terça-feira, julho 17, 2007

crónica de "UMA NOITE AO RELENTO" em Castro Verde

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A maior parte das vezes tenho aqui referido e comentado os eventos a acontecer e acontecidos em Castro Verde, de longe, e por interpostas pessoas.
Desta feita tive o privilégio de assistir ao vivo na noite quente de 13 de Julho, às chamadas "Noites ao relento" na Praça da Republica no centro da Vila.
Foi uma impressão boa, prazeirosa, e uma sensação de ligação a um local, de pertença a uma comunidade.Actuaram so vivo para uma Praça da Republica bem composta: "As Camponesas de Castro Verde" e o os "Alentejanos"de Serpa.



OS ALENTEJANOS, DE SERPA

Já vou estando habituado a assistir à qualidade do cante das Camponesas, que vi e ouvi ainda há bem pouco tempo, aquando da Semana de Almodovar no Municipio de Almada.
Cantaram tão bem como então.


AS "CAMPONESAS" ACTUANDO NA PRAÇA DA REPUBLICA

Entre outras modas cantaram:


ROSA BRANCA, DESMAIADA

Rosa branca, desmaiada,
onde deixastes o cheiro?

Deixei-o no teu quintal
à sombra do limoeiro.

À sombra do limoeiro.
já devia ser regada.

Onde deixastes o cheiro,
Rosa branca, desmaiada?

Muito aplaudidas cederam o lugar no palco aos "ALENTEJANOS" de Serpa.

O grupo que com muito boa disposição, cedo estabeleceu um clima de grande empatia com a "plateia" da Praça da Republica

Elogiaram as "Camponesas" e manifestaram grande gosto em transformar as modas que iam interpretar num imagiário bouquet de flores para oferecer às cantadeiras de Castro. Foi bonito e muito elegante.

E interpretaram:

Aurora tem um menino tão pequenino, o pai quem será?
É do Chico da Amieira, foi p'ra Figueira, quando virá?
Aurora tem um menino tão pequenino, já usa boné.
Não chores Aurora, não chores,
Que o pai do menino já sabem que é!
A roupa do marinheiro, não é lavada no rio,
É lavada no mar alto, à sombra do seu navio.
À sombra do seu navio, à sombra do seu vapor,
Não é lavada no rio, a roupa do meu amor.
Ai de mim tanta laranja, tanta silva tanta amora,
Tanta menina bonita, e eu sem ter nenhuma agora.
E eu sem ter nenhuma agora, minha mãe filhas não tem,
Ai de mim tanta laranja que esta laranjeira tem.
Vai-te embora meu benzinho, que a minha mãe não está cá,
Se ela viesse e nos visse, ó que dirá, que dirá.
Ó que dirá, que dirá, não tem nada que dizer,
Semos duas criancinhas, cá nos querem receber.
Água leva o regador, água leva o regadinho,
Enquanto rega e não rega, lavo eu ó meu benzinho.
Lavo eu ó meu benzinho, lavo eu ó meu amor,
Água leva o regadinho, água leva o regador.
Ó Clementina, vem à janela,
Ver o teu amor, ai, ai, ai,
Que ele vai p´ra guerra,
Se ele vai p´ra guerra, deixá-lo ir,
Ele é rapaz novo, ai, ai, ai,
Ele torna a vir
Ribeira vai cheia e o barco não anda,
Tenho o meu amor lá daquela banda.
Lá daquela banda, das bandas d´além,
Ribeira vai cheia, meu amor não vem.
Eu ouvi um passarinho, às quatro da madrugada,
Cantando lindas cantigas, à porta da sua amada.
Por ouvir cantar tão belo, a sua amada chorou.
Às quatro da madrugada, o passarinho cantou.
Ai meu amor, quem te disse a ti
Que a flor do monte era o alecrim?


Voltaram a elogiar as gentes de Castro, convidando todos a cantar com eles.
Dedilhando as guitarras conseguiram pôr a praça a cantar:

Oh rama ó que linda rama

RAMA, Ó QUE LINDA RAMA

Eu gosto muito de ouvir
Cantar a quem aprendeu
Se houvera quem me ensinara
Quem aprendia era eu.

Ó rama, ó que linda rama
Ó rama da oliveira
E meu par é o mais lindo
Que anda aqui na roda intera.

Que anda aqui na roda inteira
A qui e em qualauer lugar
Ó rama, ó que linda rama
Ó rama do olival.


Não invejo quem tem
Carros parelhas e montes
Só me invejo de quem bebe
A água em todas as fontes.

Antes de iniciarem a ultima série de modas, lamentaram que as novas formas de trabalhar a terra, tenham vindo a extinguir postos de trabalho e que cada vez hajam menos trabalhadores rurais em tarefas tradicionais das mondas , das ceifas, do pastoreio, enfim:

"Qualquer dia já só nos
apresentamos como manequins,
fardados de alentejanos"


Muito aplaudidos espalharam a sua magia com:

"Venha o copo, venha a pinga/venha mais meia canada/e sem o copo eu não bebo/sem a pinga não vai nada"

e logo depois:

Ó MENINA FLORENTINA

Suspirava por te ver
Já matei a saudade
Muito custa, numa ausência
Para quem ame na verdade

Ó menina Florentina
És a mulher que em meu peito domina:
Seu amante,
Delirante,
Da viagem chegou neste instante!
Já cá está o tiro-liro-liro
Já cá está o tiro-liro-liro, lé
Já cá está o tiro-liro-liro, ló
Já cá está o tiro-liro-liro, meu amor,
Tiro-liro-liro, abre a porta
Óh, branca flor!

Anda cá para os meus braços
Se tua vida queres ter
Os meus braços dão saúde
A quem está para morrer


Foi uma noite muito agradável, um verdadeiro bálsamo a culminar um dia em que a temperatura do ar chegou a atingir os 41 graus.

No dia 20 teremos mais uma edição de "noites ao relente" com a Companhia de Teatro ao Largo

Motes do poeta popular - FRANCISCO GALRITO

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Os casamentos daqui pr'a frente
neste viver tão magano
são como licenças de cães
com validade por um ano

segunda-feira, julho 16, 2007

aves da região de Castro Verde -

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O PENEIREIRO-DAS-TORRES

PENEIREIRO-DAS-TORRES

Casto Verde é uma das mais importantes e famosas regiões para a observação de aves em Portugal. A zona é conhecida pelas extensas planícies ocupadas por estepes cerealíferas (pseudo-estepes), onde a agricultura tradicional permite a ocorrência de muitas espécies estepárias, a maior parte delas muito ameaçada e rara na Europa. No entanto, as ribeiras e açudes existentes, bem como os montados de azinho e sobro, quebram a monotonia da paisagem e permitem a observação de uma grande variedade de outras espécies.

As espécies aí encontradas são:
A abetarda,o Sisão, o Cortiçol de barriga branca, o roleiro e o Peneireiro--das-torres.

O Peneireiro-das-torres é uma pequena ave de rapina estepária, muito ameaçada a nível mundial. É estival, registando-se em Castro Verde o maior núcleo populacional do país (cerca de 200 casais), em resultado da implementação de medidas de conservação específicas
É um pequeno e elegante falcão, muito semelhante ao Peneireiro - Vulgar ou Peneireiro - de - Dorso - Malhado. No entanto, distingue-se pelo chamamento e algumas características morfológicas, como as asas e cauda mais curtas, penas centrais da cauda ligeiramente mais alongadas, bico mais fraco e garras mais claras. O macho adulto tem o dorso castanho avermelhado, sem marcas pretas e uma pequena faixa azul-acinzentada entre o dorso acastanhado e as penas de voo pretas. A cabeça é azulada sem a marca facial preta nítida (bigode) do Peneireiro - Vulgar. Debaixo das asas é mais esbranquiçado e com manchas mais pequenas e mais redondas. As fêmeas e os juvenis das duas espécies são muito difíceis de distinguir apenas pela plumagem, embora no Peneireiro das Torres sejam um pouco mais claros.

É migrador, passando o Inverno no continente africano. Esta ave sofreu nas últimas décadas um grande decréscimo a nível Europeu, sendo considerada como uma espécie globalmente ameaçada.

No dia 22 de Julho vai ser apresentado um livro chamado "NA GRANDE ROTA DO PENEIREIRO-DAS-TORRES, de autoria de Rita Alcazar e Sónia Fragoso,lançado pela LPN (Liga da Protecção da Natureza) em colaboração com a Câmara Municipal de Castro Verde e a Associação de Agricultores do Campo Branco, e é baseado no trabalho de 4 anos na recuperação e conservação do Peneireiro-das-Torres, no Centro de Educação Ambiental do Vale Gonçalinho, pelas 18 horas.
A Agenda Cultural de Castro Verde ,para o mês de Julho, refere que, a sessão de lançamento deste livro, incluirá uma visita ao campo para observação de algumas colónias do Peneireiro-das-Torres.

Quarta feira, dia 20, mais "NOITES AO RELENTO" em Castro Verde

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`´E já depois de àmanhã..
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Vamos volta à Praça da Reoublica, desta vez vamos ter o TEATRO AO LARGO, com a peça "FAUSTO"
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Teatro ao Largo apresenta "Doutor Fausto" uma nova interpretação da "Trágica História do Doutor Fausto" (1616) de Christopher Marlowe, encenada por Stephen Johnston.

A dramatização de Marlowe, da história do homem que vendeu a alma ao diabo em troca da realização de todos os seus desejos durante 20 anos, não é tão bem conhecida como a versão de Goethe, mas é claramente obra de um mestre de teatro. A poesia é frequentemente sublime e a peça tem uma grande riqueza de ideias. A sua importância reside na personagem de Fausto, mas por trás desta personagem está a personalidade do autor - o dissoluto, perigoso, mas muito talentoso Marlowe.

Circo Primitivo

Estudos contemporâneos dos tempos de Marlowe e Shakespeare contam de companhias de teatro itinerantes que costumavam esgueirar-se furtivamente em vilas atacadas pela peste na Inglaterra, actuar, e desaparecer discretamente, com um passo à frente das autoridades - um mundo escuro de criminalidade, circo rasca e violência latente. Foi esta imagem vívida que providenciou a inspiração inicial para a concepção do espectáculo.

