂO:
- 6 Tocadores de Viola Campaniça,
- 30 Cantadores de Despique e Baldão.
com homenagem ao cantador, Augusto Inácio, “Barradinhas”.
Mais uma FEIRA DE CASTRO, mais uma demonstração de grande vitalidade das gentes da Vila.
Grande animação e uma programação à altura.
Na tarde de Sábado tivémos o tradicional desfile de grupos de cante, com concentração na Praça do Municipio
Concentração: 15.30 hs:
Desfile: Praça Município, Rua Afonso I, Prc. Republica, Prc.Liberdade.
Grupos Participantes que desfilaram:
“Ganhões” de Castro Verde,
“As Papoilas” de Corvo(Castro Verde)
“Os Cardadores” da Sete(Castro Verde)
Os Amigos do Barreiro,
“Os Camponeses” de Vale de Vargo(Serpa)
Grupo Coral de Ourique,
Grupo Coral das Paivas(Seixal)
“Os Ceifeiros” de Cuba,
Grupo Coral da Amadora,
Grupo Coral de Reguengos de Monsaraz.
Antes, pelas 11 horas houve No Forum Municipal um colóquio debate subordinado ao tema:
: A Tradição-violas campaniças e canto `
às vozes com
Intervenções da Prof.Salwa Castel-Branco
Dr.António Medeiros
Dr.Francisco Ramos
Mais tarde
No Restaurante Pôr-do-Sol aconteceu o que é quanto a nós o ex-libris da Feira o BALDÂO:
- 6 Tocadores de Viola Campaniça,
- 30 Cantadores de Despique e Baldão.
com homenagem ao cantador, Augusto Inácio, “Barradinhas”.
ESTÁTUA "PLANICIE ALENTEJANA"
.

O nosso BLOG esteve presente à nauguração da estátua "planície alentejana" oferecida À Vila de Castro Verde pelo artista plástico LANCIOTTO PULIDORI.
A cerimónia teve lugar em Setembro, integrada no Festival dos Sete Sois.
O nosso BLOG esteve presente à nauguração da estátua "planície alentejana" oferecida À Vila de Castro Verde pelo artista plástico LANCIOTTO PULIDORI.
A cerimónia teve lugar em Setembro, integrada no Festival dos Sete Sois.
quarta-feira, outubro 18, 2006
preliminares
,
Mohammed chega à sua nova escola.
- Como é que te chamas? " pergunta a professora.
- Mohammed " responde o puto.
- Aqui estamos em Portugal, não há cá Mohammeds. Daqui para a frente chamas-te Manuel" afirma a professora.
À tarde Mohammed volta a casa. " Correu-te bem o dia Mohammed ? " pergunta
a mãe.
- Já não me chamo Mohammed, mas sim Manuel, porque agora vivo em Portugal.
- Ah, tu tens vergonha do teu nome, renegas os teus pais! " A mãe fica danada e enfia-lhe uma galheta bem aviada. Seguidamente chama o pai e põe-o ao corrente da situação. Mohammed oferece a outra face e leva mais uma galheta.
No dia seguinte quando chega de manhã à escola, a professora reparando nas
marcas dos dedos na cara do míudo, pergunta: " O que é que te aconteceu Manelinho? " .
- Bem professora, ainda não tinham passado duas horas que eu era português e fui logo agredido por dois árabes"
Mohammed chega à sua nova escola.
- Como é que te chamas? " pergunta a professora.
- Mohammed " responde o puto.
- Aqui estamos em Portugal, não há cá Mohammeds. Daqui para a frente chamas-te Manuel" afirma a professora.
À tarde Mohammed volta a casa. " Correu-te bem o dia Mohammed ? " pergunta
a mãe.
- Já não me chamo Mohammed, mas sim Manuel, porque agora vivo em Portugal.
- Ah, tu tens vergonha do teu nome, renegas os teus pais! " A mãe fica danada e enfia-lhe uma galheta bem aviada. Seguidamente chama o pai e põe-o ao corrente da situação. Mohammed oferece a outra face e leva mais uma galheta.
No dia seguinte quando chega de manhã à escola, a professora reparando nas
marcas dos dedos na cara do míudo, pergunta: " O que é que te aconteceu Manelinho? " .
- Bem professora, ainda não tinham passado duas horas que eu era português e fui logo agredido por dois árabes"
sexta-feira, outubro 13, 2006
CRÓNICA DOS SETE SÓIS ,SETE LUAS
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A "CASA DAS PRIMAS", esteve uma vez mais presente no Planície do Mediterrâneo, Festival Sete Sóis ,Sete luas, que decorreu entre 7 e 10 deste mês de Setembro em Castro Verde.

TENDA ARMADA JUNTO À IGREJA DAS CHAGAS, ONDE SE SERVIA CHÁ DE MARROCOS
Foi um êxito tremendo, e ao escrever em cima do acontecimento (estamos no ultimo dia do Festival) faço-o a quente, fascinado pelo espírito vencedor que se vive em Castro.
Participei em quase todos os eventos e atesto a qualidade, quer da organização, quer do ritmo do certame , quer das performances dos artistas presentes.
Os workshops de danças orientais e mediterrânicas ministradas pelas especialistas e que decorreram no esplêndido Forum Municipal,prepararam dezenas de participantes anónimos, da vila e forasteiros desejosos de participar e aprender,para os bailes de Danças de Tradição que tiveram lugar ao fim das noites de sexta e sábado, numa Tenda montada no Parque Infantil, animados pelos grupos AL DRIÇA E AMANIDA FOLK .

WORKSHOP DE DANÇAS ORIENTAIS NO FORUM DE CASTRO
Foi exaltante assistir aos movimentos sincronizados de dezenas de jovens de todas as idades, dançando em círculo: tarantelas, chapeloises, mazurcas, chotiças, polcas e marchas, como se estivessem habituados a fazê-lo desde sempre.
Movimentos de grande beleza e surpreendente acerto coreográfico, para quem, apenas tinha aprendido alguns minutos na tarde do dia.
Nas noites de sexta, sábado e domingo realizaram-se 3 grandes concertos no Cine Teatro Municipal.
Dificil é assinalar qual o melhor.
Na sexta, as Camponesas de Castro Verde abriram com uma actuação impecável, ao seu melhor nível. Já só restam duas dos elementos originais do grupo, mas a qualidade atingiu elevado padrão. Muito aplaudidas.
Espantosa actuação do Grupo MEMORIA ANDALUZI, com o guitarrista espanhol José Luiz Rodriguez e o português MARCO REIS a levarem a sala ao delírio ,com o virtuosismo dos seus solos de guitarra.,
O bailarino andaluz GALVAN com um sapateado furioso cheio de alma e entrega ,suscitaram a participação entusiasta de uma assistência rendida.
Com eles, brilharam também os marroquinos Nour Eddine e o o bandolim virtuoso de Hassan.
No final, quando as pessoas ainda quentes do espectáculo chegaram à rua, foram surpreendidas por um grupo de animação local, que tocando acordeon, viola e tambores, convidaram a segui~los, levando todos ao baile (de que atrás demos conta) do Parque Infantil.
O Concerto de Sábado atingiu igualmente grande nível, com o Grupo de Violas Campaniças a abrir as hostilidades e a arrancar os primeiros e quentes aplausos.
NOUR EDDINE , que já havia actuado na véspera, voltou, agora já só com o seu Grupo de músicos, impressionou pela potência da sua voz, e pela envolvência dos sons da sua percussão.
Mas foi o grupo dos ACQUARAGIA DROM,ciganos italianos de Campobasso, Molisse, que mais agarrou a sala.

Entrada espectacular de um dos seus elementos mais divertidos (na foto o da esquerda) a arrancar os primeiros tímidos aplausos dum público ainda não identificado com o grupo .
-"Não esteve mau", agradeceu encolhendo os ombros, "mas as palmas podiam ter sido mais fortes", repreendeu.
-"Os meus colegas que vão já entrar de seguida, gostariam de certeza de ouvir aplausos mais fortes , mais entusiastas". (risos da assistência)
-"Então, vou-lhes pedir um favôr, quando eles entrarem, vão todos bater palmas com mais força para eles ficaram contentes"
A sala explodiu em plausos e gritos à entrada dos restantes membros do grupo...!!!
E a loucura do grupo prosseguiu noite dentro com os sons da música cigana e os dichotes e ironias inenarráveis do divertido apresentador.
Já no ultimo dia decorreu no Forum um workshop de Cante de modas alentejanas muito concorrido, dirigida pelo Pedro Mestre e grupo das violas campaniças.
Cantou-se , aprendeu-se, viveu-se mais ujma saborosa tarde de convívio em clima de festa bem alentejana.
Eis uma das modas aprendidas:
oh minha bela menina
Moda:
(ponto)
Oh minha bela menina
A nossa capela cheira
(coro e alto)
Cheira a cravo,cheira a rosas,
A flôr de laranjeira
(ponto)
A flôr de laranjeira
Ao raminho de alecrim
(coro e alto)
Ó minha bela menina
O nosso amor não tem fim
(ponto)
O nosso amor não tem fim
O nosso amor fim não tem
(coro e alto)
Ó minha bela menina
A capela cheira bem
Cantiga
(ponto)
Ó minha mãe minha mãe
Ó minha mãe minha amada (BIS)
(coro e alto cantam o BIS)
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem mãe não tem nada
A "CASA DAS PRIMAS", esteve uma vez mais presente no Planície do Mediterrâneo, Festival Sete Sóis ,Sete luas, que decorreu entre 7 e 10 deste mês de Setembro em Castro Verde.
TENDA ARMADA JUNTO À IGREJA DAS CHAGAS, ONDE SE SERVIA CHÁ DE MARROCOS
Foi um êxito tremendo, e ao escrever em cima do acontecimento (estamos no ultimo dia do Festival) faço-o a quente, fascinado pelo espírito vencedor que se vive em Castro.
Participei em quase todos os eventos e atesto a qualidade, quer da organização, quer do ritmo do certame , quer das performances dos artistas presentes.
Os workshops de danças orientais e mediterrânicas ministradas pelas especialistas e que decorreram no esplêndido Forum Municipal,prepararam dezenas de participantes anónimos, da vila e forasteiros desejosos de participar e aprender,para os bailes de Danças de Tradição que tiveram lugar ao fim das noites de sexta e sábado, numa Tenda montada no Parque Infantil, animados pelos grupos AL DRIÇA E AMANIDA FOLK .
WORKSHOP DE DANÇAS ORIENTAIS NO FORUM DE CASTRO
Foi exaltante assistir aos movimentos sincronizados de dezenas de jovens de todas as idades, dançando em círculo: tarantelas, chapeloises, mazurcas, chotiças, polcas e marchas, como se estivessem habituados a fazê-lo desde sempre.
Movimentos de grande beleza e surpreendente acerto coreográfico, para quem, apenas tinha aprendido alguns minutos na tarde do dia.
Nas noites de sexta, sábado e domingo realizaram-se 3 grandes concertos no Cine Teatro Municipal.
Dificil é assinalar qual o melhor.
Na sexta, as Camponesas de Castro Verde abriram com uma actuação impecável, ao seu melhor nível. Já só restam duas dos elementos originais do grupo, mas a qualidade atingiu elevado padrão. Muito aplaudidas.
Espantosa actuação do Grupo MEMORIA ANDALUZI, com o guitarrista espanhol José Luiz Rodriguez e o português MARCO REIS a levarem a sala ao delírio ,com o virtuosismo dos seus solos de guitarra.,
O bailarino andaluz GALVAN com um sapateado furioso cheio de alma e entrega ,suscitaram a participação entusiasta de uma assistência rendida.
Com eles, brilharam também os marroquinos Nour Eddine e o o bandolim virtuoso de Hassan.
No final, quando as pessoas ainda quentes do espectáculo chegaram à rua, foram surpreendidas por um grupo de animação local, que tocando acordeon, viola e tambores, convidaram a segui~los, levando todos ao baile (de que atrás demos conta) do Parque Infantil.
O Concerto de Sábado atingiu igualmente grande nível, com o Grupo de Violas Campaniças a abrir as hostilidades e a arrancar os primeiros e quentes aplausos.
NOUR EDDINE , que já havia actuado na véspera, voltou, agora já só com o seu Grupo de músicos, impressionou pela potência da sua voz, e pela envolvência dos sons da sua percussão.
Mas foi o grupo dos ACQUARAGIA DROM,ciganos italianos de Campobasso, Molisse, que mais agarrou a sala.
Entrada espectacular de um dos seus elementos mais divertidos (na foto o da esquerda) a arrancar os primeiros tímidos aplausos dum público ainda não identificado com o grupo .
-"Não esteve mau", agradeceu encolhendo os ombros, "mas as palmas podiam ter sido mais fortes", repreendeu.
-"Os meus colegas que vão já entrar de seguida, gostariam de certeza de ouvir aplausos mais fortes , mais entusiastas". (risos da assistência)
-"Então, vou-lhes pedir um favôr, quando eles entrarem, vão todos bater palmas com mais força para eles ficaram contentes"
A sala explodiu em plausos e gritos à entrada dos restantes membros do grupo...!!!
E a loucura do grupo prosseguiu noite dentro com os sons da música cigana e os dichotes e ironias inenarráveis do divertido apresentador.
Já no ultimo dia decorreu no Forum um workshop de Cante de modas alentejanas muito concorrido, dirigida pelo Pedro Mestre e grupo das violas campaniças.
Cantou-se , aprendeu-se, viveu-se mais ujma saborosa tarde de convívio em clima de festa bem alentejana.
Eis uma das modas aprendidas:
oh minha bela menina
Moda:
(ponto)
Oh minha bela menina
A nossa capela cheira
(coro e alto)
Cheira a cravo,cheira a rosas,
A flôr de laranjeira
(ponto)
A flôr de laranjeira
Ao raminho de alecrim
(coro e alto)
Ó minha bela menina
O nosso amor não tem fim
(ponto)
O nosso amor não tem fim
O nosso amor fim não tem
(coro e alto)
Ó minha bela menina
A capela cheira bem
Cantiga
(ponto)
Ó minha mãe minha mãe
Ó minha mãe minha amada (BIS)
(coro e alto cantam o BIS)
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem mãe não tem nada
quinta-feira, outubro 12, 2006
MARIANA MARIA e o BALDÃO
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Já aqui falámos do Baldão, das suas origens, da sua linguagem e regras, e da sua importância cultural.

OS CANTADORES À VOLTA DA MESA CANTAM O BALDÃO
A primeira vez que assisti ao vivo uma sessão de baldão, foi na Feira de Castro Verde,quando ainda se cantava na Taberna do João das Cabeças.
Fiquei logo seduzido pelo ambiente mágico que se respeira à volta da mesa dos cantadores,pela tensão positiva que se estabelece no despique entre serrenhos e campaniços, entre a serra e a planície, pelos temas e pelo humôr agri-doce do encadear das palavras.
Espantei-me desde logo pela forte presença da única cantadeira presente, pela sua desenvoltura, segurança da sua voz, pelo carisma que revelava, pelo respeito que atraía.
Falo da Mariana Maria, figura incontornável do Baldão.
Mariana, nascida em 1933 no Monte do Atravessado, a 3 km de Ourique,é filha de Eusébio,uma voz afamada para o cante,para o baldão e que ela acompanhava desde pequena, onde quer que ele fosse cantar o baldão:
"Uma vez estava o João do Encalho tocando guitarra, e estava o meu pai e mais uns quantos cantando ao despique. Gostei tanto que pedi ao Mestre João se podia cantar uma cantiga"..disse a Mariana à Revista Tempo Livre (2005)
O Baldão terá surgido nos finais do sec.XIX no Concelho de Odemira, na divisa com o Algarve, na Aldeia das Amoreiras e no Corte Malhão:
"Os cantadores juntavam-se na barraca do Balsinha as noites inteiras"
Mariana começou a trabalhar nas mondas pelos 12 anos, e aí, a cantar com as colegas com quem mondava.
Trabalhou depois nas instalações da CP de diversas terras, desde a Funcheira, ao Entroncamento, Beja ,Serpa, Carregueiro e Feijó, antes de se estabelecer na Estação de Ourique.
E continuou a animar os serões de baldão sempre que cantadores se juntavam À volta de uma mesa para cantar.
No Baldão, basta que o 1º. e 2º.verso da estrofe rimem, isto é, o 1º.e o 2º. versos da primeira estrofe - que os cantadores designam por "volta" rimem com o 3º.e o 4º. da 3º.estrofe. Assim:
Eu vou-m'a vêr se consigo
fazer parte da brincadeira
Eu vou-me a vêr se consigo
fazer parte da brincadeira
A festa da Senhora da Cola
até já parece uma feira
A festa da Senhora da Cola
até já parece uma feira
Tenho ali o meu compadre
meu conhado e meu amigo
Fazer parte da bricadeira
eu vou-me a ver se consigo
Mariana é uma excepção, pois enquanto outras cantadeiras, cantam em casa, não tendo o hábito de cantar baldão com os homens, ela deixa tudo para trás, até as doenças, é incansável e tem uma disponibilidade total para estar presente nesta coisa do baldão.
Já aqui falámos do Baldão, das suas origens, da sua linguagem e regras, e da sua importância cultural.
OS CANTADORES À VOLTA DA MESA CANTAM O BALDÃO
A primeira vez que assisti ao vivo uma sessão de baldão, foi na Feira de Castro Verde,quando ainda se cantava na Taberna do João das Cabeças.
Fiquei logo seduzido pelo ambiente mágico que se respeira à volta da mesa dos cantadores,pela tensão positiva que se estabelece no despique entre serrenhos e campaniços, entre a serra e a planície, pelos temas e pelo humôr agri-doce do encadear das palavras.
Espantei-me desde logo pela forte presença da única cantadeira presente, pela sua desenvoltura, segurança da sua voz, pelo carisma que revelava, pelo respeito que atraía.
Falo da Mariana Maria, figura incontornável do Baldão.
Mariana, nascida em 1933 no Monte do Atravessado, a 3 km de Ourique,é filha de Eusébio,uma voz afamada para o cante,para o baldão e que ela acompanhava desde pequena, onde quer que ele fosse cantar o baldão:
"Uma vez estava o João do Encalho tocando guitarra, e estava o meu pai e mais uns quantos cantando ao despique. Gostei tanto que pedi ao Mestre João se podia cantar uma cantiga"..disse a Mariana à Revista Tempo Livre (2005)
O Baldão terá surgido nos finais do sec.XIX no Concelho de Odemira, na divisa com o Algarve, na Aldeia das Amoreiras e no Corte Malhão:
"Os cantadores juntavam-se na barraca do Balsinha as noites inteiras"
Mariana começou a trabalhar nas mondas pelos 12 anos, e aí, a cantar com as colegas com quem mondava.
Trabalhou depois nas instalações da CP de diversas terras, desde a Funcheira, ao Entroncamento, Beja ,Serpa, Carregueiro e Feijó, antes de se estabelecer na Estação de Ourique.
E continuou a animar os serões de baldão sempre que cantadores se juntavam À volta de uma mesa para cantar.
No Baldão, basta que o 1º. e 2º.verso da estrofe rimem, isto é, o 1º.e o 2º. versos da primeira estrofe - que os cantadores designam por "volta" rimem com o 3º.e o 4º. da 3º.estrofe. Assim:
Eu vou-m'a vêr se consigo
fazer parte da brincadeira
Eu vou-me a vêr se consigo
fazer parte da brincadeira
A festa da Senhora da Cola
até já parece uma feira
A festa da Senhora da Cola
até já parece uma feira
Tenho ali o meu compadre
meu conhado e meu amigo
Fazer parte da bricadeira
eu vou-me a ver se consigo
Mariana é uma excepção, pois enquanto outras cantadeiras, cantam em casa, não tendo o hábito de cantar baldão com os homens, ela deixa tudo para trás, até as doenças, é incansável e tem uma disponibilidade total para estar presente nesta coisa do baldão.
quarta-feira, outubro 11, 2006
A FEIRA DE CASTRO, livro de José Penedo de Castro
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ESTE É UM LIVRO SOBRE A FEIRA DE CASTRO, que encontrámos na net, anunciado em espanhol...
A FEIRA
José Penedo de Castro

