sábado, junho 24, 2006

24 DE JUNHO - hoje festejamos o aniversário do ANTÓNIO JOSÉ,do Monte Novo da Ribeira

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PARABENS ANTÓNIO JOSÉ

O ANTÓNIO JOSÉ faz hoje anos, e o nosso blog não deixa passar a data sem lhe dar parabéns e oferecer-lhe esta imagem do seu Monte:

NO MONTE NOVO DA RIBEIRA DO TÓ ZÉ

quarta-feira, junho 21, 2006

SOLSTICIO DE VERÃO -21 DE JUNHO

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HOJE ACONTECE O SOLSTICIO DE VERÃO
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Hoje é o dia mais longo do ano
É 21 de Junho, é dia do Solstício de Verão no nosso Hemisfério , o do Norte.

Em astronomia, solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge o seu maior afastamento, em latitude, do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em 21 ou 22 de dezembro e em 21 ou 22 de junho. A data varia devido aos anos bissextos, que deslocam o calendário das estações em um dia.

No hemisfério NORTE, o solstício de verão é a 21 de junho ,

21 DE JUNHO - DIA DE ANIVERSÁRIO DA MARIA BÁRBARA CONTREIRAS

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HOJE, 21 DE JANEIRO, DIA DO SOLSTICIO
DE VERÃO, A MARIA BARBARA FESTEJA
O SEU ANIVERSÁRIO.
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O nosso Blog festeja também, oferecendo-lhe estas flores, e dando-lhe os parabéns.
Fazer anos é sempre motivo de alegria, altura de renovar sonhos, de festejar a vida.

sábado, junho 17, 2006

As camponesas de Castro Verde "a bordo" da TAP

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Quem viajar a bordo dos aviões da TAP, Airbus A310 e A340, os que normalmente operam voos intercontinentais, e aceder aos canais de música (existem 12 canais) ,poderá ouvir no canal 3:


AS CAMPONESAS DE CASTRO VERDE
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Já aqui divulgámos AS CAMPONESAS, hoje relembramos um pouco da sua história;


B.I.
Grupo Coral e Etnográfico Feminino "As Camponesas" de Castro Verde

Fundação
Em Março de 1984 através da "Castra Castrorum" - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Castro Verde e hoje integrado na Cooperativa "CORTIÇOL

Em Março de 1984, sob a égide da "Castra Castrorum" - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Castro Verde, um grupo de mulheres quebrou o medo e a mudez, formando um Grupo Coral Feminino que logo em Junho desse mesmo ano obteve o primeiro lugar no concurso do traje que se realizou em Beja.

Desde então, têm-se multiplicado as actuações do Norte ao Sul do País, levando, qual embaixada, o testemunho fiel da nossa Cultura genuína.

As modas que cantam resultam de aturadas pesquisas em que se montam, peça a peça, sílaba a sílaba, versos esquecidos, estilos perdidos e costumes abandonados na pressa imposta pela corrida atrás do "progresso".


"que me interessa que falem ...o mal delas é inveja de não terem homens iguais aos nossos que nos deixam cantar...eu cá por mim...hei-de continuar a vir até que possa...mesmo que esteja em casa com dôr de cabeça...venho para o ensaio ... ao fim de um pouco estou mais aliviada".

terça-feira, junho 13, 2006

imagens do alentejo

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AO FIM DA TARDE AS OVELHAS VÊM RECOLHER-SE SÒZINHAS...
MONTE NOVO DA RIBEIRA

CANTARES ALENTEJANOS DIA 17 DE JUNHO ENTRE NÓS

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O NOSSO BLOG ANUNCIA MAIS UM ENCONTRO
DE CANTARES ALENTEJANOS, PROMOVIDO
PELO GRUPO CORAL ETNOGRÁFICO "AMIGOS
DO ALENTEJO"
É JA O DÉCIMO NONO, E DESTA VEZ TRÁS
9 GRUPOS CORAIS, EIS O PROGRAMA:

Programa do 19º Encontro de Cantares Alentejanos no Concelho de Almada, Sábado, dia 17 de Junho às 21 horas no Complexo Municipal dos Desportos de Almada no Feijó

Participam:

- "OS GANHÕES DE CASTRO VERDE

- Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo do Clube Recreativo do Feijó

- Grupo Coral Feminino “Brizas do Guadiana” – Moura

- Grupo Coral Etnográfico da Casa do Povo de Brinches – Serpa

- Grupo Coral os Ceifeiros de Cuba

- Grupo Coral “Os Rurais” de Figueira de Cavaleiros

- Grupo Coral”Os Amigos do Barreiro” – Barreiro

- Grupo Coral Os Alentejanos da Damaia – Amadora

- Grupo Musical “Abelterium” – Alter do Chão

- Rancho Folclórico Santa Adelaide – Valões, Vila Verde – Braga

terça-feira, junho 06, 2006

os nossos artistas

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O NOSSO BLOG CONTINUA A
PRIVILIGIAR OS NOSSOS
ARTISTAS, E ESTE É JÁ
O TERCEIRO TRABALHO DO
ZÉ ARSENIO
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O MONTE DO TESTA, acrílico do ZÉ ARSÉNIO

sábado, junho 03, 2006

A CASA DO ALENTEJO,em Lisboa

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PÁTIO INTERIOR DA CASA DO ALENTEJO

A CASA DO ALENTEJO é um dos mais bonitos edificios apalaçados da Baixa lisboeta
Não por fóra, só que entra nos seus salões fica pasmado.

A História do "Palácio Alverca"

Construído possivelmente nos finais do século XVII, o edifício onde hoje se encontra instalada a Casa do Alentejo sofreu profundas modificações no princípio do século XX.
Da sua história mais antiga pouco se sabe. Apenas que pertencia a uma família aristocrática – os Paes de Amaral (Viscondes do Alverca) – de quem adoptou o nome de Palácio Paes do Amaral ou Palácio Alverca, cuja propriedade vem ate aos nossos dias.

Construído "extra-muros", contíguo às Portas do Santo Antão que faziam parte da "Cerca Fernandina" (1373), é das suas muralhas que se aproveita para empenas Sul e Nascente.

No sítio onde lança as fundações, existira antes, nos meados do séc.XV, um curral de porcos. Depois instalou-se aí um matadouro "onde se matava o gado vacum", em seguida uma fábrica de curtumes e, finalmente, seria o local onde se "depositavam animais de carga que fossem encontrados nas ruas". É deste "chão" que se irá apropriar, em 1919, o "Magestic Club", um dos primeiros casinos de Lisboa. O olisipógrafo Luís Pastor de Macedo refere-se ao facto desta maneira: "Quem pensaria então, naquelas noites lilases ou azuis, com trajes rosa ou verdes, que ali, no mesmo sitio, também já tinham chafurdado porcos!".

Em tempos já mais recentes aí funcionou um liceu, talvez o primeiro de Lisboa e, na altura da sua adaptação a casino, nele se encontrava instalada "A Liquidadora", armazém de mobiliário e objectos de arte. Por motivos que desconhecemos, o "Magestic" adopta mais tarde o nome de "Monumental Club" que, já sem as suas luxuosas salas de jogo, se mantém ate 1928.

Em 1932 é arrendado ao "Grémio Alentejano", posteriormente "Casa do Alentejo", que recentemente adquiriu o imóvel aos proprietários descendentes dos fundadores.

FOTO DA ABÓBODA DA CASA DO ALENTEJO

O projecto de alterações (ou "apropriações" no dizer do autor) dera entrada na Câmara em 1917, e trazia a assinatura do Arquitecto António Rodrigues da Silva Júnior, um dos mais prestigiados da época. A sua inauguração seria em 1919. Obra notável de qualidade e rapidez ainda para os nossos dias, esta adaptação foi um trabalho gigantesco. Ela mobiliza, sob a direcção do Arq. Silva Júnior, nada menos que três construtores, que se constituíram expressamente para o efeito em Sociedade Construtora, bem como dezenas de artistas e artesãos. Silva Júnior, obtidas todas as facilidades por parte da Direcção do "Club", faz-se rodear dos principais artistas da época, quer na pintura quer na azulejaria, como Júlio Silva, Benvindo Ceia, Domingos Costa, José Ferreira Bazalisa e o grande mestre do azulejo Jorge Colaço. Juntamente com mais de uma dezena de subempreiteiros dá inicio à obra.
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O ALENTEJO VEIO HOJE A LISBOA, À SUA CASA,
À CASA DO ALENTEJO
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"Almodôvar, nossa terra"
“Almodôvar, nossa terra
Quando eu de ti vivo ausente
O meu coração encerra
Uma saudade ardente

Uma saudade ardente
O meu coração encerra
Quando eu de ti vivo ausente
Almodôvar nossa terra”


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Num dia de grande calôr, fizeram 37 graus em Lisboa, a Casa do Alentejo esteve cheia das suas gentes, especialmente , é claro, de almodovarenses, mas também castrenses e de todo o Alentejo.
Na líndissima sala onde habitualmente se realizam os bailes, actuaram, o GRUPO CORAL VOZES DE ALMODÔVAR
,o GRUPO MUSICAL E INSTRUMENTAL DA CÂMARA DE ALMODÔVAR, OS FADISTAS DE ALMODÔVAR:
ISABEL CHICHARO
ANA VALADAS
MIGUEL MATIAS
JORGE FRANCO (GUITARRA)
ANTÓNIO CAEIRO (VIOLA)
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e

Houve também o momento alto de ouvir dizer poesia de sua autoria ao poeta popular da terra , o FRANCISCO ESPERANÇA, na força dos seus 87 anos.

segunda-feira, maio 29, 2006

letras de modas alentejanas

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AS MONDADEIRAS CANTANDO

Quantas papoilas se avistam
Além naqueles trigais
Tantas como beijos deram
Mondadeiras e zagais

As mondadeiras contando
Suas penas, seus amores,
Não cantam, estão rezando
Num altar cheio de flores
Num altar cheio de flores,
Cada uma é um desejo,
Os Anjinhos são pastores
A capela, o Alentejo

Searas, verdes searas,
Mondadas com tanto gosto
São verdes na Primavera,
Doiradas no mês de Agosto

sábado, maio 27, 2006

imagens do alentejo - NEVES DA GRAÇA

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FOTO DE UM TRECHO DE NEVES DA GRAÇA, JUNTO À MINA DE NEVES CORVO

cozinha alentejana

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CALDETA DE CAÇÃO
(À MODA DE AVIZ)