"Um bando de feirantes e saltimbancos, liderados por um actor obsessivo, representam a obra de Marlowe no largo da vila, saboreando com enorme prazer uma sucessão de imagens primitivas e grosseiras - os diabos maquiavélicos, a tenebrosa e flamejante "Boca do Inferno", o atormentado Fausto nas mãos de Mefistófeles. No entanto, dentro deste quadro brutal podemos ver o desenrolar da triste história de cada Homem na luta sem êxito para reconciliar as necessidades do corpo e as da alma. É de facto a delicada poesia de Marlowe e a mordacidade das suas questões subtis que brilham atravês deste mundo primitivo e que lhe dá sentido e dignidade."

preliminares

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Um homem de 85 anos estava fazendo seu check-up anual. O médico perguntou como ele estava se sentindo:- Nunca me senti tão bem - respondeu o velho. Minha nova esposa tem 18 anos e está grávida, esperando um filho meu. Qual a sua opinião a respeito doutor?
O médico refletiu por um momento e disse:
- Deixe-me contar-lhe uma história: eu conheço um tipo que era um caçador
fanático, nunca perdeu uma estação de caça. Mas, um dia, por engano,
colocou
seu guarda-chuva na mochila em vez da arma. Quando estava na floresta, um
urso repentinamente apareceu na sua frente. Ele sacou o guarda-chuva da
mochila, apontou para o urso e... BANG............ o urso caiu morto.
- HA! HA! HA! Isto é impossível - disse o velhinho - algum outro caçador
deve ter atirado no urso.
- Exactamente!!!

sábado, julho 14, 2007

imagens do alentejo - RIBEIRA DE COBRES

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A RIBEIRA DE COBRES , NUM TRECHO PERTO DO MONTE DA RIBEIRA

preliminares

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Um bêbado estava a passar por um rio, quando viu um grupo de evangélicos a
orar e a cantar.
Resolveu perguntar:
- O que se está a passar... hic... aqui?·
- Estamos a fazer um baptismo nas águas. Você também deseja
encontrar o Senhor?
- Hic... Eu quero, sim...Os evangélicos vestiram o bêbado
com uma roupa branca e levaram-no para a fila.
Numa margem do rio estava um pastor que pegava nos fiéis,
mergulhava a cabeça deles na água, depois tirava e perguntava:
- Irmão... viste Jesus?-
Ó, eu vi, sim...
E todos os evangélicos diziam:
- Aleluia! Aleluia!
Quando chegou a vez do bêbado, o pastor meteu-lhe a cabeça na água,
depois tirou e perguntou-lhe:
- Irmão... viste Jesus?
- Não! - Disse o bêbado.
O pastor colocou novamente a cabeça do bêbado na água e deixou-a lá um certo tempo.
Depois tirou-a e perguntou:
- E agora, irmão... viu Jesus?
O bêbado já bastante ofegante, lá disse:
- Não!
O pastor, já nervoso, colocou de novo a cabeça do bêbado debaixo
de água e deixou-a lá por uns cinco minutos.
Depois puxou o bêbado e perguntou-lhe:
- E agora, irmão... já conseguiste ver Jesus?
O bêbado, já mole e trôpego de tanta água engolir, disse:
- Porra já disse que não!
Mas vocês.... - têm a certeza de que Ele caiu aqui????

Poema de JOSE SARAMAGO

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Ouvindo Beethoven

Venham leis e homens de balanças,
mandamentos d'aquém e d'além mundo.
Venham ordens, decretos e vinganças,
desça em nós o juízo até ao fundo.

Nos cruzamentos todos da cidade
a luz vermelha brilhe inquisidora,
risquem no chão os dentes da vaidade
e mandem que os lavemos a vassoura.

A quantas mãos existam peçam dedos
para sujar nas fichas dos arquivos.
Não respeitem mistérios nem segredos
que é natural os homens serem esquivos.

Ponham livros de ponto em toda a parte,
relógios a marcar a hora exacta.
Não aceitem nem queiram outra arte
que a prosa de registo, o verso acta.

Mas quando nos julgarem bem seguros,
cercados de bastões e fortalezas,
hão-de ruir em estrondo os altos muros
e chegará o dia das surpresas.

(José Saramago

sexta-feira, julho 13, 2007

hoje temos em castro verde, noites ao relento

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NOITES AO RELENTO"
"As Camponesas"
Grupo de Música Popular "Os Alentejanos"

HOJE, 13 JULHO. PRAÇA DA REPÚBLICA. 21H30

TRANSFERÊNCIA DE RICARDO PARA O BETIS

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terça-feira, julho 10, 2007

imagens do alentejo

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AO FUNDO O MONTE DO PARDIEIRO, VISTO DO MONTE DA RIBEIRA

domingo, julho 08, 2007

poetas alentejanos - FRANCISCO AUGUSTO GALRITO

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DÉCIMAS DEDICADAS AOS
ANIMAIS QUE PUXAVAM
PELOS ARADOS, CHARRUAS,
E CARROÇAS.
(PRIMEIRA METADE DOS
ANOS 60)
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Mote

Perdemos nossa valia
perdemos nossos valores
dentro desta nação
que reina são os motores

I
Oh tempo tivémos tempo
de andarmos bem arreados
com cascaveis e rabadas
e havia bom alimento
parou todo o movimento
perdemos nossa posia
até a passeio a gente ia
e fazíamos lindos trabalhos
e o nosso fim é nos talhos
perdemos a nossa valia

II
Dentro de quarteirões
lavramos nós em trela
andávamos sempre à parrela
e comíamos boas rações
já não há opiniões
nestes grandes produtores
hoje todos têm tratores
dizendo que lavram mais fundo
temos que dizer adeus mundo
perdemos os nossos valôres

III
Ainda havemos ser boas
em vindo anos molhados
hão-de andar atascados
quando parecer tudo lagoas
hoje com poucas pessoas
fazem grande produção
até vendem a ração
não há fava nem faval
isto é tudo geral
dentro desta nação

IV
Ferradores e abegões
deram já todos na droga
quem faz esta manobra
são os grandes camiões
a caminho das estações
iam grandes condutores
hoje todos têm tratores
não precisam de comer
e só o que se está a vêr
é quem reina são os motores

Décimas de FRANCISCO AUGUSTO GALRITO)

sexta-feira, julho 06, 2007

provérbios

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a açorda faz a velha gorda e a menina formosa
a água corrente não mata a gente
a ambição cerra o coração
a apressada pergunta, vagarosa resposta
a boca do ambicioso só se fecha com terra de sepultura
a boda e a batizado, não vás sem ser convidado
a bom bocado, bom grito ou bom suspiro
a bom ou mau comer, três vezes beber
abre o olho, que assam carne
a cada boca uma sopa
a cavalo dado não se olha o dente
a conversa é como as cerejas
à falta de capão, cebola e pão
a fartura faz bravura
a fome é a melhor cozinheira
a fome é boa mostarda
a fome é o melhor tempero
a fome faz sair o lobo do mato

quinta-feira, julho 05, 2007

TEATRO EM CASTRO VERDE

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dia 11 de julho

Grupo de Teatro Pau de Giz apresenta "O Marido vai à Caça"


O Grupo de Teatro Hiper Amador "Pau de Giz" da Escola Secundária de Castro Verde, apresenta "O Marido vai à Caça", uma peça da autoria de Georges Feydeau, com encenação e adaptação de Arnaldo Pata.

A peça vai ser apresentada ao público no dia 11 de Julho, no Cine-Teatro Municipal de Castro Verde, pelas 21h30.

O Marido Vai à Caça! é uma comédia em três actos escrita em 1892 e foi um dos maiores sucessos da carreira de Georges Feydeau.

GEORGES FEYDEAU
(1862-1921)

Georges-Léon-Jules-Marie Feydeau, filho do romancista Ernest Feydeau, nasceu em 8 de dezembro de 1862 em Paris. Actor, director e dramaturgo, escreveu 39 peças entre 1881 e 1916. O primeiro grande sucesso veio com "O marido vai à caça" (Monsieur chasse - 1892;), que inaugurou seu tema predileto: os artifícios da infidelidade. Seguiram-se outros,
como"O hotel do livre-câmbio" (L'Hôtel du libre-échange - 1894; "A dama do Maxim's" (La Dame de chez Maxim's - 1899), e "Com a pulga atrás da orelha" (La Puce à l'oreille - 1907. O humor irresistível das farsas de Feydeau, caracterizadas por situações levadas ao limite do absurdo e por uma técnica perfeita, divertiu as platéias parisienses do início do século XX e tornou-se universalmente apreciado. Feydeau renovou a técnica do vaudeville e elevou seu padrão literário. Dotado de fértil imaginação, criou complicadas intrigas em que as situações inesperadas nascem umas das outras dentro de uma lógica implacável e em ritmo alucinante. Satirizou os temas comuns da comédia popular, como maridos enganados e mulheres estúpidas, e os modismos da época. Suas peças foram incorporadas ao repertório da Comédie-Française em Paris e montadas por muitas outras companhias no exterior.
Feydeau morreu em 5 de junho de 1921, em Paris.

quarta-feira, julho 04, 2007

SEDA , POVOAÇÃO ALENTEJANA

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Seda é uma freguesia portuguesa do concelho de Alter do Chão, com 112,23 km² de área e 389 habitantes (2001). Densidade: 3,5 hab/km².

SEDA FICA ENTRE BENAVILA E ALTER DO CHÃO

Foi vila e sede de concelho entre 1271 e 1836. Era constituído pelas freguesias de Ervideira, Sarrasola e Seda e tinha, em 1801, 754 habitantes.

Freguesia situada numa pequena elevação, cerca de 400 habitantes, dista 12 Km da sede do concelho, ocupa uma área de 11, 223 hectares.
Foi uma vila e constituiu um pequeno concelho, extinto em 1836. Teve foral em 1271, dado por Frei Simão Soeiro, Mestre da Ordem de Avis.
O povoamento desta freguesia ascende as épocas pré-romanas, de que são testemunho cerca de dezena e meia de antas identificadas.

A antiga vila de Seda, actual freguesia de Alter do Chão, foi conquistada ao domínio muçulmano por D. Afonso Henriques, em 1160, com o auxílio dos cavaleiros templários a quem o território foi posteriormente doado. A povoação medieval terá nascido no local de um antigo castro romanizado, sendo a presença romana no território atestada pela bela ponte sobre a Ribeira de Seda, do século II, e por marcos miliários encontrados na região, entre outros vestígios. A construção das muralhas deverá ter arrancado certamente logo após a conquista, como seria de esperar numa zona fronteiriça. Em 1271, Seda é entregue aos Cavaleiros de Avis, recebendo foral de Frei Simão Soeiro, Mestre da Ordem.
Não se tratando verdadeiramente de um castelo, a fortificação de Seda é constituída por uma cerca urbana, com troços de muralha entre cubelos, no interior da qual se abriga todo o núcleo de casario antigo. Embora em ruínas, restam alguns troços de muralha, sem ameias, a unir três cubelos de planta circular, e ainda vestígios de um quarto cubelo. Os muros são ainda medievais, levantando-se em cortinas perpendiculares ao solo, com alvenaria de xisto à fiada, em argamassa de cal. Boa parte dos panos de muralha encontra-se entre hortas e quintais das habitações da rua do Castelo.

Mas a presença dos romanos na região e a sua invulgar capacidade construtiva, mantém-se intacta à passagem do tempo e das águas, a Ponte Vila Formosa, séculos I/II, classificada como monumento nacional desde 1910, permite a passagem no sentido Ponte de Sôr.
A população dedica-se à agricultura, pecuária, indústria de panificação, moagem, construção civil, comércio e serviços.
A feira anual realiza-se no segundo fim-de-semana de Julho, no dia 24 de Julho fazem romaria a S.João e as festas de Verão realizam-se no mês de Agosto.

Património Cultural: Igreja Paroquial, dedicada à N.ª Sr.ª do Espinheiro sobranceira ao casario baixo da freguesia. O Templo é muito simples, com torre sineira típica do século XVI, de cúpula cónica , o altar principal é de madeira entalhada, de século XVII.
Capelas de S.João, S. Bento e de S.Brás, Ponte Romana, muralhas da freguesia, Fonte do Ribeirinho, vestígios do Mosteiro de S. Veríssimo.


PONTE ROMANA

A gastronomia não varia em relação às outras freguesias do concelho, também aqui se confecciona o ensopado de borrego, açorda alentejana e as deliciosas migas.
Quanto ao artesanato também se dedicam aos artefactos de cortiça e de madeira, sapataria e tapeçaria.

Não se pode falar de SEDA sem referir o Castelo

Castelo de Seda


As muralhas de Seda, vulgarmente conhecidas como Castelo de Seda, no Alentejo, localizam-se na localidade e Freguesia de Seda, Concelho de Alter do Chão, Distrito de Portalegre, em Portugal. A sua localização cartográfica é: Latitude 43º 39’ N Longitude 5º O.

O monumento é impropriamente designado como castelo, uma vez que consiste nos remanescentes de um troço da cerca urbana, o que caracteriza Seda como uma povoação fortificada.

História

Antecedentes
O primitivo povoamento humano desta região remonta a época pré-histórica, de que são testemunho cerca de uma dezena e meia de antas ali identificadas. A presença romana na região é testemunhada pela ponte de Vila Formosa, erguida entre o século I e o século II, e marcos miliários de uma estrada.