LA FERIA DE CASTRO / DE TODAS LAS FERIAS / DE TODAS LAS PALABRAS / DE TODOS LOS SIGNOS / DE TODOS LOS SÍMBOLOS / DE TODOS LOS ÍCONOS / DE TODOS LOS ÍNDICES / DE TODOS LOS INDICIOS...
LA FERIA de CASTRO, o FERIA de Castro Verde, una luminosa villa perdida en la inmensidad de Alentejo, en Portugal, pequeño país que sin embargo es la cabeza de Europa, según las palabras de poetas como Camões y Pessoa, es probablemente la imagen de todas las FERIAS, convertidas, en este siglo XXI, en grandes centros comerciales y foros donde las personas buscan TODO y no encuentran NADA.
De este autor, poeta y escritor podemos esperar cualquier sorpresa. Dice de sí mismo que es autor porque está convencido de que es un creador cuando desafía a los otros a crear sus propias cosas; poeta porque intenta, con un uniVERSO de palabras, rimar sin rima y hasta sin métrica, para que los otros creen su propia Poesía, y escritor porque escribe, no por vender libros, mas para que los otros escriban sus propios libros y no precisen de ellos para nada...
Bajo el nombre de José d’A MAR, otro de los múltiples deNÓMIOS [entidad diferente, la del otro, ángel o demonio, o musa, pero no la que inspira, sino la que escribe o habla… y no es UNO sino muchos… Uno para cada poema…] de José Rabaça Gaspar, el poeta publicó en esta misma casa editorial su primer libro, A MAR, sólo para decir que vivimos en el PLANETA MAR, que EL MAR es AMAR... y que todas las vidas, como todos los ríos, corren hacia LA MAR... Más tarde vio la luz pública A ILHA, A ILHA DO PESSEGUEIRO, una pequeña ISLA insignificante que ahora no es otra cosa que un santuario de gaviotas, pero que está llena de LEYENDAS y sortilegios, erigiéndose en la imagen de todos los continentes y Tierras que no pasan de pequeñas ISLAS en la inmensidad del Planeta MAR...
Ahora, con el deNÓMIO de José Penedo de Castro, el Gitano que Recorre las Ferias, nos presenta una FERIA, la FERIA de CASTRO VERDE, que simboliza otras FERIAS, otros lugares de Compra y Venta, de Encuentros y desEncuentros... de Engaños e Ilusiones..., donde las palabras surgen en forma de una catarata alucinante para crear las imágenes que cada lector va a reCrear a su manera, o a largar como un palabrerío inútil y disparatado frente a los nuevos Centros de Convivio, de Comercio, de Compra y Venta, de Encuentros y desEncuentros... de Engaños e Ilusiones...
Es así la FERIA... Son así las FERIAS... Es así el MUNDO de Guerras y Sensacionalismos que aparece todos los días en los medios de comunicación... Es así la VIDA... Esta FERIA, a la que precedieron otras tantas FERIAS, anuncia todas las FERIAS que están por venir...
En este libro se ha procurado brindar algunos datos históricos y de creaciones ancestrales relacionados con las ferias, como el Calendario do VILÃO..., la TECELAGEM..., todo lo referente al trabajo basado en LINO y LANA, ¡cosas del pasado! que lo más probable es que guarden pocas similitudes con las del presente.
En fin, ¡no es para tomárselo en serio! Son sólo cosas de los poetas malditos.
FRAGMENTO:
...
a feira de castro
como as outras feiras
é o grande circo
das gentes que correm
da gente dos montes
gente das cidades
em busca de tudo
em busca de nada
- venho só p'ra ver!
- atão e não compra
nada desta vez?...
em busca de tudo
em busca de nada
atrás de ilusões
de fios de lã
fios de algodão
do que já não há
e havia dantes...
algodão açúcar
mantas cobertores
casacos capotes
cultura, culturas
botas e sapatos
chinelos tamancas
tudo artesanal
ou então moderno
de tela de plástico...
qualquer ferramenta
de há tanto urgente
agora encontrada
agora inventada
parece um milagre
de tão procurada
p'ra tanto conserto
- parece um concerto! -
p'ra tanta demão
remédio p'ra tudo
uma solução
já tão procurada
e ali à mão
- aqui tem, meu povo
ideal solução...
nada é mais barato
nada de mais inútil!!!
perdão enganei-me!
nada é mais preciso
e pronto a servir
para o que precisa...
não custa dois mil
nem mil e quinhentos
a nota de mil
dá para levar
dois. e paga (só) um.
é assim, meu povo
não há que enganar
nem aqui estamos
p'ra enganar ninguém.
é aproveitar
sempre mais barato
aqui do que lá...
são duas ali
p'r'aquelas senhoras
outra para além
para aquele senhor...
aquele cavalheiro
desculpe o senhor!...
e aqui também
p'r'aquela menina...
é sempre a aviar...
chega-me essa manta
chega-me essa caixa
e essa toalha
esse guarda-chuva
moderno automático
e esse também
dos tempos antigos
de bengala grossa
tamanho de gente
que alberga todos
tapa chuva e sol
como uma cabana
de todas as cores...
chega-me também
esse cobertor
os atoalhados
essas mantas quentes
p'rá noite e p'ró dia
e esses conjuntos
de lençóis flanela
de pano e de linho
que dá p'r'aquecer
encontros de sonho
a dois no quentinho
aconchegadinhos!
próprio para pares
que vão dormir juntos
noites sem dormir...
...tudo vem da fábrica
para as mãos do povo
Ah! mulher dum raio
homem duma cana
no me deixes mal...
nu dás c'o imbrulho
e o freguês espera
Ai! que já nu prestas
nu te quero mais
troco-te na feira
por quem me der mais
por dois rapazolas
por duas moçoilas
há'í mais de cem
sem quem os console
e lhes diga: amém.
- escuta, meu povo:
nu me dá co'a caixa
aberta ó fechada...
ah! home dum raio,
nu te quero mais...
oh mulher danada
troco-te na feira!...
nu se vão embora
ora oiçam cá...
é tudo p'ró povo
só p'ró vosso bem.
nem o presidente
e nem o governo
tratam bem de vós
como nós tratamos!
Vinde a nós meu povo!
QUEM É JOSÉ PENEDO DE CASTRO
...José RABAÇA GASPAR – usando 1001 deNÓMIOS (neologismo inventado pelo autor, em referência a anjos ou demónios que inspiram o poeta) em diversas obras, como nesta: Herminia Herminii… e alguns outros, en e-libro.net já publicou outras obras com outros deNÓMIOS:
– José d’A MAR, (A MAR, A ILHA).
– José Penedo de Castro (A FEIRA).
– José Penedo (A COBRA).
– José Penedo de Serpa (A SERPE).
– José Penedo de Moura (A MOURA).
– José da Serra do Vale do Zêzere (ALFÁTIMA).
– Herminia Herminii (NOMINALIA).
– Viriato dos Hermínios (O PASTOR).
– Hermes do Zézere (MANTEIGAS)
– José Rabaça Gaspar (coord.), Cremilde Brito e José Fialho, Manuel de Sousa Aleixo (GRITOS NA SOLIDÃO. Décimas de Inocêncio de Brito. Poeta popular de S. Matias
Nasceu na Serra da Estrela, Manteigas (1938), estudou no Fundão e na Guarda.
Exerceu a sua actividade, desde 1961 em várias localidades da Serra da Estrela.
Frequentou a Academia Militar, em Lisboa, antes de cumprir o Serviço Militar em Moçambique - Metanguala, Lunho, Maúa e Nampula, (4 anos - 2 anos em cooperação) tendo passado algum tempo em Angola - Luanda e Benguela.
Frequentou depois, em Paris, um Curso intensivo no INODOEP, com Paulo Freire, e esteve, 4 anos, nos Serviços de Apoio aos Emigrantes Portugueses na Alemanha onde frequentou Cursos de Alemão e leccionou Português.
Em 1975, trabalhou nas Cooperativas Agrícolas como trabalhador agrícola, na Alfabetização e Animação Cultural tendo ingressado no ensino Oficial em 1976.
Leccionou em várias localidades mais de 20, procurando levar os alunos a aprender o melhor da Língua e da Literatura Portuguesa, a partir das suas raízes culturais.
Com mais de 20.000 páginas de Recolhas e Textos dispersos por mais de 200 obras alguma das quais podem ser consultadas em http://www.joraga.net - um ESPAÇO na NET - aminhaTEIAnaREDE… desde 09.2002.
ESTE É UM LIVRO SOBRE A FEIRA DE CASTRO, que encontrámos na net, anunciado em espanhol...
A FEIRA
José Penedo de Castro
LA FERIA DE CASTRO / DE TODAS LAS FERIAS / DE TODAS LAS PALABRAS / DE TODOS LOS SIGNOS / DE TODOS LOS SÍMBOLOS / DE TODOS LOS ÍCONOS / DE TODOS LOS ÍNDICES / DE TODOS LOS INDICIOS...
LA FERIA de CASTRO, o FERIA de Castro Verde, una luminosa villa perdida en la inmensidad de Alentejo, en Portugal, pequeño país que sin embargo es la cabeza de Europa, según las palabras de poetas como Camões y Pessoa, es probablemente la imagen de todas las FERIAS, convertidas, en este siglo XXI, en grandes centros comerciales y foros donde las personas buscan TODO y no encuentran NADA.
De este autor, poeta y escritor podemos esperar cualquier sorpresa. Dice de sí mismo que es autor porque está convencido de que es un creador cuando desafía a los otros a crear sus propias cosas; poeta porque intenta, con un uniVERSO de palabras, rimar sin rima y hasta sin métrica, para que los otros creen su propia Poesía, y escritor porque escribe, no por vender libros, mas para que los otros escriban sus propios libros y no precisen de ellos para nada...
Bajo el nombre de José d’A MAR, otro de los múltiples deNÓMIOS [entidad diferente, la del otro, ángel o demonio, o musa, pero no la que inspira, sino la que escribe o habla… y no es UNO sino muchos… Uno para cada poema…] de José Rabaça Gaspar, el poeta publicó en esta misma casa editorial su primer libro, A MAR, sólo para decir que vivimos en el PLANETA MAR, que EL MAR es AMAR... y que todas las vidas, como todos los ríos, corren hacia LA MAR... Más tarde vio la luz pública A ILHA, A ILHA DO PESSEGUEIRO, una pequeña ISLA insignificante que ahora no es otra cosa que un santuario de gaviotas, pero que está llena de LEYENDAS y sortilegios, erigiéndose en la imagen de todos los continentes y Tierras que no pasan de pequeñas ISLAS en la inmensidad del Planeta MAR...
Ahora, con el deNÓMIO de José Penedo de Castro, el Gitano que Recorre las Ferias, nos presenta una FERIA, la FERIA de CASTRO VERDE, que simboliza otras FERIAS, otros lugares de Compra y Venta, de Encuentros y desEncuentros... de Engaños e Ilusiones..., donde las palabras surgen en forma de una catarata alucinante para crear las imágenes que cada lector va a reCrear a su manera, o a largar como un palabrerío inútil y disparatado frente a los nuevos Centros de Convivio, de Comercio, de Compra y Venta, de Encuentros y desEncuentros... de Engaños e Ilusiones...
Es así la FERIA... Son así las FERIAS... Es así el MUNDO de Guerras y Sensacionalismos que aparece todos los días en los medios de comunicación... Es así la VIDA... Esta FERIA, a la que precedieron otras tantas FERIAS, anuncia todas las FERIAS que están por venir...
En este libro se ha procurado brindar algunos datos históricos y de creaciones ancestrales relacionados con las ferias, como el Calendario do VILÃO..., la TECELAGEM..., todo lo referente al trabajo basado en LINO y LANA, ¡cosas del pasado! que lo más probable es que guarden pocas similitudes con las del presente.
En fin, ¡no es para tomárselo en serio! Son sólo cosas de los poetas malditos.
FRAGMENTO:
...
a feira de castro
como as outras feiras
é o grande circo
das gentes que correm
da gente dos montes
gente das cidades
em busca de tudo
em busca de nada
- venho só p'ra ver!
- atão e não compra
nada desta vez?...
em busca de tudo
em busca de nada
atrás de ilusões
de fios de lã
fios de algodão
do que já não há
e havia dantes...
algodão açúcar
mantas cobertores
casacos capotes
cultura, culturas
botas e sapatos
chinelos tamancas
tudo artesanal
ou então moderno
de tela de plástico...
qualquer ferramenta
de há tanto urgente
agora encontrada
agora inventada
parece um milagre
de tão procurada
p'ra tanto conserto
- parece um concerto! -
p'ra tanta demão
remédio p'ra tudo
uma solução
já tão procurada
e ali à mão
- aqui tem, meu povo
ideal solução...
nada é mais barato
nada de mais inútil!!!
perdão enganei-me!
nada é mais preciso
e pronto a servir
para o que precisa...
não custa dois mil
nem mil e quinhentos
a nota de mil
dá para levar
dois. e paga (só) um.
é assim, meu povo
não há que enganar
nem aqui estamos
p'ra enganar ninguém.
é aproveitar
sempre mais barato
aqui do que lá...
são duas ali
p'r'aquelas senhoras
outra para além
para aquele senhor...
aquele cavalheiro
desculpe o senhor!...
e aqui também
p'r'aquela menina...
é sempre a aviar...
chega-me essa manta
chega-me essa caixa
e essa toalha
esse guarda-chuva
moderno automático
e esse também
dos tempos antigos
de bengala grossa
tamanho de gente
que alberga todos
tapa chuva e sol
como uma cabana
de todas as cores...
chega-me também
esse cobertor
os atoalhados
essas mantas quentes
p'rá noite e p'ró dia
e esses conjuntos
de lençóis flanela
de pano e de linho
que dá p'r'aquecer
encontros de sonho
a dois no quentinho
aconchegadinhos!
próprio para pares
que vão dormir juntos
noites sem dormir...
...tudo vem da fábrica
para as mãos do povo
Ah! mulher dum raio
homem duma cana
no me deixes mal...
nu dás c'o imbrulho
e o freguês espera
Ai! que já nu prestas
nu te quero mais
troco-te na feira
por quem me der mais
por dois rapazolas
por duas moçoilas
há'í mais de cem
sem quem os console
e lhes diga: amém.
- escuta, meu povo:
nu me dá co'a caixa
aberta ó fechada...
ah! home dum raio,
nu te quero mais...
oh mulher danada
troco-te na feira!...
nu se vão embora
ora oiçam cá...
é tudo p'ró povo
só p'ró vosso bem.
nem o presidente
e nem o governo
tratam bem de vós
como nós tratamos!
Vinde a nós meu povo!
QUEM É JOSÉ PENEDO DE CASTRO
...José RABAÇA GASPAR – usando 1001 deNÓMIOS (neologismo inventado pelo autor, em referência a anjos ou demónios que inspiram o poeta) em diversas obras, como nesta: Herminia Herminii… e alguns outros, en e-libro.net já publicou outras obras com outros deNÓMIOS:
– José d’A MAR, (A MAR, A ILHA).
– José Penedo de Castro (A FEIRA).
– José Penedo (A COBRA).
– José Penedo de Serpa (A SERPE).
– José Penedo de Moura (A MOURA).
– José da Serra do Vale do Zêzere (ALFÁTIMA).
– Herminia Herminii (NOMINALIA).
– Viriato dos Hermínios (O PASTOR).
– Hermes do Zézere (MANTEIGAS)
– José Rabaça Gaspar (coord.), Cremilde Brito e José Fialho, Manuel de Sousa Aleixo (GRITOS NA SOLIDÃO. Décimas de Inocêncio de Brito. Poeta popular de S. Matias
Nasceu na Serra da Estrela, Manteigas (1938), estudou no Fundão e na Guarda.
Exerceu a sua actividade, desde 1961 em várias localidades da Serra da Estrela.
Frequentou a Academia Militar, em Lisboa, antes de cumprir o Serviço Militar em Moçambique - Metanguala, Lunho, Maúa e Nampula, (4 anos - 2 anos em cooperação) tendo passado algum tempo em Angola - Luanda e Benguela.
Frequentou depois, em Paris, um Curso intensivo no INODOEP, com Paulo Freire, e esteve, 4 anos, nos Serviços de Apoio aos Emigrantes Portugueses na Alemanha onde frequentou Cursos de Alemão e leccionou Português.
Em 1975, trabalhou nas Cooperativas Agrícolas como trabalhador agrícola, na Alfabetização e Animação Cultural tendo ingressado no ensino Oficial em 1976.
Leccionou em várias localidades mais de 20, procurando levar os alunos a aprender o melhor da Língua e da Literatura Portuguesa, a partir das suas raízes culturais.
Com mais de 20.000 páginas de Recolhas e Textos dispersos por mais de 200 obras alguma das quais podem ser consultadas em http://www.joraga.net - um ESPAÇO na NET - aminhaTEIAnaREDE… desde 09.2002.
LETRAS DE MODAS ALENTEJANAS
.
AO ROMPER DA BELA AURORA (Sai o pastor da choupana)
Ser pobre não é defeito
Ser rico não é fineza
Tudo é trabalho feito
Pela lei da natureza
Ao romper da bela aurora
Sai o pastor da cabana
Vem gritando em altas vozes
Muito padece quem ama
Muito padece quem ama
Mais padece quem adora
Sai o pastor da cabana
Ao romper da bela aurora
Quando eu não tinha dava
Agora tenho e não dou
Vai pedir a quem não tem
Que eu em não tendo te dou
AO ROMPER DA BELA AURORA (Sai o pastor da choupana)
Ser pobre não é defeito
Ser rico não é fineza
Tudo é trabalho feito
Pela lei da natureza
Ao romper da bela aurora
Sai o pastor da cabana
Vem gritando em altas vozes
Muito padece quem ama
Muito padece quem ama
Mais padece quem adora
Sai o pastor da cabana
Ao romper da bela aurora
Quando eu não tinha dava
Agora tenho e não dou
Vai pedir a quem não tem
Que eu em não tendo te dou
preliminares
.
À noite, enquanto o marido lê o jornal, a esposa comenta:
- Já reparaste como vive o casal que mora aqui em frente? Parecem dois namorados! Todos os dias, quando chega a casa ele traz flores, abraça-a e os dois ficam se beijando apaixonadamente. Por que não fazes o mesmo?
- Mas querida, eu mal conheço essa mulher
À noite, enquanto o marido lê o jornal, a esposa comenta:
- Já reparaste como vive o casal que mora aqui em frente? Parecem dois namorados! Todos os dias, quando chega a casa ele traz flores, abraça-a e os dois ficam se beijando apaixonadamente. Por que não fazes o mesmo?
- Mas querida, eu mal conheço essa mulher
terça-feira, outubro 10, 2006
XAVIER LLONCH
.
XAVIER LLONCH, vai estar na Feira de Casto Verde, no próximo fim de semana

