quinta-feira, março 01, 2007

29 de fevereiro, dia de aniversário da MARIA ALICE COLAÇO

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A ALICE festeja o seu aniversário
e nós uma vez mais estamos em
festa com ela.


A ALICE ocupa um lugar muito especial na família, que lhe tem um carinho grande.
O nosso Blog hoje, dedica-lhe uma imagem do seu Monte da Ribeira, onde brincou, cresceu, ajudou a criar os irmãos mais novos, e muito labutou.



Dedica-lhe ainda um lindo poema de José Carlos dos Santos

Agarro a madrugada
como se fosse uma criança,
uma roseira entrelaçada,
uma videira de esperança.
Tal qual o corpo da cidade
que manhã cedo ensaia a dança
de quem, por força da vontade,
de trabalhar nunca se cansa.
Vou pela rua desta lua
que no meu Tejo acendo cedo,
vou por Lisboa, maré nua
que desagua no Rossio.
Eu sou o homem da cidade
que manhã cedo acorda e canta,
e, por amar a liberdade,
com a cidade se levanta.
Vou pela estrada deslumbrada
da lua cheia de Lisboa
até que a lua apaixonada
cresce na vela da canoa.
Sou a gaivota que derrota
tudo o mau tempo no mar alto.
Eu sou o homem que transporta
a maré povo em sobressalto.
E quando agarro a madrugada,
colho a manhã como uma flor
à beira mágoa desfolhada,
um malmequer azul na cor,
o malmequer da liberdade
que bem me quer como ninguém,
o malmequer desta cidade
que me quer bem, que me quer bem.
Nas minhas mãos a madrugada
abriu a flor de Abril também,
a flor sem medo perfumada
com o aroma que o mar tem,
flor de Lisboa bem amada
que mal me quis, que me quer bem

josé carlos ary dos santos

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

preliminares

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Estou, é da polícia?
- É sim, em que posso ajudá-lo?
- Queria fazer queixa do meu vizinho Manel. Ele esconde droga dentro dos
troncos da madeira para a lareira.
- Tomámos nota. Muito obrigado por nos ter avisado.
No dia seguinte os agentes da polícia estavam em casa do Manel.
Procuraram o sítio onde ele guardava a lenha, e usando machados abriram ao
meio todos os toros que lá havia, mas não encontraram droga nenhuma.

Praguejaram e foram-se embora.

Logo de seguida toca o telefone em casa do Manel.
- Hei, Manel, já aí foram os tipos da polícia?
- Já.
- E racharam-te a lenha toda?
- Sim
- Então feliz natal, amigão! Essa foi a minha prenda!

domingo, fevereiro 25, 2007

MONTE NOVO DA RIBEIRA

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O MONTE DA RIBEIRA visto da barragem construída pelo António e o António José, dá uma imagem diferente e nova do velho monte que tantas "estórias" tem na memória e na saudade de quem lá nasceu, viveu ou permanece.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

preliminares

. A professora estava com dificuldades com um dos alunos.
- Lucas, qual é o problema?
- Sou demasiado inteligente para estar no primeiro ano. A Minha irmã
está no
terceiro ano e eu sou muito mais inteligente do que ela, quero ir para o
terceiro ano também!
A professora vê que não vai conseguir resolver o problema e manda-o para
o conselho directivo.
Enquanto Lucas está na sala de espera, a professora explica a situação
ao director, este decide fazer um teste ao miúdo.
A professora então chama o Lucas e explica-lhe que lhe vão fazer um
teste e caso ele responda correctamente a todas as perguntas passará
automaticamente para o terceiro ano.

O Director começa:
- Lucas, quantos são 3 vezes 3?
- 9.
- E quantos são 6 vezes 6?
-36.
E o director continua com as perguntas a que um aluno do terceiro ano
deve saber responder e Lucas não erra nada. O director diz para a professora:
-Acho que vamos mesmo ter que passar o Lucas para o terceiro ano.
- Posso fazer algumas perguntas também, Sr. Director?
Pergunta a professora.
O director concorda e a professora começa:
- A vaca tem quatro e eu só tenho duas o que é?
Lucas pensa um instante e responde:
- Pernas.
Ela faz-lhe outra pergunta:
- O que é que tu tens nas tuas calças que eu não tenho nas minhas?
O director arregala os olhos, mas não tem tempo de interromper...
- Bolsos. Responde Lucas.
- O que é que entra na frente da mulher e que só pode Entrar atrás no
homem?
Estupefacto com as questões, o director prende a respiração...
- A letra "M". Responde o miúdo.
A professora continua o questionário:
- Onde é que a mulher tem o cabelo mais encaracolado?
- Em África.
- O que é que é mole, mas na mão das mulheres fica duro?
- O Verniz.
- O que é que as mulheres têm no meio das pernas?
- Os joelhos.
- O que é que a mulher casada tem mais larga que a solteira?
- A cama.
- Qual o monossílabo técnico que começa com a letra C e Termina com a
Letra U e ora está sujo ora está limpo?
- O céu.
- O que é que começa com C tem duas letras, um buraco no meio e eu já
dei a várias pessoas?
- CD.
Não se contendo mais, o director interrompe, respira aliviado e diz à
professora:
- Ponha o Lucas no quarto ano. Até agora EU errei todas!

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

letras de modas alentejanas

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A RIBEIRA QUANDO ENCHE

O meu coração é teu
O teu de quem é não sei
O teu devia ser meu
Foi por isso que eu lutei

A ribeira quando enche
Vai de pedrinha em pedrinha
O homem que leva a barca
Leva seu bem na barquinha

Leva seu bem na barquinha
Inda lhe digo outra vez
Quem namora sempre alcança
Um beijinho, dois ou três

Dizem que a folha do trigo
É maior que a da cevada
Também a minha amizade
Ao pé da tua é dobrada

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

CRÓNICA DE UM CARNAVAL EM CASTRO VERDE

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Já me não vou espantando com a qualidade dos eventos culturais que vêm ocorrendo em Castro Verde.
Desde a vivacidade e excelência dos "Sete Sóis" de Setembro, às actividades paralelas à Feira de Castro,aos Jogos Concelhios, à Quinzena Cultural Primavera no Campo Branco, à Festa de São Miguel, às Festas da Vila, aos concertos das Camponesas, dos Ganhões e dos Carapinhas, se nota a qualidade da organização e a política cultural no bom sentido.

Desta vez assisti ao surpreendente PEDDY PAPER DOS ENTROUXOS de segunda da Carnaval.
Não esperava tanta criatividade, tão boa produção.

A organização decidiu mimar uma cerimónia "solene" do que seria a recepção pela "máfia local" -a família "Casterini" -à máfia Siciliana.

Com pompa e circunstância a Máfia Siciliana chegou numa enorme limousine,
de onde foram saindo uma dúzia de figurões mafiosos ,comandados pelo padrinho dos padrinhos, todos a trajar à epoca e com rigor a que não faltaram enormes charutos e chapeus de aba, e algumas "luparas" escondidas nos assertoados.
Perfilados receberam os cumprimentos reverenciais da Máfia Casterini, tudo isto num clima carnavalesco de muita animação.
O Burlesco foi muito conseguido e as pessoas divertiram-se muito apesar da chuva miudinha que nunca parou.

Depois, seguiu-se a animação musical com toda a gente no meio da rua a agitar-se ao ritmo e a dar-se inicio ao Peddy Paper com os grupos concorrentes fantasiados de :vacas, bruxas, bombistas, ovelhas, cabras, velhas,palhaços, guardas da torre de Londres e outras fantasias divertidas, a partirem ruas fóra a cumprir as tarefas do concurso.
Excelente,parabéns à Organização.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

poema de ANTÓNIO COLAÇO

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Sempre que visitamos o
Monte Novo da Ribeira,
enriquecemos o nosso
conhecimento com as
memórias e vivência
do António.
Desta vez colhemos mais
um poema que ele tão
bem guarda e diz, do antigamente:
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CRÓNICA DE UM DESASTE

Tinha uma curva a fazer
próximo a uma ribeira
teve um desastre brutal
foi morrer à Vidigueira

A vinte e sete do dez
ele de Évora abalava
pr'a vêr se depressa chegava
deu em calcar os pés
Foi dum frecheiro através
ao meio do pé foi bater
pobre rapaz a sofrer
e com dores tão horríveis
E por serem estradas terríveis
ter uma curva a fazer

A Cuba foi passear
à terra do seu amigo
talvez fosse por esse o perigo
de ir-se lá demorar
o atraso quis ganhar
partindo em grande carreira
já ao pé da Vidigueira
quando um bivaque caíu
quis travar não conseguiu
próximo a uma ribeira

Que ele na tropa estava
já tinha feito seis meses
à sua terra vinha às vezes
quando dispensa tirava
parecia que adivinhava
que era curta a sua carreira
passeou na grande feira
e logo para Évora abalou
e por pouco soou
foi morrer à Vidigueira

ANTÓNIO COLAÇO, do Monte da Ribeira

CARNAVAL DE ALMODÔVAR

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O SEMPRE ANIMADO CARNAVAL DE ALMODÔVAR VAI SER ASSIM ESTE ANO

Carnaval 2007 em Almodôvar
O desfile de Carnaval de Almodôvar , um dos mais conhecidos da Região do Campo Branco, vai realizar-se no próximo dia 20 de Fevereiro, 3ª feira, na Praça da República.
Com início previsto para as 14h30m, a participar neste desfile, estará ainda o Grupo Comparsa la Movida e o Grupo de Teatro de Rua Artelier, prevendo-se um aumento do número de participantes relativamente aos anos anteriores, uma vez que de forma a recuperar uma tradição que aos poucos se vinha perdendo, a Câmara Municipal de Almodôvar, aumentou desde há dois anos, os prémios de participação. Desta forma, todos os grupos de 10 ou mais elementos que se desloquem a pé, terão um prémio de participação de 250 euros, enquanto que os grupos de 7 ou mais elementos, que se desloquem em carro alegórico e devidamente ornamentado, terão um prémio de participação de 350 euros. Relativamente aos Prémios de Classificação, poderão chegar aos 150 euros para grupos que desfilem em carro alegórico, aos 125 euros, para os grupos que desfilem a pé, e aos 75 euros para os participantes individuais.
Depois de terminar o desfile, a animação não acaba e ficará a cargo da música brasileira com a Banda Axebábá.

domingo, fevereiro 18, 2007

Dia 17 de Fevereiro, Parabéns MARIANA

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O DIA É DA MARIANA


Hoje a MARIANA está em festa.
Dia de Aniversário é dia de alegria,,é dia da festa da vida.
Neste dia ela é o centro do universo da sua família e amigos, e nós, o
nosso blog, que também é o dela, estamos igualmete em festa


DIÁRIO DE NOTICIAS

Edição Anual - Número 18- Preço: 60$00 Director José Saramago -

Nasce MARIANA SOFIA COLAÇO DA COSTA

O Presidente das Republica Mário Soares, ao tomar conhecimento faz um discurso de júbilo no Parlamento a saudar o nascimento.