Alguns autores admitem que a primitiva fortificação da povoação remonte a um castro lusitano, ocupado por tropas romanas que sobre ele teriam erguido uma fortificação, o que não se encontra comprovado.

O castelo medieval
No contexto da Reconquista cristã da península Ibérica, a região foi conquistada pelas forças de D. Afonso Henriques (1185-1211), em 1160, vindo a ser doada pelo soberano aos cavaleiros da Ordem do Templo, que o haviam auxiliado na empreitada. Datará dessa época o início da primitiva cerca da povoação.

Sob o reinado de D. Afonso III (1248-1279), Seda foi entregue aos cavaleiros da Ordem de Avis (1271), na pessoa de seu Mestre, Frei Fernão Soeiro, que lhe outorgou foral.

D. João I (1385-1433) concedeu-lhe Carta de Foral (30 de Outubro de 1427), elevando-a a vila, privilégio renovado à época de D. Manuel I (1495-1521), que lhe concedeu o Foral Novo (1 de Outubro de 1510). A sua importância é atestada pelo fato de que em 1527 passou a sede de Concelho, sob a jurisdição da Ordem de Avis, privilégio extinto em 1836.

Os nossos dias
Chegaram até aos nossos dias um troço da muralha medieval, reforçado por cubelos, em precário estado de conservação. Esses vestígios encontram-se classificados como Imóvel de Interesse Público, por Decreto publicado em 26 de Fevereiro de 1982.

Características
O conjunto consistiu numa cerca urbana da qual subsistem troços de muralha em alvenaria de xisto à fiada, argamassada em cal, sem ameias, unindo três cubelos de planta circular, e os vestígios de um quarto. Estes vestígios encontram-se entre hortas e quintais das habitações da rua do Castelo, do lado Leste, e em uma encosta abrupta que já é propriedade agrícola práticamente devoluta

terça-feira, julho 03, 2007

CANTE ALENTEJANO

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A BELEZA E A SONORIDADE DO
CANTE ALENTEJANO INTERPRETADO
PELO ORFEON UNIVERSITÁRIO
DO PORTO.

letras de modas alentejanas

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Saudades de Outrora

Cantiga
Já não oiço a cotovia
no alegre madrugar.
Já perdi a alegria
quero e não... posso cantar

1
Onde estarão as ceifeiras
com suas faces trigueiras.
Que haviam no Alentejo
ai que haviam...no Alentejo

2
As obras da Natureza
levaram-nas com certeza.
Onde estão que as não vejo
ai que haviam...no Alentejo

Cantiga
Já não oiço o Pastor
cantando com os pardais.
E no Verão abrasador
nos campos...não há trigais

Repete 1 e 2

Cantiga
Quando vagueio na planície
Meus olhos ficam pasmados
Já só vejo as coutadas
E os campos...estão

Cantada pelas "Cantadeiras da Alma Alentejana"

segunda-feira, julho 02, 2007

NOITES AO RELENTO - em CASTRO VERDE - Julho e Agosto

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EM CASTRO VERDE
VAMOS TER:

NOITES AO RELENTO regressam neste Verão!
Em Julho e Agosto, as noites querem-se ao relento… A cada sexta-feira a música, o teatro e muitas outras manifestações culturais saem à rua, trazendo uma brisa fresca de cultura e animação.

Como cenário as nossas praças e outros espaços de ar livre. Em Julho, a Praça recebe:

13 JULHO

“As Camponesas” de Castro Verde
“Os Alentejanos” – Grupo de Música Tradicional

20 JULHO
“Doutor Fausto”
Companhia Teatro ao Largo

O Teatro ao Largo, companhia de teatro, apresenta "Doutor Fausto" no dia 20, com encenação de Steve Johnston. O espectáculo, que se traduz numa nova interpretação da trágica história de 1616 do autor Christopher Marlowe.



As iniciativas vão acontecer na Praça da República, a partir das 21h30.

sábado, junho 30, 2007

30 DE JUNHO, o MIGUEL faz anos hoje

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Parabéns Miguel
O Miguel gosta muito de fazer anos, há já alguns meses que vem lembrando que :
-"Vou fazer 4 anos, e vou convidar a minha família e os meus coleguinhas para a minha festa"
À festa também apareceu o Ruca que até cantou:


Estiveram também além da mãe Ana Lúcia e do pai Pedro, os avós Lena, Júlio e Russita, os tios Alice,Angela ,Ana Catarina, João Nuno e Paulo, e as priminhas Francisca , Madalena e Beatriz.

As primas Natércia e Herminia não faltaram, e muito animaram a festinha, ao cantarem algumas modas alentejanas, pois o Miguel tem raízes do Alentejo da parte das duas avós. E todos cantaram com o Miguel os "Parabéns a você"

Apareceu também o Noddy, que não quiz ficar atrás do Ruca, os dois ídolos do Miguelito.


Parabéns Miguel

preliminares

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Um policia do 112 atendeu o telefone e foi anotando o pedido de socorro:
- POR FAVOR, MANDEM ALGUÉM URGENTE, ENTROU UM GATO AQUI EM CASA!!!!
- Mas como assim, um gato em casa???...
- UM GATO!!! ELE INVADIU A MINHA CASA E ESTÁ CAMINHANDO NA MINHA DIREÇÃO!!
- Mas como assim? Você quer dizer um ladrão?
- NÃO ESTOU BRINCANDO! ESTOU FALANDO DE UM GATO MESMO, DESSES QUE FAZEM MIAU, PORRRA!!!!
- Mas o que tem de mais um gato ir na sua direção?
- O QUE QUE TEM? COMO ASSIM? ELE VAI ME MATAR, DESPACHEM-SE!!! SENÃO VOCÊS SERÃO OS CULPADOS!!!
- Mas quem está falando!!??
- O PAPAGAIO, PORRA!!

quinta-feira, junho 28, 2007

salvé o 28 de Junho

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O ZÉ FRANCISCO ESTÁ EM
FESTA, POIS O DIA DO
ANIVERSÁRIO É UM DIA
IMPORTANTE E QUE MERECE
FESTEJADO.
O NOSSO BLOG DÁ OS
PARABÉNS AO ZÉ E QUER
TER O PRIVILÉGIO DE SER
INCLUIDO NA LISTA DOS
DE QUEM ELE GOSTA.
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Para ti Zé, o nosso blog dedica este magnifico poema de José Carlos Ary dos Santos:

Um homem na cidade

Agarro a madrugada
como se fosse uma criança
uma roseira entrelaçada
uma videira de esperança
tal qual o corpo da cidade
que manhã cedo ensaia a dança
de quem por força da vontade
de trabalhar nunca se cansa.

Vou pela rua
desta lua
que no meu Tejo acende o cio
vou por Lisboa maré nua
que se deságua no Rossio.

Eu sou um homem na cidade
que manhã cedo acorda e canta
e por amar a liberdade
com a cidade se levanta.

Vou pela estrada
deslumbrada
da lua cheia de Lisboa
até que a lua apaixonada
cresça na vela da canoa.

Sou a gaivota
que derrota
todo o mau tempo no mar alto
eu sou o homem que transporta
a maré povo em sobressalto.

E quando agarro a madrugada
colho a manhã como uma flor
à beira mágoa desfolhada
um malmequer azul na cor.

O malmequer da liberdade
que bem me quer como ninguém
o malmequer desta cidade
que me quer bem que me quer bem!

Nas minhas mãos a madrugada
abriu a flor de Abril também
a flor sem medo perfumada
com o aroma que o mar tem
flor de Lisboa bem amada
que mal me quis que me quer bem!

Ary dos Santos

quarta-feira, junho 27, 2007

imagens do alentejo - Monte Novo da Ribeira

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O MONTE NOVO DA RIBEIRA, DOMINANDO A BELISSIMA PLANICIE ALENTEJANA

domingo, junho 24, 2007

o monte da ribeira ,hoje, está em festa

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O ANTÓNIO JOSÉ FAZ HOJE ANOS.


AZINHEIRA DA BANCA, MONTE DA RIBEIRA

O NOSSO BLOG,dá-lhe os parabéns efusivos e pede-lhe para guardar ums fatia do bolo de velas, pois não abdica do dôce e do abraço.

MIMI, 82 ANOS, NO PALCO CANTA E ENCANTA



Aos 82 anos, pisar um palco, enfrentar uma plateia,uma sala repleta, e encher o espaço de sons e palavras cantando e encantando, com fados e marchas, a quem teve o privilégio de a vêr e ouvir, é um acto de vida e de coragem, de quem não se quer render ao somar dos anos.

A Mimi é uma aluna da Unversidade da terceira idade da Reboleira e um grande exemplo para aqueles que não se querem conformar.

O nosso blog pesta-lhe a homenagem de divulgar a sua actuação.
Parabéns jovem Mimi

imagens do alentejo

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MESAS DO CASTELINHO EM SANTA CLARA A NOVA

GRUPO CORAL DA UNIVERSIDADE DA TERCEIRA IDADE da REBOLEIRA



O nosso blog esteve presente à festa de final do ano lectivo na Universidade da Terceira Idade da Reboleira, e assistiu à actuação do Grupo Coral onde actua a HERMINIA PINTO COLAÇO, dos Porteirinhos.
Ouçam e vejam a TRIGUEIRINHA

O Grupo foi criado em 1995.
Contudo, com este formato e esta direcção artistica só actua há sete anos.
Tem actualmente 22 elementos e é superiomente dirigido pela maestrina ISABEL FALÉ, que lhe dá um cunho muito próprio, e uma qualidade de distribuição de vozes que impressiona.

quinta-feira, junho 21, 2007

provérbios

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Morra Marta, morra farta.
De boas intenções está o inferno cheio.
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
Gato escaldado de água fria tem medo.
Nem tudo o que luz é ouro.
Não há fumo sem fogo.
Festa acabada, músicos a pé.
Do prato à boca, perde-se a sopa.
Quem canta, seu mal espanta.
Há males que vêm por bem.
Nem tanto ao mar nem tanto à terra.
Em casa de ferreiro, espeto de pau.
Faz o que eu digo e não o que eu faço.

21 de Junho, festejamos o aniversário de MARIA BARBARA CONTREIRAS APOLÓNIA

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É dia de festa no Feijó, onde reside actualmente a nossa aniversariante.

O nosso blog dá os parabens à MARIA BARBARA CONTREIRAS APOLÓNIA e dedica-lhe esre poema

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver o Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.

Alberto Caeiro, em "O Guardador
de Rebanhos"

segunda-feira, junho 18, 2007

SEMANA DE ALMODÔVAR NO FEIJÓ - ULTIMO ACTO

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CRÓNICA DO ULTIMO DIA

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O último dia da Semana de Almodôvar entre nós ,chegou, é já todos sentimos muitas saudades.
Sempre foram oito dias a matar saudades, uma semana em que nos víamos quase todos os dias, como se estivéssemos em Almodôvar, como se estivéssemos nos Alentejo.

O Concelho de Almada tem uma população a rondar as cento e setenta mil pessoas, e, de acordo com informação recolhida, 40% ,são alentejanos ou descendentes de segunda e terceira geração, de alentejanos.
É uma comunidade muito ligada às coisas da terra, e sempre que tem a mínima oportunidade de manifestar a sua identidade, a sua "alentejanidade", de estar em contacto com os seus, aproveita-a com grande satisfação.

Este último acto, realizou-se no Forum Romeu Correia no centro de Almada.
Apesar de grande ,o espaço tornou-se insuficiente para os muitos que não quiseram perder a oportunidade de vibrar com o cante da sua terra, da sua região. Muitos ficaram de pé nas coxias laterais.

Antes do inicio do espectáculo "entre-portas", os grupos concentraram-se na Praça defronte do Forum, e desfilaram cantando`até ao Anfiteatro.

