sexta-feira, maio 05, 2006

cante alentejano ao som de orquestra sinfónica

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Estive em casa do Zé Arsénio
e fiquei muito agradado, quer
com os seus trabalhos de artesanato,
quer com a colecção de bonitos quadros
que ele tem vindo a pintar com motivos
do seu Alentejo.
Prometo que em breve o nosso
blog, como difusor da cultura
alentejana, vai publicar algumas
das suas obras.

Ouvi ainda em sua casa, um DVD de cante alentejano, acompanhado da Orquestra Sinfónica de Cordova que me deixou com "pele de galinha".
A combinação "cante-orquestra sinfónica" ´é explosiva, a sua audição é viciante. Trouxe para casa e não parei de o ouvir vezes sem fim.
Mas deixem-me apresentar o DVD:


Ronda dos Quatro Caminhos
Terra de Abrigo
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"Terra de Abrigo" é um disco que conta com a participação de vários coros alentejanos, a Orquestra Sinfónica de Córdoba, e ainda Katia Guerreiro, Amina Alaoui, Pedro Caldeira Cabral, Ezperanza Fernandes e José António Rodriguez.

A "Ronda dos Quatro Caminhos" acaba de editar "Terra de Abrigo", um disco que cria a maior disrupção com o passado alguma vez assistida na história de um grupo de música de raiz tradicional. Neste caso juntaram Cante Alentejano com uma orquestra sinfónica e produziram um disco inédito: pela sofistificação e pela ambição.

Este trabalho surge precisamente no ano em que a Ronda completa os seus vinte anos de existência - tempo ao longo do qual o grupo apostou na divulgação e recuperação da Música Tradicional Portuguesa - e talvez por isso tenha decidido assinalar, com um trabalho especial, esta importante data.

"Terra de Abrigo" junta pela primeira vez em Portugal, uma orquestra sinfónica e corais alentejanos, pretendendo - de certa forma - "homenagear" a música que se faz no Alentejo, não do ponto de vista meramente "etnográfico", mas através da ligação das várias raízes do "cante", estabelecendo a ponte entre o Alentejo de hoje e o Al-Andaluz de há 800 anos.

Ao todo, Foram cerca de três anos de trabalho, para fazer os arranjos para a orquestra, ensaiar os grupos corais e juntar isso tudo. E é a partir desta ideia arrojada e de um trabalho laborioso e minucioso que a Ronda faz o disco de uma vida - com toda a profundidade de uma verdadeira obra prima, indispensável.

O disco conta com vários convidados. Para começar, a participação especial da Orquestra Sinfónica de Córdoba, que acompanha os vários temas tradicionais alentejanos apresentados neste registo discográfico. Vários coros alentejanos dão voz e corpo a este projecto: o Coral Etnográfico da Casa do Povo de Serpa; Rancho de Cantadores de Vila Nova de S. Bento; Cantares de Évora; Grupo Coral Baleizão; Coral Etnográfico do Ateneu Mourense; Grupo Coral da Casa do Povo de Safara e Grupo Cantadores de Saias de Campo Maior.

Ainda como solistas, a Ronda dos Quatro Caminhos contou ainda com a participação especial da marroquina Amina Alaoui, na voz; os espanhois Esperanza Fernandez, Voz e José António Rodriguez, na guitarra; a fadista portuguesa Katia Guerreiro e ainda Pedro Caldeira Cabral, na Viola Campaniça.

Eis alguns poemas das modas

GOTA D'ÁGUA

Fui à fonte beber água
Achei um raminho verde
Quem o perdeu tinha amores
Quem o achou tinha sede

Dá-me uma gotinha de água
Dessa que eu oiço correr
Entre pedras e pedrinhas
Alguma gota há-de haver

Alguma gota há-de haver
Quero molhar a garganta
Quero cantar como a rola
Como a rola ninguém canta

Fui à fonte beber água
Achei um raminho verde
Quem o perdeu tinha amores
Quem o achou tinha sede

(CANTADORES DA ALDEIA NOVA DE SÃO BENTO)

O ALMOCREVE
A moda do Almocreve

Eu aprendi a cantare
Lavrando em terra molhada
Alegremente cantando
Pensando em ti minha amada (bis)

Lembram-me os tempos passados
Tudo se vai acabando
Os bois puxando arado
O almocreve cantando (bis)

O almocreve cantando
Cultivando verdes prados
Quando eu vejo alguém lavrando
Lembram-me os tempos passados (bis)

(CANTARES DE ÉVORA)

LARANJA DA CHINA. Laranja da China

Laranjeira de pé d'ouro
Que dá laranjas de prata
Tomar amores não me custa
Deixá-los é que me mata

Olha a laranja da china
Criada no arvoredo
Não te ponhas à esquina
Que eu passo e não tenho medo

Que eu passo e não tenho medo
Que eu passo e não faço mal
Olha a laranja da china
Criada no laranjal

Olha a laranja da china
Ela é doce e sabe bem
Muito gosto eu de dançar
Com um par que dance bem

Mas é claro que ouvido é muito melhor, ouçam!!!

quarta-feira, maio 03, 2006

MELIDES - litoral alentejano

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População: 1 942 habitantes

Festas e romarias: N.ª Sr.ª do Rosário (Agosto), Festa da Fonte dos Olhos, animação de verão

Feiras: Anual, 3.º fim-de-semana de Novembro

Gastronomia: Rebuçados de pinhão, Alcomonias, enguias, pato assado e miolos de porco

Artesanato: Olaria, mantas de retalhos e rendas


Resumo histórico:
Uma das explicações para o topónimo Melides resulta da junção de duas palavras: Mil Lides, batalha que se teria dado nesta zona em tempos antigos.

Nos finais do séc. XIV, Melides seria um porto pesqueiro, o qual, devido à estreiteza da sua barra, devia ser frequentado por barcos de pequeno porte.

Em meados do séc. XVII, com o assoreamento da barra, houve uma redução da actividade pesqueira e, deste modo, o incremento da agricultura, o que levou ao crescimento do núcleo existente. Este facto levou a que nos finais do séc. XVII fosse erigida uma nova capela dentro da aldeia de Melides.

Grande parte dos edifícios situam-se cronologicamente entre os finais do séc. XVII, inicio do XVIII aos finais do séc. XIX.

As matérias-primas predominantes são as construções de taipa ou de pedra ligada com argamassa. Nos anos 50/60 deste séc., os materiais tradicionais foram substituídos por outros de caracter industrial, passando assim a ser usado o tijolo.

Melides situa-se na margem direita da ribeira de Melides.


Património cultural e edificado:

Esculutra "A Cultura saiu à rua num dia assim", inaugurada em 25 de Abril de 2000 no largo da igreja, em Melides.

Dólmen da Pedra Branca - Vale Figueira
Enterramentos colectivos. Constituído por uma câmara e galeria. Culturalmente pode situar-se no período do Calcolítico.

Monumento Megalítico Casas Velhas - Vale Figueira.
Necrópole destinada a enterramentos individuais, composta por cistas da Idade do Bronze (cerca de 3000 anos).

Núcleo urbano
Igreja de S. Pedro (igreja matriz)- séc. XVIII
Fonte dos Olhos, parque de merendas.

Lagoa e praia. A lagoa tem cerca de 26 h. com pequenas ilhas com vegetação hidrófila. Espécies aquáticas: enguias, carpas, barbos, anchigãs, pardelhas. Aves: garça pequena, garça branca, garça vermelha, milhafre preto, tarambola dourada.
No mar pescam-se: Linguados, douradas, robalos, sargos e outros.

Arribas da Galé
Área composta geologicamente por afloramentos de idade quaternária e do Plio-Plistocénico, de idade inferior a 5 milhões de anos. Constituídas por arenitos argilosos, geralmente pouco permeáveis.

Praia da Aberta Nova - praia Dourada.

domingo, abril 30, 2006

OVIBEJA

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o nosso blog não pode ficar à margem
de um acontecimento anual tão impor-
tante para a região, assim, lembra
o que é, quando se realiza e o pro-
grama das festas deste ano de 2006



o que é a ovibeja? :.

Promovida pela Associação de Criadores de Ovinos do Sul (ACOS), a Ovibeja é expoente máximo de referência na tradição e cultura do povo alentejano.

A sua 23ª edição realiza-se entre 29 de Abril e 7 de Maio de 2006, no Parque de Feiras e Exposições de Beja, numa área de 10 hectares de exposição, onde participam em média 1 000 expositores e cerca de 300 mil visitantes.

Desde a agricultura, pecuária, produtos agro-alimentares de qualidade, passando pelo turismo até todas as outras actividades económicas e sociais viradas para a ruralidade e desenvolvimento da região, vão estar representadas na Ovibeja, evento que se assume como fonte de informação sobre políticas agrícolas nacionais e da União Europeia.

A Ovibeja é feita ainda de concursos e exposições de gado, festivais equestres, cantares, artesanato, gastronomia, vinhos, queijos, enchidos e outros produtos agro-alimentares de grande qualidade, provas desportivas, exposições de comércio e serviços.

A Ovibeja promove jornadas de cooperação a nível nacional e internacional, bem como debates técnicos e empresariais.

Durante os nove dias da Feira, a Ovibeja apresenta as Ovinoites. Principalmente dedicadas aos mais novos, abraçam todos os que com juventude se juntem pela noite dentro, num espaço de concertos populares e de rock nacional e internacional.

Com 23 anos a Ovibeja é o maior evento do Alentejo e um dos melhores do país dando a conhecer e a apreciar “Todo o Alentejo deste mundo”.

Programa: programa - dia 29 - sábado :.
- III Concurso de Receitas de Borrego – Organizado pela Confraria Gastronómica do Alentejo e Ovibeja


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- Exposição de Pintura de Pedro Pinheiro
De 22/04 a 11/06
Local: Museu Jorge Vieira

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09.00 - V Acção de Formação de BTT
Maratonas de BTT e qual o futuro da disciplina

Abertura do Secretariado
Abertura de trabalhos
Interveninentes:
- José Batista - Maratona do Penedo Gordo
- Manuel Vilela - Maratona Portalegre


Coffee Break


- João Pinheiro - Participante de Lazer Almoço
- Vítor Sobral - Grândola 100
- Agostinho - Multimix
- José Henriques - Atleta de Maratona


Local: Auditório da ESEB - da responsabilidade da Escola Superior de Educação de Beja / Bike Magazine

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10.00 - 2ª Corrida Internacional em Patins Ovibeja 2006
Local: Av. Brasil (frente às Piscinas Municipais)

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10:30 - Concurso Nacional de Ovinos
• Merino Branco
• Merino Preto
• Merino Precoce
• Campaniça

Local: Pavilhão 4 - Pecuária

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12.00 - Maratona em Patins
Local: Início na Salvada até ao recinto da Ovibeja

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16:00 - Encontro Nacional das Confrarias – desfile da Pousada de S. Francisco até ao recinto da Ovibeja


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17.00 - Sessão Oficial de Abertura
Presidida por Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva


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17.00 - Demonstração de Cães – Secção Cinotécnica da Base Aérea nº 11 da Força Aérea Portuguesa


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17.00 - Horseball
Local: Picadeiro Principal

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17:00 - Exposição de Pintura e Escultura
– Hotel Melius - de 29 de Abril a 7 de Maio

- Margarida de Araújo
- António Inverno

Inauguração dia 29 de Abril às 17.00 H



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22.30 - Blasted Mechanism
Local: Arena Multiusos

segunda-feira, abril 24, 2006

preliminares

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Num tribunal de uma pequena cidade, o advogado de acusação chamou a sua primeira testemunha; uma velhinha de idade avançada e avó. Aproximou-se da testemunha e perguntou: "Srª Ermelinda, a senhora conhece-me?" E a resposta
foi:
- Claro que te conheço. Conheço-te desde pequenino e, francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente, enganas a tua mulher, manipulas as pessoas e falas mal delas pelas costas. Julgas que és uma grande personalidade quando nem sequer tens inteligência suficiente nem para ser varredor. Claro que te conheço. O advogado ficou branco, sem saber que fazer. Depois de pensar um pouco; apontou para o outro extremo da sala e
perguntou:
- Srª Ermelinda, conhece o defensor oficioso?
Responde a velhinha:
- Claro que sim. Também o conheço desde a infância. É
frouxo, tem problemas com a bebida, não consegue ter uma relação normal com ninguém e na qualidade de advogado bem, aí......é um dos piores que já vi. Não esqueço também de mencionar que engana a mulher com três mulheres diferentes, uma das quais, curiosamente, é a tua mulher. Sim, conheço-o. Claro que sim. O defensor ficou em estado de choque. O juiz então, pediu a ambos os advogados que se aproximassem do estrado e com uma voz muito ténue
diz-lhes:
- Se a algum dos dois ocorrer perguntar à velha se me conhece, juro-vos que vão todos presos !

domingo, abril 23, 2006

VITORINO

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VITORINO ,UM ALENTEJANO DO REDONDO
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O Alentejo
"No princípio era o Alentejo. Oriundo do Redondo, tudo nasceu aqui. O Alentejo poderia ser um vinho com grau, que se bebe devagar. Tem xisto e Sol. É o vinho dos fortes
."