Sexta feira
17 de Fevereiro de 1989
O Presidente da República Portuguesa, Mário Soares, proclamou, num
breve discurso ao país, que hoje será dia de celebração nacional pelo
nascimento na cidadede Faro, de MARIANA SOFIA COLAÇO DA COSTA. Era evidente o seu contentamento pelo tão aguardado nascimento Hoje, na sua curta visita ao bébé,
Mário Soares, reencontrou várias personalidades da sociedade
portuguesa, mostrando-se bastante animado. O dia 17 de Fevereiro de
1989 será, a partir de agora, uma data importante no calendário
nacional e um marco de esperança na juventude


Principais notícias do mundo neste ano

- Início da retirada das tropas cubanas fixadas em Angola.
- Em Portugal, Jorge Sampaio é eleito secretário-geral do PS.
- A ocupação militar do Afeganistão pela URSS termina ao fim de nove anos.
- P. W. Botha, primeiro-ministro sul africano, é obrigado a demitir-se
da liderança do seu partido e da presidência do país após adoecer
gravemente.
- António Ramos Rosa, poeta português, recebe o Prémio Pessoa.
- Ayatollah Khomeini condena o escritor Salman Rushdie à morte por ter
escrito Os Versículos Satânicos, considerado um livro blasfemo pelo
Irão.
- Vaclav Havel, escritor checo, é preso por participar em
demonstrações antigovernamentais.
- Início da visita de Cavaco Silva, primeiro-ministro de Portugal, à
Guiné-Bissau, que se prolonga por quatro dias.
- Legalização das rádios piratas pela concessão de alvarás de rádio a
todo o território nacional, pelo governo português.
- No Vaticano, o papa João Paulo II recebe Mário Soares, presidente da
República Portuguesa.
- Em França, Eugénio de Andrade, poeta português, é agraciado com o
Prémio de Poesia Jean Malrieu para literatura estrangeira, pelo seu
livro Branco no Branco.
- Miguel Torga, escritor português, recebe o Prémio Camões,
constituído ao abrigo do Acordo Luso-Brasileiro.
- Mais de 100 000 estudantes chineses reunem-se na praça de Tiananmen,
ignorando as ameaças governamentais de castigos severos.
- A Lei Marcial é decretada na China, quando o governo adopta uma
posição mais firme contra as demonstrações pró-democráticas na Praça
de Tiananmen.
- Amália Rodrigues, fadista portuguesa, após ter actuado no Olympia, é
condecorada com a Medalha de Ouro da Cidade de Paris.
- A heroicidade das virtudes dos pastorinhos de Fátima, Francisco e
Jacinta, é reconhecida através de decreto pontifício.
- Otelo Saraiva de Carvalho sai da prisão de Tomar onde cumpriu
aproximadamente 5 anos de prisão, após ter sido condenado por
actividades subversivas.
- Admissão da primeira mulher nos quadros de oficiais do exército português.
- Aprovação da Lei da Revisão Constitucional.
- Mais de 300 000 mineiros de carvão siberianos entram em greve,
exigindo melhores salários e condições de trabalho.
- Na Polónia, é formado um governo de coligação com Tadeuz Mazowiecki
como primeiro-ministro, sendo este o primeiro chefe de governo não
comunista num país de leste.
- A sonda espacial norte-americana Voyager 2 alcança Neptuno;
fotografias do satélite Tritão revelam a existência de dois satélites
adicionais.
- Devido a um erro de computador, 41 000 parisienses recebem cartas
acusando-os de homicídio, extorsão e prostituição organizada, em vez
de infracção das regras de trânsito.
- A Hungria abre as suas fronteiras com a Áustria, permitindo a saída
de refugiados da RDA para a RFA, perante o desacordo do governo da
Alemanha Oriental.
- O cineasta português João César Monteiro conquista o Prémio Leão de
Prata do Festival de Veneza, com o filme Recordações da Casa Amarela.
- O furacão Hugo devasta os estados norte-americanos da Geórgia e da
Carolina do Sul, causando vastos prejuízos e mortes.
- Um pequeno avião, que transporta três deputados portugueses, cai ao
descolar da Jamba, ficando gravemente ferido João Soares, filho do
então presidente da República Portuguesa.
- Início da visita do papa João Paulo II à Coreia do Sul, Indonésia,
Timor Leste e ilha Maurícia.
- Após demonstrações pró-democráticas na RDA, o dirigente Erich
Honecker demite-se e é substituído por Egon Krenz.
- Fim do governo comunista na Hungria e proclamação de uma República livre.
- A queda do muro de Berlim põe fim à separação da RDA e da RFA, que
durava há 28 anos; o governo anuncia a livre circulação entre as duas
Alemanhas.
- O político checo Alexander Dubcek aparece pela primeira vez em
público após 20 anos de ausência, discursando num comício
pró-democrático em Praga.
- A escritora Agustina Bessa-Luís e a jurista Isabel Magalhães Colaço
são admitidas como sócias efectivas da Academia das Ciências de
Lisboa, que conta já com duzentos anos de existência.
- O papa João Paulo II e Mikhail Gorbachev encontram-se em Roma,
terminando os 70 anos de hostilidade entre o Vaticano e a URSS.
- Em Portalegre, inauguração do Centro de Estudos José Régio, que
preservará a obra do escritor.
- Fernando Collor de Melo é eleito presidente do Brasil.
- O general Noriega, ditador do Panamá, é destituído pela intervenção
militar dos Estados Unidos a pedido do novo governo-civil.
- O ditador romeno Nicolae Ceausescu é deposto por um sangrento golpe militar.
- Vaclav Havel, dramaturgo checo, é eleito presidente da Checoslováquia.
- Alexander Dubcek, que tinha sido expulso do Partido Comunista em
1970, é eleito presidente do parlamento checo.
- António Nunes de Almeida, arquitecto português, conquista o Prémio
Valmor 88 com o edifício Lloyds Bank, na Avenida da Liberdade, em
Lisboa.

CINEMA

Realizou-se a 52ª cerimónia anual dos Óscares de Hollywood
ŽAnd the winner is...Ž Mais um ano cheio de filmes fabulosos a encher
os ecrans. Foi sem dúvida um grande espectáculo a noite da entrega dos
óscares deste ano. O prémio para o melhor filme foi para Miss Daisy. O
óscar para o melhor realizador foi ganho por Oliver Stone do filme
Nascido a 4 de Julho. Para o melhor actor o óscar foi atribuído a
Daniel Day-Lewis pelo seu excelente desempenho este ano. Considerada a
melhor actriz, Jessica Tandy, recebeu o seu óscar com grande
contentamento.


Fazem anos neste dia, além da Mariana...

1766 - Thomas Malthus (economista)
1869 - Gago Coutinho (almirante e aviador)
1929 - Yasser Arafat (líder palestiniano)
1934 - Alan Bates (actor)
1954 - Rene (actriz)
1963 - Michael Jordan (basquetebolista)

Horóscopo

Aquário é o 11º signo do zodíaco. Os aquarianos são estranhos e gostam
de ser assim. Estão sempre a sonhar e adoram fazer planos, quebrar as
regras e conhecer novas pessoas. São bastante liberais. Têm poucos
inimigos e muitos amigos. Não se preocupam com o que os outros possam
pensar deles. São um pouco cabeças no ar. Apesar de serem bastante
individualistas, gostam de trabalhar em grupo. Os nativos deste signo
necessitam de espaço mas o amor tem um grande significado nas suas
vidas. Aliás, quanto mais espaço tiverem mais fiéis serão. São o signo
do amor fraterno. Principais características: independente, intenso,
intelectual, revolucionário.


Música
As Musicas dos tops sao: Look Away / Chicago, Sweet Child O' Mine /
Guns N' Roses e Every Rose Has Its Thorn / Poison.


Para a Mariana o nosso Blog dedica este lindo poema de Natália Correia

Queixa das almas jovens censuradas

Dão-nos um lírio e um canivete
e uma alma para ir à escola
mais um letreiro que promete
raízes, hastes e corola

Dão-nos um mapa imaginário
que tem a forma de uma cidade
mais um relógio e um calendário
onde não vem a nossa idade

Dão-nos a honra de manequim
para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
sem pecado e sem inocência

Dão-nos um barco e um chapéu
para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
levado à cena num teatro

Penteiam-nos os crâneos ermos
com as cabeleiras das avós
para jamais nos parecermos
connosco quando estamos sós

Dão-nos um bolo que é a história
da nossa historia sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo

Temos fantasmas tão educados
que adormecemos no seu ombro
somos vazios despovoados
de personagens de assombro

Dão-nos a capa do evangelho
e um pacote de tabaco
dão-nos um pente e um espelho
pra pentearmos um macaco

Dão-nos um cravo preso à cabeça
e uma cabeça presa à cintura
para que o corpo não pareça
a forma da alma que o procura

Dão-nos um esquife feito de ferro
com embutidos de diamante
para organizar já o enterro
do nosso corpo mais adiante

Dão-nos um nome e um jornal
um avião e um violino
mas não nos dão o animal
que espeta os cornos no destino

Dão-nos marujos de papelão
com carimbo no passaporte
por isso a nossa dimensão
não é a vida, nem é a morte

Natália Correia

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

GRAÇA DE PADRÕES

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VOLTAR À GRAÇA DE PADRÕES
É SEMPRE PRAZEIROSO.
É UMA LOCALIDADE MUITO
SIMPÁTICA, ARRUMADA, CALMA
ONDE SE RESPIRA TRANQUILIDADE.

Desta vez encontrámos a Maria Bárbara e o Zé Rodrigues bem mais disponíveis, já sem as tarefas do estabelecimento que tanto os prendia.
Deram muitos anos ao trabalho ,agora curtem um merecido tempo para eles.
Tomámos juntos uma boa merenda, relembrámos "estórias" doutros tempos, matou-se saudades.

Hoje publicamos algumas imagens da Graça, que vão correr mundo, dar a conhecer uma aldeia alentejana com qualidade de vida


A IGREJA AVISTA-SE DE TODAS AS RUAS DA ALDEIA

A Senhora da Graça de Padrões é uma freguesia portuguesa do concelho de Almodôvar, com 34,88 km² de área e à volta de 500 e tal habitantes ; A densidade populacional é de 14,2 hab/km²

Dista 13 kilometros da Vila de Almodôvar.


O LAR DA GRAÇA DE PADRÕES

O Lar da Graça de Padrões e as Minas de Neves Corvo à vista da aldeia dão emprego e movimeno à localidade


DO ADRO DA IGREJA DA GRAÇA, AVISTA-SE A MINA DE NEVES CORVO

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

ENTRUDANÇAS 2007 em ENTRADAS

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EM ENTRADAS VAI
TAMBÈM HAVER
CARVAVAL:
:
Será nos dias 17, 18 e 19 de Fevereiro a próxima edição do Festival Entrudanças. O programa inclui bailes e oficinas diversificadas, mas este ano será dada uma atenção muito especial à (riquíssima) cultura Alentejana: o cante, os bailes, a campaniça, a flauta tamborileiro, os brinquedos tradicionais, Os bailes nocturnos contarão com os Dites34, João Gentil e Luís Formiga, NoMazurkaBand e Uxukalhus

Tudo isto organizado pela Câmara Municipal de Castro Verde e a Junta de Freguesia de Entradas

CARNAVAL EM CASTRO VERDE, promete ser divertido

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O CARNAVAL EM CASTRO VAI
TER ENTROUXOS...


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"X PEDDY PAPER DOS ENTROUXOS
Em maré de se brincar o Carnaval, não podia faltar a arrepiante e temível prova, Peddy Papper dos Entrouxos. É já no dia 19 de Fevereiro, a partir das 21h00, que o Peddy Papper volta a assombrar as ruas de Castro Verde, pondo à prova os concorrentes mais corajosos."

A concentração dos Entrouxos volta a ter lugar junto ao Cine-Teatro, para depois se aventurarem no desconhecido.

Como Participar?