Ingredientes:
- 1 bom molho de coentros (ou um molho pequeno de poejos ou uma mistura das duas ervas), 2 a 4 dentes de alho, 1 colher de sopa bem cheia de sal grosso, 4 colheres de sopa de azeite, 1/5 litro de água a ferver, 400 gramas de pão caseiro (duro), 4 ovos.
Preparação:
Pisam-se num almofariz, reduzindo-os a papa, os coentros (ou os poejos) com os dentes de alho, a que se retirou o grelo, e o sal grosso.
Deita-se esta papa na terrina ou numa tigela. Rega-se com azeite e escalda-se com água a ferver, onde previamente se escalfaram os ovos (de onde se retiraram). Mexe-se a açorda com uma fatia de pão grande, com que se prova a sopa. Introduz-se então no caldo do pão, que foi ou não cortado em fatias ou em cubos, ou partido à mão, conforme o gosto. Os ovos são colocados no prato ou sobre as sopas na terrina

domingo, maio 21, 2006

imagens do alentejo

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IMAGEM DA PLANICIE JUNTO AO MONTE DA RIBEIRA

sábado, maio 20, 2006

os nossos artitstas - ZÉ ARSÉNIO

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QUADRO DE ZÉ ARSÉNIO, REPRESENTADO A ROTUNDA DAS OVELHAS EM CASTRO VERDE

A obra de ZÈ ARSENIO é muito vasta, em acrilicos, óleos e artesanato.
Em breve o nosso blog mostrará mais peças do seu acervo.

terça-feira, maio 16, 2006

Almodôvar , 1954

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EM 1954 NEVOU EM ALMODOVAR

(foto do portal de Almodôvar)

domingo, maio 14, 2006

preliminares

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Uma velhinha entra no autocarro, fazendo-se acompanhar pelo tradicional saco de
plástico, senta-se ocupando o lugar ao seu lado com esse mesmo saco. Aproxima-se um cavalheiro, para ocupar esse lugar e, tempestivamente,
grita a dita senhora:
- Cuidado com os tomates!
Muito corado e ainda de rabo esticado, questiona amavelmente o homem:
- São tomates, o que aqui leva, minha senhora?
- Não, são pregos!!!

sábado, maio 13, 2006

Senhora da Graça de Padrões

.. Senhora da Graça de Padrões é uma freguesia do concelho de Almodôvar, com 34,88 km² de área e carca de 500 habitantes; Nascida à margem da ribeira de Oeiras, e na vizinhança das Minas de Neves Corvo, dista sensivelmente 13 quilómetros de Almodôvar, esta pequena localidade oferece momentos de calma e tranquilidade, e um equipamento dos mais valiosos da região- um Lar de Idosos muitissimo bem apetrechado .

NO CENTRO DA GRAÇA, DESTACA-SE O CAFÉ COLAÇO, DO ZÉ RODRIGUES E DA MARIA BARBARA

sexta-feira, maio 05, 2006

cante alentejano ao som de orquestra sinfónica

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Estive em casa do Zé Arsénio
e fiquei muito agradado, quer
com os seus trabalhos de artesanato,
quer com a colecção de bonitos quadros
que ele tem vindo a pintar com motivos
do seu Alentejo.
Prometo que em breve o nosso
blog, como difusor da cultura
alentejana, vai publicar algumas
das suas obras.

Ouvi ainda em sua casa, um DVD de cante alentejano, acompanhado da Orquestra Sinfónica de Cordova que me deixou com "pele de galinha".
A combinação "cante-orquestra sinfónica" ´é explosiva, a sua audição é viciante. Trouxe para casa e não parei de o ouvir vezes sem fim.
Mas deixem-me apresentar o DVD:


Ronda dos Quatro Caminhos
Terra de Abrigo
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"Terra de Abrigo" é um disco que conta com a participação de vários coros alentejanos, a Orquestra Sinfónica de Córdoba, e ainda Katia Guerreiro, Amina Alaoui, Pedro Caldeira Cabral, Ezperanza Fernandes e José António Rodriguez.

A "Ronda dos Quatro Caminhos" acaba de editar "Terra de Abrigo", um disco que cria a maior disrupção com o passado alguma vez assistida na história de um grupo de música de raiz tradicional. Neste caso juntaram Cante Alentejano com uma orquestra sinfónica e produziram um disco inédito: pela sofistificação e pela ambição.

Este trabalho surge precisamente no ano em que a Ronda completa os seus vinte anos de existência - tempo ao longo do qual o grupo apostou na divulgação e recuperação da Música Tradicional Portuguesa - e talvez por isso tenha decidido assinalar, com um trabalho especial, esta importante data.

"Terra de Abrigo" junta pela primeira vez em Portugal, uma orquestra sinfónica e corais alentejanos, pretendendo - de certa forma - "homenagear" a música que se faz no Alentejo, não do ponto de vista meramente "etnográfico", mas através da ligação das várias raízes do "cante", estabelecendo a ponte entre o Alentejo de hoje e o Al-Andaluz de há 800 anos.

Ao todo, Foram cerca de três anos de trabalho, para fazer os arranjos para a orquestra, ensaiar os grupos corais e juntar isso tudo. E é a partir desta ideia arrojada e de um trabalho laborioso e minucioso que a Ronda faz o disco de uma vida - com toda a profundidade de uma verdadeira obra prima, indispensável.

O disco conta com vários convidados. Para começar, a participação especial da Orquestra Sinfónica de Córdoba, que acompanha os vários temas tradicionais alentejanos apresentados neste registo discográfico. Vários coros alentejanos dão voz e corpo a este projecto: o Coral Etnográfico da Casa do Povo de Serpa; Rancho de Cantadores de Vila Nova de S. Bento; Cantares de Évora; Grupo Coral Baleizão; Coral Etnográfico do Ateneu Mourense; Grupo Coral da Casa do Povo de Safara e Grupo Cantadores de Saias de Campo Maior.

Ainda como solistas, a Ronda dos Quatro Caminhos contou ainda com a participação especial da marroquina Amina Alaoui, na voz; os espanhois Esperanza Fernandez, Voz e José António Rodriguez, na guitarra; a fadista portuguesa Katia Guerreiro e ainda Pedro Caldeira Cabral, na Viola Campaniça.

Eis alguns poemas das modas

GOTA D'ÁGUA

Fui à fonte beber água
Achei um raminho verde
Quem o perdeu tinha amores
Quem o achou tinha sede

Dá-me uma gotinha de água
Dessa que eu oiço correr
Entre pedras e pedrinhas
Alguma gota há-de haver

Alguma gota há-de haver
Quero molhar a garganta
Quero cantar como a rola
Como a rola ninguém canta

Fui à fonte beber água
Achei um raminho verde
Quem o perdeu tinha amores
Quem o achou tinha sede

(CANTADORES DA ALDEIA NOVA DE SÃO BENTO)

O ALMOCREVE
A moda do Almocreve

Eu aprendi a cantare
Lavrando em terra molhada
Alegremente cantando
Pensando em ti minha amada (bis)

Lembram-me os tempos passados
Tudo se vai acabando
Os bois puxando arado
O almocreve cantando (bis)

O almocreve cantando
Cultivando verdes prados
Quando eu vejo alguém lavrando
Lembram-me os tempos passados (bis)

(CANTARES DE ÉVORA)

LARANJA DA CHINA. Laranja da China

Laranjeira de pé d'ouro
Que dá laranjas de prata
Tomar amores não me custa
Deixá-los é que me mata

Olha a laranja da china
Criada no arvoredo
Não te ponhas à esquina
Que eu passo e não tenho medo

Que eu passo e não tenho medo
Que eu passo e não faço mal
Olha a laranja da china
Criada no laranjal

Olha a laranja da china
Ela é doce e sabe bem
Muito gosto eu de dançar
Com um par que dance bem

Mas é claro que ouvido é muito melhor, ouçam!!!

quarta-feira, maio 03, 2006

MELIDES - litoral alentejano

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População: 1 942 habitantes

Festas e romarias: N.ª Sr.ª do Rosário (Agosto), Festa da Fonte dos Olhos, animação de verão

Feiras: Anual, 3.º fim-de-semana de Novembro

Gastronomia: Rebuçados de pinhão, Alcomonias, enguias, pato assado e miolos de porco

Artesanato: Olaria, mantas de retalhos e rendas


Resumo histórico:
Uma das explicações para o topónimo Melides resulta da junção de duas palavras: Mil Lides, batalha que se teria dado nesta zona em tempos antigos.

Nos finais do séc. XIV, Melides seria um porto pesqueiro, o qual, devido à estreiteza da sua barra, devia ser frequentado por barcos de pequeno porte.

Em meados do séc. XVII, com o assoreamento da barra, houve uma redução da actividade pesqueira e, deste modo, o incremento da agricultura, o que levou ao crescimento do núcleo existente. Este facto levou a que nos finais do séc. XVII fosse erigida uma nova capela dentro da aldeia de Melides.

Grande parte dos edifícios situam-se cronologicamente entre os finais do séc. XVII, inicio do XVIII aos finais do séc. XIX.

As matérias-primas predominantes são as construções de taipa ou de pedra ligada com argamassa. Nos anos 50/60 deste séc., os materiais tradicionais foram substituídos por outros de caracter industrial, passando assim a ser usado o tijolo.

Melides situa-se na margem direita da ribeira de Melides.


Património cultural e edificado:

Esculutra "A Cultura saiu à rua num dia assim", inaugurada em 25 de Abril de 2000 no largo da igreja, em Melides.

Dólmen da Pedra Branca - Vale Figueira
Enterramentos colectivos. Constituído por uma câmara e galeria. Culturalmente pode situar-se no período do Calcolítico.

Monumento Megalítico Casas Velhas - Vale Figueira.
Necrópole destinada a enterramentos individuais, composta por cistas da Idade do Bronze (cerca de 3000 anos).

Núcleo urbano
Igreja de S. Pedro (igreja matriz)- séc. XVIII
Fonte dos Olhos, parque de merendas.

Lagoa e praia. A lagoa tem cerca de 26 h. com pequenas ilhas com vegetação hidrófila. Espécies aquáticas: enguias, carpas, barbos, anchigãs, pardelhas. Aves: garça pequena, garça branca, garça vermelha, milhafre preto, tarambola dourada.
No mar pescam-se: Linguados, douradas, robalos, sargos e outros.