Lisboa
Nas palavras de Vitorino conhece melhor os cantos da cidade quem é de fora. E Lisboa tornou-se, entretanto, uma cidade de emigrantes, toda a gente tem a sua "terra". Somos todos de Lisboa e ninguém é daqui. Popularmente falando, Lisboa é um vinho que se come e bebe. Não precisa de petisco.

Vitorino é um dos cantores poetas da Revolução de Abril

Presente em alguns momentos-chave da Música Popular Portuguesa (por exemplo o célebre concerto de Março de 1974, no Coliseu), Vitorino foi companheiro de palco e canções de José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Fausto, Sérgio Godinho e outros nomes fundamentais da música portuguesa dos últimos trinta anos, estreando-se em 1975 com o seu primeiro disco assinado com nome próprio, editado num dos períodos de maior agitação social da História recente de Portugal. "Semear Salsa Ao Reguinho" foi logo considerado, apesar das condicionantes existentes na época, um ponto de referência na redefinição de padrões estéticos e caminhos que a música popular viria a trilhar a partir do meio da década de 70. Nesse primeiro disco estava incluída a canção que se viria a tornar o seu êxito/emblema mais famoso, transformando-se numa das canções mais importantes e divulgadas do imaginário colectivo português - "Menina Estás À Janela".

Viajante de palavras e de terras, Vitorino esteve ligado a um dos mais genuínos registos da música do Alentejo, o disco do Grupo de Cantadores do Redondo. Às 'bases' naturais, adicionou um acumulado de experiências que passavam pelas serenatas em que participou, pelas peregrinações "hippies", pela vida de Lisboa onde se fixou a partir dos 20 anos, pelas temporadas passadas em diversas cidades europeias e outros locais mais remotos, pelos contactos proporcionados por combates políticos e estilos de vida que, ainda hoje, o associam à noite, às tertúlias e aos prazeres boémios. A linha mestra condutora dos seus dois discos posteriores "Os Malteses" e em "Não Há Terra Que Resista - Contraponto" não se alterou substancialmente. Já no disco "Romances", trabalho de 1980, abre-se de par em par outra das suas frentes preferidas: a recolha de música tradicional que transforma, molda à sua voz e aos seus padrões criativos. Este disco acabou por se tornar num dos mais importantes álbuns editados na época onde as preocupações com a preservação do nosso ameaçado património musical tradicional, imprescindível à nossa identidade nacional, se afirmavam presentes. Foi igualmente fundamental para o excelente resultado final de "Romances" a participação do multi-instrumentista Pedro Caldeira Cabral que marcou este trabalho com o seu virtuosismo e inspiração.

A coerência foi-se mantendo com o decorrer dos anos, mesmo quando os caminhos e estilos musicais escolhidos por Vitorino eram naturalmente alargados. "Flor de La Mar" será novamente um trabalho marcante a todos os títulos, chegando o seu autor a explanar uma variedade de acompanhamentos instrumentais que rompia com os limites habituais da "canção de palavra" nacional. Nesse período, surgiu outra das canções que ajudou a definir a categoria e a atitude de uma carreira - canção chamada "Queda do Império". Em 1984, com "Leitaria Garrett", outra experiência bem sucedida, Vitorino reafirmou o seu amor e cumplicidade com Lisboa, pelas tradições ameaçadas, por uma série de comportamentos em extinção e vítimas de um "progresso" cego e desumanizador da cidade, por figuras e sítios que as novas "condições de vida" fizeram desaparecer. Desde a canção-título à "Tragédia da Rua das Gáveas", Vitorino conduz uma viagem pela capital de que todos sentem saudades, mesmo os que nunca tiveram hipótese de a conhecer realmente. "Sul" e "Negro Fado" serão outros tantos passos em frente na construção de uma obra que não tem pontos baixos e que sempre foi considerada de vanguarda, onde pontificaram trabalhos com raízes distintas e múltiplas colaborações, como por exemplo o trabalho sobre um tema musical de António Pinho Vargas ou as experiências realizadas a partir de formas musicais quase inesperadas (as mornas, as marchas populares, o reggae). Vitorino teima em não perder o norte, em arriscar sempre. Formalmente, algumas das suas grandes aventuras chegariam ainda mais tarde.

Na continuidade ao seu gosto pelos os grupos, Vitorino aparece com a formação de "Lua Extravagante", nome por que responde a partir de 1990 o quarteto formado com Filipa Pais e os seus irmãos Janita e Carlos Salomé. O sucesso que este grupo rapidamente alcançou motivado pelo seu reconhecido valor artístico e importância do seu trabalho, permitiu a divulgação de algum do nosso património musical e a concretização de contactos e projectos com uma posterior geração de músicos que, sendo membros de alguns dos mais importantes grupos de pop e rock da actualidade, não recusaram participar em alguns projectos de muito interesse artístico.

Em 1992 segue-se nova surpresa. "Eu Que Me Comovo Por Tudo E Por Nada" é escrito, exceptuando uma nova versão de "Marcha de Alcântara", por António Lobo Antunes; ficcionista consagrado, ficou responsável pelas letras do novo álbum deste seu amigo. Lobo Antunes, com letras agridoces, retrata uma Lisboa que se perdeu e vidas que se perdem. Vitorino responde a rigor: compõe melodias em compasso de dança - do tango à valsa, do bolero ao mambo, onde não falta uma canção de embalar. Os arranjos são confiados a João Paulo Esteves da Silva que se rodeia de instrumentos de Música Clássica numa formação de Câmara.

Unanimemente reconhecido pela crítica e pelo público, o elevado grau de qualidade artística e de produção alcançado na transposição do disco "Eu Que Me Comovo Por Tudo e Por Nada" (álbum vencedor do Prémio José Afonso/93 e do Se7e de Ouro/92 para Música Popular) para o palco, resultou da atitude desde sempre interessada e empenhada utilizada por Vitorino nos projectos em que participa, nunca prescindindo da sua total independência e autonomia criativa. As suas assumidas e sempre presentes raízes alentejanas são uma marca que parece surgir do "fundo dos tempos", nunca deixando Vitorino de lhes acrescentar um "toque" de modernidade e de as enriquecer com o culto da poesia e da palavra.

Em finais de 1993 é editada a compilação "As Mais Bonitas" que reunindo os grandes êxitos da sua carreira alcança vendas espectaculares, ultrapassando o galardão disco de platina.

1995 traz-nos uma nova incursão pelo mundo cativante de Vitorino. "Canção do Bandido", editado a 14 de Novembro, a exemplo do seu último trabalho de originais, tem António Lobo Antunes como responsável pelas letras, à excepção de "Fado Triste", "Tocador da Concertina" e "Cruel Vento", cujos créditos se devem a Vitorino. Uma das notas marcantes deste disco é que dos seus 13 temas, boa parte são fados. Vitorino explica: "Os textos na sua maioria chamam-se fados, que neste caso reportam a histórias do quotidiano; as personagens com que nos cruzamos diariamente, que se deslocam para os centros urbanos, quer seja para trabalhar, quer seja para passear, como fazem os reformados. Os ambientes (os tiques) são de fado, quer nos textos, quer nas músicas. " E acrescenta: "É um disco muito visual, cinematográfico. Tem um ou dois heróis, mas o resto são anti-heróis. É um álbum mais lírico do que triunfal."

Em 1999 grava em Cuba um disco de Boleros com o Septeto Habanero que tem por título "La Habanna 99". O projecto resultou do encontro durante a EXPO 98 entre o cantor do Redondo e uma das mais míticas formações da música popular de La Habanna. Este CD foi um grande êxito, tendo vendido cerca de 40.000 cópias. Os espectáculos resultantes deste trabalho foram também um grande sucesso nos anos 2000 e 2001, tendo Vitorino e o grupo Septeto Habanero realizado inúmeros espectáculos de Norte a Sul do país.

No ano de 2001 é lançado "Alentejanas e Amorosas". É um trabalho no qual Vitorino apresenta uma colecção de excelentes canções e que em mês e meio alcançou mais de 10.000 cópias vendidas, ou seja "Disco de Prata".

Já nos finais de 2002 Vitorino lança "As mais Bonitas 2", um disco que reúne alguns dos seus maiores êxitos como "Desde El Dia En Que Te Vi", "O Dia Em Que Me Queiras" e "Alentejanas e Amorosas". Em 2004, Vitorino propôs uma viagem ao imaginário do futebol romântico, que nos fazia sonhar, longe do "tudo se compra e tudo se vende"com o sugestivo "Ninguém nos Ganha aos Matraquilhos".


DISCOGRAFIA:
1975 - "SEMEAR SALSA AO REGUINHO"
1977 - "OS MALTESES"
1979 - "NÃO HÁ TERRA QUE RESISTA-CONTRAPONTO"
1980 - "ROMANCES"
1983 - "FLOR DE LA MAR"
1984 - "LEITARIA GARRETT"
1986 - "SUL"
1988 - "NEGRO FADO"
1990 - "CANTIGAS DE ENCANTAR"
1991 - "LUA EXTRAVAGANTE" com Filipa Pais, Janita e Carlos Salomé
1992 - "EU QUE ME COMOVO POR TUDO E POR NADA"
1993 - "AS MAIS BONITAS"
1995 - "CANÇÃO DO BANDIDO"
1996 - "RIO GRANDE" com Rui Veloso, Jorge Palma, Tim e João Gil
1997 - "DIA DE CONCERTO" com Rui Veloso, Jorge Palma, Tim e João Gil
1999 - "LA HABANA ‘99" com Septeto Habanero
2001 - "ALENTEJANAS E AMOROSAS"
2002 – “AS MAIS BONITAS II”
2004 . "2004 – "Ninguém nos Ganha aos Matraquilhos".
2006 - "Uma boa parte de tudo"

agora a letra da sua mais tradicional canção
Menina estás à janela
Letra e música: popular: Alentejo
Intérprete: Vitorino


Menina estás à janela

com o teu cabelo à lua

não me vou daqui embo ra

sem levar uma prenda tua

sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda dela
com o teu cabelo à lua
menina estás à janela

Os olhos requerem olhos
e os corações corações
e os meus requerem os teus
em todas as ocasiões

[Gosto muito dos teus olhos
mas ainda mais dos meus
se não foram os meus olhos
como iria (eu) ver os teus]

[Chorai olhos chorai olhos
que o chorar não é desprezo
também a virgem chorou
quando viu seu filho preso]

sexta-feira, abril 21, 2006

imagens de CASTRO VERDE

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IMAGEM DO JARDIM DE CASTRO NA FESTA DOS SETE SOIS
CARTAZ DA RONDA DAS TASCAS

quinta-feira, abril 20, 2006

preliminares

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À porta do céu, um tipo furioso protestava perante o S. Pedro:
- Meu bom santo, o que fiz eu para estar aqui? Tenho 35 anos, estou em plena forma fisica, não bebo, não fumo, faço uma vida de acordo com as regras dos bons custumes, e agora estou aqui! Certamente houve um engano!
O S. Pedro responde:
- Bom, não é usual nós cometermos erros, mas enfim, vou verificar! Como te chamas?
- Vicente, João Diogo.
- Sim... Profissão?
- Mecânico de automóveis!
- Ok, cá está a tua ficha. João Diogo Vicente, mecânico de automóveis! Você morreu de velhice!!!!!
- De velhice?????!!!! Mas não é possivel, eu tenho somente 35 anos...
- Isso eu não sei, mas fazendo as contas a todas as horas de mão-de-o bra que facturaste aos clientes, isso perfaz 123 anos

sexta-feira, abril 14, 2006

PRIMAVERA NO CAMPO BRANCO

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o nosso blog divulga

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de 20 de abril a 7 de Maio
CASTRO VERDE vai ter um vasto programa de eventos culturais
dos quais destacamos alguns extraídos da agenda cultural
da Câmara Municipal de Castro Verde.
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Dia 20 e Abril
Basilica Real
Concerto de Abertura da Quinzena Cultural
Orquestra Sinfónica Juvenil

É no espaço da Basilica Real que terá lugar a abertura da Quinzena com o Concerto , dirigido pelo maestro Christopher Bochman, tendo como solistas a soprano Elvira Vieira e o tenor José Manuel Araujo.
Do programa constam Mozart, Verdi e Puccini


Fundada em 1973, a Orquestra Sinfónica Juvenil assume-se, hoje, como uma instituição fundamental no nosso panorama músico-pedagógico.
Nestes 32 anos de existência, a O.S.J. viu passar pelos seus quadros muitos dos actuais instrumentistas das nossas orquestras, estendeu a sua acção em favor da cultura musical a todo o país, incentivou e deu a conhecer ao público muitos jovens solistas.
Em permanente renovação, o seu repertório é bastante vasto - foram preparadas mais de 500 obras abrangendo os séculos XVIII, XIX e XX.
Conta nos seus quadros 90 elementos das diversas escolas de música da área de Lisboa.