(VÊR AS INSTRUÇÕES NO...
SITE DA CAMARA MUNICIPAL DE CASTRO VERDE)

domingo, fevereiro 11, 2007

FOMOS À FEIRA DO PAU ROXO

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Tínhamos anunciado e fomos mesmo à feira do PAU ROXO.
Desde a capela de São Sebastião estende-se até à Vila num corredor de tendas e vendas que vêm colorir a vila e dar op0rtunidades de PECHINCHAR.


A feira também se denomina de São Sebastião e espalha-se à volta da capelinha do Santo padroeiro.


VENDA DO PAU ROXO, DE MANUEL GUERREIRO, QUE NÃO DEIXA CAIR A TRADIÇÃO

No dia 20 de Janeiro
a Feira de São Sebastião
apesar de muito antiga
vai mantendo a tradição

A nossa feira tão bela
junto à vila na traseira
começaq à cerca da ladeira
e vai além da capela
é uma linda aguarela
pró curioso forasteiro
se dispõe d'algum dinheiro
compra boas recordações
nesta feira de tradições
no dia 20 de Janeiro

(poesia popular)



Castro mantêm vivas as tradições e em termos culturais é das vilas que mais eventos realiza e promove

sábado, fevereiro 10, 2007

preliminares

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Um português estava calmamente sentado a tomar o seu café da manhã
quando um espanhol, a mastigar pastilha elástica se senta ao seu lado.
O português ignora o espanhol, que não se conforma e começa a puxar conversa:
Espanhol: - Comes esse pão inteirinho?
Português (de mau humor):- Claro.
Espanhol: - Nós não. Nós comemos só o miolo, a côdea juntamos num contentor
depois processamos, transformamos em croissants e vendemos para
Portugal.
O Português ouve calado.
O Espanhol insiste: - Tu comes esta geleia com o pão?
Português: - Claro.
Espanhol: - Nós não. Nós comemos frutas frescas com o café da manhã,
mandamos todas as cascas e sementes para contentores, depois transformamos em geleia e vendemos para Portugal.
Aí o portuga já irritado pergunta:
Português: - E o que é que vocês fazem com os preservativos depois das
relações sexuais?
Espanhol: - Deitamos fora, claro!
Português: - Nós não. Vamos guardando tudo em contentores, processamos,
transformamos em pastilhas elásticas e vendemos para Espanha.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

eles disseram

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A gravidez é um processo complexo e completo que envolve a barriga, o coração e a cabeça. Uma gravidez só de barriga, sem desejo, sem afecto e sem projecto é uma gravidez de risco, para todos e em particular para uma criança que venha a nascer.A mulher que não se sente capaz de "assumir com condições essa tarefa" tem o direito de parar o processo para evitar maiores danos, a si e à criança.
(TERESA SÁ (Psicóloga clínica) .
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As crianças não sáo só feitas de carne, mas em certa medida de desejos, palavras , sonhos, mitos e lendas. A identificação da maternidade com a reprodução biológica nega que o mais importante na reprodução humana seja o processo de concepção e gestação, mas sim a tarefa social, cultural simbólica e ética de tornar possível a criança num novo sujeito humano.
(S.TUBERT.)
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Às 10 semanas não bate um coração.Não há um ogão, há um conjunto de células, há um esboço de todos os orgãos que só estarão funcionais a partir das 6 meses, só a partir das 24 semanas há movimentos conscientes.
(MÁRIO SOUSA - Dir. o Laboratório de Biologia Celular do Instituto de Ciências Bioédicas Abel Salazar)
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Eu voto "não", porque o senhor prior ensinou-nos na missa deste domingo, que os bébés até nasceram são encarnações do Menino Jesus. Matá-los é como se estivessemos a matar o próprio Menino Jesus.
(GERTRUDES ATALAIA-(entrevistada na rua)
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A posição de muitos médicos que aparecem a bramar que, nesmo que o SIM ganhe, não praticarão manobras de interrupção de gravidez, faz-me duvidar se eles não estarão a proteger os seus interesses, por deixarem de ter o negócio chorudo que tem sido fazê-lo em clinicas priadas clandestinas ou por detrás de parteiras especializadas.
(JOÃO MATIAS CHAVES)
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O desenvolvimento do feto às 10 semanas é ainda muito incipiente, faltando designadamente o sistema nervoso e o cérebro,não há ainda actividade neuronal, pelo que não faz sentido falar em ser humano, muito menos numa pessoa.
(VITAL MOREIRA)
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Hoje em dia é possível com os meios técnicos existentes (sobretudo as ecografias) saber com clareza, das condições do feto em gestação e das probabilidades da existência de anomalias que possam gerar uma criança com deficiência. As mulheres que não provocarem a interrupção da gravidez nestes casos, elas sim, deveriam ser punidas, pois estão a condenar um ser humano a uma vida dependente e de dôr.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Provérbios

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não metas a mão em prato onde te fiquem as unhas
quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão
não se malha em ferro frio
não se pescam trutas a bragas enxutas
não se pode fazer a par - comer e assoprar
não suba o sapateiro além da canela

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

preliminares

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À noite, a minha mulher e eu, sentados na sala, falávamos das coisas
da vida. Abordávamos a temática de viver ou morrer "com dignidade".
Na oportunidade, ocorreu-me dizer-lhe "nunca me deixes viver em
estado vegetativo, dependendo de uma máquina e de uma garrafa de
líquidos. Se me vires nesse estado, desliga as máquinas que me mantêm
vivo..."
Ela levantou-se, desligou-me a televisão e deitou a cerveja fora.

sábado, fevereiro 03, 2007

Parabéns MARIA ADELINA

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A MARIA ADELINA festeja os
seus anos ,hoje 3 de Fevereiro.
O nosso blog junta-se à festa,
participa na alegria e reivindica
uma fatia de bolo.

A Torre da Marinha acordou hoje com o troar dos foguetes, festeja-se a vida.
Rodeada da família, e com o carinho muito especial da neta que obrigou a avó a apagar as velas, a MARIA ADELINA esteve feliz.
Para a aniversariante dedicamos esta rosa:



Parabéns, para o ano cá estaremos a festejar de novo

casas de CASTRO VERDE

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LINDISSIMA CASA COM TERRAÇO E ESCADAS D CARACOL, QUE PERTENCERAM A JACINTO FALEIRO

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

A MARIA BARBARA da GRAÇA DE PADRÕES, faz hoje anos

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PARABÉNS BARBARA.
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A Bárbara festeja o seu aniversário e nós também com ela.
Depois de tantos anos de labuta, a Maria Barbara tem hoje um aniversário mais calmo, mais festejado, sem pressas, curtindo cada minuto , rodeado da família a que nós temos o privilégio de pertencer.
Quanto ao bolo da velas , guarde uma fatia para nós que somos todos muito gulosos.
E hoje não há dietas..Parabéns.

poemas e poetas populares alentejanos

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O NOSSO BLOG CONTINUA
A DIVULGAR O ALENTEJO
HOJE O POETA
E O SEU POEMA A GLOSAR
UM MOTE DE MANUEL ALEGRE
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Décimas do (Ti Limpas)

(Ti Limpas) (*) de seu nome Manuel Inácio Veladas fez as décimas abaixo partir de MOTE de um poema de Manuel Alegre.
Manuel Inácio Veladas é natural de Ferreira de Capelins, Alandroal, onde nasceu

MOTE

PERGUNTO AO VENTO QUE PASSA
NOTÍCIAS DO MEU PAÍS
O VENTO CALA A DESGRAÇA
O VENTO NADA ME DIZ


(Manuel Alegre)

GLOSAS

1ª

Este mote ouvi um dia
Numa canção bem cantada
E por mim considerada
Das mais lindas que eu ouvia.
Quem fez esta poesia
Via o futuro sem ter graça,
Sem algo que o satisfaça
No seu exílio infernal,
Notícias de Portugal,
PERGUNTO AO VENTO QUE PASSA.

2ª

Sofreu, não desesperou
Dum sofrimento tão vil,
Mas o 25 de Abril
Afinal sempre chegou.
Satisfeito regressou
Considerou-se feliz
Por ver o que sempre quis
- Em Portugal nova aurora –
Perguntava a toda a hora
NOTÍCIAS DO MEU PAÍS.

3ª

Dizia Manuel Alegre
No seu exílio sombrio:
Se morrer, morro com brio
Sem que à tristeza me entregue,
Por muito que alheio navegue
Sou quem o exílio abraça,
Julgo o vento de má raça
Porque o é, infelizmente.
De quem sofre injustamente,
O VENTO CALA A DESGRAÇA.

4ª

Sofreu com brio e coragem
Esperava a todo o momento
Que até o próprio vento
Lhe levasse uma mensagem.
Não o quero em desvantagem,
- Ponham-se as pintas nos iis! –
Não sejamos imbecis
Deixemos de hipocrisia,
Lembrai-vos quando ele dizia
O VENTO NADA ME DIZ!

(*) Manuel Inácio Veladas é natural de Ferreira de Capelins, Alandroal, onde nasceu e reside há 76 anos de idade.
Toda a vida trabalhou na Agricultura e, nos últimos anos, tem vindo a ajudar a construir a Confraria do Pão (Alentejo), cujo Centro de Documentação já publicou o Livro “Nasce do Meu Pensamento”, com algumas das poesias populares alentejanas que vem fazendo e aprendendo desde criança.
Com uma vastíssima e riquíssima obra, é, seguramente, um dos mais importantes Poetas Populares que o Alentejo e Portugal já teve.

preliminares

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Um médico estava tendo um caso com sua enfermeira.
Após um tempo, ela disse a ele que estava grávida. Não querendo que
sua esposa soubesse, ele deu uma soma de dinheiro para a enfermeira e
mandou que ela fosse para a Itália e tivesse o bebê por lá.
Mas como eu vou te comunicar quando o bebê nascer? - ela perguntou.
Apenas mande-me um cartão postal e escreva no verso "spaghetti". Eu
vou cuidar de todas as despesas da criança.
Sem ter outra alternativa, a enfermeira pegou o dinheiro e voou para
a Itália. Seis meses se passaram e um belo dia a esposa do médico
telefona para ele no consultório e diz:
Querido, você recebeu um cartão postal da Europa pelo correio de
hoje, e eu não consigo entender o significado da mensagem...
Aguarde até que eu chegue em casa que eu explico pra você - respondeuo médico.
Naquela noite, o médico chegou em casa, leu o cartão postal e caiu no
chão com um violento ataque cardíaco.
Ele foi transportado imediatamente para o hospital e encaminhado para
a emergência. O chefe do plantão, enquanto tentava confortar a
mulher, perguntou qual o trauma que teria causado o ataque cardíaco.
A esposa do médico pegou o cartão postal e leu:
"Spaghetti, Spaghetti, Spaghetti, Spaghetti - dois com salsichas e
almôndegas, dois sem".

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

31 de Janeiro . parabéns ANTONIO COLAÇO

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Faz hoje anos o ANTÒNIO , do Monte da Ribeira.
O nosso blog tem especial carinho pelo ANTÓNIO, e dá-lhe calorosos parabéns.
A sua vivência de longos anos tem sido fonte de grande parte da memória que temos publicado sobre o seu Alentejo.
Visitar o Monte da Ribeiro e conversar com ele é um dos prazeres que conservo desde há anos. O ANTÒNIO sempre diz o que pensa sem subtrefúgios nem receios. Dali não se espere fingimentos, o que vem sendo raro encontrar hoje em dia.

Parabéns António, deseja-te o nosso blog

terça-feira, janeiro 30, 2007

Nem MARCELLO faz tão bem de SI MESMO...

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o gato fedorento faz assim...



AGORA VEJAM LÁ COMO O MARCELO VAI MUITO PEOR A FAZER DELE MESMO...