Arribas da Galé
Área composta geologicamente por afloramentos de idade quaternária e do Plio-Plistocénico, de idade inferior a 5 milhões de anos. Constituídas por arenitos argilosos, geralmente pouco permeáveis.

Praia da Aberta Nova - praia Dourada.

domingo, abril 30, 2006

OVIBEJA

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o nosso blog não pode ficar à margem
de um acontecimento anual tão impor-
tante para a região, assim, lembra
o que é, quando se realiza e o pro-
grama das festas deste ano de 2006



o que é a ovibeja? :.

Promovida pela Associação de Criadores de Ovinos do Sul (ACOS), a Ovibeja é expoente máximo de referência na tradição e cultura do povo alentejano.

A sua 23ª edição realiza-se entre 29 de Abril e 7 de Maio de 2006, no Parque de Feiras e Exposições de Beja, numa área de 10 hectares de exposição, onde participam em média 1 000 expositores e cerca de 300 mil visitantes.

Desde a agricultura, pecuária, produtos agro-alimentares de qualidade, passando pelo turismo até todas as outras actividades económicas e sociais viradas para a ruralidade e desenvolvimento da região, vão estar representadas na Ovibeja, evento que se assume como fonte de informação sobre políticas agrícolas nacionais e da União Europeia.

A Ovibeja é feita ainda de concursos e exposições de gado, festivais equestres, cantares, artesanato, gastronomia, vinhos, queijos, enchidos e outros produtos agro-alimentares de grande qualidade, provas desportivas, exposições de comércio e serviços.

A Ovibeja promove jornadas de cooperação a nível nacional e internacional, bem como debates técnicos e empresariais.

Durante os nove dias da Feira, a Ovibeja apresenta as Ovinoites. Principalmente dedicadas aos mais novos, abraçam todos os que com juventude se juntem pela noite dentro, num espaço de concertos populares e de rock nacional e internacional.

Com 23 anos a Ovibeja é o maior evento do Alentejo e um dos melhores do país dando a conhecer e a apreciar “Todo o Alentejo deste mundo”.

Programa: programa - dia 29 - sábado :.
- III Concurso de Receitas de Borrego – Organizado pela Confraria Gastronómica do Alentejo e Ovibeja


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- Exposição de Pintura de Pedro Pinheiro
De 22/04 a 11/06
Local: Museu Jorge Vieira

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09.00 - V Acção de Formação de BTT
Maratonas de BTT e qual o futuro da disciplina

Abertura do Secretariado
Abertura de trabalhos
Interveninentes:
- José Batista - Maratona do Penedo Gordo
- Manuel Vilela - Maratona Portalegre


Coffee Break


- João Pinheiro - Participante de Lazer Almoço
- Vítor Sobral - Grândola 100
- Agostinho - Multimix
- José Henriques - Atleta de Maratona


Local: Auditório da ESEB - da responsabilidade da Escola Superior de Educação de Beja / Bike Magazine

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10.00 - 2ª Corrida Internacional em Patins Ovibeja 2006
Local: Av. Brasil (frente às Piscinas Municipais)

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10:30 - Concurso Nacional de Ovinos
• Merino Branco
• Merino Preto
• Merino Precoce
• Campaniça

Local: Pavilhão 4 - Pecuária

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12.00 - Maratona em Patins
Local: Início na Salvada até ao recinto da Ovibeja

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16:00 - Encontro Nacional das Confrarias – desfile da Pousada de S. Francisco até ao recinto da Ovibeja


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17.00 - Sessão Oficial de Abertura
Presidida por Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva


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17.00 - Demonstração de Cães – Secção Cinotécnica da Base Aérea nº 11 da Força Aérea Portuguesa


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17.00 - Horseball
Local: Picadeiro Principal

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17:00 - Exposição de Pintura e Escultura
– Hotel Melius - de 29 de Abril a 7 de Maio

- Margarida de Araújo
- António Inverno

Inauguração dia 29 de Abril às 17.00 H



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22.30 - Blasted Mechanism
Local: Arena Multiusos

segunda-feira, abril 24, 2006

preliminares

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Num tribunal de uma pequena cidade, o advogado de acusação chamou a sua primeira testemunha; uma velhinha de idade avançada e avó. Aproximou-se da testemunha e perguntou: "Srª Ermelinda, a senhora conhece-me?" E a resposta
foi:
- Claro que te conheço. Conheço-te desde pequenino e, francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente, enganas a tua mulher, manipulas as pessoas e falas mal delas pelas costas. Julgas que és uma grande personalidade quando nem sequer tens inteligência suficiente nem para ser varredor. Claro que te conheço. O advogado ficou branco, sem saber que fazer. Depois de pensar um pouco; apontou para o outro extremo da sala e
perguntou:
- Srª Ermelinda, conhece o defensor oficioso?
Responde a velhinha:
- Claro que sim. Também o conheço desde a infância. É
frouxo, tem problemas com a bebida, não consegue ter uma relação normal com ninguém e na qualidade de advogado bem, aí......é um dos piores que já vi. Não esqueço também de mencionar que engana a mulher com três mulheres diferentes, uma das quais, curiosamente, é a tua mulher. Sim, conheço-o. Claro que sim. O defensor ficou em estado de choque. O juiz então, pediu a ambos os advogados que se aproximassem do estrado e com uma voz muito ténue
diz-lhes:
- Se a algum dos dois ocorrer perguntar à velha se me conhece, juro-vos que vão todos presos !

domingo, abril 23, 2006

VITORINO

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VITORINO ,UM ALENTEJANO DO REDONDO
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O Alentejo
"No princípio era o Alentejo. Oriundo do Redondo, tudo nasceu aqui. O Alentejo poderia ser um vinho com grau, que se bebe devagar. Tem xisto e Sol. É o vinho dos fortes
."

Lisboa
Nas palavras de Vitorino conhece melhor os cantos da cidade quem é de fora. E Lisboa tornou-se, entretanto, uma cidade de emigrantes, toda a gente tem a sua "terra". Somos todos de Lisboa e ninguém é daqui. Popularmente falando, Lisboa é um vinho que se come e bebe. Não precisa de petisco.

Vitorino é um dos cantores poetas da Revolução de Abril

Presente em alguns momentos-chave da Música Popular Portuguesa (por exemplo o célebre concerto de Março de 1974, no Coliseu), Vitorino foi companheiro de palco e canções de José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Fausto, Sérgio Godinho e outros nomes fundamentais da música portuguesa dos últimos trinta anos, estreando-se em 1975 com o seu primeiro disco assinado com nome próprio, editado num dos períodos de maior agitação social da História recente de Portugal. "Semear Salsa Ao Reguinho" foi logo considerado, apesar das condicionantes existentes na época, um ponto de referência na redefinição de padrões estéticos e caminhos que a música popular viria a trilhar a partir do meio da década de 70. Nesse primeiro disco estava incluída a canção que se viria a tornar o seu êxito/emblema mais famoso, transformando-se numa das canções mais importantes e divulgadas do imaginário colectivo português - "Menina Estás À Janela".

Viajante de palavras e de terras, Vitorino esteve ligado a um dos mais genuínos registos da música do Alentejo, o disco do Grupo de Cantadores do Redondo. Às 'bases' naturais, adicionou um acumulado de experiências que passavam pelas serenatas em que participou, pelas peregrinações "hippies", pela vida de Lisboa onde se fixou a partir dos 20 anos, pelas temporadas passadas em diversas cidades europeias e outros locais mais remotos, pelos contactos proporcionados por combates políticos e estilos de vida que, ainda hoje, o associam à noite, às tertúlias e aos prazeres boémios. A linha mestra condutora dos seus dois discos posteriores "Os Malteses" e em "Não Há Terra Que Resista - Contraponto" não se alterou substancialmente. Já no disco "Romances", trabalho de 1980, abre-se de par em par outra das suas frentes preferidas: a recolha de música tradicional que transforma, molda à sua voz e aos seus padrões criativos. Este disco acabou por se tornar num dos mais importantes álbuns editados na época onde as preocupações com a preservação do nosso ameaçado património musical tradicional, imprescindível à nossa identidade nacional, se afirmavam presentes. Foi igualmente fundamental para o excelente resultado final de "Romances" a participação do multi-instrumentista Pedro Caldeira Cabral que marcou este trabalho com o seu virtuosismo e inspiração.

A coerência foi-se mantendo com o decorrer dos anos, mesmo quando os caminhos e estilos musicais escolhidos por Vitorino eram naturalmente alargados. "Flor de La Mar" será novamente um trabalho marcante a todos os títulos, chegando o seu autor a explanar uma variedade de acompanhamentos instrumentais que rompia com os limites habituais da "canção de palavra" nacional. Nesse período, surgiu outra das canções que ajudou a definir a categoria e a atitude de uma carreira - canção chamada "Queda do Império". Em 1984, com "Leitaria Garrett", outra experiência bem sucedida, Vitorino reafirmou o seu amor e cumplicidade com Lisboa, pelas tradições ameaçadas, por uma série de comportamentos em extinção e vítimas de um "progresso" cego e desumanizador da cidade, por figuras e sítios que as novas "condições de vida" fizeram desaparecer. Desde a canção-título à "Tragédia da Rua das Gáveas", Vitorino conduz uma viagem pela capital de que todos sentem saudades, mesmo os que nunca tiveram hipótese de a conhecer realmente. "Sul" e "Negro Fado" serão outros tantos passos em frente na construção de uma obra que não tem pontos baixos e que sempre foi considerada de vanguarda, onde pontificaram trabalhos com raízes distintas e múltiplas colaborações, como por exemplo o trabalho sobre um tema musical de António Pinho Vargas ou as experiências realizadas a partir de formas musicais quase inesperadas (as mornas, as marchas populares, o reggae). Vitorino teima em não perder o norte, em arriscar sempre. Formalmente, algumas das suas grandes aventuras chegariam ainda mais tarde.

Na continuidade ao seu gosto pelos os grupos, Vitorino aparece com a formação de "Lua Extravagante", nome por que responde a partir de 1990 o quarteto formado com Filipa Pais e os seus irmãos Janita e Carlos Salomé. O sucesso que este grupo rapidamente alcançou motivado pelo seu reconhecido valor artístico e importância do seu trabalho, permitiu a divulgação de algum do nosso património musical e a concretização de contactos e projectos com uma posterior geração de músicos que, sendo membros de alguns dos mais importantes grupos de pop e rock da actualidade, não recusaram participar em alguns projectos de muito interesse artístico.

