domingo, agosto 05, 2007

MONTE DO TESTA

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COM ESTA CRÓNICA O NOSSO BLOG
PRESTA HOMENAGEM A TODOS QUANTOS
NASCERAM, VIVERAM E TRABALHARAM
NO NONTE DO TESTA E QUE DELE GUARDAM
MEMÓRIAS , SAUDADES E FORTE
LIGAÇÃO EMOCIONAL .

É uma estranha sensação, chegar ao Monte do Testa, localidade da Freguesia do Rosário ,uma das que constitui o Concelho de Almodôvar, e que são:

Aldeia dos Fernandes, Almodôvar, Gomes Aires, Rosário, São Barnabé, Santa Clara-a-Nova, Santa Cruz, Senhora da Graça de Padrões


VISTA AÉREA ACTUAL DO MONTE DO TESTA

O enorme edificio, agora em ruínas, que já foi a casa senhorial dominante destas terras em redor, mete respeito e algum recolhimento reverencial.

ALA OESTE DO EDIFICIO

A história do Alentejo passa por aqui, e por outras casas senhoriais como esta.

IMAGEM DA ALA SUL DA CASA, COM O PORTAL DA ENTRADA PRICIPAL RODEADO DE VEGETAÇÃO.


PÁTEO INTERIOR QUE DAVA ACESSO À CASA E TAMBÉM ÀS CAVALARIÇAS E CELEIROS


O MESMO PÁTEO DA FOTO ANTERIOR, NOS VELHOS TEMPOS

Há muitos anos esta casa tinha o aspecto imponente que se pode surpreender na foto abaixo


A CASA SENHORIAL COM A IMPONÊNCIA DE ENTÃO

e era a matriz desta localidade e da intensa actividade agrícola que lhe dava vida e população.

À sua volta cresceram casas que foram acolhendo as famílias que trabalhando a terra consituiram durante décadas, a força de trabalho que verdadeiramente a fazia produzir.

CASAS DO MONTE DE BAIXO DO DO TESTA


QUE SAUDADE, TIA BARBARA

A mansão -Monte de Cima e as outras edificações - Monte de Baixo, estão hoje abandonadas, ou quase, exercendo, no entanto, um estranho efeito mágico ,misturando de pena e saudade, nas pessoas que lá viveram e trabalharam.


A MANSÃO VISTA DO NONTE DE BAIXO

O nosso blog, em tempos publicou um poema de autoria da Natércia,sobre o Monte do Testa que hoje volto a recordar :


DOTESTA

Oh Dotesta quem te viu
Quem te vê agora então
Fica triste e desolada
Pois estás mesmo abandonada
As pedaços pelo chão.

Eras um Monte bonito
Todos gostavam de ti
Quem lá ia uma vez
Ia uma, duas , três
Que bons tempos lá vivi

REFRÃO

Era tão bom
Os que te vêem agora
Que te voltassem a vêr
Como tu eras outrora.
Que maravilha
Se voltasses novamente
Ao que eras noutro tempo
Para alegria da gente.

Não importava que o Monte
Por outros fosse habitado
Mas gostasse isso sim
De te poder vêr ainda
Novamente restaurado.

Quem te conheceu um dia
Ao vêr-te fica pasmado
De vêr o Monte que eras
Lamentam profundamente
Ao que tu tenhas chegado.

Era gente de Lisboa
Que te vinham visitar
Ficavam maravilhados
Ao vêr a casa de campo
Pr.as suas férias passar.

Muito havia pr.a dizer
Sobre ti Monte da Testa
Mas é verdade porém
Que era lá sempre uma festa.

Poema de Natércia

quinta-feira, agosto 02, 2007

quarta-feira, agosto 01, 2007

FESTAS DE CASÉVEL

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Festas de Casével já este fim-de-semana!
Nos dias 3, 4 e 5 de Agosto, decorrem em Casével, no Largo de S. Fabião, as tradicionais festas populares.

Três dias de festa, marcados pelo já habitual bailarico e pela actuação do grupo "Bombocas".

Em baixo pode consultar o programa completo:

Sexta dia 3
21:30 Baile com o Valter Reis
23:00 Grupo de música popular do Parchal
continuação do baile

Sábado dia 4
11:00 Tiro ao alvo
17:00 Largadas nas ruas
21:30 Baile século XXI
24:00 Concerto com "Bombocas"

Domingo dia 5
14:00 Torneio de sueca
15:00 Jogo da quarta
16:00 Jogo da panela
21:00 Duo musical "M e M"

terça-feira, julho 31, 2007

PARABÉNS FRANCISCO DUARTE

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Hoje, 30 de JUNHO
Faz 2 anitos o FRANCISCO DUARTE.