...FUI EU QUE INVENTEI O REFERENDO....SABIAM QUE TIVE 19 NO CURSO DE DIREITO?

preliminares

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Um ministro português recebeu, em Lisboa, um ministro angolano. Simpático, o ministro português convidou o outro a ir lá a casa. O ministro angolano foi e ficou espantado com a bela vivenda, em bairro chiquíssimo e com piscina.
Com a informalidade dos luandenses pôs-se a fazer perguntas.
- Com um ordenado que não chega a mil contos limpos, como é que o meu amigo conseguiu tudo isto? Não me diga que era rico antes de ir para o Governo?

O ministro português sorriu, disse que não, antes não era rico. E em jeito de quem quer dar explicações, convidou o outro a ir até à janela.
- Está a ver aquela auto-estrada?
- Sim, respondeu o angolano.
- Pois ela foi adjudicada por 100 milhões. Mas, na verdade, só custou 90... disse o português, piscando o olho.
Semanas depois, o ministro português foi de viagem a Luanda. O angolano quis retribuir a simpatia e convidou-o a ir lá a casa. Era um palácio, com varandas viradas para o pôr-do-Sol do Mussulo, jardins japoneses e piscinas em cascata. O português nem queria acreditar, gaguejou perguntas sobre como era possível um homem público ter uma mansão daquelas.
O angolano levou-o à janela.
- Está a ver aquela auto-estrada?
- Não

O MANUEL BATISTA está de parabéns

30 de JANEIRO é dia de festa
para o MANUEL e o nosso
Blog festeja com ele.


Ao pé do MANEL ninguém pode estar indiferente. Ele arranja sempre um motivo de conversa animada, uma piada apimentada, uma "provocação" certeira que em espiral provoca o contraditório, a troca de ideias , o levantar questões escondidas, enfim, a agitação saudável ,a clarificação.

As nossas tertulia dos Domingos à tarde sem ele não teriam a mesma graça.

Como todos os alentejanos pensam mais cedo ou mais tarde "regressar" às suas origens, como todos são poetas em potência, o noso blog oferece-lhe um poema que dedicado a ele faz todo o sentido:
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Aves do Sul

Somos as aves do Sul
Procurando um novo rumo
Saindo da nossa terra
Indo embora daqui
Acabamos por voltar
Um dia mais tarde
Por vezes tarde demais
Gastamos lá longe a vida
E não há duas vidas iguais

Belmira Besuga in «Alentejo até aqui"

segunda-feira, janeiro 29, 2007

preliminares

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Uma senhora está a voltar de uma viagem.
No avião vira-se para um padre que está sentado ao seu lado e faz-lhe um
pedido:
- Sr. Padre, eu comprei este aparelho, um depilador eléctrico novo.
O senhor importa-se de o esconder debaixo da sua batina, só para o caso de
passarmos por uma revista na alfandega?
O padre responde:
- Seria um prazer atendê-la, minha senhora. Mas aviso-a já que se me
perguntarem, eu não sei mentir.
A mulher concorda e fica a torcer para que ninguém pergunte nada ao padre.
Na alfândega um fiscal aborda o padre:
- Alguma coisa a declarar, Sr. Padre?
- Da cabeça até à cintura - diz o padre - não tenho absolutamente nada.
- E abaixo? - pergunta o fiscal, desconfiado.
- Ah, só um instrumento para mulheres, que nunca foi utilizado....

sábado, janeiro 27, 2007

PROVÉRBIOS

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a açorda faz a velha gorda e a menina formosa
a água corrente não mata a gente
a ambição cerra o coração
a apressada pergunta, vagarosa resposta
a boca do ambicioso só se fecha com terra de sepultura
a boda e a batizado, não vás sem ser convidado
a bom bocado, bom grito ou bom suspiro
a bom ou mau comer, três vezes beber

CASTRO VERDE, há quantos anos?

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HÁ ALGUEM QUE SE LEMBRE DE CASTRO ASSIM?

terça-feira, janeiro 23, 2007

preliminares

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Um septuagenário veste o casaco preparando-se para sair de casa.
A mulher, sentada em frente à televisão, pergunta-lhe:
- Onde é que vais?
- Vou ao médico - responde ele.
- Porquê? Estás doente?
- Não. Vou ver se ele me receita Viagra.
A mulher, levanta-se da cadeira de baloiço, e vai também buscar o
casaco.
Ele pergunta-lhe:
- E tu onde é que vais?
- Vou também ao médico.
- Porquê?
- Se vais começar a usar uma coisa enferrujada, acho melhor ir
vacinar-me contra o tétano...

domingo, janeiro 21, 2007

AS MONDADEIRAS DE SANTA CRUZ

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CONTINUAMOS A DIVULGAR
OS GRUPOS DE CANTE
ÁLENTEJANOS.
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Hoje cabe a vez às MONDADEIRAS DE SANTA CRUZ.
Ontem estivémos Graça de Padrões, e foi a minha sobrinha HERMINIA que me falou neste grupo:

Grupo Coral As Mondadeiras de Santa Cruz

Este grupo surgiu durante a realização do cortejo etnográfico realizado no dia de S. João; o nome surgiu porque antigamente a monda era um trabalho frequentemente realizado pelas mulheres de Santa Cruz. Inaugurado em 23 de Junho de 1999, em Almodôvar, este grupo é constituído por 15 elementos.

O Grupo tem como hino “Nós somos as mondadeiras”, e quem costuma fazer o alto são a Noémia e Eugénia, e quem costuma iniciar as modas são a Noémia, Eugénia, Amália, Maria Rosa e a Nádia.

Têm cerca de 30 cantigas. Normalmente costumam cantar 5 ou 6, mas depende do tempo que têm. Algumas das cantigas têm a ver com o concelho.

Já gravaram um CD, juntamente com as “Ceifeiras da Semblana” e as ”Andorinhas do Rosário”.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

FORUM MUNICIPAL em CASTRO VERDE

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"UM PERCURSO DUMA HISTÓRIA S/TÍTULO" de Fernando Felgueiras, no Fórum Municipal a partir de 18 de Janeiro

De 18 de Janeiro a 18 de Fevereiro, o Fórum Municipal recebe a exposição de pintura "Um Percurso duma História s/ Título", da autoria de Fernando Felgueiras.



Fernando Felgueiras nasceu no Porto, em 1941. Começou por trabalhar em publicidade e a fazer capas de livros para as publicações Dom Quixote. Actualmemte continua a trabalhar nos livros, como gráfico.

Mais recentemente expôs na Artelisboa, Fil (2004) e na Galeria Trema, em Lisboa (2003).

Horário da Exposição:
2ª a 6ª feira: 10h00 às 12h30 / 14h00 às 18h00
Sábados: 14h00 às 18h30

domingo, janeiro 14, 2007

PRELIMINARES

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Em certa escola, na Idade da Pedra, a professora distribui um pedaço
de pedra, um martelinho e um cinzel para cada aluno e começa a
fazer o ditado.
- O rei...
Pléc, pléc, pléc. Todos os alunos gravam uma coroa.
- ... é forte...
Pléc, pléc, pléc. Todos gravam um leão.
- e viril...
Todos ficam pensativos, de repente a voz de Joãozinho quebra o
silêncio:
- Professora! Viril escreve-se com um ou dois testículos?

sábado, janeiro 13, 2007

proverbios

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Casa de pobre, tacho de cobre
Cava fundo em Novembro, para plantares em Janeiro
Céu escamado, ao terceiro dia é molhado
Cevada loira,sardinha como toira

quinta-feira, janeiro 11, 2007

11 de JANEIRO, festejamos o ZÉ BATISTA

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Mais um amigo e coloborador
do nosso Blog, um alentejano
de antes quebrar que torcer,
festeja e nós festejamos com
ele mais um aniversário.

O Zé Batista sempre tem sido um lutador, toda a sua vida se preocupou com o bem estar geral, sempre dedicou algum do seu esforço a pensar e a actuar para que melhorasse a vida de todos nós.

O nosso Blog lembra este dia e dedica-lhe
um exerto da actuação de
Sérgio Godinho no Avante
de 2006

quarta-feira, janeiro 10, 2007

terça-feira, janeiro 09, 2007

PROVÉRBIO DO DIA

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'Ainda que entres na vinha e voltes o gibão, se não trabalhares, não te darão pão.'

Carta ao ministro da Defesa

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CARTA ENVIADA AO MINISTRO
DA DEFESA POR UM MANCEBO
PEDINDO ISENÇÃO DO SERVIÇO
MILITAR,

ExmoSr. Ministro da Defesa,venho deste modo explicar-lhe uma situação delicada que tem vindo a ocorrer, de maneira a poder obter um eventual apoio vindo de Vossa Exa.

Tenho 24 anos, e fui esta semana chamado para ir à tropa. Sou casado com uma viúva de 44 anos, mãe de uma jovem de 25 anos, da qual sou padrasto pois o meu pai por seu lado casou-se com essa jovem em questão. Neste momento, o meu pai passou a ser o meu genro, uma vez que se casou com a minha filha. Deste modo, a minha filha, ou chamemos-lhe, enteada, passou a ser a minha madrasta, uma vez que é casada com o meu pai. A minha esposa e eu tivemos, no mês passado, um filho. Esse filho tomou-se o irmão da mulher do meu pai, portanto o cunhado do meu pai. O que faz com que seja o meu tio, uma vez que é o irmão da minha madrasta. O meu filho é, portanto, o meu tio...A mulher do meu pai teve no Natal um rapaz, que é ao mesmo tempo o meu irmão, uma vez que ele é filho do meu pai, mas o meu neto por ser o filho da minha enteada, filha da minha esposa.- Desta maneira sou o irmão do meu neto! !...E como o marido da mãe de uma pessoa é o pai da mesma, verifiquei que sou o pai da minha esposa, e o irmão do meu filho. Resumindo: sou o meu avô!!!Deste modo, Sr Ministro, peço-lhe que estude pacientemente o meu caso, porque a lei não permite que o pai, o filho, e o neto sejam chamados à tropa na mesma altura. Agradecendo antecipadamente a sua atenção, mando-lhe os meu melhores cumprimentos.

domingo, janeiro 07, 2007

ADIAFA

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O NOSSO BLOG DIVULGA
MAIS UM GRUPO ALENTEJANO
COM SOTAQUE E TUDO.



OS ADIAFA AO VIVO

Adiafa


Um alentejo de confluências

Adiafa é uma palavra que tem origem no árabe - ad_diafa - referindo-se a um grande legado deixado pelos árabes em todo o Alentejo e Algarve. Um legado essencialmente ligado ao trabalho da terra e aos homens que a cultivam. Adiafa é, de resto, a celebração do convívio e do trabalho, em reunião de todos aqueles que convergiam ao Alentejo para trabalhos agrículas - sobretudo a monda, a ceifa e a apanha da Azeitona.

A música dos Adiafa assume a mistura de muitas refências musicais portuguesas - que viajaram de todo o país, para se concentrarem em terras alentejanas - trazidas por homens à procura do trabalho.

Também a utilização dos instrumentos - sobretudo os adufes e as caixas de guerra - fazem a ponte além fronteiras da terra dos homens de sol a sol. Não esquecendo, claro está, a utilização da Campaniça - este sim um instrumento do Baixo Alentejo, quase perdido, que agora vai sendo outra vez ouvido e tocado na região.