Em 1992 segue-se nova surpresa. "Eu Que Me Comovo Por Tudo E Por Nada" é escrito, exceptuando uma nova versão de "Marcha de Alcântara", por António Lobo Antunes; ficcionista consagrado, ficou responsável pelas letras do novo álbum deste seu amigo. Lobo Antunes, com letras agridoces, retrata uma Lisboa que se perdeu e vidas que se perdem. Vitorino responde a rigor: compõe melodias em compasso de dança - do tango à valsa, do bolero ao mambo, onde não falta uma canção de embalar. Os arranjos são confiados a João Paulo Esteves da Silva que se rodeia de instrumentos de Música Clássica numa formação de Câmara.

Unanimemente reconhecido pela crítica e pelo público, o elevado grau de qualidade artística e de produção alcançado na transposição do disco "Eu Que Me Comovo Por Tudo e Por Nada" (álbum vencedor do Prémio José Afonso/93 e do Se7e de Ouro/92 para Música Popular) para o palco, resultou da atitude desde sempre interessada e empenhada utilizada por Vitorino nos projectos em que participa, nunca prescindindo da sua total independência e autonomia criativa. As suas assumidas e sempre presentes raízes alentejanas são uma marca que parece surgir do "fundo dos tempos", nunca deixando Vitorino de lhes acrescentar um "toque" de modernidade e de as enriquecer com o culto da poesia e da palavra.

Em finais de 1993 é editada a compilação "As Mais Bonitas" que reunindo os grandes êxitos da sua carreira alcança vendas espectaculares, ultrapassando o galardão disco de platina.

1995 traz-nos uma nova incursão pelo mundo cativante de Vitorino. "Canção do Bandido", editado a 14 de Novembro, a exemplo do seu último trabalho de originais, tem António Lobo Antunes como responsável pelas letras, à excepção de "Fado Triste", "Tocador da Concertina" e "Cruel Vento", cujos créditos se devem a Vitorino. Uma das notas marcantes deste disco é que dos seus 13 temas, boa parte são fados. Vitorino explica: "Os textos na sua maioria chamam-se fados, que neste caso reportam a histórias do quotidiano; as personagens com que nos cruzamos diariamente, que se deslocam para os centros urbanos, quer seja para trabalhar, quer seja para passear, como fazem os reformados. Os ambientes (os tiques) são de fado, quer nos textos, quer nas músicas. " E acrescenta: "É um disco muito visual, cinematográfico. Tem um ou dois heróis, mas o resto são anti-heróis. É um álbum mais lírico do que triunfal."

Em 1999 grava em Cuba um disco de Boleros com o Septeto Habanero que tem por título "La Habanna 99". O projecto resultou do encontro durante a EXPO 98 entre o cantor do Redondo e uma das mais míticas formações da música popular de La Habanna. Este CD foi um grande êxito, tendo vendido cerca de 40.000 cópias. Os espectáculos resultantes deste trabalho foram também um grande sucesso nos anos 2000 e 2001, tendo Vitorino e o grupo Septeto Habanero realizado inúmeros espectáculos de Norte a Sul do país.

No ano de 2001 é lançado "Alentejanas e Amorosas". É um trabalho no qual Vitorino apresenta uma colecção de excelentes canções e que em mês e meio alcançou mais de 10.000 cópias vendidas, ou seja "Disco de Prata".

Já nos finais de 2002 Vitorino lança "As mais Bonitas 2", um disco que reúne alguns dos seus maiores êxitos como "Desde El Dia En Que Te Vi", "O Dia Em Que Me Queiras" e "Alentejanas e Amorosas". Em 2004, Vitorino propôs uma viagem ao imaginário do futebol romântico, que nos fazia sonhar, longe do "tudo se compra e tudo se vende"com o sugestivo "Ninguém nos Ganha aos Matraquilhos".


DISCOGRAFIA:
1975 - "SEMEAR SALSA AO REGUINHO"
1977 - "OS MALTESES"
1979 - "NÃO HÁ TERRA QUE RESISTA-CONTRAPONTO"
1980 - "ROMANCES"
1983 - "FLOR DE LA MAR"
1984 - "LEITARIA GARRETT"
1986 - "SUL"
1988 - "NEGRO FADO"
1990 - "CANTIGAS DE ENCANTAR"
1991 - "LUA EXTRAVAGANTE" com Filipa Pais, Janita e Carlos Salomé
1992 - "EU QUE ME COMOVO POR TUDO E POR NADA"
1993 - "AS MAIS BONITAS"
1995 - "CANÇÃO DO BANDIDO"
1996 - "RIO GRANDE" com Rui Veloso, Jorge Palma, Tim e João Gil
1997 - "DIA DE CONCERTO" com Rui Veloso, Jorge Palma, Tim e João Gil
1999 - "LA HABANA ‘99" com Septeto Habanero
2001 - "ALENTEJANAS E AMOROSAS"
2002 – “AS MAIS BONITAS II”
2004 . "2004 – "Ninguém nos Ganha aos Matraquilhos".
2006 - "Uma boa parte de tudo"

agora a letra da sua mais tradicional canção
Menina estás à janela
Letra e música: popular: Alentejo
Intérprete: Vitorino


Menina estás à janela

com o teu cabelo à lua

não me vou daqui embo ra

sem levar uma prenda tua

sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda dela
com o teu cabelo à lua
menina estás à janela

Os olhos requerem olhos
e os corações corações
e os meus requerem os teus
em todas as ocasiões

[Gosto muito dos teus olhos
mas ainda mais dos meus
se não foram os meus olhos
como iria (eu) ver os teus]

[Chorai olhos chorai olhos
que o chorar não é desprezo
também a virgem chorou
quando viu seu filho preso]

sexta-feira, abril 21, 2006

imagens de CASTRO VERDE

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IMAGEM DO JARDIM DE CASTRO NA FESTA DOS SETE SOIS
CARTAZ DA RONDA DAS TASCAS

quinta-feira, abril 20, 2006

preliminares

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À porta do céu, um tipo furioso protestava perante o S. Pedro:
- Meu bom santo, o que fiz eu para estar aqui? Tenho 35 anos, estou em plena forma fisica, não bebo, não fumo, faço uma vida de acordo com as regras dos bons custumes, e agora estou aqui! Certamente houve um engano!
O S. Pedro responde:
- Bom, não é usual nós cometermos erros, mas enfim, vou verificar! Como te chamas?
- Vicente, João Diogo.
- Sim... Profissão?
- Mecânico de automóveis!
- Ok, cá está a tua ficha. João Diogo Vicente, mecânico de automóveis! Você morreu de velhice!!!!!
- De velhice?????!!!! Mas não é possivel, eu tenho somente 35 anos...
- Isso eu não sei, mas fazendo as contas a todas as horas de mão-de-o bra que facturaste aos clientes, isso perfaz 123 anos

sexta-feira, abril 14, 2006

PRIMAVERA NO CAMPO BRANCO

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o nosso blog divulga

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de 20 de abril a 7 de Maio
CASTRO VERDE vai ter um vasto programa de eventos culturais
dos quais destacamos alguns extraídos da agenda cultural
da Câmara Municipal de Castro Verde.
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Dia 20 e Abril
Basilica Real
Concerto de Abertura da Quinzena Cultural
Orquestra Sinfónica Juvenil

É no espaço da Basilica Real que terá lugar a abertura da Quinzena com o Concerto , dirigido pelo maestro Christopher Bochman, tendo como solistas a soprano Elvira Vieira e o tenor José Manuel Araujo.
Do programa constam Mozart, Verdi e Puccini


Fundada em 1973, a Orquestra Sinfónica Juvenil assume-se, hoje, como uma instituição fundamental no nosso panorama músico-pedagógico.
Nestes 32 anos de existência, a O.S.J. viu passar pelos seus quadros muitos dos actuais instrumentistas das nossas orquestras, estendeu a sua acção em favor da cultura musical a todo o país, incentivou e deu a conhecer ao público muitos jovens solistas.
Em permanente renovação, o seu repertório é bastante vasto - foram preparadas mais de 500 obras abrangendo os séculos XVIII, XIX e XX.
Conta nos seus quadros 90 elementos das diversas escolas de música da área de Lisboa.

No dia 21, pelas 15,oo horas, destacamos a abertura da Feira do Livro na Biblioteca
Municipal.

À noite, no Cine Teatro Municipal, actuarão os BLIND ZERO

Dia 23 de Abril
15,30
Centro de Convivio do Lombador

Grupos Corais:
As Papoilas do Corvo
Os Cardadores da Sete
As vozes de Almodôvar
As Ceifeiras da Semblana

24 de Abril
Castro Verde
Cine Teatro Municipal
Espectáculo Evocativo da Revolução

As Camponesas de Castro Verde
Brigada Vitor Jara


Dia 25 de Abril
09,30
Torneio de jogo da malha
Em Castro, Casevel e Entradas

1o,oo
Arruada com Acordeon
No Beringelinho, Figueirinha, Guerreiro, Viseus ,Rolão e Salto

16,00
Anfiteatro Municipal
Grupo Coral os Ganhões de Casrto Verde
Os Amigos do Cante ,de Cuba
Rancho Folclórico do Montenegro
Rancho Folclórico Aguias do Montijo
Rancho Folclórico Juventude do Roxo

Dia 27
Centro de Convivio de Casevel
21,oo
Programa Património ao vivo
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GRUPOS CORAIS ALENTEJANOS

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O NOSSO BLOG DIVULGA OS
GRUPOS CORAIS ALENTEJANOS
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Grupo Coral "Antigas Mondadeiras de Casével"

Traje de trabalho, composto por camisa, saia, avental aos folhos, lenço ramiado sobre o rosto, chapéu, meias de linha, sapatos com atacadores, xaile, balsa e sacho, punhos para as mãos; aguadeira leva a quarta e o cucharro, a mondadeira de fim-de-semana leva cesto com a meia para fazer. e de trabalho, composto por camisa, saia, avental aos folhos, lenço ramiado sobre o rosto, chapéu, meias de linha, sapatos com atacadores, xaile, balsa e sacho, punhos para as mãos; aguadeira leva a quarta e o cucharro, a mondadeira de fim-de-semana leva cesto com a meia para fazer.

terça-feira, abril 11, 2006

imagens de CASTRO VERDE

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ROTUNDA DAS OVELHAS EM CASTRO VERDE

segunda-feira, abril 10, 2006

preliminares

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Uma loura chega à pastelaria.
- Queria um pastel de nata. Quentinho...
O empregado:
- Que sorte tem a menina, acabaram mesmo agora de sair!
- Oh! Que pena! E quando voltam

sexta-feira, abril 07, 2006

imagens de Castro Verde

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ESPLANADA DA PRAÇA DA REPUBLICA - CASTRO VERDE

letras de modas alentejanas

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AO ROMPER DA BELA AURORA

Os olhos do meu amor
Não são olhos, são olhões
Andam acesos no mar
Parecem dois lampiões
Ouvem-se os galos cantar
Ao romper da madrugada
Já são horas d’acordar
Levanta-te ó minha amada

Levanta-te ó minha amada
Vem á janela espreitar
Ao romper da madrugada
Ouvem-se os galos cantar

As estrelas do céu correm
Todas numa carreirinha
Também os amores correm
Da tua mão para a minha

Ouvem-se os galos cantar
Ao romper da madrugada...

preliminares

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No céu, os anjos separavam os recém-chegados conforme as profissões:
- O próximo!
- Marceneiro.
- Por aqui.
- Próximo!
- Advogado.
- Por aqui.
- Próximo!
- Médico.
- Por favor, fornecedor é pela porta dos fundos!

segunda-feira, abril 03, 2006

3 de ABRIL - O ANDRÉ festeja 3 aninhos

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Parabéns ao ANDRÉ,

O ANDRÈ veio festejar o seu dia de anos ao Feijó a casa das primas Natércia e Herminia
Ganhou um passeio ao Jardim Zoológico e muitas prendas.
Parabéns também aos pais João Luis e Conceição e ao mano João, que muito gostam dele.