Nasceu no Sábado 30 de Julho de 2005, e veio dar uma alegria sem fim aos pais Carla e João Tiago uma alegria sem limites.
Hoje completa 2 anos e a familia está em festa.
O nosso blog festeja e participa na sua alegria.

Agora Francisco, pede aos teus paizinhos para com o rato, clicar na setinha e diverte-te:

Festival da Planície Mediterrânica , ou dos Sete Sóis ,Sete Luas

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Lembramos que este festival, a realizar em CASTRO VERDE´, se aproxima.
É já em Setembro,

O programa ainda não o temos completo, mas aqui vão uns indicios:

CASTRO VERDE (Alentejo, Portugal)
14 Setembro Expo Oliviero Toscani (Itália)
14 Setembro La Gialletta (País Basco/Itália/Portugal)
15 Setembro Lautari (Sicília)
16 Setembro Vaguement La Jungle (França)

segunda-feira, julho 30, 2007

FESTA ANUAL DO PROGRAMA "PATRIMÓNIO"

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Foi no dia 21 de Julho.
Realizou-se no Parque Infantil da Vila de Castro Verde.
O nosso blog teve o privilégio de ter assistido ao vivo.

Desde que é possível ouvir a Rádio Castrense pela Internet, ouço quase sempre o programa "PATRIMÓNIO" , aqui de Lisboa, e do Feijó.

Quando um dia se fizer a história da cultura popular no Alentejo, se dará, decerto, a plenitude do valôr que teve e tem, esta acção cultural.

Já aqui falei no clima de grande proximidade criado pelo animador do Programa, e as pessoas que de outra maneira não iriam soltar a potencialidade das suas artes, não vercejariam, não cantariam em público os seus poemas e não deixariam ouvir as suas vozes.


A TAL VOZ QUE ESTÃO HABITUADOS ESCUTAR EM SUAS CASAS TODAS AS QUINTAS, HOJE EM CARNE E OSSO

Daí ter sentido alguma emoção ao assistir ao vivo essa torrente de talento popular que ouvia pela rádio, sem vêr os rostos.

Hoje vou apenas mostrar aqui algumas imagens que colhi, que serão, decerto , mais ricas e ilucidativas que qualquer texto descritivo.

Actuaram cerca de duzentos artistas, desde integrados em grupos corais, poetas populares, contadores de "estórias"e tocadores.

Foram actuando ao longo da noite, entre outros, Os cardadores da Sete, os Ganhões de Castro Verde, As violas Campaniças da Sete, As Papoilas do Corvo, O Grupo de Musica Popular e Instrumental de Almodôvar, os Caldeireiros de São João, As Atabuas de São Marcos da Ataboeira, Os Carapinhas de Castro Verde:


QUE BEM CANTARAM OS CARAPINHAS

e ainda e sem mencionar todos
os, As Camponesas de Castro Verde,As Vozes de Casevel e mutos outros corais.

Animaram também a noite os poetas populares compo Jacinto Coelho, o Andorinho, o António Baltazar (Alhinho) do Rosário ,o Bagacinha de Aljustrel:

O BAGACINHA INTERPRETANDO UM POEMA QUE DEDICA À SUA MULHER

Com a plateia rendida, Bagacinha terminou a sua actuação com o poema "AS PERAS" que
não resisto a aqui registar, e que motivaram um aplauso infindável

Duas Pêras

Mote


Duas pêras que eu tinha
Andavam sempre empinadas
De tanto lhes ter mexido
Estão moles e penduradas.

I

Eram duas pêras perfeitas
Quando um dia as conheci
A primeira vez que as vi
Achei-as muito direitas
Rosadas muito bem feitas
Pareciam cacho na vinha
Uma fruta tão durinha
Que eu gostava de mexer
Levava horas a ver
Duas pêras que eu tinha.

II

Mas que ricas pêras são
Dizia cá para mim
Dá gosto ver fruta assim
Seja de Inverno ou de Verão
Quando lhe jogava a mão
Até as deixava inchadas
Eram sempre bem esfregadas
Fosse de noite ou de dia
Pêras de pele macia
Andavam sempre empinadas.



III

Fruta torrada amarela
Que fruta tão natural
Nem sequer havia igual
Uma fruta como aquela
Tinham uma cor tão bela
Fizeram-me andar perdido
Quase estraguei o sentido
Noutro tempo atrasado
Hoje tenho o fruto estragado
De tanto lhe ter mexido.

IV

Murcharam com a idade
Ficaram todas franzidas
São duas pêras lembidas
Que perderam a vaidade
No tempo da mocidade
Foram muito bem tratadas
Mas já não são apalpadas
Coitadinhas metem dó
São duas peles num pé só
Estão moles e penduradas.