Os Adiafa são um grupo de sete músicos portugueses, empenhados na recuperação da canção tradicional alentejana, bem como na exploração das ricas polifonias vocais da região. Na bagagem, Zé Emídio (voz, adufe, bombo, caxixi), Emídio Zarcos (voz, caixa de guerra, chinfalho), Paulo Coçado (voz, viola campaniça), Luís Espinho (voz, palmas, textos), Toi Santos (voz, tracanholas, triângulo), João Paulo (voz, bombo), e Joaquim Simões (voz, fagote), trazem um passado repartido entre a formação e o ensino musical, a participação em grupos populares e a investigação da tradição sonora do Alentejo. A rampa de lançamento da banda, no entanto, acabou por ser uma música de origem popular, para a qual gravaram uma versão ligeira, e um teledisco humorístico. "As Meninas da Ribeira do Sado", um dos temas mais tocados, na rádio e na televisão, ao longo de 2003, valeu aos Adiafa significativa popularidade, bem como o convite para fazer a primeira parte do espectáculo da colombiana Shakira, no Pavilhão Atlântico. O concerto da cantora viria, de resto, a registar a lotação máxima do recinto lisboeta. Pequenas localidades rurais completam a sobrelotada agenda dos Adiafa, que no Verão são, inclusive, convidados a actuar na Suíça, para um público composto maioritariamente por emigrantes portugueses. O concerto abre o apetite dos baixo-alentejanos por mais deslocações ao estrangeiro, enquanto em território nacional "Adiafa", o álbum, atinge a marca da platina, por vendas superiores a 40 mil unidades.
Recorrendo a instrumentos tradicionais portugueses, como o adufe, o caixixi, a caixa de guerra, o chinfalho, a viola campaniça, as tracanholas e o fagote, os Adiafa tentam transpor para a sua música a alegria subjacente à expressão que lhes dá nome: proveniente do árabe "ad diafa", a palavra refere-se a uma dádiva oferecida pelos senhores da terra aos seus subordinados, à celebração entre os trabalhadores agrícolas que convergiam no Alentejo, para ajudarem à monda, à ceifa e à apanha da azeitona. A festa da amizade, e resultante erosão das fronteiras sociais, é um dos motes da banda, que, "porque os tempos mudaram", incluem em "Adiafa" uma remistura para "As Meninas da Ribeira do Sado", a "piscar o olho à noite disco-dançante das noites da cidade". Tudo com sotaque alentejano.


As Meninas Da Ribeira Do Sado
Adiafa
Composição: Adiafa

Estala a bomba
E o foguete vai no ar
Arrebenta e fica todo queimado
Não há ninguém que baile mais bem
Que as meninas da ribeira do Sado

As meninas da ribeira do Sado é que é
Lavram na terra com as unhas dos pés
As meninas da ribeira do Sado
São como as ovelhas
Têm carrapatos atrás das orelhas

Era um daqueles dias bem chalados
Em que o sol batia forte nas cabeças
As meninas viram que eu estava apanhado
E disseram nunca mais cá apareças

Mas não fui e entretive-me a bailar com três
Queriam que eu fosse atrás no convés
Mas não fui e mandei-as irem daar banho ao meu canário
Que bateu as botas com dores num ovário

Estala a bomba
E o foguete vai no ar
Arrebenta e fica todo queimado
Não há ninguém que baile mais bem
Que as meninas da ribeira do Sado

As meninas da ribeira do Sado é que é
Lavram na terra com as unhas dos pés
As meninas da ribeira do Sado
São como as ovelhas
Têm carrapatos atrás das orelhas

Têm carrapatos, têm carrapatos, têm carrapatos, têm carrapatos,
têm carrapatos, têm carrapatos, têm carrapatos, têm carrapatos,
têm carrapatos, têm carrapatos, têm carrapatos, têm carrapatos,
têm carrapatos atrás das orelhas!

sábado, janeiro 06, 2007

Parabéns ELISIÁRIO,hoje é 6 de Janeiro

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É dia de festa na Torre da Marinha, na Dotesta e também no Feijó, pois claro.


O nosso blog associa-se aos festejos do aniversário do ELISIÁRIO CANDEIAS, também ele nosso companheiro de Blog.

Para ele em vez duma prenda vulgar, e dada a vida de luta que sempre teve, vamos dedicar-lhe este poema do Zeca Afonso, que vem dos tempos do exílio do cantor do 25 de Abril, e que tanto receio causou ao regime anterior.

OS VAMPIROS

No céu cinzento Sob o astro mudo
Batendo as asas Pela noite calada
Vêm em bandos Com pés veludo
Chupar o sangue fresco da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada [Bis]

A toda a parte chegam os vampiros
Poisam nos prédios poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos
Mas nada os prende às vidas acabadas

São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei

Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

No chão do medo tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos na noite abafada
Jazem nos fossos vítimas dum credo
E não se esgota o sangue da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhe franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

Ah, também fazem anos hoje, o Pacheco Pereira e o Mister Bean

sexta-feira, janeiro 05, 2007

CRISTOVÃO COLOMBO, ALENTEJANO?

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A propósito duma nossa matéria
sobre a tese de que Colombo poderia
ser alentejano,da Vila de Cuba, o nosso blog
recebeu um email de DURHAM, na Inglaterra,

VISTA DE DURHAM

enviado por MALENA GLÓRIA, que gentilmente
nos enviou esta informação, que publicamos:

"A Conferência sobre Colombo na Secção de História da Sociedade de Geografia de Lisboa será no dia 26 de Fevereiro de 2007 ás 17.30 :
http://seccaodehistoriadasgl.blogspot.com/2006/07/2-encontro-do-grupo-de-trabalho-de.html
Será dado a cada um dos convidados 30 minutos para a sua apresentação.


O Sr. Manuel da Silva Rosa historiador e autor do livro "O MISTÉRIO COLOMBO REVELADO" ( http://www.colombo.bz/novidades.htm ) da editora Ésquilo ( http://www.esquilo.com ) vai falar sobre "A Portugalidade de Colombo" e o Professor Dr. Francisco Contente Domingues falará sobre “A nacionalidade de Colombo: um problema relevante?”
O Sr. Manuel da Silva Rosa vem dos EUA a Lisboa para essa conferência e talvez alguma sessão de assinaturas na FNAC, Bertrand, e outras lojas onde o seu livro de grande contributo para a história Portuguesa encontra-se á venda.
Convidamos a todos os interessados a comparecer e trazer todas a pessoas que poderem para não só que se encha a sala mas para que se mostre ao público Português que há interesse por este tema em Portugal. Assim esperamos de abrir os olhos á media e aos representantes públicos e deputados para que no futuro ajudem-nos a promover o Cristóvão Colon Português como já começamos em Outubro 28 de 2006 com a inauguração da estátua na nossa vila Alentejana de Cuba.
A história conhecida de um Genovês está equivocada mas essa história só será corrigida com a ajuda de todo o Portugal.


MANUEL DA SILVA ROSA merece um aplauso pelo seu minucioso trabalho de pesquisa, pela sua agudeza de interpretação e raciocínio, pela sua capacidade descobrir contradicões nos historiadores seus antecessores.
Na verdade, acho que o livro deve ser lido acompanhando bem as interpretações bastante perspicazes do autor que nos coloca perante factos e documentos que lògicamente, nos conduzem a uma solução.
O livro coloca com bons argumentos a nacinalidade Portuguesa, perante a nunca categòricamente provada nacinalidade Genovesa ou Catalã. Desmonta mesmo a argumentação pouco consistente que outros usaram, talvez levianamente, ou por desconhecimento do ambiente da Corte de D.João II com todas as intrigas político-económicas e sociais da época.
O livro vale como um todo, pois ao fim e ao cabo todo o seu texto constitui um argumento global. O seu título "O MISTÉRIO COLOMBO REVELADO" define bem o conteúdo.
Somente a fac-simile da carta secreta do Rei D. João II com data de 1488 ao seu agente secreto em Castela é bastante para justificar ler o livro mas Manuel Rosa mostra muitos outros documentos que provam a nacionalidade Portuguesa do grande navegador. Vale a pena ler e devia de ser lido por todos nós Portugueses."

Malena Glória
PO Box 13277
Durham, NC 27709

MARGARIDA GUERREIRO, uma fadista alentejana

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MARGARIDA GUERREIRO nasceu em MONTEMOR


Também há fado no Alentejo..

Margarida Guerreiro nasceu no Alentejo em Montemor-o-Novo.
O seu primeiro contacto com o fado surgia, ao ouvir alguns discos de Amália, Manuel de Almeida e Maria Teresa de Noronha que existiam em casa dos pais, e que a marcaram profundamente.
Assim nasceu este amor pelo mais forte valor e símbolo de cultura lusitana, o Fado.
Incentivado pelo saudoso guitarrista e poeta Manuel Justino Ferreira, seu conterrâneo que canta pela primeira vez no Cine Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo.
Diversas actuações em espectáculos, casa de fado e programas de rádio, transmitiram-lhe a confiança e audiência para participar no concurso de Fado do "Amália clube de Fado", e perante um júri composto por João Braga, Carlos do Carmo, Carlos Zel, entre outros conquistou o primeiro lugar, do qual resultou a gravação de um trabalho representativo do concurso, com outros fadistas.
Dos muitos eventos em que participou, não esquece o espectáculo de Amália Rodrigues, em que foi convidada a cantar.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

VEM AÍ A FEIRA DO PAU ROXO em CASTRO VERDE

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é JÁ NO SÁBADO, 20 DE jANEIRO


Feira do Pau-Roxo
A Feira do Pau-Roxo tem a sua origem no culto ao mártir S. Sebastião. Reza a história que o mesmo protegia as povoações da peste. Mas esta feira também herdou o nome da cenoura cuja venda se fez tradição: o Pau-Roxo.
Testemunho vivo do passado e de uma sociedade auto-suficiente, em que o que se produzia na horta servia de moeda de troca.

Consta que o evento está ligado ao culto de S. Sebastião, santo mártir protector das populações portuguesas perante o flagelo da peste.

Manda a tradição que a matança do porco se faça até esta feira. Hoje, o seu nome continua ligado a uma cenoura roxa que ainda ali se vende: o pau-roxo.


Nesta feira, há também árvores de fruto e adereços para brincar ao Entrudo, produtos típicos desta época.


Localidade: Castro Verde

Local: Rossio do Santo

terça-feira, janeiro 02, 2007

preliminares

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Um camionista vê á beira da estrada um homem verde a chorar.
Pára e pergunta-lhe o que se passa.
"Sou verde , venho de Venus, sou homosexual e tenho fome" responde-lhe
o homem.
"Bom, diz o camionista, posso dar-te uma sandes, mas quanto ao resto não posso fazer nada"
Dá-lhe a sandes e continua o seu caminho.
Um pouco mais longe, ele vê um homem vermelho a chorar.
Pára outra vez e pergunta-lhe o que se passa.
"Sou vermelho, venho de Marte, sou homosexual e tenho sede".
"Posso dar-te água, mas para ao resto não vou poder ajudar-te"
Dá a água e continua o seu caminho.
Um pouco mais longe vê um homem todo de azul.
Pára e já impaciente grita:
"Ouve lá oh paneleiro, de que raio de planeta vens tu?"
O homem azul, impassível, responde:
"Para já mostre-me os seus documentos! Depois falaremos!"

domingo, dezembro 31, 2006

UM ANO MUITO BOM PARA TODOS

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É o que o nosso blog
deseja a todos os
que participam
connosco, quer lendo
quer escrevendo.
Uma saudação muito
especial para os
que nos têm visitado
de fóra do País,
especialmente da Suiça,
do Canadá, da França,do Brasil
e dos Estados Unidos
e que nos têem incentivado

sábado, dezembro 30, 2006

CANTAM AO VIVO OS MINEIROS DE ALJUSTREL

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ESTA GRAVAÇÂO DOS
MINEIROS DE ALJUSTREL
É DE 1988.