Na magnifica sala de espectáculos, os primeiros a actuar, foram os da casa, o Grupo Coral dos Amigos do Alentejo do Feijó, que já adregaram no cante um lugar de relevo.
Ano após ano vão-se firmando cada vez mais no pelotão da frente , e a sua qualidade técnica e sonoridade muito própria ,impressiona e convence.



Logo os primeiros sons encheram a sala ansiosa:

Eu estou devendo à Terra
e a Terra está me devendo
A Terra paga-m’em vida
Eu pago à Terra em morrendo

Alentejo, Alentejo
Terra sagrada do pão
Eu hei-de ir ao Alentejo
Mesmo que seja no Verão
Ver o doirado do trigo
Na imensa solidão
Alentejo Alentejo
Terra sagrada do pão

Daqui para a minha terra
Tudo é caminho e chão
Daqui para a minha terra
Tudo é caminho e chão
Tudo são cravos e rosas
Dispostas por minhas mãos

Alentejo, Alentejo

Terra sagrada do pão

Os primeiros aplausos, quentes, explodiram

Seguiram cantando;

VELHOS MONTES
....
..
Ao fundo no horizonte
de chaminé levantada
no meio da terra lavrada
lá ficava o velho monte

Velho monte alentejano
deste Alentejo esquecido
ou estás no meio da coutada
na herdade abandonada
ou estás no chão destruído


Era o lamento pelo destino que vai sendo dado aos velhos montes.

Ainda os aplausos se ouviam e já começava:

..
"Oh amôr paga a quem deves
não queiras ficar devendo
quem não paga nesta vida
oh meu lindo amôr
paga na outra em morrendo
.

Despedidos com uma trovoada de palmas, logo o palco se encheu de mondadeiras..
Sim, o Grupo das Mondadeiras de Santa Cruz de Almodôvar



Perfiladas no palco e após um silêncio à procura do silêncio, a porta-voz das Mondadeiras anunciou a moda que iam cantar, quando de súbito desatou a rir ,num riso convulsivo que por momentos foi incapaz de controlar.
Pediu desculpas e lá veio a moda:

"VAI COLHER À SILVA"

Se eu tivesse a sorte
que a viola tem
andava nos braços
do meu lindo bem

Anda cá pr'á aqui
não chores é mais
eu ainda aqui estou
pr'a ouvir os teus ais


A divertida porta-voz do grupo voltou então ao micro e dirigindo-se à plateia, disse:

-"Eu estava há bocado a rir-me duma brincadeira que tive com as minhas colegas antes de entrarmos para o palco. Lembrei-me disso quando estava a apresentar e não consegui controlar o riso. Por isso não pensem que sou parva..."(risos)

A plateia rebentou em aplausos, enquanto divertida ela ia ajuntando:

-"Desconfio que foi do medronho...(risos). Estou nervosa , que isto de estar aqui a cantar para esta sala cheia, é assim como se viessemos cantar ao Olympia "(de Paris)

Muitos aplausos.

Depois veio "O CARTAXINHO"

Levantei-me um dia cedo
e fui passear ao campo
encontrei o teu retrato
na folha do lirio branco

Já ia fazer o ninho
em cima dum arvoredo
para vêr o cartaxinho
oh meu lindo amôr
levantei-me um dia cedo


Palmas e mais palmas da plateia

E o grupo despediu-se com:

Minha linda mondadeira
não tens trigo pr'a mondar
pede ao povo que te diga
quem o deve semear

Mondadeira alentejana
com o seu lenço tapa o rosto
à chuva, ao frio ,ao calôr
desde o nascer ao sol posto


Muito aplaudidas deram lugar ao Grupo Coral Etnográfico do Ateneu Mourense- Moura




"MOURA LINDA"

Linda Terra que te beija,
O Ardila e Guadiana!
Às outras causas inveja,
Linda vila alentejana!

Ó Moura linda de graça infinda,
Como tu outra não vi!
Simples singela, és sempre bela,
És sempre bela, como belo é tudo em ti!

Os teus prados verdejantes,
Salpicados de papoilas!
Tornam-se mais cativantes,
Se os mondam lindas moçoilas!


Aplausos e mais aplausos, a que se seguiu:

MALMEQUER

Malmequer criado no campo
Delírio da mocidade
Pelas tuas brancas folhas
Malmequer diz-me a verdade
Malmequer diz-me a verdade
E guarda-me o teu segredo
Pelas tuas brancas folhas
Malmequer não tenhas medo


Então, o divertido porta voz do grupo dirigindo-se à plateia a abarrotar, com pessoas de pé nas coxias laterais, disse:

-Vou contar-vos uma história que se passou com dois amigos do coração de Póvoa de São Miguel. Andaram na escola juntos, depois também na tropa, foram combater pr'ás colónias e como agricultores que são, foram um dia a Lisboa no expresso para uma reunião no INGA por via de uns subsidios.
Já saíram tarde da "obrigação" e deixaram passar a hora do ultimo expresso. Já não podiam regressar à terra nesse dia.
Então, decidiram "ir às meninas" de que tanto lhes falaram. Enteiraram-se da morada de uma casa onde podiam encontrar essas tais, e puseram-se a caminho.
Lá chegados, a "madame" lamentou:-Os senhores desculpem , mas hoje só cá tenho uma "menina".
Aceitaram ir à vez...
O primeiro a "servir-se", logo foi comentando à saída:
-Oh compadre, afinal a minha Maria é muito melhor que esta magana, que não foi lá grande coisa.
O outro entrou ansioso pró quarto, e quando se despachou logo foi dizendo ao companheiro:
-Vocemessê tem razão, a sua Maria é muito melhor que esta...!!!!


A sala estourou de rir e aplaudir

Foi então a vez dos "GANHÕES DE CASTRO VERDE", grupo muito consagrado, que tem já no curriculum vários CD's e actuações ao vivo com Dulce Pontes.


Os Ganhões cantaram:

AS FLORES QUE HÁ NO CAMPO, a que se seguiu

A RIBEIRA DO SOL POSTO

A ribeira do sol posto
tem uma ponte moderna
depois da ponte estar feita
toda a gente se governa
..
Eu aprendi a cantar
lavrando em terra molhada
lá na solidão dos campos
pensando na minha amada


Muitos aplaudidos ,deram-nos a fechar o clássico:

É TÃO GRANDE O ALENTEJO

No Alentejo eu trabalho
cultivando a dura terra.
Vou fumando o meu cigarro,
vou cumprindo o meu horário
lá na encosta da serra.

É tão grande o Alentejo,
tanta terra abandonada!
A terra é que dá o pão
para bem desta nação -
devia ser cultivada.

Tem sido sempre esquecido
à margem ao sul do Tejo.
Há gente desempregada,
tanta terra abandonada,
é tão grande o Alentejo.

Trabalha, homem, trabalha,
se queres ter o teu valor.
Os calos são os anéis,
os calos são os anéis
do homem trabalhador.

É tão grande o Alentejo,
tanta terra abandonada.
A terra é que dá o pão
para bem desta nação -
devia ser cultivada.

Tem sido sempre esquecido
à margem ao sul do Tejo.
Há gente desempregada,
tanta terra abandonada,
é tão grande o Alentejo


Ainda nos refazíamos da magia espalhada pelos Ganhões, e logo veio um dos grandes momentos da noite.

O PEDRO MESTRE trouxe-nos, além da sua vila campaniça, um cantor popular brasileiro ,o CHICO LOBO de Minas Gerais mais a sua viola caipira.


O Pedro nunca se limita a cantar e a tocar, ele sempre estabelece uma enorme empatia com as plateias, com as pessoas para quem actua.
O seu amôr pela música alentejana leva-o a pesquisar constantemente, e nesse trabalho de recolha encontrou por terras do Brasil, uma região que é irmã do Alentejo.
Essa região é o Estado de Minas Gerais.
Lá descobriu, não só uma maneira de estar na vida semelhante à dos alentejanos, como também uma viola com caracteristicas semelhantes à nossa viola campaniça - a viola caipira.

E trouxe-nos o CHICO LOBO ,inseparável da sua viola.
Os dois, juntos cantaram e encantaram, mostrando que a campaniça é afinal a verdadeira mãe da caipira.


E os dois entoaram:

Eu fui ao jardim das damas
apanhar cravos e rosas
para dar ao Serafim

Eu fui ao jardim das damas
apanhar uma flôr
para dar ao Serafim
para dar ao meu lindo amôr


O Chico como todos os brasileiros tem uma enorme facilidade de comunicação, e num português perfumado dos trópicos, logo foi conclamando a sua afinidade mineira com o Alentejo:

-"Nós somos os alentejanos do Brasil"

e a fazer de questão de cantar junto com o Pedro num sotaque quase alentejano a

MARIANA CAMPANIÇA

A mariana campaniça
Que lindos olhos que tem
Do monte da légua às pias
À missa não vai ninguém

À missa não vai ninguém
Á missa já ninguém vai
A Mariana campaniça
Coitadinha não tem pai

Coitadinha não tem pai
E mãe também já não tem
A Mariana campaniça
Que lindos olhos que tem


Para concluir a sua actuação o Chico quis salientar que a canção que se ia seguir, era uma moda mineira, que o próprio Pedro Mestre lhe tinha assegurado quando a ouviu pela primeira vez,que:

-"Chico, essa canção está cheia de alentejo", reproduziu o Chico, e voltando-se para o Pedro perguntou?"

-"Não é Pedro?"

Ao que este respondeu:

-"Sim, claro, se a gente o meter lá, tem sempre...!!!(risos)

Despedidos com a sala a apludir de de pé, foram substituídos pelas vozes do Grupo Etnográfico dos Cantares de Évora:



ROSA BRANCA

De uma rosa nasceram
Duas roseiras da paz
Mal o vento as movia
Mal o vento as mexia
Iam-se as rosas beijar

Rosa Branca tu não vás
Ao meu jardim sem eu ir
Teu coração não é capaz
De fazer o que o meu faz
Leva as noites sem dormir

Leva as noites sem dormir
Pensando em ti meu amor
Eu não posso resistir
Rosa Branca deixa-me ir
P’r’ o teu peito encantador

A rosa depois de seca
Foi-se queixar ao jardim
Respondeu-lhe o jardineiro
Respondeu-lhe o jardineiro
Tudo no mundo tem fim.

Muitos aplausos de novo, e ei-los que arrancam para a:

MODA DO ALMOCREVE

A moda do Almocreve
Eu aprendi a cantare
Lavrando em terra molhada
Alegremente cantando
Pensando em ti minha amada (bis)

Lembram-me os tempos passados
Tudo se vai acabando
Os bois puxando arado
O almocreve cantando (bis)

O almocreve cantando
Cultivando verdes prados
Quando eu vejo alguém lavrando
Lembram-me os tempos passados


A noite já ia longa, mas ninguém arredava pé, e os aplausos não abrandavam.
O Grupo terninou a sua actuação com:

A MODA DO CAPOTINHO:

Esta noite nem me deito
Esta noite nem m’eu deito/só o fim de ouvir cantar/gosto de ouvir bem feito/em certo particular


Seguiram-se as ANDORINHAS DO ROSÁRIO


trazendo :

O ALENTEJO QUE CANTA

Oh amor se fores
à varzea redonda
dá lá saudades
dá lá saudades
às moças da monda

...