No dia 21, pelas 15,oo horas, destacamos a abertura da Feira do Livro na Biblioteca
Municipal.

À noite, no Cine Teatro Municipal, actuarão os BLIND ZERO

Dia 23 de Abril
15,30
Centro de Convivio do Lombador

Grupos Corais:
As Papoilas do Corvo
Os Cardadores da Sete
As vozes de Almodôvar
As Ceifeiras da Semblana

24 de Abril
Castro Verde
Cine Teatro Municipal
Espectáculo Evocativo da Revolução

As Camponesas de Castro Verde
Brigada Vitor Jara


Dia 25 de Abril
09,30
Torneio de jogo da malha
Em Castro, Casevel e Entradas

1o,oo
Arruada com Acordeon
No Beringelinho, Figueirinha, Guerreiro, Viseus ,Rolão e Salto

16,00
Anfiteatro Municipal
Grupo Coral os Ganhões de Casrto Verde
Os Amigos do Cante ,de Cuba
Rancho Folclórico do Montenegro
Rancho Folclórico Aguias do Montijo
Rancho Folclórico Juventude do Roxo

Dia 27
Centro de Convivio de Casevel
21,oo
Programa Património ao vivo
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GRUPOS CORAIS ALENTEJANOS

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O NOSSO BLOG DIVULGA OS
GRUPOS CORAIS ALENTEJANOS
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Grupo Coral "Antigas Mondadeiras de Casével"

Traje de trabalho, composto por camisa, saia, avental aos folhos, lenço ramiado sobre o rosto, chapéu, meias de linha, sapatos com atacadores, xaile, balsa e sacho, punhos para as mãos; aguadeira leva a quarta e o cucharro, a mondadeira de fim-de-semana leva cesto com a meia para fazer. e de trabalho, composto por camisa, saia, avental aos folhos, lenço ramiado sobre o rosto, chapéu, meias de linha, sapatos com atacadores, xaile, balsa e sacho, punhos para as mãos; aguadeira leva a quarta e o cucharro, a mondadeira de fim-de-semana leva cesto com a meia para fazer.

terça-feira, abril 11, 2006

imagens de CASTRO VERDE

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ROTUNDA DAS OVELHAS EM CASTRO VERDE

segunda-feira, abril 10, 2006

preliminares

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Uma loura chega à pastelaria.
- Queria um pastel de nata. Quentinho...
O empregado:
- Que sorte tem a menina, acabaram mesmo agora de sair!
- Oh! Que pena! E quando voltam

sexta-feira, abril 07, 2006

imagens de Castro Verde

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ESPLANADA DA PRAÇA DA REPUBLICA - CASTRO VERDE

letras de modas alentejanas

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AO ROMPER DA BELA AURORA

Os olhos do meu amor
Não são olhos, são olhões
Andam acesos no mar
Parecem dois lampiões
Ouvem-se os galos cantar
Ao romper da madrugada
Já são horas d’acordar
Levanta-te ó minha amada

Levanta-te ó minha amada
Vem á janela espreitar
Ao romper da madrugada
Ouvem-se os galos cantar

As estrelas do céu correm
Todas numa carreirinha
Também os amores correm
Da tua mão para a minha

Ouvem-se os galos cantar
Ao romper da madrugada...

preliminares

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No céu, os anjos separavam os recém-chegados conforme as profissões:
- O próximo!
- Marceneiro.
- Por aqui.
- Próximo!
- Advogado.
- Por aqui.
- Próximo!
- Médico.
- Por favor, fornecedor é pela porta dos fundos!

segunda-feira, abril 03, 2006

3 de ABRIL - O ANDRÉ festeja 3 aninhos

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Parabéns ao ANDRÉ,

O ANDRÈ veio festejar o seu dia de anos ao Feijó a casa das primas Natércia e Herminia
Ganhou um passeio ao Jardim Zoológico e muitas prendas.
Parabéns também aos pais João Luis e Conceição e ao mano João, que muito gostam dele.



O RUCA também apareceu e cantou os parabéns a você.

quarta-feira, março 29, 2006

poetas alentejanos - ANTÓNIO MACEDO PAPANÇA

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ANTÓNIO MACEDO PAPANÇA Conde de Monsaraz


Ao lermos a Musa Alentejana do Conde de Monsaraz são a terra e as gentes que se exprimem com determinação e sentido de hospitalidade. Podemos compreender, afinal, que o Alentejo se afirma como realidade viva, resistente e acolhedora.


Natural de Reguengos de Monsaraz, António de Macedo Papança (1852-1913), que viria a ser Conde de Monsaraz, filho de um abastado proprietário, foi Bacharel em leis, Deputado, Par do Reino, Sócio da Academia Real das Ciências, da Academia Brasileira de Letras, da Sociedade de Geografia de Lisboa e do Instituto de Coimbra, escritor e poeta.


Frequentou o ensino secundário na Escola Académica de Lisboa e, aos 17 anos, matriculou-se na Universidade de Coimbra, onde cursou a Faculdade de Direito, tomando grau de Bacharel aos 22 anos. Aquando estudante publicou um poema de forte pendor liberal e patriótico intitulado Avante, correspondendo a uma fase romântica da sua inspiração.


Tendo sofrido, ainda em Coimbra, a influência de João Penha, a sua poesia foi, em linhas gerais, moldada pela escola parnasiana, aliando uma grande preocupação formal com uma eloquência por vezes um tanto retórica, que atingiu momentos de certo dramatismo. A partir de dada altura, nota-se também uma outra influência, a de Cesário Verde, de quem, de resto foi amigo.


Num dos seus últimos livros, Musa Alentejana, transmitiu-nos toda a medida do seu talento: sensibilidade toda voltada para o exterior, sensual e optimista. Servindo-se de imagens naturalistas, descreveu minuciosamente a atmosfera própria da terra alentejana podendo integrar-se na corrente nacionalista do primeiro quartel do século XX, que, procurando fazer reviver o que designava como valores menos contaminados da nossa cultura, inspirou poetas como António Sardinha.


"É no fim da existência que ele se liberta das imposições canónicas do seu parnasianismo exigente e nos deixa na Musa Alentejana, não o testemunho duma sensibilidade, mas o hino de força, que é bem o pregão dum forte temperamento na posse de si mesmo", afirma exactamente Sardinha, no prefácio de Musa Alentejana.


De entre as suas obras destacam-se: Crepusculares, 1876; Catarina de Ataíde, 1880; Telas Históricas: I - O Grande Marquês, II - A Lenda do Jesuitismo, 1882; Obras de Macedo Papança, Conde de Monsaraz; Poesias, 1882-1891; Do último Romântico, Páginas Soltas [...], 1892; Benvinda (poema dramático em 5 actos), 1903; Musa Alentejana, l908; Lira de Outono, 1953; além de Obras (3 vols.), 1957-1958. Para o teatro traduziu diversas obras e colaborou em diversos jornais e revistas.


Ao entrar na vida política, filiou-se no Partido Progressista de Anselmo Braancamp e foi deputado em 1886. Em 1884, foi agraciado por El-Rei D. Luís com o título de Visconde de Monsaraz e em 1890, no começo do reinado de El-Rei D. Carlos, foi-lhe atribuído o título de Conde.


Tomou posse como Par do Reino a 17 de Março de 1898.


Em 1906 foi agraciado com a Comenda de S. Tiago de Espada e em 1907 com a Grã-Cruz de Afonso XII.


Após a proclamação da República, exilou-se com a Família em Paris. Regressou a Portugal na Primavera de 1913, tendo falecido a 17 de Julho, na sua casa de Lisboa e na véspera de completar sessenta e um anos.


Cultor da amizade juntou à sua volta personalidades de perfil e origem política muito diversos, como João de Deus Ramos, Luís de Almeida Braga, Laranjo Coelho, Augusto Casimiro ou João de Barros.

POEMA DO CONDE DE MONSARAZ
DEDICADO A MONTEMOR

“Entre escombros na rudeza
De vetusta fortaleza,
Batidas de vento agreste,
Empedrenidas, cerradas,
Há duas arcas pejadas
Uma de oiro outra de peste.

Ninguém sabe ao certo qual
Das duas arcas encerra,
O fecundo manacial
Que fartará de oiro a terra
Mesquinha de Portugal;
Ou qual, se mão imprudente
Lhe erguer a tampa funérea
Vomitará de repente
A fome, a febre, a miséria,
Que matarão toda a gente

Sempre que o povo faminto,
Maltrapilho e miserando
Fosse ele cristão ou moiro,
Entrou no tosco recinto,
Para salvar-se arrombando

A arca pejada de oiro
Quedou-se os braços erguidos,
O olhar atónito e errante,
Sem atinar de que lado
Vinha morrer-lhe aos ouvidos
Uma voz agonizante
Entre ameaças e gemidos.

“Ó povo de Montemor,
se estás mal, se és desgraçado
Suspende toma cuidado,
Que podes ficar pior!”
E nestas proplexidades
E eternas hesitações
Hão-de passar as idades,
Suceder-se as gerações
E continuar na rudeza,
Batidas de vento agreste,
Empedrenidas, cerradas,
As duas arcas pejadas,
Uma de oiro, outra de peste.”

imagens do alentejo - VIDIGUEIRA

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VISTA DA VIDIGUEIRA

terça-feira, março 21, 2006

dia mundial da poesia

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O NOSSO BLOG FESTEJA O
DIA MUNDIAL DA POESIA
COM POETAS ALENTEJANOS:
CONDE DE MONSARAZ,FLOR-
BELA ESPANCA,NATERCIA
MARIA E MARIA ALICE
COLAÇO.
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“Entre escombros na rudeza
De vetusta fortaleza,
Batidas de vento agreste,
Empedrenidas, cerradas,
Há duas arcas pejadas
Uma de oiro outra de peste.

Ninguém sabe ao certo qual
Das duas arcas encerra,
O fecundo manacial
Que fartará de oiro a terra
Mesquinha de Portugal;
Ou qual, se mão imprudente
Lhe erguer a tampa funérea
Vomitará de repente
A fome, a febre, a miséria,
Que matarão toda a gente

Sempre que o povo faminto,
Maltrapilho e miserando
Fosse ele cristão ou moiro,
Entrou no tosco recinto,
Para salvar-se arrombando

A arca pejada de oiro
Quedou-se os braços erguidos,
O olhar atónito e errante,
Sem atinar de que lado
Vinha morrer-lhe aos ouvidos
Uma voz agonizante
Entre ameaças e gemidos.

“Ó povo de Montemor,
se estás mal, se és desgraçado
Suspende toma cuidado,
Que podes ficar pior!”
E nestas proplexidades
E eternas hesitações
Hão-de passar as idades,
Suceder-se as gerações
E continuar na rudeza,
Batidas de vento agreste,
Empedrenidas, cerradas,
As duas arcas pejadas,
Uma de oiro, outra de peste.”

poema do CONDE DE MONSARAZ
...

os versos que te fiz

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

Florbela Espanca
....
ALENTEJO , TU ÉS LINDO
.

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Alentejo na Primavera
é lindo, cheio de flores
azuis, roxas, amarelas
eu sei lá de quantas côres.
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Seja Outono ou Primavera
quer seja Inverno ou Verão
Alentejo tem beleza
numa qualquer estação.
.
Vejam lá que bem que cheira
a flôr do rosmaninho
do poejo e do mantrasto
que se encontra no caminho.
.
E que bonito é vêr no campo
os rebanhos a pastar
o pastor com o seu cajado
e o cão para ajudar.
.
Alentejo tu és lindo
tens beleza, tens encanto
tu tens tantas maravilhas
por isso te queremos tanto.
.
E quando chega o Verão
todo o campo está dourado
já está o trigo maduro
à espera de ser ceifado.
.
É bonito de manhã
ouvir-se muito cedinho
aquele cantar tão lindo
como é o do passarinho.
.
E os grilos cantam, cantam
até essa noite fóra
e depois começa o galo
assim ao romper d.aurora
.
Quem vive numa cidade
não pode avaliar
todas estas maravilhas
que aqui estou a falar..