Xavier Llonch nasceu em França em 1967, filho de pai espanhol e de mãe francesa.
Desde muito novo entrou em contacto com o mundo da música, e mais particularmente do flamenco, quando acompanhava o seu pai a encontros de emigrantes espanhóis em França.
Desde os 17 anos que tem dedicado a sua vida à aprendizagem da guitarra e do canto flamenco fazendo estadias regulares em Espanha.
Em 1991 vem para Portugal e desde então reside no Algarve. Aqui tem desenvolvido intensamente a sua actividade artística tocando em complexos turísticos, galerias de artes, auditórios e participando em festivais de verão de diversas cidades.
Em 1992 introduz a dança flamenca nos seus espectáculos com a bailarina de Sevilha Gracia Diaz quer na sua escola como apresentações públicas.Em 2002, sempre nesta linha, surge a colaboraçao com a Escola de Flamenco da Sociedade Recreativa e Artística de Faro.
Actualmente acompanha as aulas de dança flamenca de María José Navarro no Centro Galego de Lisboa.
Durante todos estes anos tem continuado a manter um contacto com músicos de Sevilha procurando sempre o aprofundamento e desenvolvimento da música flamenca.
XAVIER LLONCH, vai estar na Feira de Casto Verde, no próximo fim de semana
Xavier Llonch nasceu em França em 1967, filho de pai espanhol e de mãe francesa.
Desde muito novo entrou em contacto com o mundo da música, e mais particularmente do flamenco, quando acompanhava o seu pai a encontros de emigrantes espanhóis em França.
Desde os 17 anos que tem dedicado a sua vida à aprendizagem da guitarra e do canto flamenco fazendo estadias regulares em Espanha.
Em 1991 vem para Portugal e desde então reside no Algarve. Aqui tem desenvolvido intensamente a sua actividade artística tocando em complexos turísticos, galerias de artes, auditórios e participando em festivais de verão de diversas cidades.
Em 1992 introduz a dança flamenca nos seus espectáculos com a bailarina de Sevilha Gracia Diaz quer na sua escola como apresentações públicas.Em 2002, sempre nesta linha, surge a colaboraçao com a Escola de Flamenco da Sociedade Recreativa e Artística de Faro.
Actualmente acompanha as aulas de dança flamenca de María José Navarro no Centro Galego de Lisboa.
Durante todos estes anos tem continuado a manter um contacto com músicos de Sevilha procurando sempre o aprofundamento e desenvolvimento da música flamenca.
segunda-feira, outubro 09, 2006
imagens do alentejo - CASTRO VERDE
.

LARGO DA FEIRA, CASTRO VERDE
No próximo fim de semana, este espaço estará literalmente ocupado por carroceis, pistas de carros, barracas de feirantes, algodão doce, coiratos, CD.s, e muita .muita alegria.
Pois, a ....
....FEIRA DE CASTRO 2006
De 13 a 16 de Outubro, Castro Verde volta a encher-se de gente para mais uma FEIRA de CASTRO. Um momento único de tradição secular onde se enaltecem os costumes e as práticas de outrora. Um ritual que se repete, ano após ano. Um encontro ao Sul, onde as gentes se cruzam num ambiente iluminado pela luz de Outono.
Gente que vai e volta. Gente que fica na memória do tempo e que este ano homenageamos num ESPECTÁCULO EVOCATIVO da FEIRA de CASTRO, que traz a palco o grupo de VIOLAS CAMPANIÇAS, as cantigas populares das MOÇOILAS e o flamenco de XAVIER LLONCH.
Paralelamente será dinamizado um conjunto de iniciativas que espalhará a festa pelas ruas. As BANDAS FILARMÓNICAS desfilam ao ritmo da música, enquanto os Grupos Corais evocam o cante alentejano em mais uma PLANÍCIE A CANTAR. E num encontro marcado com a tradição, também o CANTE AO BALDÃO tem lugar privilegiado nesta Feira de Castro, relembrando tempos que já lá vão.
LARGO DA FEIRA, CASTRO VERDE
No próximo fim de semana, este espaço estará literalmente ocupado por carroceis, pistas de carros, barracas de feirantes, algodão doce, coiratos, CD.s, e muita .muita alegria.
Pois, a ....
....FEIRA DE CASTRO 2006
De 13 a 16 de Outubro, Castro Verde volta a encher-se de gente para mais uma FEIRA de CASTRO. Um momento único de tradição secular onde se enaltecem os costumes e as práticas de outrora. Um ritual que se repete, ano após ano. Um encontro ao Sul, onde as gentes se cruzam num ambiente iluminado pela luz de Outono.
Gente que vai e volta. Gente que fica na memória do tempo e que este ano homenageamos num ESPECTÁCULO EVOCATIVO da FEIRA de CASTRO, que traz a palco o grupo de VIOLAS CAMPANIÇAS, as cantigas populares das MOÇOILAS e o flamenco de XAVIER LLONCH.
Paralelamente será dinamizado um conjunto de iniciativas que espalhará a festa pelas ruas. As BANDAS FILARMÓNICAS desfilam ao ritmo da música, enquanto os Grupos Corais evocam o cante alentejano em mais uma PLANÍCIE A CANTAR. E num encontro marcado com a tradição, também o CANTE AO BALDÃO tem lugar privilegiado nesta Feira de Castro, relembrando tempos que já lá vão.
domingo, outubro 08, 2006
.
A partir de hoje o nosso blog tem um endereço de email próprio.
Quem quer que queira enviar para ser publicados:
poemas
prosas
fotos
vídeos
Pode e deve fazê-lo para:
julio.casadasprimas@gmail.com
A partir de hoje o nosso blog tem um endereço de email próprio.
Quem quer que queira enviar para ser publicados:
poemas
prosas
fotos
vídeos
Pode e deve fazê-lo para:
julio.casadasprimas@gmail.com
sábado, outubro 07, 2006
preliminares
.
Dona Berta tinha 80 anos.
O médico que a tratara por quase toda sua vida havia se aposentado
e fora substituído por outro.
Na consulta seguinte, o novo médico pediu para Dona Berta
a lista dos medicamentos que lhe haviam sido receitados.
Quando o jovem médico revisava a lista, engasgou.
- Dona Berta, sabe que estas são PÍLULAS ANTICONCEPCIONAIS?
- Sim doutor, elas me ajudam a dormir.
- Dona Berta, lhe afirmo que não há ABSOLUTAMENTE NADA
nestas pílulas que façam uma pessoa dormir!
A velhinha deu um sorriso e disse:
- Sim, eu sei. Mas todas as manhãs dissolvo uma pílula no suco de laranja
que minha neta de 16 anos toma...
E assim durmo todas as noites sossegada
Dona Berta tinha 80 anos.
O médico que a tratara por quase toda sua vida havia se aposentado
e fora substituído por outro.
Na consulta seguinte, o novo médico pediu para Dona Berta
a lista dos medicamentos que lhe haviam sido receitados.
Quando o jovem médico revisava a lista, engasgou.
- Dona Berta, sabe que estas são PÍLULAS ANTICONCEPCIONAIS?
- Sim doutor, elas me ajudam a dormir.
- Dona Berta, lhe afirmo que não há ABSOLUTAMENTE NADA
nestas pílulas que façam uma pessoa dormir!
A velhinha deu um sorriso e disse:
- Sim, eu sei. Mas todas as manhãs dissolvo uma pílula no suco de laranja
que minha neta de 16 anos toma...
E assim durmo todas as noites sossegada
quinta-feira, outubro 05, 2006
ESCRITORES ALENTEJANOS - FIALHO DE ALMEIDA
.
Almeida, José Valentim Fialho de
(1857 - 1911)

Escritor português, natural de Vila de Frades, no Alentejo. Filho de um professor primário, a quem ficou a dever os primeiros rudimentos da sua educação, viu-se obrigado, devido a dificuldades económicas da família, a empregar-se, ainda adolescente, como ajudante de farmácia. Com muito esforço, conseguiu completar o curso de Medicina na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, em 1875, não tendo praticamente exercido medicina, entregando-se antes a uma existência boémia na capital. Casado com uma lavradora rica alentejana, passou a última fase da sua vida no Alentejo, dedicando-se à agricultura.
A sua obra é constituída, essencialmente, por artigos para jornais, posteriormente reunidos nos volumes Os Gatos (colectânea de textos publicados mensalmente, entre 1889 e 1894) e Pasquinadas (1890). O carácter fragmentário da sua prosa, mais apta à captação de impressões, revela-se igualmente na sua obra de ficção: Contos (1881) e O País das Uvas (1893), considerado o melhor dos seus volumes de contos.
Nas duas primeiras obras referidas, de crítica social, sobressai o carácter mordaz da sua ironia, evidenciando a sua visão pessimista do país, bem característica da literatura finissecular. A sua crítica atinge sobretudo a pequena burguesia e a alta burguesia financeira dirigente, que gostaria de ver substituída por uma aristocracia de capacidades, na qual, naturalmente, se inclui. Mas, mais do que instituições, a sua crítica visa personalidades (entre os seus «ódios de estimação» contam-se, por exemplo, Eça de Queirós e Guilherme de Azevedo) e tipos psicológicos, sobretudo de natureza psicopatológica (captada em cenas de doença física, social ou moral). Nas colectâneas de contos revela-se a sua imaginação, frequentemente mórbida e exaltada (são frequentes as cenas de taberna, de hospital, de cemitério, de prostituição, de degenerescência sifilítica ou alcoólica, de infância faminta, de tragédias ocorridas em bairros infectos), numa linguagem de contornos barrocos, pouco serena. A sua instabilidade emocional poderá justificar estas características, assim como a qualidade variável da sua produção literária, marcada pela fragmentação, nela predominando breves apontamentos de ficção e textos jornalísticos circunstanciais.
Fialho de Almeida é o autor das obras de ficção Contos (1881), A cidade do Vício (1882) e O País das Uvas (1893). Escreveu ainda crónicas, artigos políticos, cartas, memórias e livros de viagem entre os quais: Os Gatos (1889-1894), Pasquinadas (1890), Lisboa Galante (1890), Vida Irónica (1892), À Esquina (1903), Barbear, Pentear (1911), Saibam Quantos... (1912), Estâncias de Arte e de Saudade (1921), Aves Migradoras (1921), Figuras de Destaque (1924), Açores e Autores (1925), Vida Errante (1925) e Cadernos de Viagem – Galiza, 1905 (1997).
Almeida, José Valentim Fialho de
(1857 - 1911)
Escritor português, natural de Vila de Frades, no Alentejo. Filho de um professor primário, a quem ficou a dever os primeiros rudimentos da sua educação, viu-se obrigado, devido a dificuldades económicas da família, a empregar-se, ainda adolescente, como ajudante de farmácia. Com muito esforço, conseguiu completar o curso de Medicina na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, em 1875, não tendo praticamente exercido medicina, entregando-se antes a uma existência boémia na capital. Casado com uma lavradora rica alentejana, passou a última fase da sua vida no Alentejo, dedicando-se à agricultura.
A sua obra é constituída, essencialmente, por artigos para jornais, posteriormente reunidos nos volumes Os Gatos (colectânea de textos publicados mensalmente, entre 1889 e 1894) e Pasquinadas (1890). O carácter fragmentário da sua prosa, mais apta à captação de impressões, revela-se igualmente na sua obra de ficção: Contos (1881) e O País das Uvas (1893), considerado o melhor dos seus volumes de contos.
Nas duas primeiras obras referidas, de crítica social, sobressai o carácter mordaz da sua ironia, evidenciando a sua visão pessimista do país, bem característica da literatura finissecular. A sua crítica atinge sobretudo a pequena burguesia e a alta burguesia financeira dirigente, que gostaria de ver substituída por uma aristocracia de capacidades, na qual, naturalmente, se inclui. Mas, mais do que instituições, a sua crítica visa personalidades (entre os seus «ódios de estimação» contam-se, por exemplo, Eça de Queirós e Guilherme de Azevedo) e tipos psicológicos, sobretudo de natureza psicopatológica (captada em cenas de doença física, social ou moral). Nas colectâneas de contos revela-se a sua imaginação, frequentemente mórbida e exaltada (são frequentes as cenas de taberna, de hospital, de cemitério, de prostituição, de degenerescência sifilítica ou alcoólica, de infância faminta, de tragédias ocorridas em bairros infectos), numa linguagem de contornos barrocos, pouco serena. A sua instabilidade emocional poderá justificar estas características, assim como a qualidade variável da sua produção literária, marcada pela fragmentação, nela predominando breves apontamentos de ficção e textos jornalísticos circunstanciais.
Fialho de Almeida é o autor das obras de ficção Contos (1881), A cidade do Vício (1882) e O País das Uvas (1893). Escreveu ainda crónicas, artigos políticos, cartas, memórias e livros de viagem entre os quais: Os Gatos (1889-1894), Pasquinadas (1890), Lisboa Galante (1890), Vida Irónica (1892), À Esquina (1903), Barbear, Pentear (1911), Saibam Quantos... (1912), Estâncias de Arte e de Saudade (1921), Aves Migradoras (1921), Figuras de Destaque (1924), Açores e Autores (1925), Vida Errante (1925) e Cadernos de Viagem – Galiza, 1905 (1997).
terça-feira, outubro 03, 2006
artistas alentejanos
.
SABIAS QUE FRANCISCO JOSÉ, SIM O
DOS "OLHOS CASTANHOS" É ALENTEJANO.
Francisco José
(16 de Agosto de 1924 – 31 de Julho de 1988)