Muito aplaudidas cantaram então

CASEI COM UMA CEIFEIRA

Anda daí vem comigo
que bonita alentejana
trigueira da côr do trigo
e olhos côr de azeitona

Essa trigueira bonita
essa bonita rainha
já temos uma trigueira
uma bonita trigueirinha

Aplaudidas de pé, AS ANDORINHAS despediram-se com o seu hino:

Na aldeia do Rosário
mais ao sul de Portugal
com as nossas casas branquinhas
é das Andorinhas
o nosso grupo coral


E a festa continuou com um dos grupos da Vila festejada, "AS VOZES DE ALMODÔVAR"


que começou por nos oferecer;

CEIFEIRA DO ALENTEJO

Trabalha homem trabalha
se queres ter algum valôr
os calos são os anéis
do homem trabalhador

Ceifeira do Alentejo
tu ceifas o loiro trigo
empresta-me a tua foice
eu quero ceifar contigo

Eu quero ceifar o pão
é a coisa que eu mais invejo
tu ceifas o loiro trigo
ceifeira do Alentejo


Num mar de aplausos interpretaram "Verão a braza dourada" e terminaram em apoteose com:

BEJA ÉS TÂO LINDA

Oh meu Alentejo
jardim de quimera
veem os seus amores
apanhar flores pela Primavera

Castro e Almodôvar
Mertola e Ourique
Aljustrel, Alvito
Serpa e Odemira
Barrancos invejo
Cuba e Vidigueira
Moura e Ferreira
meu baixo Alentejo


Despedidos com uma enorme ovação deram lugar ao Grupo que costuma fechar estas noites alentejanas.

O Grupo Coral e Instrumental da Câmara Municipal de Almodôvar, que tal como o já fizera em duas noites em que fechou o espectáculo, pôs toda a sala a cantar e a bater palmas. Desta vez, só não se dançou, por a sala ser um anfiteatro e as coxias não terem espaço mínimo para o fazer.


E pronto ,esta foi mais uma memorável semana alentejana en Almada, Laranjeiro, Cova da Piedade e no Feijó, só possível pela carolice e poder organizativo dos Amigos do Alentejo do Feijó e o apoio da Camara de Almada.
Até para o ano.

domingo, junho 17, 2007

artistas do alentejo - GUIKA RODRIGUES

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GUIKA RODRIGUES A PINTORA DE MOREANES

Exposição de pintura de Guika Rodrigues

A Biblioteca Municipal de Aljustrel inaugurou, no dia 14 de Junho, às 21 horas, a exposição de pintura da artista plástica Guika Rodrigues, integrada no Feriado Municipal.

Nascida em 1964, em Moreanes, Mértola, Guika Rodrigues, pseudónimo de Maria Margarida Rodrigues, participa desde 1997, em exposições individuais e está representada em colecções particulares em Portugal e no Estrangeiro.

Alentejana multifacetada e prolixa, esta técnica de Bibliotecas e Documentação da Câmara Municipal de Lisboa possui o curso de decoração de interiores e de artes plásticas, tendo desenvolvido na pintura a técnica mista a óleo e acrílico enquanto adquiriu experiência em diversas áreas de actividades culturais com crianças, nomeadamente a pintura ao vivo, ilustrações, vídeos, fotografia, teatro e jogos didáctico-pedagógicos.

É ainda autora de um projecto inédito de pintura para a Bebéteca de Sintra, intitulado “O Be-á-bá da Pintura” e os “Cinco Sentidos na Pintura” destinados a crianças de 7 a 18 meses. Participou em várias actuações de pintura ao vivo com pintores consagrados. Escreveu e ilustrou textos infantis. Executou actividades paralelas com escritores, nomeadamente com Luís Felipe Maçarico. Coordenou ateliers de escrita criativa acompanhados de ilustrações, e fez parte do Júri do Concurso dos Primeiros Jogos Florais do Centro Cultural Recreativo dos Coruchéus e do Júri do Concurso “Prémio Casa do Alentejo 2005”, em homenagem a Guy Ferreira

sexta-feira, junho 15, 2007

FESTAS DA VILA DE CASTRO VERDE

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CASTRO VERDE VAI ESTAR DE NOVO
EM FESTA.
VÃO SER AS FESTAS DA VILA 2007
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FESTAS DA VILA 2007
Comemorações do Feriado Municipal

PROGRAMA

SEX29
18h00 Abertura do Recinto da Festa
Bares, Restaurantes, Artesanato, Insufláveis...…
Tardes Medievais
Cortejo Medieval Infantil, Jogos, Passeios de Burro, Artes Circenses, Teatro e Petiscos
19h00 Inauguração do Monumento Evocativo 30 Anos de Poder Local – Rotunda José
Gomes Ferreira
19h30 Abertura da exposição de Artes Plásticas de Santos Carvalho – Fórum Municipal
21h30 Baile com Mário Neves
22h30 Concerto D’ZRT


24h00 Concerto Xutos e Pontapés


SÁB30
18h00 Abertura do Recinto da Festa
Tardes Medievais

21h30 Baile com Banda INLOCO
22h30 Concerto EMANUEL
24h00 Continuação do Baile

DOM01
09h30 VI Encontro de Ciclomotores Antigos
Concentração no Largo da Feira
Desfile nas Ruas de Castro Verde

18h00 Abertura do Recinto da Festa
18h30 Actuação do Grupo de Música Popular Costa Azul
19h30 Baile com Acordeonista
22h00 Actuação do CONJUNTO ANTÓNIO MAFRA
23h00 Continuação do Baile
24h00 Espectáculo Multimédia (a confirmar)
Água, Luz, Som e Pirotecnia

Concerto D’ZRT: promovido pela Junta de Freguesia de Castro Verde
Tardes Medievais: iniciativa da Escola EB1 de Castro Verde

Organização: Câmara Municipal de Castro Verde
Colaboração: Associações e Juntas de Freguesia do Concelho

preliminares

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Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome:
Joaquim Gonçalves.
Um era sacerdote e o outro, taxista. Quis o destino que morressem no mesmo
dia.
Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.
- O teu nome ?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote ?
- Não, o taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro
de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.
- O teu nome ?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote ?
- Sim, sou eu mesmo.
- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este
ceptro de ferro.
O sacerdote diz:
- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!
- Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...
- Não pode ser! Eu conheço o outro, Senhor. Era taxista, vivia na minha
aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os
dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das
multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando
todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de
ouro e eu.....isto ?
- Não é nenhum engano - diz São Pedro. Aqui no céu, estamos a fazer uma
gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra.
- Não entendo!.
- Eu explico. Agora orientamo-nos por objectivos. É assim: durante os
últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que
ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar. Resultados! Percebeste?
Gestão por Objectivos!

adivinha

.
O que está no exército,
na vassoura e no mapa?




quem quizer dar palpite faça-o para
www.julio.casadasprimas@gmail.com

Sábado à noite virá a resposta....

imagens do alentejo - MONSARAZ

.

MONSARAZ

domingo, junho 10, 2007

imagens do alentejo - almodôvar

,

O MONUMENTO AO SAPATEIRO EM ALMODÔVAR (foto feita por Elisiário Candeias)

sábado, junho 09, 2007

CRÓNICA DA NOITE DOS POETAS POPULARES E FADISTAS ALENTEJANOS

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Pode dizer-se que o que aconteceu nesta sexta-feira dia 8, da Semana de Almodôvar em Almada e no Feijó, foi uma noite mágica.
Foi uma soirée de enorme qualidade e sucesso.
O Grupo Cultural do Feijó, e os seus dinâmicos dirigentes, em boa hora vêm mostrando uma enorme capacidade organizativa e de amôr pelas coisas do Alentejo, o que nos permitiu esta noite, uma vez mais, ter o privilégio de escutar e conhecer a arte destes talentosos poetas populares e fadistas alentejanos.
Já aqui tenho afirmado que não conheço nenhum alentejano que não faça um poema de vez em quando.
Nesta noite de magia, escutámos o que de melhor se verceja na Planície dourada.

A noite começou com o Francisco Esperança de Almodôvar a aquecer a sala de imediato com uma poesia dedicada à
"mãe, palavra querida, pequena ,mas muito amada"
poema muito forte, muito sentido, e dito numa voz segura e firme, que arrancou os primeiros aplausos.
No segundo tema trouxe-nos:
"Se o meu avô cá voltasse"
e logo foi adiantando que se isso por magia acontecesse,decerto ele muito se espantaria a vêr:
"o telefone, o avião, a telefonia e o radar"
e lá continuou encadeando as palavras com a mestria de quem domina a arte de vercejar.
Entusiasmado, não parou nas "combinadas duas poesias a cada poeta" e logo engatilhou:
"Fui um dia a Lisboa"
perante o agrado divertido da sala a aclamar de pé.

De Campo Maior veio a Rosa Dias, que com uma voz muto bem timbrada e segura falou :
"Dos tempos de então"
advertindo que :
"A História não é só Camões", "A História também é de quem cavava a terra então, quem amassava o pão"
e que
"Não é por magia que os ricos acumulam fartura e que os pobres a tudo falta"

Veio a seguir o poeta Abílio, que trouxe as suas reflexões em verso sobre:
"A vida é uma ilusão, contam-se pelos dedos da mão os momentos bons da vida"
Depois , acabou de uma forma mais descontraída ,a falar sobre "o pai da vida", arrancando saborosas gargalhadas a uma plateia divertida.
"Por fóra já não faz nada e em casa já pouco faz"
ainda que tenha sido
"Cumpridor e tenha tido o seu valôr"
agora já é mais
"Mandrião e amuado, por vezes aborrecido, amolecido"
já não era o mesmo dos tempos de glória...

O Dr.Alexandre Castanheira, de Almada, não sendo alentejano, mostrou o seu amôr pelo Alentejo, e disse com muita emoção dois poemas de um seu amigo já falecido, o Dr.Armindo Rodrigues, médico desinteressado que muito fez pelas pessoas sem recursos.

A seguir veio o Anibal Jesuíno do Monte Figueiras que reflectindo sobre a vida,lamentou os talentos que se perdem:
"no campo..morre esquecida tanta cultura perdida a cantar atrás do gado"
por nunca virem a ser conhecidos pùblicamente, e termina constatando que:
"se vês a terra virada que puxas pr'a cima das botas"
conclui que:
"quem passou a vida a cavar não aprende a contar notas"

O Luís Maçarico de Évora dissertou sobre a qualidade dos poemas dos companheiros de rimas que o precederam e propôs que se produzisse um DVD com estes poetas e a sua obra enquanto estão vivos.

Por último o António Baltazar da Graça de Padrões gritou aos quatro ventos o seu orgulho de ser alentejano:
"Eu nasci no Alentejo
é no Alentejo que eu habito
"
não se cansando de conclamar que:
"o Alentejo é lindo"

Acabou contando um episódio que terminou num poema que levantou a sala em palmas:
"Um dia fui a Lisboa, e quando quiz ir para um determinado sítio, perguntei a um lisboeta se um tunel ia dar ao tal lugar. O sujeito respondeu de mau modo e disse-me que :-Vocês alentejanos não sabem nada de Lisboa, deixem-se estar lá na vossa terra, o que é que você conhece de Lisboa?"

Aí começou o poema:

"Eu cá conheço o Saldanha e o Marquez de Pombal, o Castelo de São Jorge, o Aviz e o Principe Real, conheço a Segunda Circular, São Sebastião, o Marquez da Fronteira e a Marquez de Tomar; a Madragoa, o Politeama, a Penitenciária e a Cervejaria Goa, conheço a Avenida da Liberdade , o Parque Eduardo VII, a Pastelaria Suiça e o Estádio de Alvalade, conheço a Avenida Padre Cruz, a Praça da Figueira, o Campo Grande e o Estádio da Luz, e conheco também uma cigana...????. Olhei para o lado e o homem já tinha ido embora...!!!"

A plateia rompeu em aplausos, e de pé despediu-se do poeta.

A sessão já longa acabou com 2 fadistas nascidos no Alentejo
, ele o Miguel Martins de Almodôvar, ela a Ana Valadas.
Que bem que cantaram acompanhados pelas guitarras de Henrique Gabriel de Beja e pelo Rui de Ourique.