Poema de
NATÉRCIA MARIA

TENHO SAUDADES DO MEU ALENTEJO.
..
Tenho saudades
Do meu Alentejo
Todo florido
É como eu o vejo

O cheiro a esteva
A urze também
E o rosmaninho !!
O cheiro que tem

A branca margaça
O pimpilho dourado
E com as papoilas
Ficava encarnado

E os passarinhos
Entre o arvoredo
Com os nossos gritos
Fugiam com medo

Com seu papo branco
A negra andorinha
Construia o ninho
Onde os filhos tinha

Corria a ribeira
D.água cristalina
Lavavam a roupa
Mesmo a mais fina

Era lindo vêr
A roupa a corar
A ouvir a rã
Na rocha a cantar

A cegonha branca
Andava a pescar
O peixe de prata
Pr.ó flho sustentar

O rebanho ia
A sede matar
Estava calôr
Ia-se acarrar

Poema de Maria Alice Colaço

sábado, março 18, 2006

ALENTEJO NO FEIJÓ

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Há festa no Feijó
O Clube Recreativo do Feijó faz 20 anos e AO FESTEJAR O ANIVERSÁRIO, UMA VEZ MAIS, CONVIDOU GRUPOS DE CANTE ALENTEJANOS.

A maioria dos habitantes desta freguesia de Almada, é oriunda do Alentejo, e o grupo Recreativo é formado por alentejanos residentes nesta freguesia e nascidos em Pias, Aljustrel, Santo Aleixo, Vila Nova de São Bento, Mértola, Safara, Barrancos, Moura e Serpa.

Hoje temos na sede do Grupo:

CANTE REGIONAL ALENTEJANO
NO CLUBE RECREATIVO DO FEIJÓ
SÁBADO, 18 DE MARÇO DE 2006 PELAS 15.30 HORAS
20º ANIVERSÁRIO DO GRUPO CORAL ETNOGRÁFICO AMIGOS DO ALENTEJO
Participam:

Grupo Coral
Etnográfico
do Ateneu Mourense

Grupo Coral
Operário
Alentejano
das Paivas
Seixal

Grupo Coral
Feminino
Recordar a Mocidade
do C.I.R. Laranjeiro

Rancho Coral
da Casa do Povo
de Serpa

Grupo Coral Alentejano
da Amadora

Musica Popular
com
João Jacob Farinha
"Banza"

sexta-feira, março 17, 2006

FESTAS DE PRIMAVERA E VERÃO NO CONCELHO DE CASTRO VERDE

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Mapa de Festas do Concelho de Castro Verde


Jogos Concelhios - 18 de Fevereiro a Julho

Quinzena Cultural Primavera no Campo Branco - 21 de Abril a 7 de Maio

Festas de São Marcos da Atabueira - 22 a 25 de Abril

Festa de S. Miguel - 14 de Maio

Maratona de BTT - 4 de Junho (Entradas)

Festa do Bairro da Cerca dos Pinheiros - 24 de Junho

Festas da Vila - 30 de Junho

Planície Mediterrânica - 8, 9, 10 de Setembro

Feira de Castro - 13, 14 e 15 de Outubro

Festa do Bairro dos Bombeiros - 16, 17 e 18 de Junho

Festas de Casével - 23, 24 e 25 de Junho

Festa de S. Pedro (Geraldos) - 28 e 29 de Junho

Festas da Sete - terceiro fim-de-semana de Julho

Noites em Santiago (Entradas) - 28, 29 e 30 de Julho

Festa de Almeirim - 12 e 13 de Agosto

Festas de Santa Bárbara de Padrões - último fim-de-semana de Agosto

Festas de Nossa Srª de Aracelis - 2 e 3 de Setembro

Planície Mediterrânica - 8, 9, 10 de Setembro

Feira de Castro - 13, 14 e 15 de Outubro

Bailes:

. Baile da Cerca dos Pinheiros - 8 de Abril

. Baile da Pinha de Almeirim - 14 de Abril

quarta-feira, março 15, 2006

BAILE DA PINHA, nos PORTEIRINHOS

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É JÁ SABADO, 18 DE MARÇO
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Neste final de semana que aí vem, vai haver BAILE DA PINHA nos Porteirinhos.
Vai ter lugar nas belissimas instalações do Centro Cultural e Recreativo dos
Porteirinhos . com a animação que já é habitual .
É não faltar.!!!

Quem tem pinheiros tem pinhas
Quem tem pinhas tem pinhões
Quem tem amores tem zelos
Quem tem zelos tem paixões

Quem tem pinheiro tem pinha
Quem tem pinha tem pinhão
Do homem nasce a firmeza
Da mulher a ingratidão

Oh! Que pinheiro tão alto
Com tamanha galharada
Nunca vi moça solteira
Com tamanha filharada

Oh! Que pinheiro tão alto
Que por alto se envergou
Que menina tão ingrata
Que d’ingrata me deixou!
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PINHATA
Do espanhol. piñata. Festa dançante que se realiza no primeiro domingo da Quaresma (CA), ou do italiano. pignatta (panela) derivado de pinha, pela semelhança que as antigas panelas tinham com as pinhas. A designação de Domingo de Pinhata deve-se ao costume de quebrar nesse dia uma panela cheia de doces , ou presentes-

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segunda-feira, março 13, 2006

PÈZINHOS DE COENTRADA

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O NOSSO BLOG CONTINUA A DIVULGAR
A SABOROSA COZINHA ALENTEJANA.
ESTA FOI-ME SUGERIDA POR UM
ALENTEJANO DE CABEÇÃO, NO AL
TO ALENTEJO.
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PÉZINHOS DE COENTRADA

Ingredientes

6 pés de porco, 2 cebolas, 2 cenouras, alhos e sal,
banha, azeite, 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 chávena de caldo de carne, pimenta e coentros


Modo de Preparação

Raspe os pézinhos e salgue-os.
Escalde-os escorra-os e lave-os muito bem.
Coza-os, cobertos de água até ficarem macios.
Escorra e corte-os em pedaços grandes.
Numa caçarola, aqueça a banha e o azeite e refogue ligeiramente as cebolas e os dentes de alho picados e as cenouras cortadas em pedaços.
Quando a cebola começar a lourar, junte-lhe a farinha em chuva, mexendo bem.
Refogue e adicione o caldo de carne ou, na sua falta, a mesma porção da água de cozer os pés.
Deixe ferver e junte-lhe os pézinhos.
Rectifique o sal e salpique com coentros picados.
Deixe ferver até estarem bem cozidos.
Sirva quente sobre fatias de pão torrado

preliminares

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O Registo Civil de Beja recebeu o seguinte requerimento:
Beja, 5 de Março de 2002.
Eu, Maria José Pau, gostaria de saber da possibilidade de se abolir o sobrenome Pau do meu nome, já que a presença do Pau me tem deixado embaraçada em várias situações. Desde já agradeço a atenção despendida.
Peço deferimento,
Maria José Pau
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Em resposta recebeu a seguinte mensagem:

Cara Senhora Pau:
Sobre a sua solicitação da remoção do Pau, gostaríamos de lhe dizer que a nova legislação permite a remoção do Pau, mas o processo é complicado e moroso. Se o Pau tiver sido adquirido após o casamento, a remoção é mais fácil, pois, afinal de contas, ninguém é obrigado a usar o Pau do cônjugue se não quiser.
Se o Pau fôr do seu pai, torna-se mais difícil, pois o Pau a que nos referimos é de família e tem sido utilizado há várias gerações. Se a senhora tiver irmãos ou irmãs, a remoção do Pau torná-la-ia diferente do resto da família. Cortar o Pau do seu pai pode ser algo muito desagradável para ele.
Outro senão está no facto do seu nome conter apenas nomes próprios, e poderá ficar esquisito, caso não haja nada para colocar no lugar do Pau.
Isto sem mencionar que as pessoas estranharão muito ao saber que a senhora não possui mais o Pau do seu marido.
Uma opção viável seria a troca da ordem dos nomes. Se a senhora colocar o Pau na frente da Maria e atrás do José, o Pau pode ser escondido, pois poderia assinar o seu nome como "Maria P. José".
A nossa opinião é a de que o preconceito contra este nome já acabou há muito tempo e visto que a senhora já usou o Pau do seu marido por tanto tempo, não custa nada usá-lo um pouco mais. Eu mesmo possuo Pau, sempre o usei e muito poucas vezes o Pau me causou embaraços.

Atenciosamente,
Bernardo Romeu Pau Grosso

Registo Civil de Beja
15/03/2002

sábado, março 11, 2006

ANA LÚCIA FAZ ANOS A 9 DE MARÇO

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09 DE MARÇO
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ÀS 22,35 dia 9 de Março do ano em que nasceu a Ana Lúcia, estava eu a vêr no único posto de televisão que então existia, a RTP, um programa de grande êxito de então, e que veio revolucionar a televisão em Portugal, o célebre ZIP-ZIP, idealizado, escrito e conuzido por Carlos Cruz, Raul Solnado e Fialho Gouveia.


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É a ANA que hoje festejamos, e que ouviu da boca do filho Miguel a canção dos dois:
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"Pela estrada fóra
a mamã e o Miguel
foram para férias
no seu cabriolet
.
Pela estrada fóra
a mamã e o Miguel
vão prá feira de Castro
andar de carrocel
"
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O ano em que nasceu, foi rico em acontecimentos, alguns dos quais se registam:

5 de Março - Entra em vigor o O Tratado de Não-Proliferação Nuclear, TNP, subscrito por uma centena de países.
18 de Setembro - Nascimento do MRPP (Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado), em Benfica - Lisboa, Portugal.
Entre outros , fundaram e militaram no Partido, o Durão Barroso o Saldanha Sanches, Arnaldo Matos, que marcaram os primeiros anos do pós 25 d Abril.
Realização da IX Copa do Mundo de Futebol, no México, onde o Brasil de Pelê se sagrou campeão.
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Abril –Os Beatles pões fim ao grupo mais famoso do século.

Nascimentos
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25 de Agosto - Claudia Schiffer, modelo alemã.
29 de Novembro - Bruno Garcia, ator brasileiro.

Falecimentos
2 de Fevereiro - Bertrand Russell, filósofo e matemático inglês (n. 1872)
20 de Fevereiro - Café Filho, 26° presidente do Brasil (n. 1899)
14 de Maio - Fritz Perls - psicólogo alemão. (n. 1893)
15 de Junho - Almada-Negreiros, artista e escritor português
27 de Junho - António de Oliveira Salazar, ditador português.
13 de Julho - Leslie Groves, membro do Exército dos Estados Unidos que observou a construção do Pentágono e o principal líder militar do Projecto Manhattan. (n. 1896)
4 de Agosto - Oscarito, comediante brasileiro de origem espanhola.
18 de Setembro - Jimi Hendrix, cantor/guitarrista, morreu aos 27 anos. (n. 1942)
28 de Setembro - Gamal Abdel Nasser, estadista egípcio.
4 de Outubro - Janis Joplin, cantora, morreu aos 27 anos. [n. 1943)

Prêmios Nobel
Medicina - Sir Bernard Katz, Ulf von Euler, Julius Axelrod
Literatura - Aleksandr Isaevich Solzhenitsyn
Paz - Norman E. Borlaug
Economia - Paul Samuelson

Nesse ano, na Cerimónia dos Oscares de Hollywood ganharam a estatueta:
ŽAnd the winner is...Ž Mais um ano cheio de filmes fabulosos a encher os ecrans. Foi sem dúvida um grande espectáculo a noite da entrega dos óscares deste ano. O prémio para o melhor filme foi para "PATTON". Este filme arrecadou também o óscar para o melhor realizador, FRANKLIN SHAFNER. Para o melhor actor o óscar foi atribuído a GEORGE SCOTT pelo seu excelente desempenho NESTE FILME. Considerada a melhor actriz, GLENDA JACKSON, recebeu o seu óscar ..

9 de MARÇO FESTEJA O ANIVERSÁRIO A HENRIQUETA

.. 9 de março
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"...canta a Henriqueta, canta o Manel"
(exerto do poema da canção oficial do nosso blog)
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Mais um festejo de aniversário, desta vez o da HENRIQUETA.Nós não esquecemos e todos juntos festejamos este dia, em que a HENRIQUETA vai ouvir emocionada, o neto FRANCISCO cantar o parabéns a você.

imagens do alentejo ---MOURA

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MOURA

segunda-feira, março 06, 2006

6 de março DIA DO ANIVERSÁRIO DA NATÉRCIA

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O DIA 6 DE MARÇO É O DIA DA PRIMA NATERCIA
...de todos os amigos do Blog

Mais um dia de júbilo para o nosso Blog.
A Natércia festeja hoje mais um ano de vida, o que significa, que nós todos festejamos também.
A sua permanente boa disposição a alegria de viver que transparece e fomenta , a vontade de nos reunir sempre aos fins de semana à sua volta , e os seus poemas para o nosso blog, são condição suficiente para lembrarmos e celebrarmos este dia.
Parabéns Natércia
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Lembramos um dos poemas publicados no nosso Blog, de sua autoria, e pedimos-lhe para fazer mais, pois o seu talento para versejar, não pode ser desperdiçado:

DOTESTA

Oh Dotesta quem te viu
Quem te vê agora então
Fica triste e desolada
Pois estás mesmo abandonada
As pedaços pelo chão.