FRANCISCO JOSÉ
Francisco José Galopim de Carvalho nasceu em Évora, na Rua da Cal Branca, no dia 16 de Agosto de 1924.
No início dos anos 50, Francisco José era já um cantor famoso pela sua arte, pela sua voz extraordinária e pelo seu modo apaixonado de cantar a música portuguesa.
No entanto, foi no Brasil que encontrou a verdadeira dimensão do seu talento, embora o tivesse conquistado somente depois de longos anos de sacrifícios e privações, e de um trabalho incansável em intermináveis tournés por todo o mundo.
Mas foi o seu programa num canal de televisão brasileiro e, pouco depois, o lançamento do seu álbum «A Figura de Francisco José» que lhe granjearam a imortalidade, primeiro no Brasil e muito mais tarde no seu país natal.
O Chico Zé, como era conhecido, era um cantor arrojado que, com a sua interpretação moderna e actualizada que fugia à pieguice tradicional, trouxe à música portuguesa uma agradável lufada de ar fresco.
Casou tarde, aos 41 anos, e teve duas filhas: Adília e Alexandra.
Morreu no dia 31 de Julho de 1988, aos 63 anos.
Conta-se que o que esteve na origem da sua ida para o Brasil foi a ruptura definitiva com a R.T.P., a única televisão portuguesa na altura.
Num programa musical transmitido em directo, em que dizia algumas palavras entre as canções, Francisco José resolveu «abrir o livro».
Falou então sobre a vida e as dificuldades dos artistas em Portugal.
Falou dos “cachets “ miseráveis que recebiam.
Falou da subserviência da televisão aos artistas estrangeiros e, sem qualquer hesitação, disse quanto estava ali a ganhar e quanto receberia se fosse um vulgar e medíocre cantor inglês ou americano.
E, finalmente, disse tudo o que lhe veio à cabeça sobre a televisão pública e sobre as pessoas que a dirigiam.
Ficou obviamente «queimado» para todo o sempre.
Mas não foi só isso: a R.T.P. decidiu processá-lo criminalmente, acusando-o do crime de injúrias.
No julgamento, depois de um longo interrogatório, o juiz acabou por lhe perguntar:
- Mas o senhor, quando disse essas palavras em directo na televisão, agiu com «animus injuriandi»?
Ao que Francisco José respondeu:
- Ó Sr. Dr. Juiz: eu agi foi com «animus desabafandi»!
Foi absolvido!
LEMBRA-SE DA LETRA DA FAMOSA CANÇÃO "OLHOS CASTANHOS"?
Teus olhos castanhos
de encantos tamanhos
são pecados meus,
são estrelas fulgentes,
brilhantes, luzentes,
caídas dos céus,
Teus olhos risonhos
são mundos, são sonhos,
são a minha cruz,
teus olhos castanhos
de encantos tamanhos
são raios de luz.
Olhos azuis são ciúme
e nada valem para mim,
Olhos negros são queixume
de uma tristeza sem fim,
olhos verdes são traição
são crueis como punhais,
olhos bons com coração
os teus, castanhos leais.
SABIAS QUE FRANCISCO JOSÉ, SIM O
DOS "OLHOS CASTANHOS" É ALENTEJANO.
Francisco José
(16 de Agosto de 1924 – 31 de Julho de 1988)
FRANCISCO JOSÉ
Francisco José Galopim de Carvalho nasceu em Évora, na Rua da Cal Branca, no dia 16 de Agosto de 1924.
No início dos anos 50, Francisco José era já um cantor famoso pela sua arte, pela sua voz extraordinária e pelo seu modo apaixonado de cantar a música portuguesa.
No entanto, foi no Brasil que encontrou a verdadeira dimensão do seu talento, embora o tivesse conquistado somente depois de longos anos de sacrifícios e privações, e de um trabalho incansável em intermináveis tournés por todo o mundo.
Mas foi o seu programa num canal de televisão brasileiro e, pouco depois, o lançamento do seu álbum «A Figura de Francisco José» que lhe granjearam a imortalidade, primeiro no Brasil e muito mais tarde no seu país natal.
O Chico Zé, como era conhecido, era um cantor arrojado que, com a sua interpretação moderna e actualizada que fugia à pieguice tradicional, trouxe à música portuguesa uma agradável lufada de ar fresco.
Casou tarde, aos 41 anos, e teve duas filhas: Adília e Alexandra.
Morreu no dia 31 de Julho de 1988, aos 63 anos.
Conta-se que o que esteve na origem da sua ida para o Brasil foi a ruptura definitiva com a R.T.P., a única televisão portuguesa na altura.
Num programa musical transmitido em directo, em que dizia algumas palavras entre as canções, Francisco José resolveu «abrir o livro».
Falou então sobre a vida e as dificuldades dos artistas em Portugal.
Falou dos “cachets “ miseráveis que recebiam.
Falou da subserviência da televisão aos artistas estrangeiros e, sem qualquer hesitação, disse quanto estava ali a ganhar e quanto receberia se fosse um vulgar e medíocre cantor inglês ou americano.
E, finalmente, disse tudo o que lhe veio à cabeça sobre a televisão pública e sobre as pessoas que a dirigiam.
Ficou obviamente «queimado» para todo o sempre.
Mas não foi só isso: a R.T.P. decidiu processá-lo criminalmente, acusando-o do crime de injúrias.
No julgamento, depois de um longo interrogatório, o juiz acabou por lhe perguntar:
- Mas o senhor, quando disse essas palavras em directo na televisão, agiu com «animus injuriandi»?
Ao que Francisco José respondeu:
- Ó Sr. Dr. Juiz: eu agi foi com «animus desabafandi»!
Foi absolvido!
LEMBRA-SE DA LETRA DA FAMOSA CANÇÃO "OLHOS CASTANHOS"?
Teus olhos castanhos
de encantos tamanhos
são pecados meus,
são estrelas fulgentes,
brilhantes, luzentes,
caídas dos céus,
Teus olhos risonhos
são mundos, são sonhos,
são a minha cruz,
teus olhos castanhos
de encantos tamanhos
são raios de luz.
Olhos azuis são ciúme
e nada valem para mim,
Olhos negros são queixume
de uma tristeza sem fim,
olhos verdes são traição
são crueis como punhais,
olhos bons com coração
os teus, castanhos leais.
Previsões para Outubro
.

Previsão agrícola:
:
No São Simão, fava no chão.
Em Outubro, centeio rubro.
Outubro chuvoso, faz o lavrador venturoso.
Outubro seca tudo.
Por Santa Ireia pega nos bois e semeia.
Por São Lucas sabem as uvas.
Quando o Outubro for erveiro guarda para Março o palheiro.
:
Animais:
:
Com a vinha, em Outubro, come a cabra, engorda o boi e ganha o dono.
:
Calor:
:
Outubro quente traz o diabo no ventre.
Outrubro suão, negaças de Verão.
:
Pesca:
:
Andar, marinheiro, andar, não te apanhe São Simão no mar.
Outubro, Novembro e Dezembro, não busques o pão no mar, mas torna a teu celeiro e abre o teu mealheiro.
:
Trabalho:
:
Outubro recolhe tudo.
Por São Francisco semeia teu trigo; e a velha que o dizia semeado o tinha.
Quem planta no Outono leva um ano de abono.
Vindima em Outubro, que São Martinho to dirá.
Com a vinha, em Outubro, come a cabra, engorda o boi e ganha o dono.
Por São Lucas mata teus porcos e tapa tuas cubas.

Previsão agrícola:
:
No São Simão, fava no chão.
Em Outubro, centeio rubro.
Outubro chuvoso, faz o lavrador venturoso.
Outubro seca tudo.
Por Santa Ireia pega nos bois e semeia.
Por São Lucas sabem as uvas.
Quando o Outubro for erveiro guarda para Março o palheiro.
:
Animais:
:
Com a vinha, em Outubro, come a cabra, engorda o boi e ganha o dono.
:
Calor:
:
Outubro quente traz o diabo no ventre.
Outrubro suão, negaças de Verão.
:
Pesca:
:
Andar, marinheiro, andar, não te apanhe São Simão no mar.
Outubro, Novembro e Dezembro, não busques o pão no mar, mas torna a teu celeiro e abre o teu mealheiro.
:
Trabalho:
:
Outubro recolhe tudo.
Por São Francisco semeia teu trigo; e a velha que o dizia semeado o tinha.
Quem planta no Outono leva um ano de abono.
Vindima em Outubro, que São Martinho to dirá.
Com a vinha, em Outubro, come a cabra, engorda o boi e ganha o dono.
Por São Lucas mata teus porcos e tapa tuas cubas.
domingo, outubro 01, 2006
LETRA DE MODAS ALENTEJANAS ,O HINO DOS MINEIROS
.
HINO DOS MINEIROS
Nas minas de São João
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Morreram quatro mineiros
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Morreram quatro mineiros
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Eu traga a cabeça aberta
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
que me abriu uma barrena
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
que me abriu uma barrena
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Eu trago a camisa rota
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
E sangue dum camarada
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
E sangue dum camarada
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Ó Senhora Santa Bárbara
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Padroeira dos mineiros
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Padroeira dos mineiros
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
OS MINEIROS DE ALJUSTREL
..
A primeira vez que ouvi os MINEIROS DE ALJUSTREL a interpretar o HINO DOS MINEIROS, fiquei arrepiado. A qualidade deste grupo é por demais reconhecida.

.
Um conjunto de vozes, umas suaves outras roucas, um fato de trabalho azul, um capacete que lhes ilumina o caminho e um lenço de cores portuguesas. São estes os elementos que constituem um dos mais carismático e singular grupo na história do cantar tradicional do Alentejo e de Portugal: O Grupo Coral do Sindicato Mineiro de Aljustrel. Companheiros de profissão, que depois de mais um dia de trabalho duro e exaustivo, ganharam o hábito de cantar em tabernas e igrejas. O cante alentejano, uma vibrante e sobrevivente tradição polifónica – comparável aos “ensembles vocais da Corsega e Sardenha- tem nos Mineiros de Aljustrel um mais que digno representante e divulgador. Nas suas vozes a magia acontece, a tristeza agita-se , a saudade oprime e o amor enaltace. É o canto de trabalho, amor, saudade e luta, na sua forma mais pura, autentica, em todo o seu explendor. Apesar das inúmeras actuações, o grupo conta com um reduzido número de gravações de estúdio. Quatro álbuns, um single e várias participações em compilações de cantares alentejanos. Estes poucos registos para que os “Mineiros de Aljustrel, se tornasse num dos mais respeitado e solicitado no meio do cante tradicional
.
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
HINO DOS MINEIROS
Nas minas de São João
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Morreram quatro mineiros
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Morreram quatro mineiros
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Eu traga a cabeça aberta
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
que me abriu uma barrena
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
que me abriu uma barrena
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Eu trago a camisa rota
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
E sangue dum camarada
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
E sangue dum camarada
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Ó Senhora Santa Bárbara
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Padroeira dos mineiros
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Padroeira dos mineiros
Vê lá, vê lá companheiro
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
OS MINEIROS DE ALJUSTREL
..
A primeira vez que ouvi os MINEIROS DE ALJUSTREL a interpretar o HINO DOS MINEIROS, fiquei arrepiado. A qualidade deste grupo é por demais reconhecida.
.
Um conjunto de vozes, umas suaves outras roucas, um fato de trabalho azul, um capacete que lhes ilumina o caminho e um lenço de cores portuguesas. São estes os elementos que constituem um dos mais carismático e singular grupo na história do cantar tradicional do Alentejo e de Portugal: O Grupo Coral do Sindicato Mineiro de Aljustrel. Companheiros de profissão, que depois de mais um dia de trabalho duro e exaustivo, ganharam o hábito de cantar em tabernas e igrejas. O cante alentejano, uma vibrante e sobrevivente tradição polifónica – comparável aos “ensembles vocais da Corsega e Sardenha- tem nos Mineiros de Aljustrel um mais que digno representante e divulgador. Nas suas vozes a magia acontece, a tristeza agita-se , a saudade oprime e o amor enaltace. É o canto de trabalho, amor, saudade e luta, na sua forma mais pura, autentica, em todo o seu explendor. Apesar das inúmeras actuações, o grupo conta com um reduzido número de gravações de estúdio. Quatro álbuns, um single e várias participações em compilações de cantares alentejanos. Estes poucos registos para que os “Mineiros de Aljustrel, se tornasse num dos mais respeitado e solicitado no meio do cante tradicional
.
vê lá.vê lá, como venho eu
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
Lá.lá,lálá,lá,lá,lá
sábado, setembro 30, 2006
eleições presidenciais brasileiras - 2006
.
EMBORA NÃO TENHA A VÊR COM
A TEMÁTICA USUAL DO
NOSSO BLOG, NÃO RESISTI
À TENTAÇÃO DE MOSTRAR ESTA
DIVERTIDA PEÇA SOBRE AS
ELEIÇÕES PARA A PRESIDÊNCIA
DA REPUBLICA A REALIZAR
AMANHÃ DOMINGO NO BRASIL
.
CARREGAR NO CENTRO DA
IMAGEM
.
EMBORA NÃO TENHA A VÊR COM
A TEMÁTICA USUAL DO
NOSSO BLOG, NÃO RESISTI
À TENTAÇÃO DE MOSTRAR ESTA
DIVERTIDA PEÇA SOBRE AS
ELEIÇÕES PARA A PRESIDÊNCIA
DA REPUBLICA A REALIZAR
AMANHÃ DOMINGO NO BRASIL
.
CARREGAR NO CENTRO DA
IMAGEM
.
quarta-feira, setembro 27, 2006
cozinha alentejana
.
SERICAIA
.