A sessão acabou em apoteose, com a sala a tributar aos jovens fadistas uma enorme e quente salva de palmas.
Aí fadistas.

HOJE É O ULTIMO DIA DA SEMANA DE ALMODÔVAR

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É LOGO À NOITE, NO FORUM
ROMEU CORREIA EM ALMADA
O ENCERRAMENTO DESTA
SEMANA DE ALMODÔVAR
QUE DEIXA SAUDADES



PROGRAMA PARA LOGO

Às 20.30 horas, no auditório do Fórum Romeu Correia – Almada

Encerramento da Semana Cultural Alentejana

20º Encontro de Cantares Alentejanos no Concelho de Amada

Participam

- Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo do CRFeijó

- Grupo Coral “As Vozes de Almodôvar”

- Grupo Coral Etnográfico do Ateneu Mourense- Moura

- Grupo Coral Feminino “As Mondadeiras de Stª Cruz” – Almodôvar

- Grupo Coral Etnográfico “Os Cantares de Évora” – Évora



- Grupo Coral Feminino As Andorinhas do Rosário – Almodôvar

- Grupo Coral Etnográfico “Os Ganhões” de Castro

- Grupo Coral e Instrumental da Câmara Municipal de Almodôvar

- Encontro de duas violas

* Viola Campaniça de Pedro Mestre

* Viola Caipira de Chico Lobo

sexta-feira, junho 08, 2007

preliminares

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Uma mulher conduzia o automóvel na A5 quando recebe um telefonema do marido:
- Querida, tem cuidado! Ouvi agora nas notícias que anda uma maluca em sentido contrário na auto-estrada.
- Uma!!??????? São às centenas!

SEMANA DE ALMODÔVAR NO FEIJÓ - 8 DE JUNHO

,
Hoje vamos ter mais
um dia da presença
de Almodôvar entre
nós

Às 21.30 horas, no salão de Festas do Clube Recreativo do Feijó:


Vai haver uma :

- Grande Noite de Poesia Alentejana e Fados


Em cada alentejano há um poeta, não conheço nenhum alentejano que não tenha feito num dado momento da sua vida, um qualquer poemazinho, uma qualquer rima.

Daí o haver uma noite de poesia na "Semana" é uma obrigação, e um motivo para não faltarmos.

quinta-feira, junho 07, 2007

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Decorreu hoje feriado de 7 de Junho mais um dia da Semana de Almodôvar por terras de Almada ,Laranjeiro e Feijó.

Com o Centro Cultura do Laranjeiro cheínho até à rua, os alentejanos que vieram de Almodôvar e os muitos alentejanos que vivem e trabalham por estas bandas juntaram-se numa confraternização muito viva ,emocionada.

Nestas reuniões conta tanto a interpretação dos grupos, como o encontro de gentes da mesma região, algumas, que já se não vêem há um ror de anos.

Houve-se a nossa música, trocam-se afectos ,avivam-se memérias.

Belas modas foram desfilando ao longo da tarde.

A sessão de hoje terminou com a actuação frenética do Grupo Coral e Instrumental da Câmara de ALmodôvar , que,( a imagem é fiel à realidade) incendiou a sala.
Muitos não resistiram e começaram a dançar roubando a música ao palco, e espalhando-a pela sala, num clima de grande comunhão com os interpretes.



Este grupo Coral e Instrumental da Câmara Municipal de Almodôvar;foi formado em
1993, com o objectivo de divulgar a música popular alentejana, a nível nacional e internacional, e promover o intercâmbio, deste género de grupos, entre as regiões. Actualmente, é constituído por 13 elementos, sendo sete vozes, cinco instrumentistas - com predominância do bandolim, da harmónica, das violas e da percussão - e um porta estandarte. O repertório assenta, fundamentalmente, no cancioneiro do Baixo Alentejo, com a capacidade de realizar espectáculos com a duração de hora e meia, a 2 horas. O grupo já conta com mais de uma centena de actuações, por todo o país, e com três espectáculos em Toronto e Montreal, no Canadá. A aceitação, por parte do público, é enorme, sobretudo, nas regiões onde este género de música não é conhecido e onde o associam a música alentejana às toadas calmas e dolentes do cante alentejano. Impôs, às suas músicas, um ritmo um pouco diferente, dotando-as de mais ritmo. A introdução de instrumentos tradicionais, como a harmónica ou gaita de beiços, fazem dele um grupo com cariz muito particular.
O grupo já editou o seu primeiro trabalho discográfico, sendo o mesmo o corolário do trabalho realizado ao longo dos anos "de dedicação, em defesa daquilo que é mais precioso e querido: a nossa cultura e os nossos cantares".

FACAL em ALMODÔVAR

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VAI REALIZAR-SE DE NOVO EM
ALMODÔVAR A FACAL



FACAL de Almodôvar já tem programa definido

A Câmara Municipal de Almodôvar volta a promover de 21 a 24 de Junho mais uma FACAL – a Feira de Artes e Cultura daquele concelho. A iniciativa contará com cerca de uma centena de expositores, que aproveitam esta data para divulgarem os seus produtos e aquilo que de mais tradicional existe no Alentejo e noutras regiões. Este ano, o cartaz da festa inclui concertos com o popular Quim Barreiros, no dia 21 (quinta), a dupla brasileira Lucas e Mateus, no dia 22 (sexta), e André Sardet no dia 23 (sábado). Reconhecida como um dos principais certames do Baixo Alentejo, durante o período da FACAL festeja-se também o feriado municipal de Almodôvar, no dia 24 de Junho. Um dia reservado para a sardinhada, cante alentejanos e um encontro de poetas populares.

quarta-feira, junho 06, 2007

preliminares

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O dono da festa já estava irritado com o número de penetras,gente que nunca tinha visto em lado nenhum, a comerem e a beberem, enchendo tudo quanto é espaço.
Num determinado momento pediu silêncio a todos e anunciou um acontecimento especial.
- Peço aos convidados do noivo que se coloquem à minha direita...
Um monte de gente ainda mastigando as empadas dirigiu-se para a direita.
- E agora eu peço que os convidados da noiva se dirijam para a minha esquerda.
Mais uma multidão locomoveu-se com seus copos e salgadinhos para a esquerda.
Feito isto o dono da festa anunciou:
- Agora peço aos convidados à minha direita e à minha esquerda que se ponham daqui para fora que isto aqui é um baptizado !

sábado, junho 02, 2007

os "CANTARES DA MEIA NOITE" DE ALMODÔVAR

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Vão estar àmanhâ,pelas 18 horas , 3 de Junho no Salão de Festas do Grupo Recreativo do Feijó.



O cantar da meia noite.
É um cantar excelente
Acorda quem está dormindo
Melhora quem está doente

"Quando se acabam as preocupações da vida quotidiana, depois de mais um dia de trabalho e do jantar no ´bucho´, apetece molhar a palavra, até porque a conversa e o convívio a isso obrigam.
Á volta da mesa de um café ou de uma barriguinha encostada ao balcão de uma taberna, vai um copinho de três ou uma minizita e a garganta começa a ficar quentinha...
Começa-nos o corpinho a pedir folia... e vá de moda!
E a gente, não vai de modas.
A voz parece que sai mais limpa, o falar mais fluente. Só quando a carga começa a ser demais, é que a língua começa a entaramelar e a ficar encortiçada. É sinal que a bebedeira vem a caminho e por isso convém parar de beber, para não estragar o que está bonito de se ouvir.
Quanto mais a noite avança, mais disposição há para as cantigas.

O projeto "Cantares da meia noite", tem como objectivo principal, dar a conhecer ao público que os ouve, as modas que se contavam e bailavam ( e ainda se cantam), na região do Campo Branco,
Zona de transição do Baixo Alentejo para a Serra do Caldeirão e o Algarve interior.

O grupo, é formado por:
António Gonçalves (voz, bandolim e guitarra);
Carlos Rosa (voz e percussão);
Pedro Mestre (voz e viola campaniça).

Todos eles, tem já algum calo nestas coisas das cantigas, fazendo qualquer um deles, parte de outros grupos que se dedicam a defender as tradições culturais das suas zonas de residência.

O seu repertório é constituído fundamentalmente, por temas tradicionais do Baixo Alentejo e de outras regiões do país, bem como de trabalhos de autoria dos próprios e de outros compositores portugueses.
A sua música é simples, sem cuidados exagerados, para que não possa fugir muito ao modo como era e continua a ser interpretada, nas suas respectivas zonas de pesquisa.

Vai ser divertido vê-los e ouvi-los em mais um dia desta Semana de Almodovar por estas bandas do Feijó.

quinta-feira, maio 31, 2007

CANTE DE HUMÔR ALENTEJANO

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GRUPO CORAL "VOZES DE ALMODÔVAR"

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O GRUPO CORAL "VOZES DE ALMODÔVAR"


Vai estar a actuar na SEMANA CULTURAL REPRESENTATIVA DO CONCELHO DE ALMODÔVAR, INSERIDA NAS FESTAS DA CIDADE DE ALMADA,A REALIZAR DE 2 A 9 DE JUNHO 2007.

A sua actuação ocorrerá por 2 vezes ,a primeira pelas 20,30 do dia 2, no salão de Festas da SFUAP na Cova da Piedade
, A segunda pelas 18,00, no salão de Festas do Clube Instrução e Recreio Laranjeiro

Moda "Almodôvar, nossa terra"
“Almodôvar, nossa terra
Quando eu de ti vivo ausente
O meu coração encerra
Uma saudade ardente

Uma saudade ardente
O meu coração encerra
Quando eu de ti vivo ausente
Almodôvar nossa terra”


PRINCIPAIS MODAS DO REPERTÓRIO

Ao longo de alguns anos de existência, o Grupo Coral “Vozes de Almodôvar”, tem vindo a aumentar o seu repertório devido essencialmente à sua experiência e à entrada de novos elementos, sendo já uma referência na música tradicional no distrito de Beja e tendo em vista o seu reconhecimento nacional, como tem vindo a acontecer.

As principais “modas” do seu repertório são:

- Alentejo Alentejo
- Alentejo dourado
- Almodôvar nossa terra
- Andei a guardar o gado em tempos que já lá vão
- Ao romper da madrugada
- As Minas do Neves Corvo
- É tão grande o Alentejo
- Linda ceifeira
- Lindo Alentejo
- Lindo ramo verde escuro
- Máquinas ceifando
- No sul do Alentejo
- Nós somos do Alentejo
- Nós somos trabalhadores
- Ó águia que vais tão alta
- O Almocreve
- Portugal é meu País
- Quando o galo canta é dia
- Que bem que parece raminho de flores
- Que inveja tens tu às rosas
- Toda a bela noite eu ando
- Trigueira de raça
- Verão brasa dourada

quarta-feira, maio 30, 2007

proverbios

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O barato sai caro.
O boi é que sobe, o carro é que geme.
O carro não anda adiante dos bois.
O castigo anda a cavalo.
O feitiço costuma virar contra o feiticeiro.
O fim coroa a obra.
O homem propõe e Deus dispõe.
O hábito não faz o monge.
O lobo perde o pelo mas não o vício.
O medo é mau companheiro.
O prometido é devido.
O que arde cura, o que aperta segura.
O que chega fácil parte fácil.
O que os olhos não vêem o coração não sente.

domingo, maio 27, 2007

sexta-feira, maio 25, 2007

preliminares

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No Tribunal:
O Juiz pergunta ao marido:
- Diga-me, qual é o motivo porque se quer divorciar da sua mulher?
- Ela trata-me como se eu fosse um cão!
- Maltrata-o, bate-lhe?
- Não, quer que lhe seja fiel...

quinta-feira, maio 24, 2007

actualidade

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AFINAL, RECANDIDATA-SE

SOPA BACORINHA

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A SOPA BACORINHA
É NOSSA REVELAÇÃO
DE HOJE:
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"Eu comi sempre grão nas acefas, era grão, capachos, sopas de cebola e sopas
bacorinhas. A sopa bacorinha é feita com farinha, pisam-se os poejos,alhos,
depois um bocadinho de azeite, água, vinagre e farinha. A gente chamava-lhe
sopa bacorinha.Era feita como a sopa de cação, só o que lhe faltava era o
csação"
(operária agrícola)

"A sopa de bácoro é como a gente faz sopa de cação.Chama-se sopa branca ou sopa
bácoro. Não tem é cação. É só farinha vinagre e um pocochinho de pimentão, colo-
rau ,que deixava tudo vermelho, depois metia-se muita água e uma pinguinha de
azeite"
(dos campos de Estremoz)

quarta-feira, maio 23, 2007

preliminares

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O chefe de um departamento, sentindo que seus subordinados não respeitavam a sua liderança, resolveu colocar uma placa na porta de seu escritório onde se lia:
"Aqui quem manda sou eu"
Após ter voltado de uma reunião, viu o seguinte bilhete junto à placa:
" A Sua esposa ligou e pede para que devolva a placa"

domingo, maio 20, 2007

imagens do alentejo - estrada porteirinhos-monte da ribeira

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ESTE CAMINHO PORTEIRINHOS-MONTE DA RIBEIRA, QUANTAS VEZES CALCORREADO PELOS MOÇOS DO MONTE A CAMINHO DA ESCOLA.

sexta-feira, maio 18, 2007

poetas alentejanos

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PIRES CAMPANIÇO
Nasceu em Safara, Moura, em 1954. É técnico Tributário e um dos fundadores
e director da Associação dos Novos Escritores do Sul. Publica sob o
pseudónimo de J.P.Celga. Do Livro "Poetas Alentejanos do Século XX" (1984).