O RUCA também apareceu e cantou os parabéns a você.

quarta-feira, março 29, 2006

poetas alentejanos - ANTÓNIO MACEDO PAPANÇA

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ANTÓNIO MACEDO PAPANÇA Conde de Monsaraz


Ao lermos a Musa Alentejana do Conde de Monsaraz são a terra e as gentes que se exprimem com determinação e sentido de hospitalidade. Podemos compreender, afinal, que o Alentejo se afirma como realidade viva, resistente e acolhedora.


Natural de Reguengos de Monsaraz, António de Macedo Papança (1852-1913), que viria a ser Conde de Monsaraz, filho de um abastado proprietário, foi Bacharel em leis, Deputado, Par do Reino, Sócio da Academia Real das Ciências, da Academia Brasileira de Letras, da Sociedade de Geografia de Lisboa e do Instituto de Coimbra, escritor e poeta.


Frequentou o ensino secundário na Escola Académica de Lisboa e, aos 17 anos, matriculou-se na Universidade de Coimbra, onde cursou a Faculdade de Direito, tomando grau de Bacharel aos 22 anos. Aquando estudante publicou um poema de forte pendor liberal e patriótico intitulado Avante, correspondendo a uma fase romântica da sua inspiração.


Tendo sofrido, ainda em Coimbra, a influência de João Penha, a sua poesia foi, em linhas gerais, moldada pela escola parnasiana, aliando uma grande preocupação formal com uma eloquência por vezes um tanto retórica, que atingiu momentos de certo dramatismo. A partir de dada altura, nota-se também uma outra influência, a de Cesário Verde, de quem, de resto foi amigo.


Num dos seus últimos livros, Musa Alentejana, transmitiu-nos toda a medida do seu talento: sensibilidade toda voltada para o exterior, sensual e optimista. Servindo-se de imagens naturalistas, descreveu minuciosamente a atmosfera própria da terra alentejana podendo integrar-se na corrente nacionalista do primeiro quartel do século XX, que, procurando fazer reviver o que designava como valores menos contaminados da nossa cultura, inspirou poetas como António Sardinha.


"É no fim da existência que ele se liberta das imposições canónicas do seu parnasianismo exigente e nos deixa na Musa Alentejana, não o testemunho duma sensibilidade, mas o hino de força, que é bem o pregão dum forte temperamento na posse de si mesmo", afirma exactamente Sardinha, no prefácio de Musa Alentejana.


De entre as suas obras destacam-se: Crepusculares, 1876; Catarina de Ataíde, 1880; Telas Históricas: I - O Grande Marquês, II - A Lenda do Jesuitismo, 1882; Obras de Macedo Papança, Conde de Monsaraz; Poesias, 1882-1891; Do último Romântico, Páginas Soltas [...], 1892; Benvinda (poema dramático em 5 actos), 1903; Musa Alentejana, l908; Lira de Outono, 1953; além de Obras (3 vols.), 1957-1958. Para o teatro traduziu diversas obras e colaborou em diversos jornais e revistas.


Ao entrar na vida política, filiou-se no Partido Progressista de Anselmo Braancamp e foi deputado em 1886. Em 1884, foi agraciado por El-Rei D. Luís com o título de Visconde de Monsaraz e em 1890, no começo do reinado de El-Rei D. Carlos, foi-lhe atribuído o título de Conde.


Tomou posse como Par do Reino a 17 de Março de 1898.


Em 1906 foi agraciado com a Comenda de S. Tiago de Espada e em 1907 com a Grã-Cruz de Afonso XII.


Após a proclamação da República, exilou-se com a Família em Paris. Regressou a Portugal na Primavera de 1913, tendo falecido a 17 de Julho, na sua casa de Lisboa e na véspera de completar sessenta e um anos.


Cultor da amizade juntou à sua volta personalidades de perfil e origem política muito diversos, como João de Deus Ramos, Luís de Almeida Braga, Laranjo Coelho, Augusto Casimiro ou João de Barros.

POEMA DO CONDE DE MONSARAZ
DEDICADO A MONTEMOR

“Entre escombros na rudeza
De vetusta fortaleza,
Batidas de vento agreste,
Empedrenidas, cerradas,
Há duas arcas pejadas
Uma de oiro outra de peste.

Ninguém sabe ao certo qual
Das duas arcas encerra,
O fecundo manacial
Que fartará de oiro a terra
Mesquinha de Portugal;
Ou qual, se mão imprudente
Lhe erguer a tampa funérea
Vomitará de repente
A fome, a febre, a miséria,
Que matarão toda a gente

Sempre que o povo faminto,
Maltrapilho e miserando
Fosse ele cristão ou moiro,
Entrou no tosco recinto,
Para salvar-se arrombando

A arca pejada de oiro
Quedou-se os braços erguidos,
O olhar atónito e errante,
Sem atinar de que lado
Vinha morrer-lhe aos ouvidos
Uma voz agonizante
Entre ameaças e gemidos.

“Ó povo de Montemor,
se estás mal, se és desgraçado
Suspende toma cuidado,
Que podes ficar pior!”
E nestas proplexidades
E eternas hesitações
Hão-de passar as idades,
Suceder-se as gerações
E continuar na rudeza,
Batidas de vento agreste,
Empedrenidas, cerradas,
As duas arcas pejadas,
Uma de oiro, outra de peste.”

imagens do alentejo - VIDIGUEIRA

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VISTA DA VIDIGUEIRA

terça-feira, março 21, 2006

dia mundial da poesia

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O NOSSO BLOG FESTEJA O
DIA MUNDIAL DA POESIA
COM POETAS ALENTEJANOS:
CONDE DE MONSARAZ,FLOR-
BELA ESPANCA,NATERCIA
MARIA E MARIA ALICE
COLAÇO.
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“Entre escombros na rudeza
De vetusta fortaleza,
Batidas de vento agreste,
Empedrenidas, cerradas,
Há duas arcas pejadas
Uma de oiro outra de peste.

Ninguém sabe ao certo qual
Das duas arcas encerra,
O fecundo manacial
Que fartará de oiro a terra
Mesquinha de Portugal;
Ou qual, se mão imprudente
Lhe erguer a tampa funérea
Vomitará de repente
A fome, a febre, a miséria,
Que matarão toda a gente

Sempre que o povo faminto,
Maltrapilho e miserando
Fosse ele cristão ou moiro,
Entrou no tosco recinto,
Para salvar-se arrombando

A arca pejada de oiro
Quedou-se os braços erguidos,
O olhar atónito e errante,
Sem atinar de que lado
Vinha morrer-lhe aos ouvidos
Uma voz agonizante
Entre ameaças e gemidos.

“Ó povo de Montemor,
se estás mal, se és desgraçado
Suspende toma cuidado,
Que podes ficar pior!”
E nestas proplexidades
E eternas hesitações
Hão-de passar as idades,
Suceder-se as gerações
E continuar na rudeza,
Batidas de vento agreste,
Empedrenidas, cerradas,
As duas arcas pejadas,
Uma de oiro, outra de peste.”

poema do CONDE DE MONSARAZ
...

os versos que te fiz

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

Florbela Espanca
....
ALENTEJO , TU ÉS LINDO
.

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Alentejo na Primavera
é lindo, cheio de flores
azuis, roxas, amarelas
eu sei lá de quantas côres.
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Seja Outono ou Primavera
quer seja Inverno ou Verão
Alentejo tem beleza
numa qualquer estação.
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Vejam lá que bem que cheira
a flôr do rosmaninho
do poejo e do mantrasto
que se encontra no caminho.
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E que bonito é vêr no campo
os rebanhos a pastar
o pastor com o seu cajado
e o cão para ajudar.
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Alentejo tu és lindo
tens beleza, tens encanto
tu tens tantas maravilhas
por isso te queremos tanto.
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E quando chega o Verão
todo o campo está dourado
já está o trigo maduro
à espera de ser ceifado.
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É bonito de manhã
ouvir-se muito cedinho
aquele cantar tão lindo
como é o do passarinho.
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E os grilos cantam, cantam
até essa noite fóra
e depois começa o galo
assim ao romper d.aurora
.
Quem vive numa cidade
não pode avaliar
todas estas maravilhas
que aqui estou a falar..

Poema de
NATÉRCIA MARIA

TENHO SAUDADES DO MEU ALENTEJO.
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Tenho saudades
Do meu Alentejo
Todo florido
É como eu o vejo

O cheiro a esteva
A urze também
E o rosmaninho !!
O cheiro que tem

A branca margaça
O pimpilho dourado
E com as papoilas
Ficava encarnado

E os passarinhos
Entre o arvoredo
Com os nossos gritos
Fugiam com medo

Com seu papo branco
A negra andorinha
Construia o ninho
Onde os filhos tinha

Corria a ribeira
D.água cristalina
Lavavam a roupa
Mesmo a mais fina

Era lindo vêr
A roupa a corar
A ouvir a rã
Na rocha a cantar

A cegonha branca
Andava a pescar
O peixe de prata
Pr.ó flho sustentar

O rebanho ia
A sede matar
Estava calôr
Ia-se acarrar

Poema de Maria Alice Colaço

sábado, março 18, 2006

ALENTEJO NO FEIJÓ

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Há festa no Feijó
O Clube Recreativo do Feijó faz 20 anos e AO FESTEJAR O ANIVERSÁRIO, UMA VEZ MAIS, CONVIDOU GRUPOS DE CANTE ALENTEJANOS.