Eras um Monte bonito
Todos gostavam de ti
Quem lá ia uma vez
Ia uma, duas , três
Que bons tempos lá vivi

REFRÃO

Era tão bom
Os que te vêem agora
Que te voltassem a vêr
Como tu eras outrora.
Que maravilha
Se voltasses novamente
Ao que eras noutro tempo
Para alegria da gente.

Não importava que o Monte
Por outros fosse habitado
Mas gostasse isso sim
De te poder vêr ainda
Novamente restaurado.

Quem te conheceu um dia
Ao vêr-te fica pasmado
De vêr o Monte que eras
Lamentam profundamente
Ao que tu tenhas chegado.

Era gente de Lisboa
Que te vinham visitar
Ficavam maravilhados
Ao vêr a casa de campo
Pr.as suas férias passar.

Muito havia pr.a dizer
Sobre ti Monte da Testa
Mas é verdade porém
Que era lá sempre uma festa.


Poema de Natércia

domingo, março 05, 2006

preliminares

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O inverno estava rigoroso:
-É pá! tenho tido tanto frio de noite.
-Faz como eu! compra uma botija de água quente! Compras ali na farmácia.
Mais tarde na farmácia:
-Mestre! Quero uma botija de água quente.
-Desculpe mas com este frio vendi todas. Mas se tem um gatinho também serve, ponha-o na cama que resulta.

No outro dia aparece o homem todo arranhado:
-Dê-me um mercúrio para estas feridas
-? mas que lhe aconteceu?
-Meti o gato na cama como me disse. Abrir a boca ainda consegui mas quando foi para o encher de água quente é que foram elas...

quarta-feira, março 01, 2006

29 de fevereiro , dia do aniversário da ALICE

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Não, o nosso Blog como veículo priviligiado da união entre os naturais do Alentejo e dos que se sentem bem entre as suas gentes, não podia deixar em claro o aniversário da ALICE.
E por isso lhe dá estas flores:

29 de Fevereiro não consta do Calendário deste ano de 2006, mas existe na celebração de mais um ano da vida da Alice, que não me canso de afirmar, continua a ser uma força da família. A sua disponibilidade para todos nós não tem limites nem condições.
Festejamos o seu aniversário lembrando que fazer anos é celebrar a vida.
Parabéns Alice

Nesta celebração lembro que a Alice já contribuiu com poemas da sua autoria para o nosso Blog.
Relembro hoje um deles, o " TENHO SAUDADES DO MEU ALENTEJO"
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TENHO SAUDADES DO MEU ALENTEJO.
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Tenho saudades
Do meu Alentejo
Todo florido
É como eu o vejo

O cheiro a esteva
A urze também
E o rosmaninho !!
O cheiro que tem

A branca margaça
O pimpilho dourado
E com as papoilas
Ficava encarnado

E os passarinhos
Entre o arvoredo
Com os nossos gritos
Fugiam com medo

Com seu papo branco
A negra andorinha
Construia o ninho
Onde os filhos tinha

Corria a ribeira
D.água cristalina
Lavavam a roupa
Mesmo a mais fina

Era lindo vêr
A roupa a corar
A ouvir a rã
Na rocha a cantar

A cegonha branca
Andava a pescar
O peixe de prata
Pr.ó flho sustentar

O rebanho ia
A sede matar
Estava calôr
Ia-se acarrar

Poema de Maria Alice Colaço

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

preliminares

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Qual é a diferença entre uma loira burra e uma loira inteligente?
É que a loira burra passa para o caderno o que a professora escreve no quadro, mas quando a professora apaga ela apaga também.
A loira inteligente não passa, porque já sabe que a professora vai apagar

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

cozinha alentejana - CABEÇA DE XARA

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É claro que há mais que uma maneira de confecionar a "cabeça de xara"
Esta é uma delas:



Ingredientes:

1 cabeça de porco fresca
3 cebolas
3 ou 4 dentes de alho
6 grãos de pimenta
1 molho pequeno de salsa
1 molho pequeno de salva
1 molho pequeno de manjerona
0,5 dl de vinagre
3,5 dl de vinho branco
sal grosso
Confecção:

Retiram-se os miolos e salga-se a cabeça de porco durante 48 horas.
Em seguida lava-se muito bem, parte-se e coloca-se num tacho com todos os ingredientes citados, sendo a cebola picada grosseiramente.
Junta-se ainda a água necessária para que a carne fique bem coberta.
Leva-se a cozer até que a carne se separe dos ossos.
Retira-se com uma escumadeira, corta-se a carne em bocadinhos pequenos e coloca-se novamente dentro do caldo, que entretanto foi coado.
Leva-se ao lume, deixa-se ferver e, alguns minutos depois, escorre-se.
Mete-se a carne dentro de um guardanapo grande e ata-se com uma guita forte.
Coloca-se sobre uma tábua e põe-se-lhe um peso por cima.
Deixa-se solidificar.
Serve-se cortada em fatias fininhas e acompanha-se com ovos mexidos.

*Variante: Molda-se a cabeça de xara em rolo dentro de uma gaze dobrada em 3 voltas.
Põe-se por cima uma tábua e sobre esta alguns pesos.

sábado, fevereiro 18, 2006

ANTÓNIO ALEIXO

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O NOSSO BLOG PRESTA HOJE HOMENAGEM AO GRANDE POETA
POPULAR ANTÓNIO ALEIXO, QUE NASCEU NO DIA 18 DE FEVE-
REIRO
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ANTÓNIO ALEIXO
Poeta: 1899 - 1949


QUANDO TUDO ACONTECEU...
António Aleixo nasce em 18 de Fevereiro de 1899 em Vila Real de Santo António e falece em 16 de Novembro de 1949 em Loulé.
 
Foi guardador de cabras, cantor popular de feira em feira, soldado, polícia, tecelão, servente de pedreiro em França, “poeta cauteleiro”.
 
Apesar de semi-analfabeto deixa a seguinte obra escrita que o Dr. Joaquim Magalhães teve o cuidado de passar a limpo: «Este livro que vos deixo», «O Auto do Curandeiro», «O Auto da Vida e da Morte», o incompleto «O Auto do Ti Jaquim» e «Inéditos».

Em homenagem ao Poeta e à sua obra, no parque da cidade de Loulé foi levantado um monumento frente ao “Café Calcinha”, local outrora frequentado pelo Poeta.

O antigo Liceu de Portimão passou a chamar-se Escola Secundária Poeta António Aleixo.

Há alguns anos também passou a existir uma «Fundação António Aleixo» com sede em Loulé e que já usufrui do Estatuto de Utilidade Pública, o que lhe permite atribuir bolsas de estudo aos mais carenciados.

 
JOÃO DE DEUS E "A VIDA"
 
Um outro poeta algarvio, não do litoral mas da meia-encosta - S. Bartolomeu de Messines - nascido em 1830 e falecido em 1896, de seu nome João de Deus Ramos, escrevera “A VIDA”, elegia que talvez seja a sua obra-prima. Transcrevem-se alguns trechos dessa elegia:
 
A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa;
A vida é sonho tão leve
Que se desfaz como a neve
E como o fumo se esvai;
A vida dura um momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!
 
A vida é flor na corrente,
A vida é sopro suave,
A vida é estrela cadente,
Voa mais leve que a ave;
Nuvem que o vento nos ares,
Onda que o vento nos mares,
Uma após outra lançou.
A vida - pena caída
Da asa de ave ferida -
De vale em vale impelida
A vida o vento a levou!
                                               (...)
 
Repetições, elipses, mudança brusca do sentido gramatical de uma palavra, exclamações, improvisações à viola sobre o cancioneiro popular e estudantil (de Coimbra), poesia simples e expressevidade rítmica. Com este material tão pobre, ou nada se faz, ou então é-se arrastado e navega-se pela torrente do cancioneiro popular. Por intuição, João de Deus aproxima-se de Camões, de Petrarca e Dante, vai mesmo beber os versículos da Bíblia. Mas isso porque é um homem letrado. Pergunto: e quem não bebeu das letras impressas, quem não passou horas numa biblioteca a folhear livros? Simplicidade verbal... Seja! Mas estará este remansoso ribeirinho ao alcance de quem nele queira simplesmente navegar?
  
UMA CORRENTE ALGARVIA  

No Algarve, na primeira metade do século XX, irrompe uma poderosa corrente do cancioneiro popular português, a qual recebe o nome do poeta semi-analfabeto que lhe abre as comportas: António Aleixo. Quem apontou essa corrente foram o artista plástico Tóssan e o professor de liceu Joaquim Magalhães. Aleixo diverte-se com a ocorrência:
 
Não há nenhum milionário
que seja feliz como eu:
tenho como secretário
um professor do liceu.
 
Não pára de rir das circunstâncias em que vive e até da sua própria aparência. E quanto mais ri mais certeira vai sendo a pontaria de Aleixo:
 
Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço.
 
Brinca até com a sua profissão de “cauteleiro”:
 
De vender a sorte grande,
confesso, não tenho pena;
que a roda ande ou desande
eu tenho sempre a pequena.
 
Ribanceira abaixo, aí vem a corrente de Aleixo, cachão contra as injustiças (lembremo-nos que estamos em plena ditadura salazarista, em que impera a Censura):
 
 
És feliz, vives na alta                               
e eu de ratos como a cobra.
Porquê? Porque tens de sobra
o pão que a tantos faz falta.
 
Insiste:
 
Quem nada tem, nada come;
e ao pé de quem tem comer,
se disser que tem fome,
comete um crime, sem querer.
 
Esta quadra abrange certamente a dor que o poeta sente por não poder atender às necessidades de uma filha sua que está a morrer, tuberculosa. O poeta conclui:
 
Eu não tenho vistas largas
nem grande sabedoria,
mas dão-me as horas amargas
Lições de Filosofia.
 
Tentam aliciá-lo a aceitar mansamente o sofrimento. O poeta comenta:
 
P'ra a mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem de trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.
 
Mas logo reage:
 
Que importa perder a vida
em luta contra a traição,
se a razão, mesmo vencida
não deixa de ser Razão.
 
Reforça:
 
Embora os meus olhos sejam
os mais pequenos do Mundo,
o que importa é que eles vejam
o que os homens são no fundo.
 
Ri:
 
Uma mosca sem valor
poisa c’o a mesma alegria
na careca de um doutor
como em qualquer porcaria.
 
Aleixo dá uma guinada, faz o balanço da sua vida:
 
Fui polícia, fui soldado,
estive fora da nação;
vendo jogo, guardo gado,
só me falta ser ladrão.
 
Volta a apontar o dedo às injustiças:
 
Co'o mundo pouco te importas
porque julgas ver direito.
Como há-de ver coisas tortas
quem só vê o seu proveito?

À guerra não ligues meia,
porque alguns grandes da terra,
vendo a guerra em terra alheia,
não querem que acabe a guerra.

Vós que lá do vosso império
prometeis um mundo novo,
calai-vos, que pode o povo
q'rer um mundo novo a sério.
 
Aleixo compreende até o motivo que lhe permite ver sempre ao longe:
 
Não é só na grande terra
que os poetas cantam bem:
os rouxinóis são da serra
e cantam como ninguém
 
Ser artista é ser alguém!
Que bonito é ser artista...
Ver as coisas mais além
do que alcança a nossa vista!


Quem me vê dirá: não presta,
nem mesmo quando lhe fale,
porque ninguém traz na testa
o selo de quanto vale.

Não vás contar a ninguém
as histórias que não sabes;
nem assim entrarás bem
no lugar em que não cabes.

Deixam-me sempre confuso
as tuas palavras boas,
por não te ver fazer uso
dessa moral que apregoas.

São parvos, não rias deles,
deixa-os ser, que não são sós;
às vezes rimos daqueles
que valem mais do que nós.

Que importa perder a vida
em luta contra a traição,
se a Razão, mesmo vencida,
não deixa de ser Razão?

Inteligências há poucas.
Quase sempre as violências
nascem das cabeças ocas,
por medo às inteligências.

P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.

Para triunfar depressa,
cala contigo o que vejas
e finge que não te interessa
aquilo que mais desejas.

Ti, que tanto prometeste
enquanto nada podias,
hoje que podes - esqueceste
tudo quanto prometias...

Os que bons conselhos dão
às vezes fazem-me rir,
- por ver que eles próprios são
incapazes de os seguir.

Não sou esperto nem bruto
nem bem nem mal educado:
sou simplesmente o produto
do meio em que fui criado.

Os meus versos o que são?
Devem ser, se os não confundo,
pedaços do coração
que deixo cá neste mundo.

Porque o mundo me empurrou,
caí na lama, e então
tomei-lhe a cor, mas não sou
a lama que muitos são

Eu não tenho vistas largas,
nem grande sabedoria,
mas dão-me as horas amargas
lições de filosofia.