Ingredientes:
- 12 ovos
- 7,5 dl de leite
- 1/2 Kg de açúcar
- 100 g de farinha
- Canela
Preparação: Mistura-se o açúcar com a farinha e a seguir leva-se ao lume envolvendo-o com o leite, em lume brando. Depois de estar bem espesso, retira-se para arrefecer.
Batem-se as claras em castelo e envolve-se na primeira massa. Deita-se num prato de ir ao forno e polvilha-se de canela. Por último vai cozer em lume brando.
Em Lisboa, encontrei uma muito boa, no RESTAURANTE LUIS, em Alvalade, por detrás do Mercado Municipal do Bairro de Alvalade.
SERICAIA
.
Ingredientes:
- 12 ovos
- 7,5 dl de leite
- 1/2 Kg de açúcar
- 100 g de farinha
- Canela
Preparação: Mistura-se o açúcar com a farinha e a seguir leva-se ao lume envolvendo-o com o leite, em lume brando. Depois de estar bem espesso, retira-se para arrefecer.
Batem-se as claras em castelo e envolve-se na primeira massa. Deita-se num prato de ir ao forno e polvilha-se de canela. Por último vai cozer em lume brando.
Em Lisboa, encontrei uma muito boa, no RESTAURANTE LUIS, em Alvalade, por detrás do Mercado Municipal do Bairro de Alvalade.
sábado, setembro 23, 2006
sexta-feira, setembro 22, 2006
subsdios para a HISTÓRIA DO ALENTEJO
.
O NOSSO BLOG PUBLICA
HOJE UM EXERTO DE NOTOFICAÕES
ENVIADAS NO REINADO DE
D,AFONSO V,PELOS FUNCIONÁRIOS
ADMINISTRATIVOS DO REYNO,
PARA FINS FISCAIS
O 'Novo Regimento dos Verdes' de D. João V, por dificuldades de comunicação, não foi cumprido integralmente nos primeiros tempos.
Em Fevereiro de 1740, caminheiros como Manoel Carvalho, pagos 'à tarefa' pelas câmaras e pelas entidades oficiais, encarregavam-se de fazer chegar aos interessados as mensagens e notificações necessárias ao bom funcionamento da administração fiscal e jurídica.
De facto, nem todas as povoações tinham sido fintadas em cera. Esta mensagem pretendia resolver essa falha que haveria de prejudicar mais os súbditos do Campo do que a Fazenda Real.
nO Livro da Câmara de Panóias constavam os seguintes lançamentos para os concelhos do Campo:
Comarca do Campo de Ourique - Lançamentos Estabelecidos em 1738
------------------------Dinheiro-----Cera
Ourique---------------740$000----1 arroba =(32 arratéis ou 14,688 Kgs.)
Mértola---------------952$000----1 arroba
Almodôvar----------504$000----1/2 arroba
Padrões--------------155$000
Aljustrel--------------417$000----20 arratéis =(0,6875 ar.bas ou 9,180 Kgs)
Messejana-----------220$000
Casével---------------44$000
Entradas-------------63$000
Alvalade-------------184$000
V.N.de Milfontes---110$000
Colos-----------------84$000
Garvão---------------145$000
Panóias--------------162$000
Santiago do Cacém-653$000----1 arroba
Sines-----------------55$000
Castro Verde-------450$000----20 arratéis
A Fazenda Real não facilitou a vida aos concelhos. Bem ao contrário: vai ressarcir-se em dinheiro mesmo sobre aquelas povoações já fintadas em cera.
Cinjamo-nos ao documento:
"Tresllado* de huma Ordem do Concelho da Fa[ze]nda
Domingos Furtado Nobre E da Camara por Sua Magestade nesta Villa de Panoias, e seu termo [Amén] Certifico que a esta Villa veio um Caminheiro chamado Manuel Carvalho com Carta digo com uma Carta feita em catorze de mil setecentos, e quarenta em nome de D[out]or francisco ferreira de lima provedor, e Ouvidor desta Commarca de Campo de Ourique, subscrita por Antonio de Almada Pereira escrivão do dito Juízo no qual vem incerta hum Mandado do Concelho da Fazenda do qual o seu theorhe o seguinte //
É do Concelho[sic] de Sua Magestade, e de Sua real Fazenda em falta de Vedores della [Amén] Fazemos saber a vos Provedor da Commarca do Campo de Ourique que no Concelho da Fazenda do dito Senhor se-vio a conta que deo o executor dessa Commarca em razão e que nella era público, e constava de huma provizão Registada nos Livros das Camaras que depois que o mesmo Senhor mandara lançar as terras da mesma commarca quatro contos outocentos noventa e tres mil R[ei]s por se-extinguirem os Verdes Ordenara mais se-lançasse aos Concelhos mais sertas pensões para o que se lhe havia aplicado parte das Coimas que se fizessem pela intervenção das posturas que novamente fizerão para se satisfazerem os ordenados dos Proprietários dos fficios extintos que ficão na folha, e porque só nela hião lançados quatro contos outocentos noventa tres mil [réis], e nada mais hia lançada alguma Sera aos Concelhos que duvidavão pagar por se dizerem que se lançara so dinheiro tanto no anno de mil setecentos trinta, e outo, como no passado de mil setecentos trinta, e nove o fazia prezente; em consideração do que se-vos fassaes entregar a cada huma das Camaras dessa Commarca a parte que lhe-foi lançadaà satisfação dos Officiaes dos Verdes na forma das Orde[n]s, e Repartição que se fes pelos Concelhos que achão Registadas nas mesmas Camaras pela maneira seguinte
A Camara da Villa de Ourique trinta mil [réis]
A de Messejana dezoito mil [réis]
A de Mertola quarenta mil [réis]
A de Almodovar trinta mil [réis]
A de Padroes doze mil [réis]
A de Aljustrel vinte quatro
A de Cazevel seis
A de Alvallade vinte
A de Vila Nova [de Milfontes] dezoito
A de Collos dezessete mil [réis]
A de Garvão dezoito mil [réis]
A de Panoias dezesseis mil [réis]
A de Entradas des mil [réis]
A de sant'Iago trinta e seis mil [réis]
A de Castro Verde vinte quatro mil [réis]
A de Sines dez mil [réis]
Que tudo fas a quantia de trezentos trinta e tres mil [réis]. Cumpri assim inteiramente =
= Rafael da Silva de Oliveira a fes em Lisboa Occidental a vinte sete de Janeiro de mil sete cento, e quarenta annos =
= Sebastião Xavier da Gama Lobo a fes escrever =
= Diogo de Mendonça Corte Real // Antonio de Andrade Rego //
E treslladada a concertei com a propria que estava incerta na ditta Carta, a qual me-Reporto em tudo, e por tudo, que estava cumprida por manoel Figueira Juis do geral desta Villa, e Termo, e em este mesmo dia a entreguei a ditta Carta ao ditto Caminheiro por ser para outras Villas a saber: Garvão, Collos, Villa Nova, Sant'Iago; Sines; e Alvallade, que assignou de como a Recebeo.
Panoias quinze de Fevereiro de mil setecentos, e quarenta annos. Domingos Furtado Nobre a Subscrevi, e a fis escever, e a Subscrevi com Razo, e assignei com o ditto Caminheiro = Manoel Carvalho =
= Domingos Furtado Nobre
O NOSSO BLOG PUBLICA
HOJE UM EXERTO DE NOTOFICAÕES
ENVIADAS NO REINADO DE
D,AFONSO V,PELOS FUNCIONÁRIOS
ADMINISTRATIVOS DO REYNO,
PARA FINS FISCAIS
O 'Novo Regimento dos Verdes' de D. João V, por dificuldades de comunicação, não foi cumprido integralmente nos primeiros tempos.
Em Fevereiro de 1740, caminheiros como Manoel Carvalho, pagos 'à tarefa' pelas câmaras e pelas entidades oficiais, encarregavam-se de fazer chegar aos interessados as mensagens e notificações necessárias ao bom funcionamento da administração fiscal e jurídica.
De facto, nem todas as povoações tinham sido fintadas em cera. Esta mensagem pretendia resolver essa falha que haveria de prejudicar mais os súbditos do Campo do que a Fazenda Real.
nO Livro da Câmara de Panóias constavam os seguintes lançamentos para os concelhos do Campo:
Comarca do Campo de Ourique - Lançamentos Estabelecidos em 1738
------------------------Dinheiro-----Cera
Ourique---------------740$000----1 arroba =(32 arratéis ou 14,688 Kgs.)
Mértola---------------952$000----1 arroba
Almodôvar----------504$000----1/2 arroba
Padrões--------------155$000
Aljustrel--------------417$000----20 arratéis =(0,6875 ar.bas ou 9,180 Kgs)
Messejana-----------220$000
Casével---------------44$000
Entradas-------------63$000
Alvalade-------------184$000
V.N.de Milfontes---110$000
Colos-----------------84$000
Garvão---------------145$000
Panóias--------------162$000
Santiago do Cacém-653$000----1 arroba
Sines-----------------55$000
Castro Verde-------450$000----20 arratéis
A Fazenda Real não facilitou a vida aos concelhos. Bem ao contrário: vai ressarcir-se em dinheiro mesmo sobre aquelas povoações já fintadas em cera.
Cinjamo-nos ao documento:
"Tresllado* de huma Ordem do Concelho da Fa[ze]nda
Domingos Furtado Nobre E da Camara por Sua Magestade nesta Villa de Panoias, e seu termo [Amén] Certifico que a esta Villa veio um Caminheiro chamado Manuel Carvalho com Carta digo com uma Carta feita em catorze de mil setecentos, e quarenta em nome de D[out]or francisco ferreira de lima provedor, e Ouvidor desta Commarca de Campo de Ourique, subscrita por Antonio de Almada Pereira escrivão do dito Juízo no qual vem incerta hum Mandado do Concelho da Fazenda do qual o seu theorhe o seguinte //
É do Concelho[sic] de Sua Magestade, e de Sua real Fazenda em falta de Vedores della [Amén] Fazemos saber a vos Provedor da Commarca do Campo de Ourique que no Concelho da Fazenda do dito Senhor se-vio a conta que deo o executor dessa Commarca em razão e que nella era público, e constava de huma provizão Registada nos Livros das Camaras que depois que o mesmo Senhor mandara lançar as terras da mesma commarca quatro contos outocentos noventa e tres mil R[ei]s por se-extinguirem os Verdes Ordenara mais se-lançasse aos Concelhos mais sertas pensões para o que se lhe havia aplicado parte das Coimas que se fizessem pela intervenção das posturas que novamente fizerão para se satisfazerem os ordenados dos Proprietários dos fficios extintos que ficão na folha, e porque só nela hião lançados quatro contos outocentos noventa tres mil [réis], e nada mais hia lançada alguma Sera aos Concelhos que duvidavão pagar por se dizerem que se lançara so dinheiro tanto no anno de mil setecentos trinta, e outo, como no passado de mil setecentos trinta, e nove o fazia prezente; em consideração do que se-vos fassaes entregar a cada huma das Camaras dessa Commarca a parte que lhe-foi lançadaà satisfação dos Officiaes dos Verdes na forma das Orde[n]s, e Repartição que se fes pelos Concelhos que achão Registadas nas mesmas Camaras pela maneira seguinte
A Camara da Villa de Ourique trinta mil [réis]
A de Messejana dezoito mil [réis]
A de Mertola quarenta mil [réis]
A de Almodovar trinta mil [réis]
A de Padroes doze mil [réis]
A de Aljustrel vinte quatro
A de Cazevel seis
A de Alvallade vinte
A de Vila Nova [de Milfontes] dezoito
A de Collos dezessete mil [réis]
A de Garvão dezoito mil [réis]
A de Panoias dezesseis mil [réis]
A de Entradas des mil [réis]
A de sant'Iago trinta e seis mil [réis]
A de Castro Verde vinte quatro mil [réis]
A de Sines dez mil [réis]
Que tudo fas a quantia de trezentos trinta e tres mil [réis]. Cumpri assim inteiramente =
= Rafael da Silva de Oliveira a fes em Lisboa Occidental a vinte sete de Janeiro de mil sete cento, e quarenta annos =
= Sebastião Xavier da Gama Lobo a fes escrever =
= Diogo de Mendonça Corte Real // Antonio de Andrade Rego //
E treslladada a concertei com a propria que estava incerta na ditta Carta, a qual me-Reporto em tudo, e por tudo, que estava cumprida por manoel Figueira Juis do geral desta Villa, e Termo, e em este mesmo dia a entreguei a ditta Carta ao ditto Caminheiro por ser para outras Villas a saber: Garvão, Collos, Villa Nova, Sant'Iago; Sines; e Alvallade, que assignou de como a Recebeo.
Panoias quinze de Fevereiro de mil setecentos, e quarenta annos. Domingos Furtado Nobre a Subscrevi, e a fis escever, e a Subscrevi com Razo, e assignei com o ditto Caminheiro = Manoel Carvalho =
= Domingos Furtado Nobre
terça-feira, setembro 19, 2006
FESTA DO PROGRAMA PATRIMÓNIO - 23 DE SETEMBRO
.
EM CASTRO VERDE
É já no próximo Sábado, 23 de Setembro que se realiza ao vivo a FESTA DO PATRIMÓNIO, o popular programa da Rádio Castrense.
Está marcado o encontro para o Cine Teatro Municipal, pelas 21,00.
EM CASTRO VERDE
É já no próximo Sábado, 23 de Setembro que se realiza ao vivo a FESTA DO PATRIMÓNIO, o popular programa da Rádio Castrense.
Está marcado o encontro para o Cine Teatro Municipal, pelas 21,00.
segunda-feira, setembro 11, 2006
quarta-feira, setembro 06, 2006
SETE SOIS SETE LUAS, começa já amanhã
.
PLANÍCIE MEDITERRÂNICA 2006
7 a 10 Setembro
Começou a contagem decrescente para a Planície Mediterrânica 2006. A partir de amanhã fique atento ao programa e viva intensamente encontro de culturas. Destaque para a inauguração da exposição “OLHARES SOBRE UM LUGAR”, amanhã à tarde a partir das 18h00, no Fórum Municipal. Uma exposição que revela o olhar de três artistas sobre a Mina de S. Domingos.
Nesta edição, Castro Verde recebe "MEMORIA ANDALUZÍ" (um projecto original concebido por José Luís Rodriguez), NOUR EDDINE, AKIM EL SIKAMEYA

e ACQUARAGGIA DROM com “Mister Romano Tour”, um espectáculo vibrante e irónico no original estilo cigano.
PLANÍCIE MEDITERRÂNICA 2006
7 a 10 Setembro
Começou a contagem decrescente para a Planície Mediterrânica 2006. A partir de amanhã fique atento ao programa e viva intensamente encontro de culturas. Destaque para a inauguração da exposição “OLHARES SOBRE UM LUGAR”, amanhã à tarde a partir das 18h00, no Fórum Municipal. Uma exposição que revela o olhar de três artistas sobre a Mina de S. Domingos.
Nesta edição, Castro Verde recebe "MEMORIA ANDALUZÍ" (um projecto original concebido por José Luís Rodriguez), NOUR EDDINE, AKIM EL SIKAMEYA
e ACQUARAGGIA DROM com “Mister Romano Tour”, um espectáculo vibrante e irónico no original estilo cigano.
poemas populares
.
SEMPRE QUE NOS JUNTAMOS NO MONTE DA RIBEIRA
SURGEM MAIS RECORDAÇÕES, MAIS RECOLHAS DO
VASTO REPERTÓRIO DE POEMAS E ESTÓRIAS DO
ANTÓNIO.
Desta vez, e no decorrer do almoço de que já aqui dei notícia, o António lembrou um poema popular, feito nos anos 50, que contava a história dum homem de Loulé que se tornou ermita e foi a Fátima a pé:
Manuel Viegas dos Santos
os martírios foram tantos
diz assim aos seres humanos
este retrato é o meu
o que este corpo sofreu
durante uns oito anos
Eu amo a religião
por isso mesmo então
desloquei-me de Loulé
a minha crença era tanta
para vêr aquela santa
eu fui a Fátima a pé
Quando eu depois regressei
coisaas na vida encontrei
que não eram do meu gôsto
achei triste o meu vivêr
passei então a sofrer
e a entregar-me ao desgosto
Passei a ser como um bicho
cheio de miséria e lixo
pelas tocas a dormir
a minha fome foi tanta
nem o calôr duma manta
eu mais voltei a sentir
Com as carnes quase nuas
só comi comidas cruas
nenhuma comida quente
eu não queria vêr ninguém
ninguém me fazia bem
fugia de toda a gente
Eu tinha medo sem fim
outros tinham medo de mim
da minha triste figura
mas hoje bem vestido e lavado
hoje estou agasalhado
findou a minha amargura
Quando as barbas me raparam
os cabelos me cortaram
tive um desgosto medonho
hoje estou agasalhado
bem vestido e lavado
para mim parece um sonho
SEMPRE QUE NOS JUNTAMOS NO MONTE DA RIBEIRA
SURGEM MAIS RECORDAÇÕES, MAIS RECOLHAS DO
VASTO REPERTÓRIO DE POEMAS E ESTÓRIAS DO
ANTÓNIO.
Desta vez, e no decorrer do almoço de que já aqui dei notícia, o António lembrou um poema popular, feito nos anos 50, que contava a história dum homem de Loulé que se tornou ermita e foi a Fátima a pé:
Manuel Viegas dos Santos
os martírios foram tantos
diz assim aos seres humanos
este retrato é o meu
o que este corpo sofreu
durante uns oito anos
Eu amo a religião
por isso mesmo então
desloquei-me de Loulé
a minha crença era tanta
para vêr aquela santa
eu fui a Fátima a pé
Quando eu depois regressei
coisaas na vida encontrei
que não eram do meu gôsto
achei triste o meu vivêr
passei então a sofrer
e a entregar-me ao desgosto
Passei a ser como um bicho
cheio de miséria e lixo
pelas tocas a dormir
a minha fome foi tanta
nem o calôr duma manta
eu mais voltei a sentir
Com as carnes quase nuas
só comi comidas cruas
nenhuma comida quente
eu não queria vêr ninguém
ninguém me fazia bem
fugia de toda a gente
Eu tinha medo sem fim
outros tinham medo de mim
da minha triste figura
mas hoje bem vestido e lavado
hoje estou agasalhado
findou a minha amargura
Quando as barbas me raparam
os cabelos me cortaram
tive um desgosto medonho
hoje estou agasalhado
bem vestido e lavado
para mim parece um sonho
segunda-feira, setembro 04, 2006
SETE SÓIS SETE LUAS, em CASTRO VERDE
.
É JÁ ESTE FIM DE SEMANA
.
Festival
Sete Sóis Sete Luas
Em CASTRO VERDE de 8 a 10 de setembro Setembro 2006
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O Festival Sete Sóis Sete Luas, nascido em 1993, é um projecto promovido por uma Rede Cultural de cerca de 30 cidades de cinco diferentes Países: Cabo Verde, Grécia, Itália, Portugal e Espanha. Em portugal passa por sete localidades. De Junho a Setembro.
Em 2006, na sua décima quarta edição, o Sete Sóis Sete Luas aposta na música popular de raizes tradicionais, no teatro de rua, nas artes plásticas - envolvendo algumas das maiores figuras da cultura europeia e mediterrânica.
Apresentamos aqui o programa disponibilizado no Site oficial do Festival, que - como vem sendo hábito - é marcado por uma forte presença italiana em solo nacional. Este ano a presença portuguesa sai também reforçada nas outras cidades aderentes: Ana Moura, Ana Sofia Varela ou Ronda dos Quatro Caminhos são alguns exemplos
Setembro
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CASTRO VERDE
Dia 08 "Memoria Andaluzí" (Espanha, Marrocos)

JOSE LUIS RODRIGUEZ
Considerado um dos melhores guitarristas do novo flamenco, José Luís Rodriguez apresenta um projecto original propositadamente concebido para o Festival Sete Sóis Sete Luas. Cruzando a sua música com outras culturas do Mediterrâneo, José Luís Rodriguez junta-se ao marroquino Nour Eddine e ao guitarrista português Marco Reis num projecto que se apresenta como uma produção original intitulada «Memoria Andaluzí», onde Pastora Galván dança o flamenco com toda a sua força.
FICHA TÉCNICA
Título Memoria Andaluzí
Intérpretes José Luis Rodriguez, Pastora Galván, Marco reis e Nour-Eddine
Dia 09 Acquaragia Drom (música ciganas da Europa do Sul)

Dia 09 Nour Eddine (Marrocos)