A maioria dos habitantes desta freguesia de Almada, é oriunda do Alentejo, e o grupo Recreativo é formado por alentejanos residentes nesta freguesia e nascidos em Pias, Aljustrel, Santo Aleixo, Vila Nova de São Bento, Mértola, Safara, Barrancos, Moura e Serpa.

Hoje temos na sede do Grupo:

CANTE REGIONAL ALENTEJANO
NO CLUBE RECREATIVO DO FEIJÓ
SÁBADO, 18 DE MARÇO DE 2006 PELAS 15.30 HORAS
20º ANIVERSÁRIO DO GRUPO CORAL ETNOGRÁFICO AMIGOS DO ALENTEJO
Participam:

Grupo Coral
Etnográfico
do Ateneu Mourense

Grupo Coral
Operário
Alentejano
das Paivas
Seixal

Grupo Coral
Feminino
Recordar a Mocidade
do C.I.R. Laranjeiro

Rancho Coral
da Casa do Povo
de Serpa

Grupo Coral Alentejano
da Amadora

Musica Popular
com
João Jacob Farinha
"Banza"

sexta-feira, março 17, 2006

FESTAS DE PRIMAVERA E VERÃO NO CONCELHO DE CASTRO VERDE

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Mapa de Festas do Concelho de Castro Verde


Jogos Concelhios - 18 de Fevereiro a Julho

Quinzena Cultural Primavera no Campo Branco - 21 de Abril a 7 de Maio

Festas de São Marcos da Atabueira - 22 a 25 de Abril

Festa de S. Miguel - 14 de Maio

Maratona de BTT - 4 de Junho (Entradas)

Festa do Bairro da Cerca dos Pinheiros - 24 de Junho

Festas da Vila - 30 de Junho

Planície Mediterrânica - 8, 9, 10 de Setembro

Feira de Castro - 13, 14 e 15 de Outubro

Festa do Bairro dos Bombeiros - 16, 17 e 18 de Junho

Festas de Casével - 23, 24 e 25 de Junho

Festa de S. Pedro (Geraldos) - 28 e 29 de Junho

Festas da Sete - terceiro fim-de-semana de Julho

Noites em Santiago (Entradas) - 28, 29 e 30 de Julho

Festa de Almeirim - 12 e 13 de Agosto

Festas de Santa Bárbara de Padrões - último fim-de-semana de Agosto

Festas de Nossa Srª de Aracelis - 2 e 3 de Setembro

Planície Mediterrânica - 8, 9, 10 de Setembro

Feira de Castro - 13, 14 e 15 de Outubro

Bailes:

. Baile da Cerca dos Pinheiros - 8 de Abril

. Baile da Pinha de Almeirim - 14 de Abril

quarta-feira, março 15, 2006

BAILE DA PINHA, nos PORTEIRINHOS

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É JÁ SABADO, 18 DE MARÇO
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Neste final de semana que aí vem, vai haver BAILE DA PINHA nos Porteirinhos.
Vai ter lugar nas belissimas instalações do Centro Cultural e Recreativo dos
Porteirinhos . com a animação que já é habitual .
É não faltar.!!!

Quem tem pinheiros tem pinhas
Quem tem pinhas tem pinhões
Quem tem amores tem zelos
Quem tem zelos tem paixões

Quem tem pinheiro tem pinha
Quem tem pinha tem pinhão
Do homem nasce a firmeza
Da mulher a ingratidão

Oh! Que pinheiro tão alto
Com tamanha galharada
Nunca vi moça solteira
Com tamanha filharada

Oh! Que pinheiro tão alto
Que por alto se envergou
Que menina tão ingrata
Que d’ingrata me deixou!
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PINHATA
Do espanhol. piñata. Festa dançante que se realiza no primeiro domingo da Quaresma (CA), ou do italiano. pignatta (panela) derivado de pinha, pela semelhança que as antigas panelas tinham com as pinhas. A designação de Domingo de Pinhata deve-se ao costume de quebrar nesse dia uma panela cheia de doces , ou presentes-

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segunda-feira, março 13, 2006

PÈZINHOS DE COENTRADA

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O NOSSO BLOG CONTINUA A DIVULGAR
A SABOROSA COZINHA ALENTEJANA.
ESTA FOI-ME SUGERIDA POR UM
ALENTEJANO DE CABEÇÃO, NO AL
TO ALENTEJO.
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PÉZINHOS DE COENTRADA

Ingredientes

6 pés de porco, 2 cebolas, 2 cenouras, alhos e sal,
banha, azeite, 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 chávena de caldo de carne, pimenta e coentros


Modo de Preparação

Raspe os pézinhos e salgue-os.
Escalde-os escorra-os e lave-os muito bem.
Coza-os, cobertos de água até ficarem macios.
Escorra e corte-os em pedaços grandes.
Numa caçarola, aqueça a banha e o azeite e refogue ligeiramente as cebolas e os dentes de alho picados e as cenouras cortadas em pedaços.
Quando a cebola começar a lourar, junte-lhe a farinha em chuva, mexendo bem.
Refogue e adicione o caldo de carne ou, na sua falta, a mesma porção da água de cozer os pés.
Deixe ferver e junte-lhe os pézinhos.
Rectifique o sal e salpique com coentros picados.
Deixe ferver até estarem bem cozidos.
Sirva quente sobre fatias de pão torrado

preliminares

..
O Registo Civil de Beja recebeu o seguinte requerimento:
Beja, 5 de Março de 2002.
Eu, Maria José Pau, gostaria de saber da possibilidade de se abolir o sobrenome Pau do meu nome, já que a presença do Pau me tem deixado embaraçada em várias situações. Desde já agradeço a atenção despendida.
Peço deferimento,
Maria José Pau
.
Em resposta recebeu a seguinte mensagem:

Cara Senhora Pau:
Sobre a sua solicitação da remoção do Pau, gostaríamos de lhe dizer que a nova legislação permite a remoção do Pau, mas o processo é complicado e moroso. Se o Pau tiver sido adquirido após o casamento, a remoção é mais fácil, pois, afinal de contas, ninguém é obrigado a usar o Pau do cônjugue se não quiser.
Se o Pau fôr do seu pai, torna-se mais difícil, pois o Pau a que nos referimos é de família e tem sido utilizado há várias gerações. Se a senhora tiver irmãos ou irmãs, a remoção do Pau torná-la-ia diferente do resto da família. Cortar o Pau do seu pai pode ser algo muito desagradável para ele.
Outro senão está no facto do seu nome conter apenas nomes próprios, e poderá ficar esquisito, caso não haja nada para colocar no lugar do Pau.
Isto sem mencionar que as pessoas estranharão muito ao saber que a senhora não possui mais o Pau do seu marido.
Uma opção viável seria a troca da ordem dos nomes. Se a senhora colocar o Pau na frente da Maria e atrás do José, o Pau pode ser escondido, pois poderia assinar o seu nome como "Maria P. José".
A nossa opinião é a de que o preconceito contra este nome já acabou há muito tempo e visto que a senhora já usou o Pau do seu marido por tanto tempo, não custa nada usá-lo um pouco mais. Eu mesmo possuo Pau, sempre o usei e muito poucas vezes o Pau me causou embaraços.

Atenciosamente,
Bernardo Romeu Pau Grosso

Registo Civil de Beja
15/03/2002

sábado, março 11, 2006

ANA LÚCIA FAZ ANOS A 9 DE MARÇO

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09 DE MARÇO
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ÀS 22,35 dia 9 de Março do ano em que nasceu a Ana Lúcia, estava eu a vêr no único posto de televisão que então existia, a RTP, um programa de grande êxito de então, e que veio revolucionar a televisão em Portugal, o célebre ZIP-ZIP, idealizado, escrito e conuzido por Carlos Cruz, Raul Solnado e Fialho Gouveia.


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É a ANA que hoje festejamos, e que ouviu da boca do filho Miguel a canção dos dois:
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"Pela estrada fóra
a mamã e o Miguel
foram para férias
no seu cabriolet
.
Pela estrada fóra
a mamã e o Miguel
vão prá feira de Castro
andar de carrocel
"
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O ano em que nasceu, foi rico em acontecimentos, alguns dos quais se registam:

5 de Março - Entra em vigor o O Tratado de Não-Proliferação Nuclear, TNP, subscrito por uma centena de países.
18 de Setembro - Nascimento do MRPP (Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado), em Benfica - Lisboa, Portugal.
Entre outros , fundaram e militaram no Partido, o Durão Barroso o Saldanha Sanches, Arnaldo Matos, que marcaram os primeiros anos do pós 25 d Abril.
Realização da IX Copa do Mundo de Futebol, no México, onde o Brasil de Pelê se sagrou campeão.
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Abril –Os Beatles pões fim ao grupo mais famoso do século.

Nascimentos
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25 de Agosto - Claudia Schiffer, modelo alemã.
29 de Novembro - Bruno Garcia, ator brasileiro.

Falecimentos
2 de Fevereiro - Bertrand Russell, filósofo e matemático inglês (n. 1872)
20 de Fevereiro - Café Filho, 26° presidente do Brasil (n. 1899)
14 de Maio - Fritz Perls - psicólogo alemão. (n. 1893)
15 de Junho - Almada-Negreiros, artista e escritor português
27 de Junho - António de Oliveira Salazar, ditador português.
13 de Julho - Leslie Groves, membro do Exército dos Estados Unidos que observou a construção do Pentágono e o principal líder militar do Projecto Manhattan. (n. 1896)
4 de Agosto - Oscarito, comediante brasileiro de origem espanhola.
18 de Setembro - Jimi Hendrix, cantor/guitarrista, morreu aos 27 anos. (n. 1942)
28 de Setembro - Gamal Abdel Nasser, estadista egípcio.
4 de Outubro - Janis Joplin, cantora, morreu aos 27 anos. [n. 1943)

Prêmios Nobel
Medicina - Sir Bernard Katz, Ulf von Euler, Julius Axelrod
Literatura - Aleksandr Isaevich Solzhenitsyn
Paz - Norman E. Borlaug
Economia - Paul Samuelson

Nesse ano, na Cerimónia dos Oscares de Hollywood ganharam a estatueta:
ŽAnd the winner is...Ž Mais um ano cheio de filmes fabulosos a encher os ecrans. Foi sem dúvida um grande espectáculo a noite da entrega dos óscares deste ano. O prémio para o melhor filme foi para "PATTON". Este filme arrecadou também o óscar para o melhor realizador, FRANKLIN SHAFNER. Para o melhor actor o óscar foi atribuído a GEORGE SCOTT pelo seu excelente desempenho NESTE FILME. Considerada a melhor actriz, GLENDA JACKSON, recebeu o seu óscar ..