A festa estendeu-se pela noite dentro, num casamento permanente entre o palco e os que nos outros dias se limitavam a ouvir pela rádio.

domingo, julho 29, 2007

NOITES DE SANTIAGO

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TERMINAM HOJE
EN ENTRADAS AS
NOITES DE SANTIAGO



NOITES em Santiango animam vila de ENTRADAS

A vila de ENTRADAS, no concelho de Castro Verde, esteve em festa desde sexta-feira, 27, e até hojedomingo, 29, com mais uma edição das NOITES em SANTIAGO.
Espectáculos de sevilhanas, grupos corais alentejanos, animação de rua, torneios populares e uma corrida de toiros à portuguesa preenchem o programa das festividades, promovidas em parceria pela Junta de Freguesia local, Câmara Municipal de Castro Verde e Sociedade Recreativa e Desportiva Entradense.
Este ano, um dos grandes destaques da iniciativa foi a a apresentação, na passada sexta-feira, às 19h00, o livro do Foral de ENTRADAS e o boletim informativo “O Ceifeiro”, editado pela Junte de Freguesia. A par da publicação, a autarquia deu também a conhecer o seu sítio na Internet, em www.jf-ENTRADAS.pt.
O primeiro dia das NOITES em SANTIAGO teve um espectáculo da Bandinha da Alegria (20h00) e como grande destaque a realização da 8ª Corrida de Toiros da Rádio Castrense (22h00).
Um espectáculo de sevilhanas e um baile popular completaram este primeiro dia dos festejos, ainda marcado pela abertura da exposição “Borboletas e outros insectos”, que mostra durante os dias da festa um conjunto de ilustrações científicas de António José Contente.
O segundo dia das festas será marcado pela apresentação do livro O Poço das ENTRADAS, de autoria de José Luís Jones (17h00). Um torneio de malha, uma garraiada popular e um concerto com a cantora Romana completam o programa de sábado.
As NOITES em SANTIAGO terminam hoje, domingo, 29, com a realização das celebrações religiosas em honra de Nossa Senhora da Esperança. Para as sete da tarde está marcado um desfile de grupos corais alentejanos, estando prevista a presença dos Cardadores da Sete, Os Ceifeiros de Cuba, Os Caldeireiros de S. João e os corais das Paivas e da Casa do Povo da Amareleja.
Um baile com a Banda Vibrações e um espectáculo de música popular, com Os Amigos da Figueira, completam o programa das festas.

Motes do poeta FRANCISCO GALRITO - III

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Não há pau como o carvalho
enquanto não apodrece
nem amôr como o primeiro
enquanto não aborrece

REDONDO

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DESDE ONTEM QUE REDONDO ESTÁ NA SUA FESTA DAS RUAS FLORIDAS


de 28 de Julho a 5 de Agosto

Desde ontem dia 28 de Julho até 5 de Agosto, decorre na vila de Redondo mais uma edição das Ruas Floridas, evento integrado nas tradicionais Festas de Agosto. As Ruas Floridas realizam-se de dois em dois anos, cumprindo uma tradição que remonta a meados do século XIX e que consiste na decoração das ruas de Redondo com flores e outros objectos ornamentais. Flores, animais, edifícios, pessoas ou árvores germinam, assim, das mãos que os executam artisticamente, recorrendo simplesmente a papel colorido e muita dedicação. O resultado é um invulgar mar de cores, cuja «biodiversidade» confere um carácter singular a esta manifestação popular nascida em terra de artesãos…




Durante os meses de preparação, diversos grupos de pessoas representando as respectivas ruas, organizam-se e escolhem um tema, cabendo a coordenação geral e as ligações entre ruas ao Município de Redondo. Perante tal diversidade temática, é possível contemplar uma paisagem glaciar imediatamente após se aventurar pelas pirâmides de Gisé, da mesma forma que uma atenta observação ao montado alentejano antecede a penetração na húmida floresta amazónica.


Os registos escritos mais antigos que dão conta da ornamentação das festas organizadas pelos populares redondenses remontam a 1838. Há todavia, na tradição oral, relatos passados de geração em geração, que sustentam a elaboração de alguns enfeites de papel, como complemento ornamental às festas de Agosto, consagradas inicialmente à N. Sra. de Ao Pé da Cruz.

Somente em 1994 se consolidou o regresso das ruas decoradas com papel, por iniciativa da Câmara Municipal de Redondo e sob o signo das Ruas Floridas, designação que mantém. Consciente das marcas distintivas de tal manifestação cultural, apenas cingida aos adros, aduelas e caixilharias de algumas casas – por manifesta ausência de uma força motriz – a Câmara Municipal chamou a si essa tarefa e organizou as Ruas Floridas, integradas nas Festas de Agosto. De resto, o apoio da edilidade revelou-se fundamental não só para o renascimento do evento como também para a sua sustentação financeira e inevitável crescimento. Com efeito, do tímido arranque com três ruas em 1994, o evento tem vindo a crescer de tal forma que, actualmente, são trinta e sete as ruas envolvidas.