Dia 09 Vindimas de Piedimonte Etneo (Sicília, Itália)
Dia 09 Polifonias Alentejanas (Portugal)
Dia 10 Akim El Sikameya (Argélia
É JÁ ESTE FIM DE SEMANA
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Festival
Sete Sóis Sete Luas
Em CASTRO VERDE de 8 a 10 de setembro Setembro 2006
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O Festival Sete Sóis Sete Luas, nascido em 1993, é um projecto promovido por uma Rede Cultural de cerca de 30 cidades de cinco diferentes Países: Cabo Verde, Grécia, Itália, Portugal e Espanha. Em portugal passa por sete localidades. De Junho a Setembro.
Em 2006, na sua décima quarta edição, o Sete Sóis Sete Luas aposta na música popular de raizes tradicionais, no teatro de rua, nas artes plásticas - envolvendo algumas das maiores figuras da cultura europeia e mediterrânica.
Apresentamos aqui o programa disponibilizado no Site oficial do Festival, que - como vem sendo hábito - é marcado por uma forte presença italiana em solo nacional. Este ano a presença portuguesa sai também reforçada nas outras cidades aderentes: Ana Moura, Ana Sofia Varela ou Ronda dos Quatro Caminhos são alguns exemplos
Setembro
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CASTRO VERDE
Dia 08 "Memoria Andaluzí" (Espanha, Marrocos)
JOSE LUIS RODRIGUEZ
Considerado um dos melhores guitarristas do novo flamenco, José Luís Rodriguez apresenta um projecto original propositadamente concebido para o Festival Sete Sóis Sete Luas. Cruzando a sua música com outras culturas do Mediterrâneo, José Luís Rodriguez junta-se ao marroquino Nour Eddine e ao guitarrista português Marco Reis num projecto que se apresenta como uma produção original intitulada «Memoria Andaluzí», onde Pastora Galván dança o flamenco com toda a sua força.
FICHA TÉCNICA
Título Memoria Andaluzí
Intérpretes José Luis Rodriguez, Pastora Galván, Marco reis e Nour-Eddine
Dia 09 Acquaragia Drom (música ciganas da Europa do Sul)
Dia 09 Nour Eddine (Marrocos)
Dia 09 Vindimas de Piedimonte Etneo (Sicília, Itália)
Dia 09 Polifonias Alentejanas (Portugal)
Dia 10 Akim El Sikameya (Argélia
sábado, setembro 02, 2006
Proverbios de Setembro
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O mês de Setembro
Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta.
Em Setembro, ardem os montes e secam as fontes.
Setembro, ou seca as fontes ou leva as pontes.
Nuvens em Setembro: chuva em Novembro e neve em Dezembro.
Em Setembro, planta, colhe e cava, que é mês para tudo.
Lua Nova setembrina sete vezes domina.
Se por acaso em Setembro a cigarra cantar, não compres trigo para o vires a guardar.
Para que o ano não vá mal, hão-de encher os rios três vezes entre S. Mateus e o Natal.
Pelo S. Mateus, pega nos bois e lavra com Deus.
Setembro, cara de poucos amigos e manhã de figos.
Setembro molhado, figo estragado.
Setembro que enche o celeiro dá triunfo ao rendeiro.
Pelo S. Mateus não peças chuva a Deus.
Águas verdadeiras, por S. Mateus as primeiras.
No S. Mateus vindimam os sisudos e semeiam os sandeus.
Agosto madura, Setembro vindima.
O mês de Setembro
Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta.
Em Setembro, ardem os montes e secam as fontes.
Setembro, ou seca as fontes ou leva as pontes.
Nuvens em Setembro: chuva em Novembro e neve em Dezembro.
Em Setembro, planta, colhe e cava, que é mês para tudo.
Lua Nova setembrina sete vezes domina.
Se por acaso em Setembro a cigarra cantar, não compres trigo para o vires a guardar.
Para que o ano não vá mal, hão-de encher os rios três vezes entre S. Mateus e o Natal.
Pelo S. Mateus, pega nos bois e lavra com Deus.
Setembro, cara de poucos amigos e manhã de figos.
Setembro molhado, figo estragado.
Setembro que enche o celeiro dá triunfo ao rendeiro.
Pelo S. Mateus não peças chuva a Deus.
Águas verdadeiras, por S. Mateus as primeiras.
No S. Mateus vindimam os sisudos e semeiam os sandeus.
Agosto madura, Setembro vindima.
sábado, agosto 26, 2006
imagens do alentejo - CASTRO VERDE
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O LARGO DA FEIRA, VENDO-SE EM PRIMEIRO PLANO A CHAMADA ROTUNDA DOS PORCOS
O LARGO DA FEIRA, VENDO-SE EM PRIMEIRO PLANO A CHAMADA ROTUNDA DOS PORCOS
quinta-feira, agosto 24, 2006
preliminares
.
Jesus Cristo resolveu voltar a Terra ... e decidiu vir vestido
de médico !
Procurou um lugar para descer, escolheu Portugal e foi trabalhar no centro de saúde do Feijó .
Viu um médico trabalhando há muitas horas e morrendo de cansaço. Jesus então entrou de jaleco, passando pela fila de pacientes no corredor, até atingir o consultório médico.
Os pacientes viram e comentaram:
-Olha aí, vai trocar o plantão.
Jesus Cristo entrou na sala e disse ao colega que podia ir, que ele iria dar as consultas dali por diante.
E, todo resoluto, gritou:
-O PRÓXIMO.
Entrou no consultório um homem paraplégico em sua cadeira de rodas. Jesus Cristo levantou-se, olhou bem para o aleijado, e com a palma da mão direita sobre sua cabeça disse:
-LEVANTA-TE E ANDA!
>O homem levantou-se, andou e saiu do consultório empurrando a própria cadeira de rodas.
Quando chegou ao corredor, o próximo da fila perguntou:
-E aí, como é esse Doutor novo?
Ele respondeu:
-Igualzinho aos outros... Nem examina a gente
Jesus Cristo resolveu voltar a Terra ... e decidiu vir vestido
de médico !
Procurou um lugar para descer, escolheu Portugal e foi trabalhar no centro de saúde do Feijó .
Viu um médico trabalhando há muitas horas e morrendo de cansaço. Jesus então entrou de jaleco, passando pela fila de pacientes no corredor, até atingir o consultório médico.
Os pacientes viram e comentaram:
-Olha aí, vai trocar o plantão.
Jesus Cristo entrou na sala e disse ao colega que podia ir, que ele iria dar as consultas dali por diante.
E, todo resoluto, gritou:
-O PRÓXIMO.
Entrou no consultório um homem paraplégico em sua cadeira de rodas. Jesus Cristo levantou-se, olhou bem para o aleijado, e com a palma da mão direita sobre sua cabeça disse:
-LEVANTA-TE E ANDA!
>O homem levantou-se, andou e saiu do consultório empurrando a própria cadeira de rodas.
Quando chegou ao corredor, o próximo da fila perguntou:
-E aí, como é esse Doutor novo?
Ele respondeu:
-Igualzinho aos outros... Nem examina a gente
sábado, agosto 19, 2006
imagens do alentejo - Castro Verde
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A PASTELARIA CÉSAR, NA PRAÇA DA REPÚBLICA EM CASTRO VERDE, ONDE SE TOMA UMA BICA E UMA QUEIJADA DELICIOSA
A PASTELARIA CÉSAR, NA PRAÇA DA REPÚBLICA EM CASTRO VERDE, ONDE SE TOMA UMA BICA E UMA QUEIJADA DELICIOSA
sexta-feira, agosto 18, 2006
alentejanos no mundo
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O NOSSO BLOG UNE E DIVULGA OS
ALENTEJANOS ONDE QUER QUE
ELES SE ENCONTREM
Somos lidos não só no Alentejo,mas um pouco por toda a parte onde haja um alentejano.
Muitos vieram passar as férias a Portugal, e tivemos o privilégio de lhes dar um abraço e com eles conviver, matar saudades.
O João Coelho e a Maria Rita que vieram de Toulouse ,naquele já habitual almoço com o António , a Joana e o Tó Zé do Monte da Ribeira.
A Benedita, o João Ponte, e os filhos e genro, a Maria João , o Jimmy e as suas gargalhadas , e o os miúdos deles,o Seth e a Carina, que vieram dos Estados Unidos, de Providence e de Fair Chances (Pittsburg)
Para eles todos bons regressos e continuem por lá a lêr e a divulgar o nosso blog
O NOSSO BLOG UNE E DIVULGA OS
ALENTEJANOS ONDE QUER QUE
ELES SE ENCONTREM
Somos lidos não só no Alentejo,mas um pouco por toda a parte onde haja um alentejano.
Muitos vieram passar as férias a Portugal, e tivemos o privilégio de lhes dar um abraço e com eles conviver, matar saudades.
O João Coelho e a Maria Rita que vieram de Toulouse ,naquele já habitual almoço com o António , a Joana e o Tó Zé do Monte da Ribeira.
A Benedita, o João Ponte, e os filhos e genro, a Maria João , o Jimmy e as suas gargalhadas , e o os miúdos deles,o Seth e a Carina, que vieram dos Estados Unidos, de Providence e de Fair Chances (Pittsburg)
Para eles todos bons regressos e continuem por lá a lêr e a divulgar o nosso blog
terça-feira, agosto 15, 2006
preliminares
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Num prédio, havia um vizinho que tinha um papagaio.
Nesse mesmo prédio, saía uma Senhora todos os dias para o trabalho. O
papagaio via a Senhora a saír e dizia-lhe:
- "Toda bem vestida, toda bem pintada. Vai para a vida! Vai para a vida!"
À noite, quando a Senhora regressava, o papagaio lá estava e dizia--lhe:
- "Toda bem vestida, toda bem pintada. Vai para a vida! Vai para a vida!"
Passados alguns dias, a vizinha muito irritada, resolve ir fazer queixas ao marido.
- Vê tu, que o papagaio do vizinho todos os dias, quando saio ,diz-me que vou para a vida, quando venho para casa, diz-me que venho da vida. Só pode ser o vizinho que lhe ensina.
- Deixa lá mulher, no próximo Sábado emprestas-me a tua roupa e compras-me uma cabeleira da cor do teu cabelo, que eu trato do resto. Assim fez!
Quando o papagaio o viu, disse-lhe:
- "Olha quem vem lá todo lampeiro...!"
- "Durante a semana é corno, e ao fim de semana é paneleiro!!!"
Num prédio, havia um vizinho que tinha um papagaio.
Nesse mesmo prédio, saía uma Senhora todos os dias para o trabalho. O
papagaio via a Senhora a saír e dizia-lhe:
- "Toda bem vestida, toda bem pintada. Vai para a vida! Vai para a vida!"
À noite, quando a Senhora regressava, o papagaio lá estava e dizia--lhe:
- "Toda bem vestida, toda bem pintada. Vai para a vida! Vai para a vida!"
Passados alguns dias, a vizinha muito irritada, resolve ir fazer queixas ao marido.
- Vê tu, que o papagaio do vizinho todos os dias, quando saio ,diz-me que vou para a vida, quando venho para casa, diz-me que venho da vida. Só pode ser o vizinho que lhe ensina.
- Deixa lá mulher, no próximo Sábado emprestas-me a tua roupa e compras-me uma cabeleira da cor do teu cabelo, que eu trato do resto. Assim fez!
Quando o papagaio o viu, disse-lhe:
- "Olha quem vem lá todo lampeiro...!"
- "Durante a semana é corno, e ao fim de semana é paneleiro!!!"
quinta-feira, agosto 10, 2006
imagens do alentejo - Castro Verde
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O CAFÉ BATE PAPO, na Praça da Republica em Castro Verde
É um local muito agradável da vila, onde se pode saborear uma das maiores e mais gostosas torradas que se pode imaginar.
O CAFÉ BATE PAPO, na Praça da Republica em Castro Verde
É um local muito agradável da vila, onde se pode saborear uma das maiores e mais gostosas torradas que se pode imaginar.
quarta-feira, agosto 09, 2006
preliminares
.
O velho acaba de morrer. O padre encomenda o corpo e se rasga em elogios:
- O finado era um ótimo marido, um excelente cristão, um pai exemplar!!...
A viúva se vira para um dos filhos e lhe diz ao ouvido:
- Vai até o caixão e veja se é mesmo o seu pai que tá lá dentro...
O velho acaba de morrer. O padre encomenda o corpo e se rasga em elogios:
- O finado era um ótimo marido, um excelente cristão, um pai exemplar!!...
A viúva se vira para um dos filhos e lhe diz ao ouvido:
- Vai até o caixão e veja se é mesmo o seu pai que tá lá dentro...
quadras populares alentejanas
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Vai o rico para a Igreja
de fina bota caneleira
e vai o pobre de alpercata
trabalhar para a pedreira
Anónimo grandolense
Quando eu era sacristão
subia a grandes alturas
comia o azeite com pão
deixava os santos às escuras
(quadra escrita na parede)
Vai o rico para a Igreja
de fina bota caneleira
e vai o pobre de alpercata
trabalhar para a pedreira
Anónimo grandolense
Quando eu era sacristão
subia a grandes alturas
comia o azeite com pão
deixava os santos às escuras
(quadra escrita na parede)
terça-feira, agosto 01, 2006
letras de modas alentejanas
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ESSE TEU VESTIDO DE CHITA TÃO LINDA «voltar
Esse teu vestido
De chita tão linda
Dá-me cá um beijo
Não te vás, ainda
Não te vás, ainda
Não te vás, ainda
Que eu’inda aqui estou
Esse teu vestido
Em quanto importou
Em quanto importou
Em quanto importou
Enquanto importava
Esse teu vestido
De chita riscada
De chita riscada
Ó amor se fores
No domingo à missa
Emprega os teus olhos
Numa campaniça
Numa campaniça
ESSE TEU VESTIDO DE CHITA TÃO LINDA «voltar
Esse teu vestido
De chita tão linda
Dá-me cá um beijo
Não te vás, ainda
Não te vás, ainda
Não te vás, ainda
Que eu’inda aqui estou
Esse teu vestido
Em quanto importou
Em quanto importou
Em quanto importou
Enquanto importava
Esse teu vestido
De chita riscada
De chita riscada
Ó amor se fores
No domingo à missa
Emprega os teus olhos
Numa campaniça
Numa campaniça
sábado, julho 29, 2006
RAQUEL MARIA
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Morreu a acrtiz RAQUEL MARIA,alentejana de Castro Verde
A actriz Raquel Maria, 60 anos, faleceu esta quarta-feira em Lisboa, vítima de cancro. Completaria 40 anos de carreira em Setembro próximo. Nos últimos tempos, a actriz participou em vários programas da SIC.
A actriz começou a sua carreira no teatro amador na Sociedade Recreativa 22 de Novembro, no Barreiro, e o sucesso alcançado com a peça "João Gabriel Borkmann", de Ibsen, levou os encenadores Luís Miguel Cintra e Jorge Silva Melo a convidá-la para integrar o núcleo fundador do Teatro da Cornucópia, onde se manteve até 1987.
O encenador e actor Luís Miguel Cintra recordou que a actriz tinha "um especial gosto para a comédia, tendo alcançado enorme êxito com a peça 'E não se pode exterminá-lo?' de Karl Valentin".
Outras peças em que Raquel Maria alcançou assinalável êxito, também na Cornucópia, foram "Casimiro e Carolina", de Karl von Horváth, e "Não se paga, não se paga", de Dario Fo.
Cintra salientou ainda o desempenho de Raquel Maria na peça de Strindberg "A Páscoa".
A lembrança dos amigos
"A Raquel era uma actriz extraordinária, cheia de energia e talento", qualificou o encenador e actor Luís Miguel Cintra.
"A Raquel tinha uma sensibilidade muito apurada", disse Márcia Breia, que destacou ainda a sua faceta como autora de gravuras.
"Esta sua faceta - observou - era pouco conhecida, mas muito interessante, tanto mais que a Raquel não a desenvolvia a tempo inteiro".
Márcia Breia, que contracenou várias vezes na Cornucópia com Raquel Maria, qualificou-a de "fantástica, com uma grande tendência para a comédia, tendo tido no entanto um papel excepcional em 'A Páscoa' que era de grande dramatismo".
Do Teatro da Cornucópia, Raquel Maria saiu para integrar o elenco do Teatro da Malaposta, da extinta associação Amascultura.
Além do teatro, Raquel Maria participou em cerca de 12 filmes, entre os quais "A vida é bela" e "A sombra dos abutres" e em várias séries televisivas.
Na televisão, fez parte do elenco de "Os malucos do riso", "Não há pai" e "As aventuras de Camilo", entre outros.
A actriz Alina Vaz, que também começou na Sociedade de Recreio de 22 de Novembro e com ela contracenou em "Os malucos do riso", recordou "a actriz muito profissional e certa" que era Raquel Maria.
Morreu a acrtiz RAQUEL MARIA,alentejana de Castro Verde
A actriz Raquel Maria, 60 anos, faleceu esta quarta-feira em Lisboa, vítima de cancro. Completaria 40 anos de carreira em Setembro próximo. Nos últimos tempos, a actriz participou em vários programas da SIC.
A actriz começou a sua carreira no teatro amador na Sociedade Recreativa 22 de Novembro, no Barreiro, e o sucesso alcançado com a peça "João Gabriel Borkmann", de Ibsen, levou os encenadores Luís Miguel Cintra e Jorge Silva Melo a convidá-la para integrar o núcleo fundador do Teatro da Cornucópia, onde se manteve até 1987.
O encenador e actor Luís Miguel Cintra recordou que a actriz tinha "um especial gosto para a comédia, tendo alcançado enorme êxito com a peça 'E não se pode exterminá-lo?' de Karl Valentin".
Outras peças em que Raquel Maria alcançou assinalável êxito, também na Cornucópia, foram "Casimiro e Carolina", de Karl von Horváth, e "Não se paga, não se paga", de Dario Fo.
Cintra salientou ainda o desempenho de Raquel Maria na peça de Strindberg "A Páscoa".
A lembrança dos amigos
"A Raquel era uma actriz extraordinária, cheia de energia e talento", qualificou o encenador e actor Luís Miguel Cintra.
"A Raquel tinha uma sensibilidade muito apurada", disse Márcia Breia, que destacou ainda a sua faceta como autora de gravuras.
"Esta sua faceta - observou - era pouco conhecida, mas muito interessante, tanto mais que a Raquel não a desenvolvia a tempo inteiro".
Márcia Breia, que contracenou várias vezes na Cornucópia com Raquel Maria, qualificou-a de "fantástica, com uma grande tendência para a comédia, tendo tido no entanto um papel excepcional em 'A Páscoa' que era de grande dramatismo".
Do Teatro da Cornucópia, Raquel Maria saiu para integrar o elenco do Teatro da Malaposta, da extinta associação Amascultura.
Além do teatro, Raquel Maria participou em cerca de 12 filmes, entre os quais "A vida é bela" e "A sombra dos abutres" e em várias séries televisivas.
Na televisão, fez parte do elenco de "Os malucos do riso", "Não há pai" e "As aventuras de Camilo", entre outros.
A actriz Alina Vaz, que também começou na Sociedade de Recreio de 22 de Novembro e com ela contracenou em "Os malucos do riso", recordou "a actriz muito profissional e certa" que era Raquel Maria.
sábado, julho 22, 2006
terça-feira, julho 18, 2006
Escritores e Poetas alentejanos - BERNARDIM RIBEIRO
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O NOSSO BLOG PROSSEGUE A DIVULGAÇÃO
DE AUTORES ALENTEJANOS
BERNARDIM RIBEIRO, DO TORRÃO,FOI
UM DOS NOSSOS MAIORES POETAS E
PROSADORES

Bernardim Ribeiro (1480/1500 ? 1530-1545) nasceu na vila de Torrão, Alentejo em data incerta e, segundo alguns autores, terá visitado a Itália na companhia de Sá de Miranda. Chegaram até nós cinco éclogas e a novela Saudade, mais conhecida por Menina e Moça. Algumas das suas posias foram inseridas no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende.
Frequentou a corte, onde foi poeta conhecido, já que figura entre os colaboradores do Cancioneiro Geral de 1516, de Garcia de Resende, e Sá de Miranda refere-se-lhe, em obras suas, como amigo e companheiro de letras, afirmando que, com as suas éclogas, Bernardim foi o introdutor do bucolismo em Portugal. A sua obra mais celebrada é Menina e Moça, de que há três versões. A primeira foi editada, em 1554, em Ferrara, pelo judeu português exilado Abraão Usque, o que apoia a tese de alguns ensaístas, nomeadamente Hélder de Macedo, em Do Significado Oculto da Menina e Moça, acerca do judaísmo de Bernardim Ribeiro. Isto daria à obra, de estrutura aparentemente inconclusa, um significado cifrado que constitituiria a representação esotérica da comunidade judaica no exílio. Tal tese surge apoiada ainda em outros factos da vida do autor, como o seu afastamento forçado da corte, talvez mesmo de Portugal, já que a publicação das suas obras teve lugar em cidades estrangeiras, onde havia comunidades de judeus emigrados. A esta edição de Ferrara seguiu-se a edição de 1557, em Évora, por André de Burgos, e uma terceira, de 1559, impressa por Arnold Birckman em Colónia.
Novela sentimental na linha da novelística peninsular que se desenvolveu por influência de Boccaccio, de temática amorosa e cavaleiresca, com fundo bucólico e autobiográfico (como o sugerem os inúmeros anagramas, quer do nome do autor, Binmarder, quer de pessoas das suas relações, como Aónia ou Avalor), nela se encontra presente uma subtil análise psicológica em voz feminina, eco da tradição galego-portuguesa das cantigas de amigo e precursora do romance psicológico moderno. O amor, trágico, alia-se a um sentimento geral de fatalismo e solidão, numa linguagem que se aproxima sugestivamente do coloquialismo, de extrema riqueza rítmica e lírica. Esta novela, cuja designação desde cedo se popularizou como Saudades, veio influenciar claramente a literatura portuguesa, constituindo um fundo sentimental recuperado e reelaborado posteriormente por vários escritores e, nomeadamente, pelos movimentos romântico e saudosista.