9 de MARÇO FESTEJA O ANIVERSÁRIO A HENRIQUETA

.. 9 de março
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"...canta a Henriqueta, canta o Manel"
(exerto do poema da canção oficial do nosso blog)
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Mais um festejo de aniversário, desta vez o da HENRIQUETA.Nós não esquecemos e todos juntos festejamos este dia, em que a HENRIQUETA vai ouvir emocionada, o neto FRANCISCO cantar o parabéns a você.

imagens do alentejo ---MOURA

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MOURA

segunda-feira, março 06, 2006

6 de março DIA DO ANIVERSÁRIO DA NATÉRCIA

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O DIA 6 DE MARÇO É O DIA DA PRIMA NATERCIA
...de todos os amigos do Blog

Mais um dia de júbilo para o nosso Blog.
A Natércia festeja hoje mais um ano de vida, o que significa, que nós todos festejamos também.
A sua permanente boa disposição a alegria de viver que transparece e fomenta , a vontade de nos reunir sempre aos fins de semana à sua volta , e os seus poemas para o nosso blog, são condição suficiente para lembrarmos e celebrarmos este dia.
Parabéns Natércia
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Lembramos um dos poemas publicados no nosso Blog, de sua autoria, e pedimos-lhe para fazer mais, pois o seu talento para versejar, não pode ser desperdiçado:

DOTESTA

Oh Dotesta quem te viu
Quem te vê agora então
Fica triste e desolada
Pois estás mesmo abandonada
As pedaços pelo chão.

Eras um Monte bonito
Todos gostavam de ti
Quem lá ia uma vez
Ia uma, duas , três
Que bons tempos lá vivi

REFRÃO

Era tão bom
Os que te vêem agora
Que te voltassem a vêr
Como tu eras outrora.
Que maravilha
Se voltasses novamente
Ao que eras noutro tempo
Para alegria da gente.

Não importava que o Monte
Por outros fosse habitado
Mas gostasse isso sim
De te poder vêr ainda
Novamente restaurado.

Quem te conheceu um dia
Ao vêr-te fica pasmado
De vêr o Monte que eras
Lamentam profundamente
Ao que tu tenhas chegado.

Era gente de Lisboa
Que te vinham visitar
Ficavam maravilhados
Ao vêr a casa de campo
Pr.as suas férias passar.

Muito havia pr.a dizer
Sobre ti Monte da Testa
Mas é verdade porém
Que era lá sempre uma festa.


Poema de Natércia

domingo, março 05, 2006

preliminares

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O inverno estava rigoroso:
-É pá! tenho tido tanto frio de noite.
-Faz como eu! compra uma botija de água quente! Compras ali na farmácia.
Mais tarde na farmácia:
-Mestre! Quero uma botija de água quente.
-Desculpe mas com este frio vendi todas. Mas se tem um gatinho também serve, ponha-o na cama que resulta.

No outro dia aparece o homem todo arranhado:
-Dê-me um mercúrio para estas feridas
-? mas que lhe aconteceu?
-Meti o gato na cama como me disse. Abrir a boca ainda consegui mas quando foi para o encher de água quente é que foram elas...

quarta-feira, março 01, 2006

29 de fevereiro , dia do aniversário da ALICE

..
Não, o nosso Blog como veículo priviligiado da união entre os naturais do Alentejo e dos que se sentem bem entre as suas gentes, não podia deixar em claro o aniversário da ALICE.
E por isso lhe dá estas flores:

29 de Fevereiro não consta do Calendário deste ano de 2006, mas existe na celebração de mais um ano da vida da Alice, que não me canso de afirmar, continua a ser uma força da família. A sua disponibilidade para todos nós não tem limites nem condições.
Festejamos o seu aniversário lembrando que fazer anos é celebrar a vida.
Parabéns Alice

Nesta celebração lembro que a Alice já contribuiu com poemas da sua autoria para o nosso Blog.
Relembro hoje um deles, o " TENHO SAUDADES DO MEU ALENTEJO"
.
TENHO SAUDADES DO MEU ALENTEJO.
..
Tenho saudades
Do meu Alentejo
Todo florido
É como eu o vejo

O cheiro a esteva
A urze também
E o rosmaninho !!
O cheiro que tem

A branca margaça
O pimpilho dourado
E com as papoilas
Ficava encarnado

E os passarinhos
Entre o arvoredo
Com os nossos gritos
Fugiam com medo

Com seu papo branco
A negra andorinha
Construia o ninho
Onde os filhos tinha

Corria a ribeira
D.água cristalina
Lavavam a roupa
Mesmo a mais fina

Era lindo vêr
A roupa a corar
A ouvir a rã
Na rocha a cantar

A cegonha branca
Andava a pescar
O peixe de prata
Pr.ó flho sustentar

O rebanho ia
A sede matar
Estava calôr
Ia-se acarrar

Poema de Maria Alice Colaço

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

preliminares

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Qual é a diferença entre uma loira burra e uma loira inteligente?
É que a loira burra passa para o caderno o que a professora escreve no quadro, mas quando a professora apaga ela apaga também.
A loira inteligente não passa, porque já sabe que a professora vai apagar

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

cozinha alentejana - CABEÇA DE XARA

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É claro que há mais que uma maneira de confecionar a "cabeça de xara"
Esta é uma delas:



Ingredientes:

1 cabeça de porco fresca
3 cebolas
3 ou 4 dentes de alho
6 grãos de pimenta
1 molho pequeno de salsa
1 molho pequeno de salva
1 molho pequeno de manjerona
0,5 dl de vinagre
3,5 dl de vinho branco
sal grosso
Confecção:

Retiram-se os miolos e salga-se a cabeça de porco durante 48 horas.
Em seguida lava-se muito bem, parte-se e coloca-se num tacho com todos os ingredientes citados, sendo a cebola picada grosseiramente.
Junta-se ainda a água necessária para que a carne fique bem coberta.
Leva-se a cozer até que a carne se separe dos ossos.
Retira-se com uma escumadeira, corta-se a carne em bocadinhos pequenos e coloca-se novamente dentro do caldo, que entretanto foi coado.
Leva-se ao lume, deixa-se ferver e, alguns minutos depois, escorre-se.
Mete-se a carne dentro de um guardanapo grande e ata-se com uma guita forte.
Coloca-se sobre uma tábua e põe-se-lhe um peso por cima.
Deixa-se solidificar.
Serve-se cortada em fatias fininhas e acompanha-se com ovos mexidos.

*Variante: Molda-se a cabeça de xara em rolo dentro de uma gaze dobrada em 3 voltas.
Põe-se por cima uma tábua e sobre esta alguns pesos.

sábado, fevereiro 18, 2006

ANTÓNIO ALEIXO

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O NOSSO BLOG PRESTA HOJE HOMENAGEM AO GRANDE POETA
POPULAR ANTÓNIO ALEIXO, QUE NASCEU NO DIA 18 DE FEVE-
REIRO
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ANTÓNIO ALEIXO
Poeta: 1899 - 1949


QUANDO TUDO ACONTECEU...
António Aleixo nasce em 18 de Fevereiro de 1899 em Vila Real de Santo António e falece em 16 de Novembro de 1949 em Loulé.
 
Foi guardador de cabras, cantor popular de feira em feira, soldado, polícia, tecelão, servente de pedreiro em França, “poeta cauteleiro”.
 
Apesar de semi-analfabeto deixa a seguinte obra escrita que o Dr. Joaquim Magalhães teve o cuidado de passar a limpo: «Este livro que vos deixo», «O Auto do Curandeiro», «O Auto da Vida e da Morte», o incompleto «O Auto do Ti Jaquim» e «Inéditos».

Em homenagem ao Poeta e à sua obra, no parque da cidade de Loulé foi levantado um monumento frente ao “Café Calcinha”, local outrora frequentado pelo Poeta.

O antigo Liceu de Portimão passou a chamar-se Escola Secundária Poeta António Aleixo.

Há alguns anos também passou a existir uma «Fundação António Aleixo» com sede em Loulé e que já usufrui do Estatuto de Utilidade Pública, o que lhe permite atribuir bolsas de estudo aos mais carenciados.

 
JOÃO DE DEUS E "A VIDA"
 
Um outro poeta algarvio, não do litoral mas da meia-encosta - S. Bartolomeu de Messines - nascido em 1830 e falecido em 1896, de seu nome João de Deus Ramos, escrevera “A VIDA”, elegia que talvez seja a sua obra-prima. Transcrevem-se alguns trechos dessa elegia:
 
A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa;
A vida é sonho tão leve
Que se desfaz como a neve
E como o fumo se esvai;
A vida dura um momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!
 
A vida é flor na corrente,
A vida é sopro suave,
A vida é estrela cadente,
Voa mais leve que a ave;
Nuvem que o vento nos ares,
Onda que o vento nos mares,
Uma após outra lançou.
A vida - pena caída
Da asa de ave ferida -
De vale em vale impelida
A vida o vento a levou!
                                               (...)
 
Repetições, elipses, mudança brusca do sentido gramatical de uma palavra, exclamações, improvisações à viola sobre o cancioneiro popular e estudantil (de Coimbra), poesia simples e expressevidade rítmica. Com este material tão pobre, ou nada se faz, ou então é-se arrastado e navega-se pela torrente do cancioneiro popular. Por intuição, João de Deus aproxima-se de Camões, de Petrarca e Dante, vai mesmo beber os versículos da Bíblia. Mas isso porque é um homem letrado. Pergunto: e quem não bebeu das letras impressas, quem não passou horas numa biblioteca a folhear livros? Simplicidade verbal... Seja! Mas estará este remansoso ribeirinho ao alcance de quem nele queira simplesmente navegar?
  