Um conjunto de vozes, umas suaves outras roucas, um fato de trabalho azul, um capacete que lhes ilumina o caminho e um lenço de cores portuguesas. São estes os elementos que constituem um dos mais carismático e singular grupo na história do cantar tradicional do Alentejo e de Portugal: O Grupo Coral do Sindicato Mineiro de Aljustrel. Companheiros de profissão, que depois de mais um dia de trabalho duro e exaustivo, ganharam o hábito de cantar em tabernas e igrejas. O cante alentejano, uma vibrante e sobrevivente tradição polifónica – comparável aos “ensembles vocais da Corsega e Sardenha- tem nos Mineiros de Aljustrel um mais que digno representante e divulgador. Nas suas vozes a magia acontece, a tristeza agita-se , a saudade oprime e o amor enaltace. É o canto de trabalho, amor, saudade e luta, na sua forma mais pura, autentica, em todo o seu explendor.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

VAMOS CANTAR AS JANEIRAS

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EM SÃO MARCOS DA ATABOEIRA,NO DIA 4 DE JANEIRO

Pelas 20,30 do dia 4 de Janeiro, vai-se cantar as Janeiras, na Biblioteca Municipal MANUEL DA FONSECA, e pelas ruas da Vila.
Vão estar presentes "AS ATABUAS" de São Marcos da Ataboeira, e vai haver também recitação de poemas alusivos à época.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

segunda-feira, dezembro 25, 2006

gentes do Alentejo - JOSÉ CARLOS MALATO

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JOSÉ CARLOS MALATO
É ALENTEJANO.



É de Monforte, é alentejano, tem orgulho de o ser, e todos os dias aproveita o tempo de antena dos programas onde é protagonista para o assumir, e divulgar as belezas da Planicie dourada. .

Há nos que sigo a carreira deste grande comunicador, primeiro na Antena 3, nas Manhãs da 3, onde com a Ana Lamy, a Ana Galvão o Diogo Beja, o Peixoto, punha toda a gente a sintonizar a aquela emissora entre as 7 e as 10 da manhã. Depois já na Televisão , na RTP onde o "UM CONTRA TODOS " ganhou a dimensão que tem ,com as suas imapagável condução do concurso, e os diálogos divertidos que estabelece com os concorrentes.

José Carlos Malato (n. Monforte - Portalegre, 7 de Março de 1964), apresentador de televisão, locutor e copyrwiter português.

Frequentou o Curso de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa, que abandonou para se licenciar em Ciências da Comunicação, na mesma Universidade.

Locutor de rádio desde a década de 80, trabalhou na Rádio Renascença e RFM, realizando também vários programas, nomeadamente para a Rádio Comercial e Antena 3. Actualmente mantém-se na televisão como apresentador de programas na RTP (2003 - Portugal no Coração; 2004 - Um Contra Todos; 2006 - A Herança).

Foi professor assistente da Universidade Autónoma de Lisboa.

Ainda há pouco tempo, o José Carlos Malato teve a alegria de vêr o povo da sua terra, da sua região ,petar-lhe uma grande homagem, dar o seu nome a um Largo.
Eis a notícia:



"Uma notícia discreta de há umas semanas atrás o município de Monforte inaugurou um largo com o nome do apresentador da RTP, José Carlos Malato. A história foi contada em revistas de televisão e na edição online do bissemanário Fonte Nova. A leitura dá-nos conta da emoção do filho da terra perante a homenagem e da alegria do governador civil de Portalegre em distinguir "alguém vivo e jovem" e por quebrar a tradição de só homenagear os mortos. Há toda uma lição de história nestas palavras."

TRADIÇÕES DO NATAL ALENTEJANO

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Tradições de Natal do Alentejo


A colocação de um madeiro de grandes proporções na principal praça das localidades é uma prática que insiste em permanecer. Fronteira e Barrancos são dois dos locais onde tal se verifica, mas um pouco por todo o Alentejo o madeiro ‘teima’ em aparecer.


O madeiro começa a ser escolhido muito cedo e é recolhido sem qualquer autorização. O povo diz que é para aquecer o menino Jesus, e isso é explicação suficiente.

Em Alter do Chão, além da grande fogueira, é habito fazer-se um presépio em madeira, que fica colocado no coreto. Em Moura é habitual montar-se o presépio imóvel, sobre o musgo, tendo-se o cuidado de colocar uma pequena searinha a enfeitar.

Em certas localidades do distrito de Évora a matança do porco é feita, antes do Natal, para se assegurar o abastecimento da missadura (Consoada). À mesa cabe sempre a carne do porco, confeccionada de variadas formas. Instrumentos musicais típicos desta zona, nomeadamente a zabumba, (instrumento de percussão feito com um cântaro de barro, cuja boca é tapada com uma pele de borrego), aparecem timidamente em algumas Missas do Galo. Em Moura, há poucos anos, a zabumba ainda tocou na Igreja de S.João Baptista. Tradição que se tem perdido é o beijar o Menino nas casas dos particulares. Actualmente o pároco e o sacristão já não levam a imagem aos montes e casas dos que por alguma razão não podem sair. Agora, quem quiser fazê-lo terá que se deslocar à igreja.

Nas mesas dos alentejanos, o bacalhau, o peru e o tronco de Natal marcam também presença. Sobretudo no Alto Alentejo, na época das festas faz-se sempre o nógado. A barriga de freira, a sopa dourada e a boleima são três doces que acompanham o Natal dos alentejanos há muitas gerações.


Boleima

Ingredientes: 4 almeçadeiras de farinha, 1 almeçadeira de leite, 1 almeçadeira de óleo, 1 colher de café de fermento, 1 pitada de sal, 3 maçãs médias, canela q.b. e açúcar q.b.

Juntam-se numa tigela grande a farinha, o leite, o óleo, o fermento e o sal. Com as mãos amassa-se tudo muito bem durante alguns minutos. Distribui-se metade da massa num tabuleiro de alumínio rectangular. De seguida deita-se por cima açúcar e canela. Cobre-se com maçã cortada em fatias finas. Espalha-se então o resto da massa por cima deste preparado, repete se a operação do açúcar e da canela e vai ao forno. Depois de cozida, parte-se a boleima aos quadradinhos.

domingo, dezembro 24, 2006

Poema do Natal

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O NOSSO BLOG ASS0CIA-SE
À SIMBOLOGIA DA QUADRA E
DEDICA ESTE POEMA AOS
QUE DIARIAMENTE NOS
VISITAM

Nesta altura de Natal,
Não devemos esquecer,
Dar um gesto de amizade,
Aos que estão a sofrer.

Quer seja no hospital,
Ou esteja em casa doente,
Que o Natal restitua,
A saúde a toda a gente.

Os desejos mais sinceros,
Pra quem a saúde falta,
Dum Santo e Feliz Natal
E que em breve tenham alta.

De todos os doentinhos,
Que Deus tenha piedade
E ponha depressa termo,
À sua enfermidade.

Que a Providência Divina,
Lhe conceda essa mudança,
Para que este seu Natal,
Seja um Natal de esperança.

Euclides Cavaco

segunda-feira, dezembro 18, 2006

18 DE DEZEMBRO - Festejamos o aniversário do JOÃO MIGUEL

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O JOÃO MIGUEL FAZ HOJE
ANOS E VEIO AO FEIJÓ
FESTEJAR A CASA DAS
TIAS HERMINIA E NATÉRCIA.
PARABÉNS AO ANIVERSARIANTE
AO PAI JOÃO LUIS E À MÃE CONCEIÇÃO
O NOSSO BLOG FELICITA TAMBÉM



Neste dia faz também anos gente famosa
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Steven Spielberg, realizador e empresário norte-americano.
Brad Pitt, actor norte-americano.

domingo, dezembro 17, 2006

OS GANHÕES DE CASTRO VERDE

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OS Ganhões de Castro Verde vão lançar antologia de cante
“Os Ganhões” de Castro Verde são um grupo referência na história do cante alentejano. Agora, brindam-nos com a edição de uma Antologia 1972-2006, onde se reúne uma selecção de modas retiradas das suas edições discográficas.

Este duplo CD, acompanhado de um manancial importante de informação, intitula-se “Terra”, numa evocação à terra na sua essência elementar, mas também a Castro Verde. Este trabalho é uma homenagem a todos os homens que foram e são a voz do grupo ao longo da
sua existência.

A apresentação vai ter lugar no Cine-Teatro Municipal, dia 27 de Janeiro, pelas 17h00, onde irão actuar também outros corais convidados dos Ganhões.

preliminares

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De partida para a guerra, um soldado muito ciumento resolveu colocar um
cinto de castidade na esposa, temendo ser traído.
- Não é justo, posso morrer na guerra e minha mulher é muito jovem.
Já sei, darei a chave ao meu amigo de confiança e se algo acontecer comigo,
ele poderá soltá-la.
No dia da partida, mal tinha cavalgado 200 metros, ouviu a voz do amigo,
que corria desesperadamente em seu encalço.
- Que aconteceu amigo, o que houve?
- Companheiro! Você deixou a chave errada!

sexta-feira, dezembro 15, 2006

ESCRITRES ALENTEJANOS - JOAQUIM MESTRE

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JOAQUIM MESTRE



Joaquim Mestre nasceu em Trindade, concelho de Beja. É licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e pós-graduado em Ciências Documentais pela mesma universidade, é autor de um livro de contos “O Livro do Esquecimento”, do romance “A Cega da Casa do Boiro” e director da Biblioteca Municipal José Saramago, de Beja.

A sua ultima obra é "O Perfumista"



“O Perfumista” tem como pano de fundo a 1.ª Guerra Mundial, a Revolução Russa, as aparições de Fátima e a Pneumónica, passa-se no princípio do século XX e tem como cenário próximo o Alentejo, numa determinada região, entre Mértola e Alcoutim e conta a história de um homem que se apaixona por uma mulher. Não pelos seus olhos, não pelos seus cabelos, mas pelo seu odor, tal como contou à Voz da Planície o autor do livro. Um romance que aborda também o Alentejo na perspectiva do maravilhoso, do fantástico e do imaginário popular.

“Quero que cada livro meu
seja uma caixinha de emoções”

Obra aborda a história da paixão de um homem pelo cheiro da sua mulher numa aldeia do Baixo Alentejo no início do passado século.
Com os seus livros, Joaquim Figueira Mestre procura revelar o que cada pessoa tem de “maravilhoso, de fantástico ou ‘sobrenatural’”.