"Menina e moça me levaram de casa de minha mãe para muito longe. Que causa fosse então a daquela minha levada, era ainda pequena, não a soube. Agora não lhe ponho outra, senão que parece que já então havia de ser o que depois foi. Vivi ali tanto tempo quanto foi necessário para não poder viver em outra parte. Muito contente fui em aquela terra, mas, coitada de mim, que em breve espaço se mudou tudo aquilo que em longo tempo se buscou e para longo tempo se buscava. Grande desaventura foi a que me fez ser triste ou, per aventura, a que me fez ser leda. Depois que eu vi tantas cousas trocadas por outras, e o prazer feito mágoa maior, a tanta tristeza cheguei que mais me pesava do bem que tive, que do mal que tinha."
Menina e Moça, início
Bernardim Ribeiro escreveu doze poesias menores incluídas no Cancioneiro Geral, a novela Menina e Moça, que inclui três composições em verso (o vilancete Pera tudo houve remédio, a cantiga Pensando-vos estou, filha e o romance de Avalor), cinco éclogas, a sextina Ontem pôs-se o sol e a noute, o romance Ao longo de ua ribeira, e duas cantigas e outras composições incluídas na edição de Ferrara, em 1554, a cargo de Abraão Usque. O romance Ao longo de ua ribeira, única composição portuguesa inserida no Cancioneiro Castelhano de 1550 (segundo Carolina Michaelis), só apareceu publicado com as obras completas do poeta na edição de 1645.
Das Éclogas , publicamos parte da 2ª.:
ÉCLOGAS
ÉCLOGA II
Dizem que havia um pastor
antre Tejo e Odiana,
que era perdido de amor
per Da moça Joana.
Joana patas guardava
pela ribeira do Tejo,
seu pai acerca morava
e o pastor de Alentejo
era, e Jano se chamava.
Quando as fomes grandes foram
que Alentejo foi perdido,
da aldeia que chamam o Torrão
foi este pastor fugido.
Levava um pouco de gado,
que lhe ficou doutro muito
que lhe morreu de cansado;
que Alentejo era enxuito
de água e mui seco de prado.
Toda a terra foi perdida;
no campo do Tejo só
achava o gado guarida:
Ver Alentejo era um dó!
E Jano, pera salvar
o gado que lhe ficou,
foi esta terra buscar;
e, se um cuidado levou,
outro foi ele lá achar.
O dIa que ali chegou
com seu gado e com seu fato,
com tudo se agasalhou
em üa bicada de um mato.
E levando-o a pascer,
o outro dia, à ribeira,
Joana acertou de i ver,
que se andava pela beira
do Tejo, a flores colher.
Vestido branco trazia,
um pouco afrontada andava,
fermosa bem parecia
aos olhos de quem na olhava.
Jano, em vendo-a, foi pasmado;
mas, por ver que ela fazia,
escondeu-se antre um prado:
Joana flores colhia,
Jano colhia cuidado.
Depois que ela teve as flores
já colhidas, e escolhidas
as desvairadas coores,
com rosas entremetidas,
fez delas üa capela,
e soltou os seus cabelos,
que eram tão longos como ela
e de cada um a Jano, em vê-los,
lhe nacia üa querela.
E enquanto aquisto fazia
Joana, o seu gado andava
por dentro da água fria,
todo após quem o guiava.
Um pato grande era guia,
e todo junto em carreira.
ora rio acima ia.
ora, em a mesma maneira.
o rio abaixo decia.
Joana, como assentou
a capela, foi com a mão
à cabeça, e atentou
se estava em boa feição.
Não ficando satisfeita
do que da mão presumia,
partiu-se dali direita
pera onde o ria fazia
de água üa mansa colheita.
Chegando à beira do rio,
as patas logo vierom
todas Da a üa, em fio,
que toda a água moverom.
De quanto ela já folgou
com aquestes gasalhados,
tanto entonces lhe pesou,
e com pedras e com brados
dali longe as enxotou.
Depois que elas foram idas
e que a água assossegou,
Joana, as abas erguidas,
entrar pela água ordenou;
e assentando-se, então,
as sapatas descalçou,
e, pondo-as sobre o chão,
por dentro de água entrou
e a Jano pelo coração.
Enquanto, com passos quedos,
Joana pela água ia,
antre uns desejos e medos
Jano, onde estava, ardía;
não sabia se falasse,
se saísse, se estivesse:
que o amor mandava que ousasse,
e, por que a não perdesse,
fazia que arreceasse.
Dizem que naqueste meo
se esteve Joana oulhando;
e, descobrindo o seu seo,
oulhou-se, e dixe, um ai dando:
«Eu guardo patas, coitada,
não sei onde isto há-de ir ter,
mais era eu pera guardada.
Que concerto foi este, ser
fermosa e mal empregada!»
Em aquisto Jano ouvindo,
não se pôde em si sofrer,
que de antre as ervas saindo
se não lançasse a correr.
Joana, quando sentiu
os estrompidos de Jano,
e que se virou e o viu,
temor do presente dano
lhe deu peis com que fugiu.
Mui perto estava o casal
onde vivia o pai dela,
que fez ir mais longe o mal
que Jano teve de vê-la.
Mas o medo que causou
Joana partir-se assi,
tanto as mãos lhe embaraçou,
que a sapata esquerda, ali,
com a pressa lhe ficou.
Jano, quando viu e olhou
que nenhum remédio havia,
pera o lugar se tornou
aonde ela na água se via.
E vendo a sapata estar
no areal, à beira de água,
foi-a correndo abraçar.
Tomando-a, creceu-lhe a mágoa,
e começou de chorar.
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DE AUTORES ALENTEJANOS
BERNARDIM RIBEIRO, DO TORRÃO,FOI
UM DOS NOSSOS MAIORES POETAS E
PROSADORES
Bernardim Ribeiro (1480/1500 ? 1530-1545) nasceu na vila de Torrão, Alentejo em data incerta e, segundo alguns autores, terá visitado a Itália na companhia de Sá de Miranda. Chegaram até nós cinco éclogas e a novela Saudade, mais conhecida por Menina e Moça. Algumas das suas posias foram inseridas no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende.
Frequentou a corte, onde foi poeta conhecido, já que figura entre os colaboradores do Cancioneiro Geral de 1516, de Garcia de Resende, e Sá de Miranda refere-se-lhe, em obras suas, como amigo e companheiro de letras, afirmando que, com as suas éclogas, Bernardim foi o introdutor do bucolismo em Portugal. A sua obra mais celebrada é Menina e Moça, de que há três versões. A primeira foi editada, em 1554, em Ferrara, pelo judeu português exilado Abraão Usque, o que apoia a tese de alguns ensaístas, nomeadamente Hélder de Macedo, em Do Significado Oculto da Menina e Moça, acerca do judaísmo de Bernardim Ribeiro. Isto daria à obra, de estrutura aparentemente inconclusa, um significado cifrado que constitituiria a representação esotérica da comunidade judaica no exílio. Tal tese surge apoiada ainda em outros factos da vida do autor, como o seu afastamento forçado da corte, talvez mesmo de Portugal, já que a publicação das suas obras teve lugar em cidades estrangeiras, onde havia comunidades de judeus emigrados. A esta edição de Ferrara seguiu-se a edição de 1557, em Évora, por André de Burgos, e uma terceira, de 1559, impressa por Arnold Birckman em Colónia.
Novela sentimental na linha da novelística peninsular que se desenvolveu por influência de Boccaccio, de temática amorosa e cavaleiresca, com fundo bucólico e autobiográfico (como o sugerem os inúmeros anagramas, quer do nome do autor, Binmarder, quer de pessoas das suas relações, como Aónia ou Avalor), nela se encontra presente uma subtil análise psicológica em voz feminina, eco da tradição galego-portuguesa das cantigas de amigo e precursora do romance psicológico moderno. O amor, trágico, alia-se a um sentimento geral de fatalismo e solidão, numa linguagem que se aproxima sugestivamente do coloquialismo, de extrema riqueza rítmica e lírica. Esta novela, cuja designação desde cedo se popularizou como Saudades, veio influenciar claramente a literatura portuguesa, constituindo um fundo sentimental recuperado e reelaborado posteriormente por vários escritores e, nomeadamente, pelos movimentos romântico e saudosista.
"Menina e moça me levaram de casa de minha mãe para muito longe. Que causa fosse então a daquela minha levada, era ainda pequena, não a soube. Agora não lhe ponho outra, senão que parece que já então havia de ser o que depois foi. Vivi ali tanto tempo quanto foi necessário para não poder viver em outra parte. Muito contente fui em aquela terra, mas, coitada de mim, que em breve espaço se mudou tudo aquilo que em longo tempo se buscou e para longo tempo se buscava. Grande desaventura foi a que me fez ser triste ou, per aventura, a que me fez ser leda. Depois que eu vi tantas cousas trocadas por outras, e o prazer feito mágoa maior, a tanta tristeza cheguei que mais me pesava do bem que tive, que do mal que tinha."
Menina e Moça, início
Bernardim Ribeiro escreveu doze poesias menores incluídas no Cancioneiro Geral, a novela Menina e Moça, que inclui três composições em verso (o vilancete Pera tudo houve remédio, a cantiga Pensando-vos estou, filha e o romance de Avalor), cinco éclogas, a sextina Ontem pôs-se o sol e a noute, o romance Ao longo de ua ribeira, e duas cantigas e outras composições incluídas na edição de Ferrara, em 1554, a cargo de Abraão Usque. O romance Ao longo de ua ribeira, única composição portuguesa inserida no Cancioneiro Castelhano de 1550 (segundo Carolina Michaelis), só apareceu publicado com as obras completas do poeta na edição de 1645.
Das Éclogas , publicamos parte da 2ª.:
ÉCLOGAS
ÉCLOGA II
Dizem que havia um pastor
antre Tejo e Odiana,
que era perdido de amor
per Da moça Joana.
Joana patas guardava
pela ribeira do Tejo,
seu pai acerca morava
e o pastor de Alentejo
era, e Jano se chamava.
Quando as fomes grandes foram
que Alentejo foi perdido,
da aldeia que chamam o Torrão
foi este pastor fugido.
Levava um pouco de gado,
que lhe ficou doutro muito
que lhe morreu de cansado;
que Alentejo era enxuito
de água e mui seco de prado.
Toda a terra foi perdida;
no campo do Tejo só
achava o gado guarida:
Ver Alentejo era um dó!
E Jano, pera salvar
o gado que lhe ficou,
foi esta terra buscar;
e, se um cuidado levou,
outro foi ele lá achar.
O dIa que ali chegou
com seu gado e com seu fato,
com tudo se agasalhou
em üa bicada de um mato.
E levando-o a pascer,
o outro dia, à ribeira,
Joana acertou de i ver,
que se andava pela beira
do Tejo, a flores colher.
Vestido branco trazia,
um pouco afrontada andava,
fermosa bem parecia
aos olhos de quem na olhava.
Jano, em vendo-a, foi pasmado;
mas, por ver que ela fazia,
escondeu-se antre um prado:
Joana flores colhia,
Jano colhia cuidado.
Depois que ela teve as flores
já colhidas, e escolhidas
as desvairadas coores,
com rosas entremetidas,
fez delas üa capela,
e soltou os seus cabelos,
que eram tão longos como ela
e de cada um a Jano, em vê-los,
lhe nacia üa querela.
E enquanto aquisto fazia
Joana, o seu gado andava
por dentro da água fria,
todo após quem o guiava.
Um pato grande era guia,
e todo junto em carreira.
ora rio acima ia.
ora, em a mesma maneira.
o rio abaixo decia.
Joana, como assentou
a capela, foi com a mão
à cabeça, e atentou
se estava em boa feição.
Não ficando satisfeita
do que da mão presumia,
partiu-se dali direita
pera onde o ria fazia
de água üa mansa colheita.
Chegando à beira do rio,
as patas logo vierom
todas Da a üa, em fio,
que toda a água moverom.
De quanto ela já folgou
com aquestes gasalhados,
tanto entonces lhe pesou,
e com pedras e com brados
dali longe as enxotou.
Depois que elas foram idas
e que a água assossegou,
Joana, as abas erguidas,
entrar pela água ordenou;
e assentando-se, então,
as sapatas descalçou,
e, pondo-as sobre o chão,
por dentro de água entrou
e a Jano pelo coração.
Enquanto, com passos quedos,
Joana pela água ia,
antre uns desejos e medos
Jano, onde estava, ardía;
não sabia se falasse,
se saísse, se estivesse:
que o amor mandava que ousasse,
e, por que a não perdesse,
fazia que arreceasse.
Dizem que naqueste meo
se esteve Joana oulhando;
e, descobrindo o seu seo,
oulhou-se, e dixe, um ai dando:
«Eu guardo patas, coitada,
não sei onde isto há-de ir ter,
mais era eu pera guardada.
Que concerto foi este, ser
fermosa e mal empregada!»
Em aquisto Jano ouvindo,
não se pôde em si sofrer,
que de antre as ervas saindo
se não lançasse a correr.
Joana, quando sentiu
os estrompidos de Jano,
e que se virou e o viu,
temor do presente dano
lhe deu peis com que fugiu.
Mui perto estava o casal
onde vivia o pai dela,
que fez ir mais longe o mal
que Jano teve de vê-la.
Mas o medo que causou
Joana partir-se assi,
tanto as mãos lhe embaraçou,
que a sapata esquerda, ali,
com a pressa lhe ficou.
Jano, quando viu e olhou
que nenhum remédio havia,
pera o lugar se tornou
aonde ela na água se via.
E vendo a sapata estar
no areal, à beira de água,
foi-a correndo abraçar.
Tomando-a, creceu-lhe a mágoa,
e começou de chorar.
ALMA ALENTEJANA
.

O nosso Blog , sempre atento às manifestações culturais e outras que digam respeito ao Alentejo, alerta para este evento, oportunidade para o convivívio e a divulgação da forma de viver e de se expressar da alma alentejana
O nosso Blog , sempre atento às manifestações culturais e outras que digam respeito ao Alentejo, alerta para este evento, oportunidade para o convivívio e a divulgação da forma de viver e de se expressar da alma alentejana
segunda-feira, julho 17, 2006
preliminares
.
.
Mohammed chega à sua nova escola.
- Como é que te chamas? " pergunta a professora.
- Mohammed " responde o puto.
- Aqui estamos em Portugal, não há cá Mohammeds. Daqui para a frente chamas-te Manuel" afirma a professora.
À tarde Mohammed volta a casa. " Correu-te bem o dia Mohammed ? " pergunta
a mãe.
- Já não me chamo Mohammed, mas sim Manuel, porque agora vivo em Portugal.
- Ah, tu tens vergonha do teu nome, renegas os teus pais! " A mãe fica danada e enfia-lhe uma galheta bem aviada. Seguidamente chama o pai e põe-o ao corrente da situação. Mohammed oferece a outra face e leva mais uma galheta.
No dia seguinte quando chega de manhã à escola, a professora reparando nas
marcas dos dedos na cara do míudo, pergunta: " O que é que te aconteceu Manelinho? " .
- Bem professora, ainda não tinham passado duas horas que eu era português e fui logo agredido por dois árabes"
.
Mohammed chega à sua nova escola.
- Como é que te chamas? " pergunta a professora.
- Mohammed " responde o puto.
- Aqui estamos em Portugal, não há cá Mohammeds. Daqui para a frente chamas-te Manuel" afirma a professora.
À tarde Mohammed volta a casa. " Correu-te bem o dia Mohammed ? " pergunta
a mãe.
- Já não me chamo Mohammed, mas sim Manuel, porque agora vivo em Portugal.
- Ah, tu tens vergonha do teu nome, renegas os teus pais! " A mãe fica danada e enfia-lhe uma galheta bem aviada. Seguidamente chama o pai e põe-o ao corrente da situação. Mohammed oferece a outra face e leva mais uma galheta.
No dia seguinte quando chega de manhã à escola, a professora reparando nas
marcas dos dedos na cara do míudo, pergunta: " O que é que te aconteceu Manelinho? " .
- Bem professora, ainda não tinham passado duas horas que eu era português e fui logo agredido por dois árabes"
segunda-feira, julho 10, 2006
quarta-feira, junho 28, 2006
SALVE O 28 DE JUNHO . FESTEJAMOS O ANIVERSÁRIO DO ZE FRANCISCO
.