Co'o mundo pouco te importas
porque julgas vês direito.
Como há-de ver coisas tortas
quem só vê em seu proveito?

Descreio dos que me apontem
uma sociedade sã:
isto é hoje o que foi ontem
e o que há-de ser amanhã.

Vós que lá do vosso império
prometeis um mundo novo,
calai-vos que pode o povo
qu'rer um mundo novo a sério.

Se o hábito faz o monge
e o mundo quer-se iludido,
que dirá quem vê de longe
um gatuno bem vestido?

Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço.

Nas quadras que a gente vê,
quase sempre o mais bonito
está guardado p'ra quem lê
o que lá não 'stá escrito.

Meus versos que dizem eles
que façam mal a alguém?
Só se fazem mal àqueles
a quem podem ficar bem.

Julgando um dever cumprir,
sem descer no meu critério,
- digo verdades a rir
aos que me mentem a sério!

Fui polícia, fui soldado,
estive fora da Nação,
vendo jogo, guardo gado,
Só me falta ser ladrão!...

Há tantos burros mandando
em homens de inteligência,
que às vezes fico pensando
que a burrice é uma ciência!

:

terça-feira, fevereiro 14, 2006

sábado, fevereiro 11, 2006

preliminares

..
Um pai entrou no quarto da sua filha e encontrou uma carta sobre a cama que
dizia o seguinte:

"Queridos pais

Com muita pena vos digo que fugi com o meu noivo, encontrei o amor da minha
vida. Estou absolutamente fascinada com os seu piercings, cicatrizes e
tatuagens. Mas não é só, estou grávida de gémeos. Aprendi também que a
Marijuana e a Cocaína não fazem mal a ninguém. Sé rezo que a Ciência
encontre a cura da Sida, o Joaquim merece. Não se preocupem com o dinheiro,
o
Joaquim conseguiu que entrasse em filmes com outros amigos, posso ganhar EUR
50,00 á Hora, se for com mais de três homens são EUR 200,00, e se entrar o
Pastor Alemão do Joaquim são EUR 300,00.

Não te preocupes mãe. Já tenho 15 anos e sei cuidar de mim mesma...

Com muito carinho, a vossa querida filha.

Ps : Pai, é uma brincadeira, estou a ver televisão na casa da vizinha, só
queria mostra-te que ha coisas piores na vida que as minhas notas"

Resposta de pai :

"Dei a carta a ler à tua mãe, teve um AVC e foi internada de urgência, está
entre a vida e a morte. Por causa disso e a conselho dos advogados foste
retirada do testamento. Todas as coisas do teu quarto foram doadas e também
mudamos a fechadura da nossa casa. Não tentes fazer pagamentos por
multibanco,
porque a Conta foi cancelada. Demos também baixa do teu telemóvel. Demos
também a tua colecção de CDs ao anormal do 5º andar. Podes começar também
a pensar em trabalhar, com a tua idade e com esse corpinho estou certo que
trabalho não vai faltar, apesar da concorrência das brasileiras.


Enfim, espero que sejas muito feliz na tua nova vida

PS : Filha querida , claro que é tudo uma brincadeira, a tua mãe está aqui
comigo a ver a novela.

Só queríamos mostrar-te que ha coisa bem piores que passares as próximas 3
semanas sem sair de casa, sem ir á Internet e sem ver televisão por causa
das
tuas notas e da tua brincadeira."

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

cartazes políticos

..

FOI FINALMENTE IDENTIFICADO O PAI DO CHERNE

terça-feira, fevereiro 07, 2006

preliminares

..
Dois agricultores, um português e um espanhol, conversam:
- Qual é o tamanho da sua herdade? - pergunta o espanhol.
Responde o português:
- Para os padrões portugueses, o meu monte tem um tamanho razoável. Trezentos hectares, e a sua?"
Responde o espanhol:
-Olha, 'hombre', yo saio de casa de manhã, ligo o meu jipe e ao meio-dia ainda não percorri la mitad da la minha propriedad...
- Eu sei bem o que isso é... - diz o português sem se descoser. - Eu também já tive um jipe espanhol. São uma merda! Só dão chatices!

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

A IMPORTÃNCIA DOS PONTOS E DAS VÍRGULAS

..
Ponto e Vírgula...
Um homem muito rico, estava muito doente e à beira da morte. Pediu papel e caneta, e escreveu o seguinte:

"DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO A MEU SOBRINHO JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO ALFAIATE NADA DOU AOS POBRES"

Morreu antes de fazer a pontuação.
Para quem ele deixou a fortuna?
Eram quatro os concorrentes;

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:

"Deixo meus bens à minha irmã ? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada dou aos pobres."

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:

"Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada dou aos pobres."

3) O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:

"Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada dou aos pobres."

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabichão, fez a seguinte interpretação:

"Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Dou aos pobres."

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

preliminares

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O CÚMULO DA DESCONFIANÇA
Dois caranguejos amigos (mas muito desconfiados um com o outro) andavam a passear na praia. A certa altura encontraram um chouriço. Diz um para o outro:
- Olha, já temos lanche, mas agora falta o pão, vai tu buscar pão!
- Eu não! Diz o outro, depois tu comes o chouriço!
- Então vamos tirar à sorte. Assim fizeram, e o caranguejo escolhido fartou-se de repetir:
- Eu vou buscar pão mas tu não tocas no chouriço até eu chegar!
- Tá bem diz o outro! Passaram horas, passaram dias, semanas, meses, a maré enchia e vazava caranguejo sempre em cima do chouriço para ele não fugir.
Ao fim de alguns anos, o caranguejo já velho e barbudo, lá continuava em cima do chouriço. Até que pensou, ele já morreu, nunca mais aparece e estou eu aqui feito parvo a guardar o chouriço, vou mas é comê-lo. Quando este se prepara para deitar a boca ao chouriço, salta o outro de trás de uma pedra e diz:
- Se tocas no chouriço não vou buscar o pão!!!

terça-feira, janeiro 31, 2006

parabéns ANTÓNIO

..
31 DE JANEIRO - Dia do aniversário do ANTÒNIO COLAÇO
.
Janeiro é um mês fertil em aniversários do pessoal cá da nossa Comunidade.
Hojé é o dia do ANTÓNIO do Monte Novo da Ribeira.
Todos festejamos a data e lhe dedicamos esta imagem do seu Monte, em dia de nascimento de borreguinhos.
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..AINDA AS PRESIDENCIAIS

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Como votaram no:
FREGUESIA - ROSARIO

Candidato Votos %
CAVACO SILVA 116 40,99
MANUEL ALEGRE 82 28,98
JERÓNIMO SOUSA 34 12,01
MÁRIO SOARES 27 9,54
FRANCISCO LOUÇÃ 22 7,77
GARCIA PEREIRA 2 0,71

segunda-feira, janeiro 30, 2006

30 de JANEIRO parabéns MANEL

..

Hoje é dia de festa no Fogueteiro, o nosso Blog saúde o MANUEL BATISTA, e festeja também o dia oferecendo-lhe um poema do cancioneiro do Cante Alentejano:
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ESTÁ UMA CARTA NO CORREIO

Está uma carta no correio
Ai Jesus de quem será
Se é de Anibal não a quero
Se é do Manel deita-a cá

Henriqueta, ó que linda, ó linda
Henriqueta ó que linda estás
Dá mais meia volta ao par
E bate as palmas olaré, tráz, tráz
Bate as palmas olaré, tráz, tráz
Bate as palmas olaré, truz, truz
Henriqueta, ó que linda, ó linda
Henriqueta ai Jesus, Jesus

Suspirava por te ver
Já matei a saudade
Muito custa uma ausência
Para quem ama na verdade


Henriqueta, ó que linda, ó linda
Henriqueta ó que linda estás
Dá lá mais meia volta,ainda
é com o Manel que ficarás
.
(Poema duma moda do Alentejo)
.
Dia 30 também nasceram:
1882 - Franklin D. Roosevelt (32º presidente dos EUA)
1932 - Gene Hackman (actor)
1937 - Vanessa Redgrave (actriz)
1951 - Phil Collins (cantor)
1960 - Clara Pinto Correia (investigadora e escritora)

quinta-feira, janeiro 26, 2006

segunda-feira, janeiro 23, 2006

PRESIDENCIAIS - o Alentejo votou assim:

..
..
RESULTADO DAS ELEIÇÓES PRESIDENCIAS NO ALENTEJO~
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TOTAL NO PAIS

CAVACO SILVA 2745491 50,59
MANUEL ALEGRE 1124662 20,72
MÁRIO SOARES 778389 14,34
JERÓNIMO SOUSA 466428 8,59
FRANCISCO LOUÇÃ 288224 5,31
GARCIA PEREIRA 23650 0,44
.
CONCELHO - BEJA

MANUEL ALEGRE 5119 28,60
CAVACO SILVA 4913 27,45
JERÓNIMO SOUSA 4643 25,94
MÁRIO SOARES 2324 12,98
FRANCISCO LOUÇÃ 853 4,77
GARCIA PEREIRA 47 0,26

CONCELHO - CASTRO VERDE

MANUEL ALEGRE 1329 36,39
JERÓNIMO SOUSA 848 23,22
CAVACO SILVA 806 22,07
MÁRIO SOARES 370 10,13
FRANCISCO LOUÇÃ 281 7,69
GARCIA PEREIRA 18 0,49

CONCELHO - ALJUSTREL

Candidato Votos %
JERÓNIMO SOUSA 2311 41,33
MANUEL ALEGRE 1296 23,18
CAVACO SILVA 986 17,63
MÁRIO SOARES 730 13,05
FRANCISCO LOUÇÃ 254 4,54
GARCIA PEREIRA 15 0,27

CONCELHO DE ALMODÔVAR

CAVACO SILVA 1689 42,21
MANUEL ALEGRE 1042 26,04
MÁRIO SOARES 596 14,90
JERÓNIMO SOUSA 453 11,32
FRANCISCO LOUÇÃ 203 5,07
GARCIA PEREIRA 18 0,45

CONCELHO - MERTOLA

JERÓNIMO SOUSA 1580 36,02
MANUEL ALEGRE 1068 24,34
CAVACO SILVA 998 22,75
MÁRIO SOARES 570 12,99
FRANCISCO LOUÇÃ 152 3,46
GARCIA PEREIRA 19 0,43

CONCELHO - ODEMIRA

CAVACO SILVA 4072 30,43
MANUEL ALEGRE 3691 27,59
JERÓNIMO SOUSA 2871 21,46
MÁRIO SOARES 1873 14,00
FRANCISCO LOUÇÃ 776 5,80
GARCIA PEREIRA 97 0,72

CONCELHO - CUBA

JERÓNIMO SOUSA 886 35,43
MANUEL ALEGRE 646 25,83
CAVACO SILVA 530 21,19
MÁRIO SOARES 365 14,59
FRANCISCO LOUÇÃ 67 2,68
GARCIA PEREIRA 7 0,28

CONCELHO - BARRANCOS

CAVACO SILVA 266 31,89
MANUEL ALEGRE 204 24,46
JERÓNIMO SOUSA 188 22,54
MÁRIO SOARES 147 17,63
FRANCISCO LOUÇÃ 27 3,24
GARCIA PEREIRA 2 0,24

CONCELHO - FERREIRA DO ALENTEJO

MANUEL ALEGRE 1275 26,89
JERÓNIMO SOUSA 1274 26,87
CAVACO SILVA 1208 25,48
MÁRIO SOARES 777 16,39
FRANCISCO LOUÇÃ 193 4,07
GARCIA PEREIRA 14 0,30
.
DISTRITO - EVORA

CAVACO SILVA 28166 31,48
MANUEL ALEGRE 24334 27,19
JERÓNIMO SOUSA 19836 22,17
MÁRIO SOARES 12857 14,37
FRANCISCO LOUÇÃ 3982 4,45
GARCIA PEREIRA 305 0,34

CONCELHO - EVORA

Candidato Votos %
CAVACO SILVA 9727 34,08
MANUEL ALEGRE 8813 30,88
JERÓNIMO SOUSA 4533 15,88
MÁRIO SOARES 3960 13,88
FRANCISCO LOUÇÃ 1404 4,92
GARCIA PEREIRA 102 0,36

CONCELHO - MOURAO

CAVACO SILVA 514 36,12
MÁRIO SOARES 349 24,53
MANUEL ALEGRE 311 21,86
JERÓNIMO SOUSA 170 11,95
FRANCISCO LOUÇÃ 74 5,20
GARCIA PEREIRA 5 0,35

CONCELHO - REGUENGOS DE MONSARAZ

CAVACO SILVA 1670 31,95
MANUEL ALEGRE 1397 26,73
MÁRIO SOARES 1202 23,00
JERÓNIMO SOUSA 717 13,72
FRANCISCO LOUÇÃ 223 4,27
GARCIA PEREIRA 18 00,34

CONCELHO - MORA

JERÓNIMO SOUSA 1076 33,22
CAVACO SILVA 965 29,79
MANUEL ALEGRE 721 22,26
MÁRIO SOARES 310 9,57
FRANCISCO LOUÇÃ 155 4,79
GARCIA PEREIRA 12 0,37

CONCELHO - REDONDO

CAVACO SILVA 1155 32,65
MANUEL ALEGRE 1090 30,81
JERÓNIMO SOUSA 616 17,41
MÁRIO SOARES 488 13,79
FRANCISCO LOUÇÃ 180 5,09
GARCIA PEREIRA 9 0,25

CONCELHO - ESTREMOZ

CAVACO SILVA 3160 38,95
MANUEL ALEGRE 2348 28,94
MÁRIO SOARES 1175 14,48
JERÓNIMO SOUSA 1137 14,01
FRANCISCO LOUÇÃ 271 3,34
GARCIA PEREIRA 22 0,27

sexta-feira, janeiro 20, 2006

mertola

..