“O perfumista é uma história de amor com muitas histórias lá dentro. É um livro que procura resgatar um certo imaginário do Alentejo que não tem propriamente a ver com questões sociais ou políticas que foram tão caras aos neo-realistas. É um livro que vai mais ao indivíduo e àquilo que certas pessoas transportam de fantástico, de maravilhoso, de assombro. Procurei dar voz àquelas figuras de espanto e assombro que povoavam o Alentejo. Procurei dar voz a essas pessoas que estão esquecidas no Alentejo, pessoas que tinham qualquer coisa de maravilhoso dentro delas”.
O discurso na primeira pessoa é de Joaquim Figueira Mestre, que descreve assim o seu segundo romance, O perfumista, editado pela Oficina do Livro no passado mês de Setembro. Uma história de amor de um homem pelo odor da sua mulher passada na fictícia aldeia de Almorim e que tem por pano de fundo o início do século XX, o surto de febre pneumónica, a primeira Grande Guerra Mundial e a revolução bolchevique.
“Uma coisa que sempre me interessou e que de alguma forma, se calhar inconsciente, esteve na base do livro foi o facto de acreditar que as pessoas se escolhem umas às outras pelos aspectos intelectuais e também pelos aspectos físicos. E a questão do olfacto é determinante nas escolhas que fazemos de amigos e, principalmente, amorosas. Tenho a percepção que há aquilo a que as pessoas chamam de ‘química’, um conjunto de diversos factores em que entra o odor da própria pessoa. Foi pensando um pouco acerca disso que escrevi este livro”, explica o autor, que é também director da Biblioteca Municipal José Saramago, em Beja.
Corria na altura o ano de 2001. Cinco anos depois, O perfumista chegou às bancas. “Foi um livro demorado, porque só escrevo quando realmente sinto a voz das personagens, quando sinto que estou com aquela toada, aquele ritmo. Porque na minha opinião, O perfumista tem uma toada, uma musicalidade que nos vai transportando. E eu tenho de sentir essa música ressoar dentro de mim, como se fosse uma lenga-lenga. E só quando sinto isso é que eu escrevo”, garante.
Desse processo resulta uma escrita “espontânea” e de “paixão”, em que são as personagens a definir o seu próprio rumo. “Há muita imaginação dentro deste livro e as personagens é que o vão escrevendo. Eu apenas as vou conduzindo. Mas a maior parte das vezes nem as consigo controlar. É como se pegasse numa jangada, a metesse ao mar sem remos e bússola, e deixasse que ela fosse guiada pelas estrelas, à bolina”, observa.

Contador de histórias. Analisando a sua obra literária – O Livro do Esquecimento (2000), A Cega da Casa do Boiro (2001) e O perfumista (2006) –, Joaquim Figueira Mestre prefere definir-se como “contador de histórias” e não como “escritor”. Interessa-lhe, sobretudo, “o interior das personagens”, onde se cruzam a morte e o amor, o desespero e a perda, a solidão.
“São essas coisas que me inspiram fortemente. Interessam-me muito mais as questões interiores e ver em cada pessoa aquilo que ela tem de diferente de todas as outras, o que traz dentro de si de maravilhoso, de fantástico ou ‘sobrenatural’”, garante.
Isto leva-o a construir os seus livros como “caixinhas de surpresas”, onde as emoções esperam um desfolhar de páginas para se soltarem pela imaginação dos leitores. “O que me interessa é contar histórias que façam as pessoas pensar, que as emocionem, divirtam ou irritem. Quero que cada livro meu seja uma caixinha de emoções. Não procuro transmitir qualquer mensagem política ou social”.
De momento, Joaquim Figueira Mestre encontra-se a promover O perfumista pelo Norte do país. Um contacto mais directo com os leitores que considera ser “interessante”, até porque “a principal gratificação que uma pessoa tem depois de tantos anos a escrever um livro é que as pessoas gostem da obra”.
“O feedback dos leitores é a única recompensa que podemos ter. Porque nisto dos livros ou se vendem uns largos milhares de livros ou não há compensação nenhuma em termos monetários. E a recompensa que temos é mesmo ter leitores, ter pessoas que nos leiam, ter pessoas que sabemos que de alguma forma lhe criámos momentos de prazer, fizemo-las entrar num espaço de ficção e durante esse tempo que leram o livro foram transportadas para dentro da história”, conclui.

Novo livro já idealizado
Depois de cinco anos a escrever O perfumista, Joaquim Figueira Mestre encontra-se já em pleno processo criativo para um novo livro. O cenário será a cidade de Beja no século XVII e terá por mote a paixão arrebatadora entre soror Mariana do Alcoforado e um oficial francês.
“Não vou procurar fazer uma reconstituição histórica e precisa [desse episódio]. Vou apenas basear-me num facto verdadeiro e depois criar à sua volta. Não será portanto um livro sobre Mariana do Alcoforado, pois tem uma abordagem diferente. Mas ela é a musa inspiradora”, revela.
O sucessor d’O perfumista voltará a levar a escrita de Joaquim Figueira Mestre para o Alentejo. Isto porque o autor confessa não sentir “grande apetência para escrever sobre as cidades”.
“O Alentejo é de uma grande contenção verbal. É um espaço de silêncio e de solidão. É preciso descobrirmos por detrás de tudo isso uma outra realidade que vive nas pessoas, mas não é visível à primeira vista. […] As cidades não me inspiram, muito menos as cidades contemporâneas. Não sou um escritor urbano, mas do mundo rural. E é esse imaginário do mundo rural que me inspira e interessa abordar”, finaliza.

terça-feira, dezembro 12, 2006

doçaria alentejana

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Bolo do Fundo do Alguidar

Ingredientes:

500 g de açúcar
3 ovos
1 colher de chá de fermento em pó
raspa da casca de 1 ou 2 limões (conforme o tamanho)
125 g de torresmos (ou de banha)
1 cálice de aguardente
1 kg de massa de pão
açúcar e canela para polvilhar
banha
Confecção:

Numa tigela batem-se os ovos com o açúcar, o fermento, a raspa da casca dos limões, a aguardente e os torresmos (ou a banha).
No fundo de um alguidar (daqui o nome deste bolo) encontra-se a massa de pão, à qual se junta o preparado anterior.
Mistura-se tudo muito bem.
Num tabuleiro bem untado com banha deita-se a massa.
polvilha-se abundantemente com açúcar e canela e leva-se a cozer em forno bem quente.

*O açúcar misturado com a canela, depois de cozido, forma um caramelo vidrado que transmite um sabor muito especial e característico a este bolo.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

preliminares

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Um pescador de caranguejos nunca tapa o balde
em que vai colocando os Caranguejos que apanha.
Isto admira toda a gente à sua volta.
Alguém lhe pergunta :
"Porque não tapas o balde em que tens os caranguejos ?
Não tens medo que fujam?"
Ao que o Pescador calmamente responde:
"Não é preciso.. são caranguejos portugueses:
quando um tenta subir, os outros imediatamente
o puxam para baixo!"

quinta-feira, dezembro 07, 2006

IMAGENS DO ALENTEJO - EDIFICIO DA JUNTA DE FREGUESIA DE CASTRO VERDE

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DA SUA SALA DE MULTIMÉDIA, EQUIPADA COM EXCELENTE EQUIPAMENTO INFORMÁTICO, TENHO EDITADO ALGUNS "POSTS" DO NOSSO BLOG.

OS MALTESES DE ALMODÔVAR

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OS MALTESES DE ALMODÔVAR
FESTEJAM ANIVERSÁRIO
FAZEM 20 ANOS
festejam no dia 9 DE DEZEMBRO


O Grupo nasceu em 1986.

Formado então por Carlos Rosa, Biana, Toy Gonçalves, José Carlos Godinho, juntaram-se-lhes outros elementos, dos quais destacamos, de início José Manuel Parrinha, Edgar Nunes e Rui Santana, além de duas vozes femininas, que por acaso eram do norte, a Lurdes e a Blandina,e ainda o João Paulo.

Ao longo destes 20 anos, vários amigos passaram pelos Malteses, casos da Vera e da Sandra, até que chegámos à formação actual, não sem que abandonasse também o grupo, o Ricardo.

Com a sua sede em Almodôvar, da formação inicial, restam apenas três elementos - o Toy, o Bia e o Carlos - resistentes convictos e defensores acérrimos da música Portuguesa. Para eles, tudo o que é Português é bom
desde que tenha o mínimo de qualidade, isto no que respeita à música.


Composto actualmente por oito elementos, com predominância para a juventude, é a seguinte formação do grupo:

Toy Gonçalves
Carlos Rosa
Biana
Silvie Rosa
Pedro Godinho
Zé Pedro
Orlando Mendinhos Zé Gonçalo


Dedicam-se os Malteses à pesquisa e à divulgação da música Portuguesa não só do Alentejo mas também de outras regiões do pais.

Porque a defesa da música portuguesa, popular ou tradicional, desde que cantada em português, é a bandeira dos Malteses, têm os mesmos um reportório que engloba, além de música popular e tradicional, temas originais,
alguns dos quais, tentam aliar a música popular à música mais de Vanguarda, resultando daí, temas simples e agradáveis ao ouvido, sem grandes cuidados musicais.

Com mais de uma centena de espectáculos realizados e muitos quilómetros percorridos, têm os Malteses sentido uma grande receptividade por parte do público que os ouve, quer em espectáculos em bares ou discotecas, quer ao ar livre.

Com a manta ao ombro e encostado ao cajado, lá vão pela estrada procurando de quem goste dos seus sons.


Somos Malteses
De lés a lés
e com amor
de cada ves
que eu sou Maltês
eu sou cantor

Faço um poema
uma canção
de qualquer tema
teatro ou cinema
drama ou paixão

Dera-nos a natureza
o gosto de escolher
esta música de certeza
não vai morrer

Somos mensageiros do poema
da música popular
em cada gesto o nosso lema
vamos cantar


Refrão
Um dia virá do Minho
com acordeon
toca o cavaquinho
bem de mansinho
mas que belo som

Toca a viola
bem devagarinho
não vives de esmola
pega na sacola
segue o teu caminho

quarta-feira, dezembro 06, 2006

6 DE DEZEMBRO - parabéns ,ANA CATARINA

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ANA, parabéns


O nosso Blog, e connosco toda a família e amigos, que são muitos,estamos não só hoje,mas todos os dias do mundo com a Ana.
Tem alto significado para a Ana Catarina este acto singelo de fazer anos.
Isto porque a Ana é uma guerreira que se tem batido de forma indomável pela vida, e sabe dar valôr, tem a percepção plena da importância de vencer um dia após o outro.
A procura da felicidade é um acto de vontade só ao alcance do sêr humano pensante.
Ao não se render , ao transformar cada momento dificil numa vitória da vontade, e a partilhá-la com os que gostam dela, com os que lhe dedicam afectos, aponta-nos uma forma inteligente de se ser feliz.
E nessa matéria, a Ana Catarina é invencível.
Nós que temos o privilégio de ter a sua amizade, dizemos que para 2007 cá estaremos de novo a festejar mais um ano de vida.
Parabéns Ana.
Beijinhos

OS CARAPINHAS

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Grupo Coral Infantil "Os Carapinhas" retoma actividade
Depois de um período de interregno, o Grupo Coral e Infantil “Os Carapinhas” de Castro Verde retomou a sua actividade, constituindo assim um espaço de aprendizagem de cante alentejano para as crianças.

domingo, dezembro 03, 2006

3 de DEZEMBRO, dia do aniversário da HERMINIA

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"Do Testa chegou
com a mãe Barbara
e com a mana Natercia..."


parabéns HERMINIA



O nosso Blog dedica um grande carinho à HERMINIA que hoje completa mais um ano de vida.
Fazer anos é motivo de alegria, é prova de vida, e quando esta é vivida em paz,e se tem a fortuna de se estar rodeada de muitos amigos, é decerto uma vida feliz, prazeirosa.
A HERMINIA é um doce de pessoa, que detém a rara unanimidade de todos gostarem dela, não se lhe conhece um único desafecto.
O nosso Blog, todos nós seus parentes e amigos festejamos com ela esta data.
Mil beijinhos Herminia.

sábado, dezembro 02, 2006

imagens do alentejo

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LINDISSIMO ANOITECER NA GRAÇA DE PADRÕES

Provérvbios de DEZEMBRO

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Provérbios de Dezembro


Mês de Dezembro
Frio

Ande o frio onde andar, no Natal cá vem parar.