Parabéns Zé
Se há alentejano que sinta identidade com a Planície dourada, que curta as suas côres, cheiros, sabôres e luminusidades, que viva, fomente e participe ,em tudo que são acções que potenciem, divulguem e revelem a Alma Alentejana,ele é concerteza o Zé Francisco.
Veio para Lisboa muito novo, para estudar,e trabalhar, ou estudar trabalhando. Aqui esteve os anos necessários para a sua formação. para o "canudo". Mas sempre, sempre , na ideia do regresso, sempre à espera do fim de semana para lavar a alma na sua Castro Verde, ganhar ânimo para enfrentar o ritmo e a forma de viver na grande cidade.
O nosso Blog hoje participa na festa dos seu aniversário, e reivindica o privilégio dos seus escritos.
Parabéns Zé!!!
Parabéns Zé
Se há alentejano que sinta identidade com a Planície dourada, que curta as suas côres, cheiros, sabôres e luminusidades, que viva, fomente e participe ,em tudo que são acções que potenciem, divulguem e revelem a Alma Alentejana,ele é concerteza o Zé Francisco.
Veio para Lisboa muito novo, para estudar,e trabalhar, ou estudar trabalhando. Aqui esteve os anos necessários para a sua formação. para o "canudo". Mas sempre, sempre , na ideia do regresso, sempre à espera do fim de semana para lavar a alma na sua Castro Verde, ganhar ânimo para enfrentar o ritmo e a forma de viver na grande cidade.
O nosso Blog hoje participa na festa dos seu aniversário, e reivindica o privilégio dos seus escritos.
Parabéns Zé!!!
COZINHA ALENTEJANA . SOPA DE BELDROEGAS
..
O NOSSO BLOG TEM VINDO A
DIVULGAR A COZINHA ALENTEJANA
.
É muito mais variada e deliciosa do do que parece, a cozinha Alentejana.
E é a falar com alentejanos das diversas regiões do Alentejo que nos apercebemos da diversidade das receitas, das diferentes formas de cozinhar .
.
SOPA DE BELDOEGAS COM QUEIJO (Montemor-o-Novo)
Ingredientes: 1 molho de beldroegas, 400 g de batatas, 6 ovos, 3 queijos frescos, 1,5 dl de azeite, 3 cabeças de alhos, 2 L de água, 1 colher de café de colorau, 300 g de pão tipo caseiro duro, 1 folha de louro, sal
Preparação: Põe-se o azeite ao lume com os dentes de alho inteiros, esmagados, a fritar. Juntam-se as beldroegas (previamente escaldadas), o colorau, a folha de louro e o sal e deixa-se refogar ligeiramente. Misturam-se as batatas cortadas às rodelas. Adiciona-se água. Quando as batatas estiverem cozidas escalfam-se os ovos e cozem-se os queijos cortados às fatias. Com um escumadeira tiram-se para uma travessa os ovos e o queijo. Para um prato fundo, de barro, deita-se o caldo e as beldroegas sobre o pão cortado. Serve-se tudo ao mesmo tempo. Também se pode juntar uma posta de bacalhau.
O NOSSO BLOG TEM VINDO A
DIVULGAR A COZINHA ALENTEJANA
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É muito mais variada e deliciosa do do que parece, a cozinha Alentejana.
E é a falar com alentejanos das diversas regiões do Alentejo que nos apercebemos da diversidade das receitas, das diferentes formas de cozinhar .
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SOPA DE BELDOEGAS COM QUEIJO (Montemor-o-Novo)
Ingredientes: 1 molho de beldroegas, 400 g de batatas, 6 ovos, 3 queijos frescos, 1,5 dl de azeite, 3 cabeças de alhos, 2 L de água, 1 colher de café de colorau, 300 g de pão tipo caseiro duro, 1 folha de louro, sal
Preparação: Põe-se o azeite ao lume com os dentes de alho inteiros, esmagados, a fritar. Juntam-se as beldroegas (previamente escaldadas), o colorau, a folha de louro e o sal e deixa-se refogar ligeiramente. Misturam-se as batatas cortadas às rodelas. Adiciona-se água. Quando as batatas estiverem cozidas escalfam-se os ovos e cozem-se os queijos cortados às fatias. Com um escumadeira tiram-se para uma travessa os ovos e o queijo. Para um prato fundo, de barro, deita-se o caldo e as beldroegas sobre o pão cortado. Serve-se tudo ao mesmo tempo. Também se pode juntar uma posta de bacalhau.
sábado, junho 24, 2006
24 DE JUNHO - hoje festejamos o aniversário do ANTÓNIO JOSÉ,do Monte Novo da Ribeira
..
PARABENS ANTÓNIO JOSÉ
O ANTÓNIO JOSÉ faz hoje anos, e o nosso blog não deixa passar a data sem lhe dar parabéns e oferecer-lhe esta imagem do seu Monte:

NO MONTE NOVO DA RIBEIRA DO TÓ ZÉ
PARABENS ANTÓNIO JOSÉ
O ANTÓNIO JOSÉ faz hoje anos, e o nosso blog não deixa passar a data sem lhe dar parabéns e oferecer-lhe esta imagem do seu Monte:
NO MONTE NOVO DA RIBEIRA DO TÓ ZÉ
quarta-feira, junho 21, 2006
SOLSTICIO DE VERÃO -21 DE JUNHO
..
HOJE ACONTECE O SOLSTICIO DE VERÃO
,
Hoje é o dia mais longo do ano
É 21 de Junho, é dia do Solstício de Verão no nosso Hemisfério , o do Norte.

Em astronomia, solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge o seu maior afastamento, em latitude, do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em 21 ou 22 de dezembro e em 21 ou 22 de junho. A data varia devido aos anos bissextos, que deslocam o calendário das estações em um dia.
No hemisfério NORTE, o solstício de verão é a 21 de junho ,
HOJE ACONTECE O SOLSTICIO DE VERÃO
,
Hoje é o dia mais longo do ano
É 21 de Junho, é dia do Solstício de Verão no nosso Hemisfério , o do Norte.
Em astronomia, solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge o seu maior afastamento, em latitude, do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em 21 ou 22 de dezembro e em 21 ou 22 de junho. A data varia devido aos anos bissextos, que deslocam o calendário das estações em um dia.
No hemisfério NORTE, o solstício de verão é a 21 de junho ,
21 DE JUNHO - DIA DE ANIVERSÁRIO DA MARIA BÁRBARA CONTREIRAS
..
HOJE, 21 DE JANEIRO, DIA DO SOLSTICIO
DE VERÃO, A MARIA BARBARA FESTEJA
O SEU ANIVERSÁRIO.
.

O nosso Blog festeja também, oferecendo-lhe estas flores, e dando-lhe os parabéns.
Fazer anos é sempre motivo de alegria, altura de renovar sonhos, de festejar a vida.
HOJE, 21 DE JANEIRO, DIA DO SOLSTICIO
DE VERÃO, A MARIA BARBARA FESTEJA
O SEU ANIVERSÁRIO.
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O nosso Blog festeja também, oferecendo-lhe estas flores, e dando-lhe os parabéns.
Fazer anos é sempre motivo de alegria, altura de renovar sonhos, de festejar a vida.
sábado, junho 17, 2006
As camponesas de Castro Verde "a bordo" da TAP
.
Quem viajar a bordo dos aviões da TAP, Airbus A310 e A340, os que normalmente operam voos intercontinentais, e aceder aos canais de música (existem 12 canais) ,poderá ouvir no canal 3:

AS CAMPONESAS DE CASTRO VERDE
.
Já aqui divulgámos AS CAMPONESAS, hoje relembramos um pouco da sua história;

B.I.
Grupo Coral e Etnográfico Feminino "As Camponesas" de Castro Verde
Fundação
Em Março de 1984 através da "Castra Castrorum" - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Castro Verde e hoje integrado na Cooperativa "CORTIÇOL
Em Março de 1984, sob a égide da "Castra Castrorum" - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Castro Verde, um grupo de mulheres quebrou o medo e a mudez, formando um Grupo Coral Feminino que logo em Junho desse mesmo ano obteve o primeiro lugar no concurso do traje que se realizou em Beja.
Desde então, têm-se multiplicado as actuações do Norte ao Sul do País, levando, qual embaixada, o testemunho fiel da nossa Cultura genuína.
As modas que cantam resultam de aturadas pesquisas em que se montam, peça a peça, sílaba a sílaba, versos esquecidos, estilos perdidos e costumes abandonados na pressa imposta pela corrida atrás do "progresso".
"que me interessa que falem ...o mal delas é inveja de não terem homens iguais aos nossos que nos deixam cantar...eu cá por mim...hei-de continuar a vir até que possa...mesmo que esteja em casa com dôr de cabeça...venho para o ensaio ... ao fim de um pouco estou mais aliviada".
Quem viajar a bordo dos aviões da TAP, Airbus A310 e A340, os que normalmente operam voos intercontinentais, e aceder aos canais de música (existem 12 canais) ,poderá ouvir no canal 3:
AS CAMPONESAS DE CASTRO VERDE
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Já aqui divulgámos AS CAMPONESAS, hoje relembramos um pouco da sua história;
B.I.
Grupo Coral e Etnográfico Feminino "As Camponesas" de Castro Verde
Fundação
Em Março de 1984 através da "Castra Castrorum" - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Castro Verde e hoje integrado na Cooperativa "CORTIÇOL
Em Março de 1984, sob a égide da "Castra Castrorum" - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Castro Verde, um grupo de mulheres quebrou o medo e a mudez, formando um Grupo Coral Feminino que logo em Junho desse mesmo ano obteve o primeiro lugar no concurso do traje que se realizou em Beja.
Desde então, têm-se multiplicado as actuações do Norte ao Sul do País, levando, qual embaixada, o testemunho fiel da nossa Cultura genuína.
As modas que cantam resultam de aturadas pesquisas em que se montam, peça a peça, sílaba a sílaba, versos esquecidos, estilos perdidos e costumes abandonados na pressa imposta pela corrida atrás do "progresso".
"que me interessa que falem ...o mal delas é inveja de não terem homens iguais aos nossos que nos deixam cantar...eu cá por mim...hei-de continuar a vir até que possa...mesmo que esteja em casa com dôr de cabeça...venho para o ensaio ... ao fim de um pouco estou mais aliviada".
terça-feira, junho 13, 2006
CANTARES ALENTEJANOS DIA 17 DE JUNHO ENTRE NÓS
..
O NOSSO BLOG ANUNCIA MAIS UM ENCONTRO
DE CANTARES ALENTEJANOS, PROMOVIDO
PELO GRUPO CORAL ETNOGRÁFICO "AMIGOS
DO ALENTEJO"
É JA O DÉCIMO NONO, E DESTA VEZ TRÁS
9 GRUPOS CORAIS, EIS O PROGRAMA:
Programa do 19º Encontro de Cantares Alentejanos no Concelho de Almada, Sábado, dia 17 de Junho às 21 horas no Complexo Municipal dos Desportos de Almada no Feijó
Participam:
- "OS GANHÕES DE CASTRO VERDE

- Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo do Clube Recreativo do Feijó

- Grupo Coral Feminino “Brizas do Guadiana” – Moura
- Grupo Coral Etnográfico da Casa do Povo de Brinches – Serpa

- Grupo Coral os Ceifeiros de Cuba

- Grupo Coral “Os Rurais” de Figueira de Cavaleiros
- Grupo Coral”Os Amigos do Barreiro” – Barreiro
- Grupo Coral Os Alentejanos da Damaia – Amadora
- Grupo Musical “Abelterium” – Alter do Chão
- Rancho Folclórico Santa Adelaide – Valões, Vila Verde – Braga
O NOSSO BLOG ANUNCIA MAIS UM ENCONTRO
DE CANTARES ALENTEJANOS, PROMOVIDO
PELO GRUPO CORAL ETNOGRÁFICO "AMIGOS
DO ALENTEJO"
É JA O DÉCIMO NONO, E DESTA VEZ TRÁS
9 GRUPOS CORAIS, EIS O PROGRAMA:
Programa do 19º Encontro de Cantares Alentejanos no Concelho de Almada, Sábado, dia 17 de Junho às 21 horas no Complexo Municipal dos Desportos de Almada no Feijó
Participam:
- "OS GANHÕES DE CASTRO VERDE
- Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo do Clube Recreativo do Feijó
- Grupo Coral Feminino “Brizas do Guadiana” – Moura
- Grupo Coral Etnográfico da Casa do Povo de Brinches – Serpa
- Grupo Coral os Ceifeiros de Cuba
- Grupo Coral “Os Rurais” de Figueira de Cavaleiros
- Grupo Coral”Os Amigos do Barreiro” – Barreiro
- Grupo Coral Os Alentejanos da Damaia – Amadora
- Grupo Musical “Abelterium” – Alter do Chão
- Rancho Folclórico Santa Adelaide – Valões, Vila Verde – Braga
terça-feira, junho 06, 2006
os nossos artistas
..
O NOSSO BLOG CONTINUA A
PRIVILIGIAR OS NOSSOS
ARTISTAS, E ESTE É JÁ
O TERCEIRO TRABALHO DO
ZÉ ARSENIO
.

O MONTE DO TESTA, acrílico do ZÉ ARSÉNIO
O NOSSO BLOG CONTINUA A
PRIVILIGIAR OS NOSSOS
ARTISTAS, E ESTE É JÁ
O TERCEIRO TRABALHO DO
ZÉ ARSENIO
.
O MONTE DO TESTA, acrílico do ZÉ ARSÉNIO
sábado, junho 03, 2006
A CASA DO ALENTEJO,em Lisboa
.

PÁTIO INTERIOR DA CASA DO ALENTEJO
A CASA DO ALENTEJO é um dos mais bonitos edificios apalaçados da Baixa lisboeta
Não por fóra, só que entra nos seus salões fica pasmado.
A História do "Palácio Alverca"
Construído possivelmente nos finais do século XVII, o edifício onde hoje se encontra instalada a Casa do Alentejo sofreu profundas modificações no princípio do século XX.
Da sua história mais antiga pouco se sabe. Apenas que pertencia a uma família aristocrática – os Paes de Amaral (Viscondes do Alverca) – de quem adoptou o nome de Palácio Paes do Amaral ou Palácio Alverca, cuja propriedade vem ate aos nossos dias.
Construído "extra-muros", contíguo às Portas do Santo Antão que faziam parte da "Cerca Fernandina" (1373), é das suas muralhas que se aproveita para empenas Sul e Nascente.
No sítio onde lança as fundações, existira antes, nos meados do séc.XV, um curral de porcos. Depois instalou-se aí um matadouro "onde se matava o gado vacum", em seguida uma fábrica de curtumes e, finalmente, seria o local onde se "depositavam animais de carga que fossem encontrados nas ruas". É deste "chão" que se irá apropriar, em 1919, o "Magestic Club", um dos primeiros casinos de Lisboa. O olisipógrafo Luís Pastor de Macedo refere-se ao facto desta maneira: "Quem pensaria então, naquelas noites lilases ou azuis, com trajes rosa ou verdes, que ali, no mesmo sitio, também já tinham chafurdado porcos!".
Em tempos já mais recentes aí funcionou um liceu, talvez o primeiro de Lisboa e, na altura da sua adaptação a casino, nele se encontrava instalada "A Liquidadora", armazém de mobiliário e objectos de arte. Por motivos que desconhecemos, o "Magestic" adopta mais tarde o nome de "Monumental Club" que, já sem as suas luxuosas salas de jogo, se mantém ate 1928.
Em 1932 é arrendado ao "Grémio Alentejano", posteriormente "Casa do Alentejo", que recentemente adquiriu o imóvel aos proprietários descendentes dos fundadores.

FOTO DA ABÓBODA DA CASA DO ALENTEJO
O projecto de alterações (ou "apropriações" no dizer do autor) dera entrada na Câmara em 1917, e trazia a assinatura do Arquitecto António Rodrigues da Silva Júnior, um dos mais prestigiados da época. A sua inauguração seria em 1919. Obra notável de qualidade e rapidez ainda para os nossos dias, esta adaptação foi um trabalho gigantesco. Ela mobiliza, sob a direcção do Arq. Silva Júnior, nada menos que três construtores, que se constituíram expressamente para o efeito em Sociedade Construtora, bem como dezenas de artistas e artesãos. Silva Júnior, obtidas todas as facilidades por parte da Direcção do "Club", faz-se rodear dos principais artistas da época, quer na pintura quer na azulejaria, como Júlio Silva, Benvindo Ceia, Domingos Costa, José Ferreira Bazalisa e o grande mestre do azulejo Jorge Colaço. Juntamente com mais de uma dezena de subempreiteiros dá inicio à obra.
PÁTIO INTERIOR DA CASA DO ALENTEJO
A CASA DO ALENTEJO é um dos mais bonitos edificios apalaçados da Baixa lisboeta
Não por fóra, só que entra nos seus salões fica pasmado.
A História do "Palácio Alverca"
Construído possivelmente nos finais do século XVII, o edifício onde hoje se encontra instalada a Casa do Alentejo sofreu profundas modificações no princípio do século XX.
Da sua história mais antiga pouco se sabe. Apenas que pertencia a uma família aristocrática – os Paes de Amaral (Viscondes do Alverca) – de quem adoptou o nome de Palácio Paes do Amaral ou Palácio Alverca, cuja propriedade vem ate aos nossos dias.
Construído "extra-muros", contíguo às Portas do Santo Antão que faziam parte da "Cerca Fernandina" (1373), é das suas muralhas que se aproveita para empenas Sul e Nascente.
No sítio onde lança as fundações, existira antes, nos meados do séc.XV, um curral de porcos. Depois instalou-se aí um matadouro "onde se matava o gado vacum", em seguida uma fábrica de curtumes e, finalmente, seria o local onde se "depositavam animais de carga que fossem encontrados nas ruas". É deste "chão" que se irá apropriar, em 1919, o "Magestic Club", um dos primeiros casinos de Lisboa. O olisipógrafo Luís Pastor de Macedo refere-se ao facto desta maneira: "Quem pensaria então, naquelas noites lilases ou azuis, com trajes rosa ou verdes, que ali, no mesmo sitio, também já tinham chafurdado porcos!".
Em tempos já mais recentes aí funcionou um liceu, talvez o primeiro de Lisboa e, na altura da sua adaptação a casino, nele se encontrava instalada "A Liquidadora", armazém de mobiliário e objectos de arte. Por motivos que desconhecemos, o "Magestic" adopta mais tarde o nome de "Monumental Club" que, já sem as suas luxuosas salas de jogo, se mantém ate 1928.
Em 1932 é arrendado ao "Grémio Alentejano", posteriormente "Casa do Alentejo", que recentemente adquiriu o imóvel aos proprietários descendentes dos fundadores.
FOTO DA ABÓBODA DA CASA DO ALENTEJO
O projecto de alterações (ou "apropriações" no dizer do autor) dera entrada na Câmara em 1917, e trazia a assinatura do Arquitecto António Rodrigues da Silva Júnior, um dos mais prestigiados da época. A sua inauguração seria em 1919. Obra notável de qualidade e rapidez ainda para os nossos dias, esta adaptação foi um trabalho gigantesco. Ela mobiliza, sob a direcção do Arq. Silva Júnior, nada menos que três construtores, que se constituíram expressamente para o efeito em Sociedade Construtora, bem como dezenas de artistas e artesãos. Silva Júnior, obtidas todas as facilidades por parte da Direcção do "Club", faz-se rodear dos principais artistas da época, quer na pintura quer na azulejaria, como Júlio Silva, Benvindo Ceia, Domingos Costa, José Ferreira Bazalisa e o grande mestre do azulejo Jorge Colaço. Juntamente com mais de uma dezena de subempreiteiros dá inicio à obra.
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