VISTA LINDISSIMA DE MÉRTOLA
.
A LENDA DE MERTOLA
.
...Foi há muitos muitos anos... Um povo de navegadores e comerciantes (fenícios) que tinham as suas cidades estado e os seus deuses e artes lá para o outro lado do Mediterrâneo, perto da Grécia e do Egipto, decidiram sair daquele que para eles era o grande mar, para se aventurarem pelo outro mar imenso que se abria para além do ROCHEDO [ALUBE para os fenícios ESTREITO DE HÉRCULES ou as COLUNAS DE HÉRCULES para os gregos - Foi Hércules que ergueu ali as duas Colunas - GALPE e ABILA (Ceuta), quando separou a Europa da África...] imponente que servia de PORTA de saída para o desconhecido... a partir do qual não se podia ir mais além... Era a PONTA do mundo conhecido de então... a ponta do que agora conhecemos como a EUROPA... a quinze quilómetros do outro Continente, a Àfrica... Já se tinham arriscado várias vezes até ao MONS SACRUS (Sagres), e pela Costa Africana abaixo, sempre à vista de Terra, mas não se podiam atrever a ir mais além para o desconhecido imenso, que era só território dos deuses e abismo donde se não poderia voltar...

Foi então que desde uns 1000 anos a. C. um grupo mais arrojado de navegadores e comerciantes fenícios, pois é desse povo que falamos, decidiu aventurar-se mais para o interior... passaram o grande ROCHEDO da PORTA do GRNADE MAR, avançaram até ao MONS SACRUS, voltaram atrás e encontraram a foz de um grande rio que era o ANA... Subiram aproveitando a força das marés... Subiram até sentirem onde as marés os empurravam e pararam à vista daquele ESPORÃO ROCHOSO que se erguia ENTRE-AMBAS-AS-ÁGUAS...

Voltaram ali muitas vezes... Alguns ficavam e estabelecram contactos com os povos dispersos que por ali viviam pelos montes... Vendiam o que traziam e compravam os produtos que puco a pouco iam chegando àquele porto de rio que se foi formando e até apareceu minério e outras riquezas para comerciar...
Mas um dia as embarcações que chegaram eram mais numerosas e notava-se um tipo de agitação diferente daquele a que as pessoas das redondezas estavam habituadas... A chegada de barcos era sempre um acontecimento, mas daquela vez, além de serem mais, e a chegarem dia após dia ainda mais, vinham mais carregadas e traziam outro tipo de gente. Para além dos navegadores e comerciantes notavam-se outro tipo de gente que não estava habituada àquelas lides... era tambem gente de guerra, o que não era habitual, e outro tipo de gentes... Os habitantes das redondezas, habituados a lidar com aquela gente desde os avós dos avós ficaram perturbados...
Souberam então que uma das suas mais ricas cidades, a cidade de TIRO tinha sido conquistada pelo ainda jovem e ambicioso Alexandre, o Macedónio, que até tinha sido discípulo de Aristóteles, para quem a sede de conquista não tinha limites...

Agora ali, exilados da sua cidade, e não querendo viver submetidos a um povo estranho, um grupo daqueles homens entre os quais vinha POLÍPIO, um príncipe fenício, sonhou e decidiu que podiam ali fundar a sua NOVA TIRO... Também ele, como muitos outros ilustres fugitivos, tinham sido educados por sábios e filósofos gregos, que eram os depositários e difusores da cultura greco-latina, que era o padrão de cultura de todo o mundo mediterrânico, o mundo conhecido de então... Gente pacífica, mas sem descurar a guerra, foram bem aceites pelas gentes da região e logo fizeram aliança com um povo que vinha de além dos Pirineus à procura de Paz e da Abundância... Eram os Túrdulos que fugiam dos Celtas e do temível ROLARTE e eram chefiados por CÓFILAS, o rei querido do seu povo, que tudo fazia para lhes agradar, e mais ainda, para tudo fazer em favor da mais Bela entre as Belas a sua filha SERPÍNEA... E foi assim que nasceu SERPA, e logo a seguir a outra cidade, a NOVA TIRO que depois decidiram "chamar MYRTILIS em honra da deusa MIRTO que o teve de MÉRCÚRIO", como dizem lendas antigas... Alguns propuseram que se chamasse NÍOBE, por "aquele esporão rochoso" que se erguia na curva do rio lhes lembrar a lenda da filha de TÂNTALO, a orgulhosa rainha de TEBAS que, por ser mãe de sete valentes rapazes e de sete belas raparigas desafiou LETO, mãe de APOLO e de DIANA e assistiu à morte dos catrorze filhos executados sem piedade pelas flechas certeiras dos dois filhos ofendidos... Então, conta a lenda, "Níobe ficou muda de dor e espanto... só deixava correr as lágrimas de um inútil arrependimento... e os deuses condoídos permitiram que, a seu pedido, ficasse tranformada em pedra donde correm dois rios de lágrimas por toda a eternidade..." Ora Níobe, a orgulhosa filha do também insolente Tântalo, era irmã de PÉLOPS, aquele que fora servido aos deuses como manjar de afronta e que, uma vez regressado à vida por intervenção dos deuses que tinham condenado o pai ao suplício de viver para sempre ao lado da abundância sem a poder alcançar, veio por sua vez a assassinar MYRTILIS, o cocheiro de ENUMÃO, pai da princesa HIPODAMIA, por quem o ressuscitado se apaixonara, e que decidira trair o seu rei, serrando a rodas do carro para que Pélops pudesse ganhar a corrida e assim ser poupado à morte!!!

Sim, aquela cidade seria MYRTILIS, aquele que se sacrificou pelo seu assassino, irmão de Níobe, e pela sua princesa HIPODAMIA, e como prémio dos Deuses do Olimpo, brilha na Constelação de Cocheiro com uma luz especial... de protecção e conforto para os que a sabem ver e admirar...
Ela era filho de VÉNUS, a Deusa do amor e da Fertilidade, que tem o MIRTO como sua árvore sagrada, que o teve de MERCÚRIO, o HERMES dos gregos, Mensageiro dos Deuses, com asas nos pés, no chapéu e no seu bastão que era o Caduceu, ele próprio Deus dos Rebanhos, dos Pastores, dos Comerciantes e dos Ladrões,garante e sinal de uma prosperidade sem limites, que gostava de se refugiar em lugares ermos e secretos, como estes alcantilados e os Montes Hermínios (as Serras Nevadas de Hermes) donde, no tempo do frio e das neves geladas, vinham numerosos e enormes rebanhos dos mais variados gados...
Não. O nome de NÍOBE, traria, porventura, augúrios de desgraça e fatalidade, para uma nova cidade, que ali começava a nascer... e estava destinada a ter um grande futuro de grandeza e prosperidade... e agora se chama a NOBRE VILA DE MÉRTOLA...

Alumiada pela estrela MYRTILIS da constelação de COCHEIRO, o seu brilho, mesmo que muitas vezes escondido, nunca deixará de brilhar... e, como aconteceu. desde a sua fundação, MÉRTOLA, «nunca deixará de ser uma terra de passagem, onde não há familiar...» como dizia, em 1613, o pároco Vicente Afonso Lampreia, quando se oferece para comissário do Santo Ofício...

...nunca deixará de ser uma encruzilhada de povos, raças, comécios e culturas... como aconteceo em 1420, em que D. João I concede a Mértola o "estatuto de couto do homiziados"... como "homiziados" tinham sido os fenícios, que aqui decidiram construir a nova Tiro... e ...

...surpreendentemente, quando se tratou de aplicar o preceito introduzido pela Santa Casa de Lisboa, de 1598, de que, para administrar as Misericórdias, se dveriam «interditar o desempenho de funções e o estatuto de irmãos (da Confraria) a todos os que não fossem "limpos de sangue judeu ou mouro" por raça ou casamento»... "os limpos de nação"...preceito que se tentou aplicar, com exagero, em 1638... e que em 1642, foi objecto de uma petição feita pelos "moradores da vila" ao Rei D. João IV, «para que não fosse aplicável à misericórdia de Mértola a aplicação de tal cláusula... por a maoir parte da gente nobre e mais poderosa da terra «estar casada» com mulhers que tem tal rasa ou eles parte dela" e sempre, apesar disso "andaram sempre com armas na mão" «defendendo as fronteiras do reino»...

Decididamente, desde a sua fundação, MÉRTOLA está destinada a ser, por ventura, por vocação ou destino:
- «uma terra de passagem...
- «um couto de homiziados...
- «uma terra onde «os puros de nação» são nascidos de famílias onde se misturam raças, credos e culturas...
- onde haverá sempre lugar para os forasteiros que chegam decididos a contribuir para o desenvolvimento e prosperidade desta cidade Estado, um estatuto que tem pergaminhos com quase dois mil anos anteriores à nacionalidade, uma nacionalidade que, desde os Campos de Ourique, ainda não atingiu sequer os mil anos!!!...

os nossos poetas - ZÉ BATISTA

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PORTEIRINHOS TENS MAGIA


Porteirinhos tens magia
tens os teus poços velhinhos
tens uma velha moradia
onde com muita ousadia
as cegonhas fazem ninhos
logo que o Inverno passa
fazem ninhos no sobrado
com muita elegância e graça
mas se sentem ameaça
pousam no moinho ao lado
.
Tens lavadoura enquadrado
junto ao Cerro dos Peleirais
donde vês um povoado
com o pezinho caiado
as ruas em roseirais
rosas brancas e vermelhas
crescendo junto às paredes
até chegar ao beira-telhas
onde de dia as abelhas
vão matar as suas sedes
.
Se o vento sacode as fragas
se de noite o mocho mia
se no meio das azinhagas
se as velhas rogam pragas
Porteirinhos tens magia

poema de ZÉ BATISTA
Porteirinhos

NATÁLIA CORREIA

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Ficou célebre o episódio ocorrido na ASSEMBLEIA DA REPUBLICA, aquando da discusão sobre a legalização do aborto.

Nessa época, NATALIA CORREIA era deputada do PPD, e perante uma intervenção dum deputado do CDS chamado JOÃO MORGADO, que no decorrer do debate havia afirmado:

-"«O acto sexual é para ter filhos»

escreveu e leu este delicioso poema-resposta, que deixou as bancadas a rir a "bandeiras despregadas":

Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

sábado, janeiro 14, 2006

Poesia popular alentejana

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Em todo o Alentejo existem muitas pessoas que usam a poesia para se exprimir em muitas situações. Geralmente em grupos de amigos, à volta do petisco, acompanhado do bom copo de vinho que dá asas à inspiração. Por isso há mais homens do que mulheres a fazer poesia. A poesia popular alentejana deve ser divulgada e protegida. Uma das formas de poesia popular são as Décimas. As Décimas são versos ditos de cabeça e têm regras rígidas de rima:

- o primeiro rima com o quarto e o quinto versos; o segundo com o terceiro; o sexto com o sétimo e o décimo; o oitavo com o nono.
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DÉCIMAS de Manuel Guerreiro Martins (Mina de S. Domingos)
in SUBSÍDIOS PARA O PATRIMÓNIO HISTÓRICO E CULTURAL DO CONCELHO DE MÉRTOLA, Mário Elias,

És jovem, sou reformado
Tu tens o mundo na mão;
Olha bem para o meu passado
Luta sempre p'la razão.