Retrato de Novembro
Os trabalhadores protestam na rua, Excelência.
Não me incomodam!
Como?!
Não vou sair para essas bandas!
Querem avistar-se com Vossa Excelência.
Não os conheço!
Já estão a fazer barulho.
Manda-os embora!

Não abalam.
Manda-os calar!
Não nos escutam, Excelência.
Bom, somos um país livre! Mas a gritaria vai-nos incomodar.
Fecha as portas e as janelas!
Mesmo assim os ouviremos.
Tapa os ouvidos! Também não resulta, Excelência.
Então, ignora-os!
Como?! Finge que não existem!
Vai ser difícil, Excelência.
Mas não impossível!


II

E os massacres no Alentejo, Excelência?
Oh nada de extraordinário a assinalar Senão os coveiros já teriam reclamado
Horas suplementares!

quinta-feira, maio 17, 2007

FESTIVAL ISLÂMICO DE MERTOLA 2007

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NESTE FIM DE SEMANA
17 A 20 DE MAIO
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Festival Islâmico em Mértola
2007-05-14 16:15:12

AS RUAS DE MERTOLA TRANSFORMADAS NUM "SOUK" MARROQUINO

A começar hoje o 4º. Festival Islâmico de Mértola regressa à vila Museu de 17 a 20 de Maio. A Câmara Municipal, entidade organizadora do evento, pretende promover um conjunto de iniciativas de modo a valorizar a herança islâmica de Mértola e dar a conhecer o que se passa do outro lado do Mediterrâneo.

O artesanato, a gastronomia, o teatro, a música, os colóquios e as exposições são os principais ingredientes do Festival que transforma as ruas do Centro Histórico de Mértola numa Medina islâmica, onde as cores fortes dos panos que protegem do sol quente se misturam com os cheiros intensos das especiarias. As ruas em redor da antiga Mesquita de Mértola enchem-se de comerciantes e artesãos, fazendo do «souk» o centro de todas as actividades do Festival.

A aposta musical deste ano volta a incidir no cante alentejano e em artistas oriundos de vários Países do Mediterrâneo, a merecer destaque as presenças de Baba Zula da Turquia, Moulay Sherif de Marrocos e Aïda Nadem do Iraque. Ao longo dos quatro dias do Festival os grupos de animação de rua “Boukdir” de Marrocos, “Troupe Chelbi” da Tunísia e Eduardo Ramos irão percorrer o souk, levando as suas sonoridades a todos os espaços.

Nos dias em que decorre o Festival, a Vila de Mértola transforma-se num encontro harmonioso de culturas, onde o português, o espanhol e o árabe se misturam. São culturas, religiões e tradições que convivem harmoniosamente dando a Mértola um colorido e um espírito próprio, que se pode constatar com uma visita a Mértola durante os dias em que decorre o Festival

programa

17 de Maio (quinta- feira)
10.00h - Abertura das Exposições e Museus
10.30 h – Abertura Oficial do 4.º Festival Islâmico de Mértola
Abertura do Souk
11.00 h – Homenagem a António Borges Coelho
Inauguração do Centro de Estudos Islâmicos e do Mediterrâneo
Abertura da exposição “ Mértola. O último Porto do Mediterrâneo”
19.00 h - Lançamento do livro "Cidades da Água"
Bar Alsafir
20.00 h – Encerramento das Exposições e Museus
21.30 h –Teatro “ Os homens são escravos do perdão” pelo grupo Wadi Actos

Cine-tearo Marques Duque

22.00 h - Encerramento do Souk
22.30 h – Espectáculo no Castelo de Mértola “IN CANTO” –
00.30 h – Espectáculo na Praça Luís de Camões ENSEMBLE ADAFINA


Animação de rua com:

“ Boukdir” (Marrocos)
“ Troupe Chelbi” (Tunísia)
Eduardo Ramos


18 de Maio (sexta- feira)
Dia Internacional dos Museus

10.00 h – Oficina de dança oriental
Salão da Junta de Freg. de Mértola
10.00 h - Abertura das Exposições e Museus

10.30 h – Abertura do Souk

16.00 h - Apresentação do Museu Virtual “ À descoberta da Arte Islâmica” por Santiago Macias.
Sede do Parque Natural do Vale do Guadiana
17.00 h - Conferência "Antigo Regime/Novo Regime - Um Olhar do Islão"
Hajj Mohammed Farid Bermejo
Salão Nobre da Câmara Municipal de Mértola
Org. Comunidade Islâmica em Espanha
19.30 h – Teatro “ Os homens são escravos do perdão” pelo grupo Wadi Actos
Cine-teatro Marques Duque

Ao pôr-do-sol – Noite de Dikra

20.00 h – Encerramento das Exposições e Museus
21.30 h – Teatro “ Os homens são escravos do perdão” pelo grupo Wadi Actos
Cine-teatro Marques Duque

22.00 h - Encerramento do Souk

22.00 h – Espectáculos no Cais do Guadiana
“ À luz do véu” Dança Oriental pelo Baubu Teatro Dança

MOULAY SHERIF (Marrocos)
01.00 h – OLIVETREE
Praça Luís de Camões

Animação de rua com:

“ Boukdir” (Marrocos)
“ Troupe Chelbi” (Tunísia)
Eduardo Ramos

Dia 19 de Maio (sábado)

10.00 h – Oficina de dança oriental
Salão da Junta de Freg. de Mértola
10.00 h - Abertura de Exposições e Museus

10.30 h – Abertura do Souk

16.00 h - Apresentação do Museu Virtual “À descoberta da Arte Islâmica” por Santiago Macias
Sede do Parque Natural do Vale do Guadiana

17.00 h - Conferência "Assabiya - A força da coesão na sociedade"
Hajj jalid Nieta
Org. Comunidade Islâmica em Espanha

17.30 h – Teatro “ Os homens são escravos do perdão” pelo grupo Wadi Actos
Cine-teatro Marques Duque

18.00 h - Dança pelo Núcleo de Dança Oriental da AMDA
Praça Luís de Camões

20.00 h – Encerramento das Exposições e Museus

21.30 h –Teatro “ Os homens são escravos do perdão” pelo grupo Wadi Actos

Cine-tearo Marques Duque
22.00 h Encerramento do Souk

22.30 h – Espectáculos no Cais do Guadiana

Aïda Nadem (Iraque)
Baba Zula (Turquia)

D’J Raquel Bulha
VJ'S Ibn Ammar e Al-mutamid

Animação de rua com:

“ Boukdir” (Marrocos)
“ Troupe Chelbi” (Tunísia)
Grupo de música tradicional alentejana “ Alentejanos”
“ Violas Campaniças”


Dia 20 de Maio (domingo)

10.00 h - Abertura das Exposições e Museus
10.30 h – Abertura do Souk
16.00 h – Encerramento do 4º Festival Islâmico de Mértola

Animação de rua com:

“ Boukdir” (Marrocos)
“ Troupe Chelbi” (Tunísia)
Eduardo Ramos
Grupo de música tradicional alentejana “ Alentejanos”
Grupo Coral Guadiana de Mértola
Violas Campaniças
“ Sons do Vagar “

terça-feira, maio 15, 2007

preliminares

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Altas horas da madrugada, o casal acorda ao som insistente da campainha
da casa. O dono da casa levanta-se e pela janela pergunta
- O que é que você quer?
- Olá, eu sei que é tarde. Mas preciso que alguém me empurre. A sua casa
é a única nesta região. Você precisa me empurrar!
Louco da vida, o recém-acordado replica:
- Eu não te conheço, são 4 horas da manhã, e me pede para te ajudar? Ah!
Vai-te catar! Você tá bêbado.
E ele volta pra cama. Sua mulher, que também acordou, não gosta da
atitude
do marido:
- Você exagerou. Você já ficou sem bateria antes, você bem que poderia
ajudar esse pobre homem.
- Mas ele está bêbado - desculpa-se o marido.
- Mais um motivo para ajudá-lo - insiste a mulher. Ele não vai conseguir
sozinho. Você, que sempre foi tão prestativo.
Tomado por remorsos, o marido se veste e vai para a rua.
- Hei, cara, vou lhe ajudar! Onde é que você está?
E o bêbado, gritando:
- Aqui, no baloiço!!!

segunda-feira, maio 14, 2007

letras de modas alentejanas

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É tão grande o Alentejo

No Alentejo eu trabalho
cultivando a dura terra,
vou fumando o meu cigarro,
vou cumprindo o meu horário
lançando a semente á terra.

É tão grande o Alentejo,
tanta terra abandonada!...
A terra é que dá o pão,
para bem desta nação
devia ser cultivada.

Tem sido sempre esquecido,
á margem, ao sul do Tejo,
há gente desempregada.
Tanta terra abandonada,
é tão grande o Alentejo!

ATINGIMOS AS 10.000 VISITAS

-
10.000

Atingimos as 10 mil visitas, ou acessos.
Em termos cybernéticos, isto é a idade adulta dum blog.

É motivo de satisfação, pois a divulgação do Alentejo através do nosso blog, atinge não só cibernautas do nosso país, como, de acordo com o feed back que temos tido, também gente que nos lê na Suiça, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Brasil, França, Inglaterra, Holanda, isto só para referir contactos que nos chegam de ,sobretudo alentejanos , mas não só,a viver e trabalhar nesses países.


Escrevam-nos e contem-nos as vossas "estórias" que serão publicadas.

sábado, maio 12, 2007

CANTE ALENTEJANO

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O CANTE ALENTEJANO , a forma mais pura de celebrar o mundo rural, vai ser candidato a PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE.
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Minha voz é minha espada
toda apontada pró cante
por cant'ar à minha amada
"chamaste-ne" estravagante"

Das noitadas sou amante
quero a garganta molhada
dum vinho tinto elegante
e pra cantar à minha amada


(VITORINO)


Há mesmo um projecto-piloto de apoio ao cante alentejano, a lançar em 2007, que prevê a apresentação de candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade.

O lançamento do projecto, a realizar em parceria com o Ministério da Educação, foi feito na vila alentejana de Cuba, no coração do Alentejo, onde a ministra foi recebida por grupos corais alentejanos, femininos e masculinos.