Natal

Caindo o Natal à segunda-feira, tem o lavrador de alugar a eira.
Depois que o menino nasceu, tudo cresceu.
Festa do Natal no lar, da Páscia na praça, do Espírito Santo no campo.
O Natal ao soalhar e a Páscoa ao luar.
Natal em casa, Páscoa em casa.

Caça

Em Dezembro, uma lebre galgos cento.
No Advento, a lebre no sarmento.
Pela Conceição, de galinholas um quarteirão.

Trabalho

Em Dezembro descansa, em Janeiro trabalha.
Em Dezembro descansa, mas não durmas.
Em Dezembro, lenha e dorme.
Pelo Natal, sachar o faval.
Pelo Natal, se houver luar, senta-te ao lar; se houver escuro, semeia outeiros e tudo.
Pelo Natal, semeia o teu alhal; e se o quiseres cabeçudo, semeia-o pelo Entrudo.

ALDEIA DE AIVADOS

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POR SER UMA ALDEIA COM CARACTERISTICAS
MUITO PRÓPRIAS E A MERECER REFLECÇÃO
DE TODOS NÓS O NOSSO BLOG VAI HOJE
FALAR SOBRE AIVADOS


A aldeia de Aivados, com 150 habitantes, situada a 13 quilómetros da sede
do concelho, Castro Verde, é única no Baixo Alentejo: é uma aldeia
comunitária, desde o século XVI, possuindo, além de um “governo”, com o
seu próprio regulamento interno, 400 hectares, um rebanho comunitário,
vários prédios urbanos e alfaias agrícolas.
Quem é natural ou reside há mais de um ano na pequena comunidade dos
Aivados não precisa de se preocupar em arranjar dinheiro para comprar um
terreno para construir casa própria: por “lei”, em efectividade desde,
pelo menos, 1562, tem direito a esse terreno gratuitamente, só o pagando,
à comunidade, se entretanto decidir vender a casa. Mais: como cidadão de
pleno direito da comunidade, tem também direito a uma parcela de terreno
nos “ferrageais” junto à aldeia, onde poderá fazer uma horta, criar
galinhas ou outros animais, desde que não criem problemas ambientais aos
restantes habitantes. Mais, ainda: na véspera de Natal, para reforçar a
ceia e poder comprar mais uma ou outra peça de roupa para suportar o
Inverno, receberá uma verba em dinheiro, uma percentagem dos lucros
obtidos pela comunidade na exploração dos terrenos mais desviados da
aldeia, a que chamam as “folhas”.Aivados é uma aldeia única no Baixo Alentejo. No entanto, a sua história,
que remonta ao século XVI, é pouco conhecida, inclusive a nível regional,
talvez por só existirem publicados e pouco divulgados dois trabalhos, com
profundidade, sobre a aldeia: um jornalístico, publicado no “Diário do
Alentejo”, em Setembro de 1982; outro na área da antropologia, um trabalho
de mestrado, realizado em 1997.Não se sabe ao certo em que ano e quem doou aos moradores os 400 hectares
que cercam a aldeia de Aivados. Terrenos que, ao longo da história, têm
sido cobiçados por muitas entidades públicas e privadas e sido alvo de
várias tentativas de usurpação. No entanto, através de processos
judiciais, um dos quais demorou 93 anos a ser resolvido, os moradores
sempre conseguiram preservar o seu património


Diz a tradição oral que os Aivados sempre foram “governados” por uma
comissão, eleita por todo o povo, composta por vários cidadãos. É de 31 de
Janeiro de 1934 a acta, escrita, mais antiga que fala no assunto,
referindo que essa comissão era constituída por um presidente, um
secretário, um tesoureiro e três vogais. Essa comissão – que, refira-se,
sempre funcionou, mesmo no tempo do fascismo – tinha plenos poderes para
resolver todos os problemas da comunidade. Sem capacidade jurídica que
transcendesse as “fronteiras” do território, a comissão foi, em termos
práticos, o executivo que levava à prática as deliberações tomadas em
assembleia geral pelo povo da aldeia. Entre essas deliberações,
contaram-se, por exemplo, a dado momento da história, “atribuir ao
forasteiro o estatuto de cidadão, ao serem-lhe concedidos todos os
direitos e deveres que usufruiam os naturais”.Por motivos legais, em 1989, foi necessário criar uma entidade com “corpo
jurídico” que acabaria por substituir a “comissão”. Essa entidade, a
Associação do Povo de Aivados, que em termos práticos substituiu a
“comissão”, possui uma direcção, um conselho fiscal e uma assembleia
geral.
Embora a Associação possua estatutos, , o que tem mais importância é o
regulamento interno, que dantes era apenas oral e que agora, aos
poucos, começa a ser redigido”. No entanto, por força da tradição, os
moradores continuam a tratar os responsáveis da associação por “comissão”.
E é esta “associação/comissão” que continua a governar, a gerir os
interesses da comunidade, sendo periodicamente todos os assuntos
discutidos em assembleia geral de moradores.Hoje, por motivos legais e burocráticos, colocam-se novas tarefas aos
responsáveis da aldeia, tanto mais que, nos últimos anos, graças a uma boa
gestão, o património da comunidade tem crescido, existem constantes
entradas e saídas de dinheiro, há contas bancárias, enfim, é preciso uma
contabilidade organizada, muito diferente daquela que existia há algumas
décadas.Por exemplo, presentemente, os terrenos conhecidos como “folhas”, que até
há poucos anos eram explorados individualmente pelos moradores
interessados, passaram a ser explorados directamente pela Associação do
Povo de Aivados, que possui vários tractores e alfaias agrícolas. Os
pastos desses terrenos já não são vendidos a terceiros (agricultores
vizinhos) mas sim aproveitados para o rebanho colectivo, que possui mais
de 500 cabeças de ovinos. Ou seja, a Associação, como pessoa colectiva,
passou a funcionar como uma empresa agrícola. E não só.E não só porque, além das vertentes agrícola e pecuária, a Associação tem
a seu cargo outras tarefas, tal como, por exemplo, renovar um contrato de
arrendamento com uma empresa que explora uma pedreira dentro dos terrenos
comunitários, a fim de permitir criar postos de trabalho aos moradores da
aldeia ou, por outro lado, respeitar as questões ambientais”.A acção dos “governantes” da aldeia também se faz sentir nos contactos com
o poder local (Junta de Freguesia e Câmara Municipal), em obras de
beneficiação de espaços públicos e mesmo na aquisição de prédios urbanos
ou construção de algumas obras, como seja a casa mortuária.Uma das próximas metas da Associação do Povo de Aivados é realizar obras
de beneficiação num prédio comunitário e transformá-lo em sede e arquivo,
“um arquivo seguro – onde possa ser guardada
toda a documentação relacionada com a história da aldeia, nomeadamente os
manuscritos, “Tudo é de todos, nada é de ninguém”

à margem de todas as
doutrinas económicas, o povo de Aivados conseguiu, durante séculos,
explorar e utilizar um solo e outros bens materiais colectivos em regime
de propriedade individual. Para tal, usaram o princípio “Tudo é de todos,
nada é de ninguém”.Vejamos como é que o sistema funciona há quase cinco séculos – com
pequenas variantes de adaptação ao longo dos tempos, como sucede
presentemente, por a agricultura já não dar rendimento suficiente:O território comunitário, com 400 hectares, foi desde sempre divido em
dois círculos concêntricos, à volta da aldeia, para efeitos de exploração
agro-pecuária. O círculo interior, junto à aldeia, tem o nome de
“ferrageais”; o exterior, de “folhas”. Todo o casal (ou pessoa individual,
no caso de solteiros ou viúvos) tem o direito de usufruir de uma porção
desse círculo, dividido em tantas parcelas quanto os interessados. Por
sorteio ou adrego (“adregue”, como se diz incorrectamente na aldeia), cada
casal recebe uma porção de terreno que pode explorar (geralmente pequenas
hortas, com alguns animais) enquanto reside na aldeia. O círculo exterior,
ou “folha”, é dividido em tantas partes quantas as requeridas, por alturas
do Natal, pelos moradores. De três em três anos – ou seja, ao fim de um
ciclo de exploração: alqueive, cevada, trigo –, havia um novo sorteio, o
que vinha permitir, através de um processo de rotatividade, que todos
explorassem os melhores e os piores terrenos. Os moradores que, por
qualquer motivo (terem outra actividade profissional, por exemplo), não
estavam interessados numa parcela nas “folhas” e abdicassem a sua parte a
favor da comunidade, recebiam, por alturas do Natal, uma compensação
monetária (que variava de ano para ano, em função dos lucros), que outrora
tinha o nome de “esmola”.Presentemente, devido à crise na agricultura e por existirem cada vez mais
outras alternativas profissionais, por decisão de todos, em assembleia
geral, as “folhas” passaram a ser exploradas pela Associação do Povo de
Aivados, recebendo os moradores, perto do Natal, uma quantia em dinheiro
em função dos lucros obtidos na exploração dos terrenos – nas vertentes
agrícola, pecuária (o rebanho comunitário possui mais de 500 cabeças de
ovinos) e aluguer de uma parcela para exploração de uma pedreira por parte
de uma empresa.Durante muitos anos, as pastagens das “folhas” foram vendidas a
agricultores vizinhos, servindo essa verba para pagar contribuições e
efectuar pequenas obras, como arranjar um poço ou efectuar obras de
beneficiação de ruas.Embora não existam muitos registos das actividades agrícolas e pecuárias,
sabe-se, por exemplo, que em 1936, as “folhas” foram divididas por 127
moradores. Em 1945, a escola primária local atingiu o seu máximo em
alunos, 45, entre jovens da aldeia e dos montes circundantes.A partir dos anos Sessenta, muitos aivadenses começaram a deixar a aldeia
e a procurar melhores condições de vida na zona metropolitana de Lisboa,
sobretudo na zona do Barreiro. Isto porque a agricultura que se praticava
era de subsistência, por processos artesanais, insuficiente, pois, para
manter as famílias, algumas das quais com muitos membros. Todavia, um dado
deve ser sublinhado: enquanto os moradores de outras aldeias, sem
terrenos, estavam sujeitos aos caprichos (leia-se: exploração) dos
agrários da região, os aivadenses tinham onde “cair mortos”, já que
possuíam terreno para construir a sua própria casa, terrenos (“folhas”)
para fazer sequeiro e terreno (“ferrageais”) para ter a sua horta (com
favas, ervilhas, couves, animais de capoeira, porcos...), podendo ainda
vender a sua mão de obra a agrários da região.Abílio Pereira de Carvalho tira duas conclusões interessantes do “modos
vivendi” da pequena comunidade: “A primeira, é o apego à defesa e
preservação de um solo colectivo, do qual cada um pode usufruir parte sem
dela se tornar dono perpétuo; a segunda, o apego à produção individual,
que põe nas mãos de cada um o fruto do seu trabalho e a liberdade de o
consumir de acordo com a visão que tem da economia, em termos de gastos e
poupança”.
Uma aldeia pouco conhecida

sexta-feira, dezembro 01, 2006

preliminares

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Era uma vez um rapaz tão burro_Tão burro, tão burro...
Que fez exame ao sanguee.....reprovou

quinta-feira, novembro 30, 2006

adivinha

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No decorrer do PROGRAMA PATRIMÓNIO , da RÁDIO CASTRENSE, foi por um ouvinte proposta esta adivinha:

30 estão debaixo de
um guarda-chuva.
Quantas ficaram
molhadas
?

A solução que foi dada no final do programa foi....

Escrevam para o nosso Blog a dar a solução

julio.casadasprimas@gmail.com

A solução revelaremos mais à frente