Se eu tivesse a tua idade
Tua força e valentia
Com certeza arranjaria
Outra nova sociedade
Onde houvesse só liberdade
Mas ninguém fosse roubado
Nem o povo explorado
Que já vem de antigamente
Tu tens o futuro à frente
És jovem, sou reformado.
.
És livre e podes votar
Vivemos em democracia
Até que enfim chegou o dia
Para o país libertar
Agora podemos falar
Dizer a nossa razão ???!!!)
Não temer a reacção
Dos gulosos egoístas
Dar o fim aos parasitas
Tu tens o mundo na mão.
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Foi bem triste o meu viver
Nos campos e nas fábricas
Às vezes bebia as lágrimas
E nada podia dizer
Tantos anos a sofrer
Mal comido e mal tratado
E nas prisões torturado
Pela nossa autoridade
Só por dizer a verdade
Olha bem o meu passado

Lutando com garras e esperança
Nós havemos de ganhar
Nunca deixes de lutar
P'ra destruir a vingança
É preciso ter lembrança
De quem me roubava o pão
E me chamava ladrão
E deixava-me envergonhado
Tu não lutes enganado
Luta sempre p'la razão

sexta-feira, janeiro 13, 2006

falar alentejano

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É notável a facilidade com que os alentejanos criam palavras duma riqueza tão expressiva, que definem acontecimentos, que retratam pessoas, que descrevem os factos da vida.
Aqui vão algumas recolhidas nas conversas de todos os dias:
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amassalão- homem que amassa o pão
roupeiro - queijeiro de leite de ovelhas
abegão - carpinteiro de carroças
frescal - meda de trigo
frescaleiro - o que passa as medas de trigo para as máquinas
serra de palha - meda de palha (baixo Alentejo)
almiara - meda de palha -(alto alentejo)
quintal - local onde se semeia (baixo Alentejo)
sojo - local onde se semeia (alto Alentejo)
escarranchado - montado numa burra
acarrado - deitado ,a dormir
à-dos-quatro - depressa
grave - bem vestido
fachona - bem vestida
avondo - muito
destaroucado - amalocado
zambaneira - marota
zopeira - velhaca
absoluta - autoritária
discreto - esperto .inteligente
orelhada - pancada nas orelhas
farracho - um bocado grande
cancela - caban dos moirais de ovelhas
rebadão - chefe dos moirais
moirais - guardadores de ovelhas e porcos
alfireiro - moiral sazonal guardava boregos quando eles são apartados das mães para não mamarem
crosco - cheio de pressa
grumar - vomitar
enricar - enriquecer
escalavardado - estragado, desarrumado

Agora aguardamos que nos escrevam lembrando mais palavras que enriqueçam o nosso dicionário
Podem fazê-lo para

jjherdeiro@hotmail.com

quarta-feira, janeiro 11, 2006

11 de Janeiro , dia do ZÉ BATISTA

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Hoje é dia de festejo.

O ZÉ BATISTA continua a cometer o tal erro que todos cometem , que é o "fazer anos".
Mas é bom fazê-los, pois é sinal de vida, e a vida deve festejar-se.
No dia 11 de Janeiro, através da História, fomos indagar o que aconteceu de importante , e descobrimos que.
Em :
1913- O Tibet proclamou a independência
1929 - É implantada a jornada de 7 horas de trabalho na URSS
1943 - Estados Unidos e Grã Bretanha renunciam ao direitos extraterritoriaia na China
1946 - Enver Hoxa proclama a Republica Popular da Albânia .
E que no ano de nascimento do festejado,aconteceu:
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Principais notícias do mundo neste ano

Organização do primeiro top de vendas de música pop, com base nos recordes de vendas publicado no jornal Billboard, em Nova Iorque.


- Adolf Hitler lança o Volkswagen — o carro do povo -, com a intenção de competir com o modelo T da Ford e incentivar a economia alemã.
- O avião de combate britânico Spitfire parte de Eastleigh, em Southampton, no seu primeiro voo.
- Em Portugal, aprovação, através de decreto-lei, da Mocidade Portuguesa e da Mocidade Portuguesa Feminina.
- É criado, pelo governo português, o Campo do Tarrafal, em Cabo Verde, que recebe os primeiros presos políticos a 29 de Outubro.
- Hailé Selassié, imperador da Etiópia, e a sua família fogem de Addis Abeba, que três dias antes fora tomada por forças italianas.
- Uma revolta militar, líderada por Emílio Mola e Francisco Franco, dá início à guerra civil espanhola.
- Início da Guerra Civil Espanhola, liderada por Francisco Franco contra o governo republicano.
- Em Berlim, abertura dos XI Jogos Olímpicos.
- Assinatura da Aliança Anglo-Egípcia.
- O general Francisco Franco toma posse como chefe de estado do Governo Nacionalista de Espanha.
- Os primeiros presos políticos chegam ao Campo do Tarrafal.

Nasceram a 11 de Janeiro
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0 - Rita Blanco (actriz)
1859 - Francisco de Andrade (barítono)
1864 - Henry Gordon Selfridge (empresário)
1903 - Alan Paton (escritor)
1929 - Rod Taylor (actor
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A prenda que o nosso Blog oferece ao Zé, é:

A FOTO DA PRAÇA PRINCIPAL DOS PORTEIRINHOS
PARABÉNS ZÉ

cartazes políticos

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sábado, janeiro 07, 2006

POEMAS DE DESPIQUE

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o NOSSO BLOG VAI HOJE TANSCREVER UM EXERTO DO CONCIONEIRO POPULAR PORTUGUÊS coligido por J. Leite d Vasconcelos, - Por Ordem da Universidade, 1979
Talvez, por ser Mértola uma ligação entre Alentejo e Algarve, seja oportuno transcrever estas Décimas que teriam sido feitas por Marcelino Ramos, e que com outro companheiro as andava ele cantando por várias terras.)

Despique do Alentejo e do Algarve:

I
Alentejo
.
Sou o Alentejo opulento,
Tenho gado e cereias;
Algarve, quero saber
Qual de nós valerá mais.

1.
Sou na verdade crescido,
Que a todos meto cobiça;
Tenho montanhas de cortiça
Que a muitos têm enriquecido.
Tenho p’ra fora vendido
Cereais de valimento;
Tu, Algarve, toma tento
Em quem já te socorreu,
Porque tu sabes que eu
Sou o Alentejo opulento.

ALGARVE
1.
P’ra que te estás a abonar?
Que és muito rico eu bem sei,
Mas defeitos te porei
Que tu não hás-de gostar.
Eu tenho praias no mar,
Não acreditas talvez,
Que eu dou banho mais de um mês.
Sou o recreio do teu povo
E sou cheio como um ovo
Cá na minha pequenez

ALENTEJO

2.
Eu sou em tudo abundante:
Tenho muitas azinheiras,
Com a lande das sobreiras
Engordo gado bastante;
Tenho muito negociante,
Tenho muitos olivais,
Eu tenho de tudo mais
Do que tu ninca hás-de ter;
Contudo deves saber
Tenho gado e cereais.
.
ALGARVE
2.
És mui grande e muito forte,
Mas és pouco povoado,
És muito desabitado,
Só tens charnecas e mato.
Por isso tu toma tacto:
Se muito valor te dão,
Eu, por mim, digo que não
Na explicação que te faço.
Mas, em meu pequeno espaço
Sou todo uma povoação
.
ALENTEJO
3.
Eu tenho em mim celeiros
Cheios de trigo até mais não;
Sou abundante de pão
Tenho em mim muitos dinheiros.
Até os teus corticeiros
Ajudo-os bem a viver,
Dou-te tudo p´ra comer
Em toda a minha grandeza.
E qual é a tua riqueza?
Algarve, quero saber.

ALGARVE
.
3.
Se tu tens tanta valia
Como estás a apresentar,
P’ra que vens a mim buscar
P’ra ti tanta pescaria?
Não passa nem um só dia
Nem um sequer, com certeza,
Que eu não mande com franqueza
Peixe para a minha vizinha;
Não pescas nem uma sardinha,
Tu, com a tua grandeza
.
ALENTEJO
.
4.
Eu tenho muito toicinho
E o precioso presunto,
Eu tenho de tudo munto.
Sou a fama do bom vinho,
Sou da riqueza o beijinho,
Porque tenho coisas tais.
Até pessoas reais
Em mim têm arvoredo.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

6 de janeiro - dia de reis - dia do ELISIÁRIO

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O ELISIÁRIO festeja hoje o seu aniversário, e o nosso blog festeja com ele.

Rebuscámos o Diario de Notícias da época, e lá encontrámos a notícia, aliás, as notícias do ano em que nasceu.

DIÁRIO DE NOTICIAS.

Edição Anual - Número 39 - Preço: 40 Centavos Director Pedro Soares

Nasce ELISIÁRIO CANDEIAS

Presidente discursa sobre o nascimento

6 de Janeiro de 1939

O Presidente da República Portuguesa, Óscar Carmona, proclamou, num breve discurso ao país, que hoje será dia de celebração nacional pelo nascimento de ELISIÁRIO CANDEIAS. Era evidente o seu contentamento pelo tão aguardado nascimento. Hoje, na sua curta visita ao bébé, Óscar Carmona, reencontrou várias personalidades da sociedade portuguesa, mostrando-se bastante animado. O dia 6 de Janeiro de 1939 será, a partir de agora, uma data importante no calendário nacional.

Principais notícias do mundo neste ano Durante a guerra civil de Espanha, as forças do general Franco, com a ajuda da Itália, conseguem tomar Barcelona.

- Comemorações do Duplo Centenário da Fundação e Restauração de Portugal com o içar da bandeira da Exposição Histórica do Mundo Português, na Praça Vasco da Gama.

- Em Lisboa, é assinado o Tratado de Amizade e Não-Agressão entre Portugal e Espanha, chamado Pacto Ibérico.
- Final da guerra civil em Espanha com a rendição de Madrid às tropas do general Franco.
- A Itália invade a Albânia.
- O rei Zog da Albânia abdica do trono após a Itália invadir o seu país.
- Winston Churchill, primeiro-ministro britânico, insiste numa aliança militar com a URSS.
- A Suécia, a Noruega e a Finlândia rejeitam a proposta de pactos de não-agressão por parte da Alemanha, enquanto a Dinamarca, a Estónia e Letónia aceitam.
- Jorge VI visita os EUA, ao terminar a sua viagem ao Canadá, sendo o primeiro rei britânico a fazê-lo.
- Assinatura do Pacto de não agressão pela URSS e a Alemanha, que, contudo, vigorará pouco tempo, facilitando a invasão da Polónia por Hitler.
- A Alemanha invade a Polónia, iniciando-se assim a II Guerra Mundial.

- A Grã-Bretanha, a Nova Zelândia, a Austrália e a França declaram guerra à Alemanha.
- Invasão da Polónia pela URSS.
- Varsóvia, capital da Polónia, rende-se às forças alemãs.
- A URSS e a Alemanha acordam na partilha da Polónia.
- A Alemanha integra, no terceiro Reich, a parte ocidental da Polónia.
- A URSS invade a Finlândia.
- E Tudo o Vento Levou estreia em Nova Iorque.
- O nylon é pela primeira vez produzido com fins comerciais, em Delaware, nos Estados Unidos

2ª cerimónia anual dos Óscares de Hollywood Mais um ano cheio de filmes fabulosos a encher os ecrans. Foi sem dúvida um grande espectáculo a noite da entrega dos óscares deste ano. O prémio para o melhor filme foi para E Tudo o Vento Levou. Este filme arrecadou também o óscar para o melhor realizador, Victor Fleming. Para o melhor actor o óscar foi atribuído a Robert Donat pelo seu excelente desempenho este ano. Considerada a melhor actriz, Vivien Leigh, recebeu o seu óscar com grande contentamento.

Fazem anos neste dia...

0 - Rosa do Canto (cantor)
0 - Pacheco Pereira (político)
1367 - Ricardo II (rei de Inglaterra)
1412 - Santa Joana d'Arc
1833 - Gustave Doré (artista e ilustrador)
1878 - Carl Sandburg (poeta)

quinta-feira, janeiro 05, 2006

preliminares

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Um sujeito engravatado entra na lojinha do Abdul, no Martim Moniz em Lisboa, e olha com desprezo para o balcão escuro,as roupas penduradas em ganchos.
Ao deparar-se com esta situação, o Abdul irrita-se com o desprezo do tipo, e resmunga:
- Está a olhar para a loja do Abdul com cara de parvo porquê?
Com esta lojinha, Abdul tem apartamento em Cascais, tem apartamento em Algarve, tem casa no Chiado, tem quinta no Alentejo, tem filho a estudar medicina nos Estados Unidos, tem filha estudando moda em Paris, tudo só com lojinha!
O sujeito vira-se e diz:
Boa tarde , Eu sou o fiscal das Finanças!
- Muito prazer! Eu Abdul, maior mentiroso do Martim Moniz...

quarta-feira, janeiro 04, 2006

imagens do alentejo..MONTE NOVO DA RIBEIRA

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MONTE NOVO DA RIBEIRA, em dia de nascimento de borreguinhos.
Ao fundo o "CÊRRO DAS MOSES" e à direita pode-se ainda vêr uma parte duma das casas do MONTE DO FORNO DA CAL