"É um projecto-piloto que visa a promoção, preservação e a salvaguarda deste bem imaterial que é o cante alentejano", a admitir uma candidatura à UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

Além das vertentes cultural e pedagógica, o projecto prevê também uma componente de investigação em torno do cante alentejano.

O Cante alentejano é uma polifonia simples a duas vozes em unissono e
à terceira superior, como ensina o Padre António Alfaiate Marvão.
A sua origem é do sec. XVI, "numa época em que a polifonia tinha o primeiro lugar na música, toda ela vocal, a que se deu o nome de Milénio vocal"

O primeiro rancho de Cante organizado de se conhece foi o Grupo Coral e Cultural de Serpa que terá actuado em 1929 no Casino Estoril.

A denominação de Cante e não Canto, tem a vêr com a forma de falar dos alentejanos, o que na opinião de Lindley Cintra,"revela uma prova de inteligência do povo " que modifica as palavras para facilitar a sua pronúncia enquadrada na melodia.

O cante é sincopado e andado ao ritmo do coração, transmitindo a cadência do dia-a- dia rural e sazonal. Vive de 3 elementos essenciais:
-o ponto (quen começa a melodia)
-o alto (a segunda vos e a única que tem liberdade para ornamentar a melodia principal)
- e o coro


CANTE ALENTEJANO, NA TABERNA DO ZÉ DA CONCEIÇÃO, NOS GERALDOS (CASTRO VERDE)

A candidatura depois de trabalhada e estudada será entregue daqui a 6 anos à UNESCO.

A Entidade promotora será a Delegação Regional de Cultura do Alentejo a que se associam a Região de Turismo, as autarquias, escolas ,associações e universidades.

Será criada uma rede nacional de espectáculos, uma comissão cientifica (que operará no ambito da socioantropologia e etnomusicologia e animação socio cultural, a criação de uma linha editorial , página na internet om base da dados sobre grupos corais e teses sobre o Cante e a criação de novas infra estruturas como um Arquivo de Etnomusicologia do Sul, no Convento de São Paulo em Portel, o Centro de Oralidade em Castro Verde,e a Casa de Cante em Serpa.
Vitorino e Janita Salomé serão os embaixadores junto da UNESCO.
O Cante e o Povo do Alentejo merecem.

preliminares

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O chefe de um departamento, sentindo que seus subordinados não
respeitavam sua liderança, resolveu colocar uma placa na porta de seu
escritório onde se lia:
"Aqui quem manda sou eu".
Após ter voltado de uma reunião, viu o seguinte bilhete pregado junto à placa:
"Sua esposa ligou e pede para que devolva a placa".

gastronomia alentejana - MIGAS GATAS

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INGREDIENTES:
-Uma cabeça de alho
-Uma posta de Bacalhau
-Pão Caseiro(duro)
-Sal qb
-Azeite


MODO DE CONFECÇÃO:
Coza a posta de bacalhau depois de previamente demolhada. Enquanto isso descasque o alho e pique-o, corte o pão em pequenas fatias, muito finas.
Coloque o pão já cortado numa tigela grande ou numa terrina, desfie o bacalhau e coloque em cima do pão, assim como alho já picado o sal( a gosto) e o azeite, despois regue tudo com a água do bacalhau ainda a ferver. Com a colher de pão envolva tudo muito bem, para que o pão fique bem ensopado. E depois é só comer!

terça-feira, maio 08, 2007

imagens do alentejo - VIANA DO ALENTEJO

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A IGREJA DE VIANA DO ALENTEJO

Viana do Alentejo é uma vila portuguesa, no Distrito de Évora, região Alentejo e subregião do Alentejo Central, com cerca de 2 800 habitantes.

É sede de um município com 393,92 km² de área e 5 615 habitantes (2001), subdividido em 3 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Montemor-o-Novo, a nordeste por Évora, a leste por Portel, a sueste por Cuba, a sul pelo Alvito e a sudoeste e oeste por Alcácer do Sal.

Outrora foi conhecida como Viana a par de Alvito.

População do concelho de Viana do Alentejo (1801 – 2004)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2004
1298 3493 5065 7814 9237 6188 5720 5615 5639

As freguesias de Viana do Alentejo são as seguintes:

Aguiar
Alcáçovas
Viana do Alentejo

preliminares

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Sabem porque é que um livro de matemática se suicida?
Porque está cheio de problemas!!!!!

domingo, maio 06, 2007

imagens do alentejo - PORTEIRINHOS

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uma rua dos porteirinhos

Provérbios

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Na casa cheia, depressa se faz a ceia.
Na casa deste home quem não trabalha não come.
Na casa onde há dinheiro deve haver um só caixeiro.
Na necessidade prova-se a amizade.
Na prisão e no hospital, vês quem te quer bem e quem te quer mal.
Na terra onde fores viver faz como vires fazer.
Não acordes o gato que dorme.
Não adianta chorar sobre o leite derramado.
Não contes os pintos senão depois de nascidos.
Não cresce erva em caminho calcado.
Não dá a bota com a perdigota.
Não deites foguetes antes da festa.
Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.
Não desejes mal a ninguém, que o teu mal pelo caminho vem.
Não é bom o mosto colhido em Agosto.

sexta-feira, maio 04, 2007

ACTUALIDADE

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(extraido do blob o coiso)

quinta-feira, maio 03, 2007

preliminares

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Quando o Papa João Paulo II veio á Madeira ,
perguntou ao Presidente Alberto João Jardim o motivo de ter tantos secretários regionais,
ao que obteve como resposta:
"Santidade, Jesus não tinha 12 apóstolos? Eu tenho 12 secretários".
O Papa fez uma esgar de reprovação.
Então o Jardim logo ripostou:
"Então Sua Santidade, Ali Babá não tinha 40 ladrões"?

terça-feira, maio 01, 2007

FESTAS DE ANIVERSÁRIO

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O nosso blog festeja hoje duas datas, dois aniversários.
o 24 de Abril do RUI COLAÇO
O 1 de Maio do PAULO COLAÇO.


Hoje festejam juntos e com os pais ,o Zé Batista e a Herminia.
E também com a Ilda mulher do Paulo, e com Cátia e a Inês ,filhas do Paulo ,sobrinhas do Rui.

Parabéns para eles e para toda a família.

Em 1966,no ano em que o Paulo nasceu aconteceu:

Primeira aterragem assistida, na Lua, da sonda soviética Luna IX.
- A nave espacial soviética Vénus aterra em Vénus.
- Durante uma entrevista de rádio, John Lennon afirma que os Beatles são provavelmente mais conhecidos do que Jesus Cristo; os discos do grupo são consequentemente excluídos em muitos estados norte-americanos e na África do Sul.
- Inauguração da ponte sobre o rio Tejo, ligando Lisboa a Almada.
- Lançamento do Orbiter I, o primeiro satélite lunar.
- Último concerto ao vivo dos Beatles no Candlestick Park, em São Francisco.

Portugal ficou em 3º.lugar bo Campeonato do Mundo de Futebol em Inglaterra.


Oscares de Hollywood, Mais um ano cheio de filmes fabulosos a encher os ecrans. Foi sem dúvida um grande espectáculo a noite da entrega dos óscares deste ano. O prémio para o melhor filme foi para Um Homem para a Eternidade. Este filme arrecadou também o óscar para o melhor realizador, Fred Zinnemann. Para o melhor actor o óscar foi atribuído a Paul Scofield pelo seu excelente desempenho este ano. Considerada a melhor actriz, Elizabeth Taylor, recebeu o seu óscar com grande contentamento.

Fazem anos neste dia 01 de Maio

1829 - José Martiniano de Alencar (político e escritor)
1872 - Sidónio Pais (presidente da República em 1918)
1892 - Mário Beirão (poeta)
1916 - Glenn Ford (actor)
1937 - Una Stubbs (actriz)


Música
As Musicas dos tops sao: California Dreamin' / The Mamas & The Papas, When a Man Loves a Woman / Percy Sledge e Good Vibrations / Beach Boys.

em 1972, quando nasceu o RUI, aconteceu:

Janeiro - Foi lançado nos Estados Unidos o primeiro video-game do mundo, o Odyssey 100.
Fevereiro: Ocorre na cidade do Rio de Janeiro o primeiro sequestro de grande cobertura jornalística do Brasil. O filho do mega-empresário do ramo imobiliário carioca Sérgio Castro, "Serginho", é apanhado dentro de sua casa, na Lagoa Rodrigo de Freitas, por 4 sequestradores. O aparente sucesso dos sequestradores é que deu ensejo ao sequestro do menino Carlinhos, alguns meses depois. Carlinhos jamais voltou a ser visto ("Caso Carlinhos").
5 de Fevereiro - Vila de Matola, Moçambique, elevada à categoria de cidade.
14 de Fevereiro - EUA abrandam as restrições comerciais impostas à China.
24 de Março - o governo britânico começa a governar directamente a Irlanda do Norte
29 de Julho - A australiana Kerry Anne Wells é eleita Miss Universo
5 de Setembro - a delegação israelita aos Jogos Olímpicos na Alemanha sofre um atentado da autoria do grupo terrorista Setembro Negro. Onze atletas são mortos. O episódio ficou conhecido como Massacre de Munique.
12 de Outubro - Agentes da PIDE/DGS matam a tiro o estudante do Instituto Superior Técnico, José Ribeiro dos Santos, militante do MRPP, na sequência de uma reunião de protesto contra a repressão policial.
1 de Dezembro - Belinda Green é eleita Miss Mundo e conquista para a Austrália a dobradinha nos concursos de beleza
Começa na Finlândia a primeira Conferência para a Segurança e Cooperação Europeia
A Noruega decide não aderir à União Europeia
Bobby Fischer sagra-se campeão mundial de xadrez, após derrotar o anterior campeão, o russo Boris Spassky
Eddy Merckx (Bélgica) vence a 59° edição da Volta à França em Bicicleta
Emerson Fittipaldi torna-se o primeiro brasileiro a vencer o Campeonato Mundial de Fórmula 1.

Nasceram neste ano

5 de Fevereiro - Mary Elizabeth, Princesa Herdeira da Dinamarca
17 de Fevereiro - Billie Joe Armstrong, vocalista da banda Green Day.
24 de Fevereiro - Chris Fehn, músico integrante da banda Slipknot.
6 de Março - Shaquille O'Neal, basquetebolista norte-americano.
22 de Março - Cory Lidle, jogador de beisebol norte-americano.
17 de Abril - Jennifer Garner, actriz americana.
4 de Maio - Mike Dirnt, baixista da banda Green Day.
23 de Maio - Rubens Barrichello, piloto brasileiro de Fórmula 1
19 de Junho - Milton L. Humason, astrónomo dos EUA.
13 de Julho - Murilo Benício, ator brasileiro.
6 de Agosto - Geri Halliwell, cantora inglesa e ex-Spice Girl.
30 de Agosto - Cameron Diaz, atriz americana.
10 de Setembro - Petkovic, futebolista iugoslavo.
1 de Novembro - Toni Collette, atriz australiana
4 de Novembro - Luís Figo, futebolista português.
9 de Dezembro - Tré Cool, baterista da banda Green Day.
28 de Dezembro - Patrick Rafter, tenista australiano.
29 de Dezembro - Jude Law, ator inglês

Em Hollywood, os Oscares foram para:

O prémio para o melhor filme foi para O Padrinho. O óscar para o melhor realizador foi ganho por Bob Fosse do filme Cabaret. Para o melhor actor o óscar foi atribuído a Marlon Brando pelo seu excelente desempenho este ano. Considerada a melhor actriz, Liza Minnelli, recebeu o óscar

PORTEIRINHOS

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IMAGEM DOS PORTEIRINHOS