UMA CORRENTE ALGARVIA  

No Algarve, na primeira metade do século XX, irrompe uma poderosa corrente do cancioneiro popular português, a qual recebe o nome do poeta semi-analfabeto que lhe abre as comportas: António Aleixo. Quem apontou essa corrente foram o artista plástico Tóssan e o professor de liceu Joaquim Magalhães. Aleixo diverte-se com a ocorrência:
 
Não há nenhum milionário
que seja feliz como eu:
tenho como secretário
um professor do liceu.
 
Não pára de rir das circunstâncias em que vive e até da sua própria aparência. E quanto mais ri mais certeira vai sendo a pontaria de Aleixo:
 
Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço.
 
Brinca até com a sua profissão de “cauteleiro”:
 
De vender a sorte grande,
confesso, não tenho pena;
que a roda ande ou desande
eu tenho sempre a pequena.
 
Ribanceira abaixo, aí vem a corrente de Aleixo, cachão contra as injustiças (lembremo-nos que estamos em plena ditadura salazarista, em que impera a Censura):
 
 
És feliz, vives na alta                               
e eu de ratos como a cobra.
Porquê? Porque tens de sobra
o pão que a tantos faz falta.
 
Insiste:
 
Quem nada tem, nada come;
e ao pé de quem tem comer,
se disser que tem fome,
comete um crime, sem querer.
 
Esta quadra abrange certamente a dor que o poeta sente por não poder atender às necessidades de uma filha sua que está a morrer, tuberculosa. O poeta conclui:
 
Eu não tenho vistas largas
nem grande sabedoria,
mas dão-me as horas amargas
Lições de Filosofia.
 
Tentam aliciá-lo a aceitar mansamente o sofrimento. O poeta comenta:
 
P'ra a mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem de trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.
 
Mas logo reage:
 
Que importa perder a vida
em luta contra a traição,
se a razão, mesmo vencida
não deixa de ser Razão.
 
Reforça:
 
Embora os meus olhos sejam
os mais pequenos do Mundo,
o que importa é que eles vejam
o que os homens são no fundo.
 
Ri:
 
Uma mosca sem valor
poisa c’o a mesma alegria
na careca de um doutor
como em qualquer porcaria.
 
Aleixo dá uma guinada, faz o balanço da sua vida:
 
Fui polícia, fui soldado,
estive fora da nação;
vendo jogo, guardo gado,
só me falta ser ladrão.
 
Volta a apontar o dedo às injustiças:
 
Co'o mundo pouco te importas
porque julgas ver direito.
Como há-de ver coisas tortas
quem só vê o seu proveito?

À guerra não ligues meia,
porque alguns grandes da terra,
vendo a guerra em terra alheia,
não querem que acabe a guerra.

Vós que lá do vosso império
prometeis um mundo novo,
calai-vos, que pode o povo
q'rer um mundo novo a sério.
 
Aleixo compreende até o motivo que lhe permite ver sempre ao longe:
 
Não é só na grande terra
que os poetas cantam bem:
os rouxinóis são da serra
e cantam como ninguém
 
Ser artista é ser alguém!
Que bonito é ser artista...
Ver as coisas mais além
do que alcança a nossa vista!


Quem me vê dirá: não presta,
nem mesmo quando lhe fale,
porque ninguém traz na testa
o selo de quanto vale.

Não vás contar a ninguém
as histórias que não sabes;
nem assim entrarás bem
no lugar em que não cabes.

Deixam-me sempre confuso
as tuas palavras boas,
por não te ver fazer uso
dessa moral que apregoas.

São parvos, não rias deles,
deixa-os ser, que não são sós;
às vezes rimos daqueles
que valem mais do que nós.

Que importa perder a vida
em luta contra a traição,
se a Razão, mesmo vencida,
não deixa de ser Razão?

Inteligências há poucas.
Quase sempre as violências
nascem das cabeças ocas,
por medo às inteligências.

P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.

Para triunfar depressa,
cala contigo o que vejas
e finge que não te interessa
aquilo que mais desejas.

Ti, que tanto prometeste
enquanto nada podias,
hoje que podes - esqueceste
tudo quanto prometias...

Os que bons conselhos dão
às vezes fazem-me rir,
- por ver que eles próprios são
incapazes de os seguir.

Não sou esperto nem bruto
nem bem nem mal educado:
sou simplesmente o produto
do meio em que fui criado.

Os meus versos o que são?
Devem ser, se os não confundo,
pedaços do coração
que deixo cá neste mundo.

Porque o mundo me empurrou,
caí na lama, e então
tomei-lhe a cor, mas não sou
a lama que muitos são

Eu não tenho vistas largas,
nem grande sabedoria,
mas dão-me as horas amargas
lições de filosofia.

Co'o mundo pouco te importas
porque julgas vês direito.
Como há-de ver coisas tortas
quem só vê em seu proveito?

Descreio dos que me apontem
uma sociedade sã:
isto é hoje o que foi ontem
e o que há-de ser amanhã.

Vós que lá do vosso império
prometeis um mundo novo,
calai-vos que pode o povo
qu'rer um mundo novo a sério.

Se o hábito faz o monge
e o mundo quer-se iludido,
que dirá quem vê de longe
um gatuno bem vestido?

Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço.

Nas quadras que a gente vê,
quase sempre o mais bonito
está guardado p'ra quem lê
o que lá não 'stá escrito.

Meus versos que dizem eles
que façam mal a alguém?
Só se fazem mal àqueles
a quem podem ficar bem.

Julgando um dever cumprir,
sem descer no meu critério,
- digo verdades a rir
aos que me mentem a sério!

Fui polícia, fui soldado,
estive fora da Nação,
vendo jogo, guardo gado,
Só me falta ser ladrão!...

Há tantos burros mandando
em homens de inteligência,
que às vezes fico pensando
que a burrice é uma ciência!

:

terça-feira, fevereiro 14, 2006

sábado, fevereiro 11, 2006

preliminares

..
Um pai entrou no quarto da sua filha e encontrou uma carta sobre a cama que
dizia o seguinte:

"Queridos pais

Com muita pena vos digo que fugi com o meu noivo, encontrei o amor da minha
vida. Estou absolutamente fascinada com os seu piercings, cicatrizes e
tatuagens. Mas não é só, estou grávida de gémeos. Aprendi também que a
Marijuana e a Cocaína não fazem mal a ninguém. Sé rezo que a Ciência
encontre a cura da Sida, o Joaquim merece. Não se preocupem com o dinheiro,
o
Joaquim conseguiu que entrasse em filmes com outros amigos, posso ganhar EUR
50,00 á Hora, se for com mais de três homens são EUR 200,00, e se entrar o
Pastor Alemão do Joaquim são EUR 300,00.

Não te preocupes mãe. Já tenho 15 anos e sei cuidar de mim mesma...

Com muito carinho, a vossa querida filha.

Ps : Pai, é uma brincadeira, estou a ver televisão na casa da vizinha, só
queria mostra-te que ha coisas piores na vida que as minhas notas"

Resposta de pai :

"Dei a carta a ler à tua mãe, teve um AVC e foi internada de urgência, está
entre a vida e a morte. Por causa disso e a conselho dos advogados foste
retirada do testamento. Todas as coisas do teu quarto foram doadas e também
mudamos a fechadura da nossa casa. Não tentes fazer pagamentos por
multibanco,
porque a Conta foi cancelada. Demos também baixa do teu telemóvel. Demos
também a tua colecção de CDs ao anormal do 5º andar. Podes começar também
a pensar em trabalhar, com a tua idade e com esse corpinho estou certo que
trabalho não vai faltar, apesar da concorrência das brasileiras.


Enfim, espero que sejas muito feliz na tua nova vida

PS : Filha querida , claro que é tudo uma brincadeira, a tua mãe está aqui
comigo a ver a novela.

Só queríamos mostrar-te que ha coisa bem piores que passares as próximas 3
semanas sem sair de casa, sem ir á Internet e sem ver televisão por causa
das
tuas notas e da tua brincadeira."

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

cartazes políticos

..

FOI FINALMENTE IDENTIFICADO O PAI DO CHERNE

terça-feira, fevereiro 07, 2006

preliminares

..
Dois agricultores, um português e um espanhol, conversam:
- Qual é o tamanho da sua herdade? - pergunta o espanhol.
Responde o português:
- Para os padrões portugueses, o meu monte tem um tamanho razoável. Trezentos hectares, e a sua?"
Responde o espanhol:
-Olha, 'hombre', yo saio de casa de manhã, ligo o meu jipe e ao meio-dia ainda não percorri la mitad da la minha propriedad...
- Eu sei bem o que isso é... - diz o português sem se descoser. - Eu também já tive um jipe espanhol. São uma merda! Só dão chatices!

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

A IMPORTÃNCIA DOS PONTOS E DAS VÍRGULAS

..
Ponto e Vírgula...
Um homem muito rico, estava muito doente e à beira da morte. Pediu papel e caneta, e escreveu o seguinte:

"DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO A MEU SOBRINHO JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO ALFAIATE NADA DOU AOS POBRES"

Morreu antes de fazer a pontuação.
Para quem ele deixou a fortuna?
Eram quatro os concorrentes;

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:

"Deixo meus bens à minha irmã ? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada dou aos pobres."

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:

"Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada dou aos pobres."

3) O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:

"Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada dou aos pobres."

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabichão, fez a seguinte interpretação:

"Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Dou aos pobres."

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

preliminares

..
O CÚMULO DA DESCONFIANÇA
Dois caranguejos amigos (mas muito desconfiados um com o outro) andavam a passear na praia. A certa altura encontraram um chouriço. Diz um para o outro:
- Olha, já temos lanche, mas agora falta o pão, vai tu buscar pão!
- Eu não! Diz o outro, depois tu comes o chouriço!
- Então vamos tirar à sorte. Assim fizeram, e o caranguejo escolhido fartou-se de repetir:
- Eu vou buscar pão mas tu não tocas no chouriço até eu chegar!
- Tá bem diz o outro! Passaram horas, passaram dias, semanas, meses, a maré enchia e vazava caranguejo sempre em cima do chouriço para ele não fugir.
Ao fim de alguns anos, o caranguejo já velho e barbudo, lá continuava em cima do chouriço. Até que pensou, ele já morreu, nunca mais aparece e estou eu aqui feito parvo a guardar o chouriço, vou mas é comê-lo. Quando este se prepara para deitar a boca ao chouriço, salta o outro de trás de uma pedra e diz:
- Se tocas no chouriço não vou buscar o pão!!!