Na edição deste ano são esperados mais de 300 000 visitantes que, para além da incontornável visita às ruas, poderão assistir a diversas manifestações culturais, entre as quais enumeramos os habituais concertos de música, o XXIV Festival de Folclore, exposições de pintura e tantas outras actividades lúdico-desportivas.
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terça-feira, julho 24, 2007

IMAGENS DO ALENTEJO - MERTOLA

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IMAGEM SEMPRE BELA DA TERRA ALENTEJANA DE MERTOLA.

Em CASTRO VERDE, a 25 de Julho vai haver...

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AMANHÂ; 25 de Julho

....ESPECTÁCULO EVOCATIVO DA BATALHA DE OURIQUE
No dia 25 de Julho, pelas 21h30, a Basílica Real de Castro Verde receberá o


Espectáculo Evocativo da Batalha de Ourique.

“Vox Angelis” é um dos grupos convidados nesta noite de homenagem a um dos grandes momentos da nossa história.


"Requiem pelos Mortos e Combatentes da Batalha de Ourique" é o título do recital a interpretar. Um projecto que integra o Território Artes e ao qual foi atribuído o estatuto de interesse cultural pelo Ministério da Cultura Português.

Neste Espectáculo Evocativo da Batalha de Ourique actuarão ainda o Grupo Coral “Os Ganhões” e o Coro da Paróquia de Castro Verde.

domingo, julho 22, 2007

Motes do poeta FRANCISCO GALRITO - II

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O poeta é um cavador
que cava fundo a vida
às vezes descobre a dôr
onde ninguém vê a ferida

sábado, julho 21, 2007

O "PATRIMÓNIO" DA RÁDIO CASTRENSE" NA SETE

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Pela primeira vez assisti ao vivo a uma emissão do Progmama "Património" da Rádio Castrense.

A emissão-espectáculo teve lugar no Monte da Sete, da Freguesia de Santa Bárbara de Padrões, e foi a última emissão do "Património-fóra-do-estudio"


IMAGEM DA SETE, ONDE SE REAÇIZOU A EMISSÃO DO PATIMÓNIO DE 19 DE JULHO

A noite esteve infelizmente ventosa para uma sessão ao ar livre, mas logo aqueceu com o entusiasmo e alegria contagiosa e participativa dos presentes, na sua maioria "gente da casa", da Sete, claro!

O programa é dos mais populares da região, muito devido ao dinamismo e grande empatia que o apresentador Zé Francisco estabelece com as pessoas, muito mais que uma relação locutor-ouvinte,antes a contrução de um clima de intimidade cumplice, onde as pessoas se sentem à vontade, e ousam dizer os seus poemas garatujados na intimidade das suas casas, cantar as suas modas, contar as suas "estórias", falar do seu quotidiano, como o não fariam com outro qualquer interlocutor.

O "Património" é uma instituição que permite a difusão da cultura popular no que tem de mais autêntica.

Nesta noite mágica de quinta feira participaram 4 grupos de cante e dois poetas populares, além da presença do Presidente da Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Padrões , Manuel dos Santos e dos autores de um livro de grande qualidade -Miguel Rego e Sanuel Melro , a lançar no dia 21,
"SANTA BÁRBARA DE PADRÕES, FRAGMENTOS DA MEMÓRIA".

E foi neste clima familiar que subiram ao palco os CARDADORES DA SETE, cantando com a entrega que se lhe conhece belas modas muitos aplaudidas

E AS VOZES FORTES DOS CARDADORES SOARAM FIRMES NA NOITE DO MONTE DA SETE

Não lhe ficaram atrás as lindas modas das PAPOILAS DO CORVO:


"..
pensando em ti meu amôr
eu aprendi a cantar
eu aprendi a cantar
mondando trigo em flôr
"

Muitas aplaudidas, como aliás o foram os CALDEIREIROS DE SÃO JOÃO, e AS VIOLAS DE CAMPANIÇAS DA SETE:


PEDRO MESTRE E O SEU GRUPO DE VIOLAS CAMPANIÇAS ILUMINARAM A NOITE COM A SUA HABITUAL QUALIDADE

Questionado o Presidente Manuel dos Santos foi , ao longo do programa esclarecendo ouvintes e presentes que a Freguesia de Santa Bárbara tem cerca de 1300 habitantes distribuidos por 9 lugares:Santa Bárbara, Sete, Lombador, Viseus, Beringelinho, Rolão, A do Corvo e Neves da Graça. Sete é a localidade da freguesia com mais habitantes - 354 habitantes (2001).
; que a Freguesia é essencialmente rural vive também de serviços essencialmente da Mina onde trabalham em empregos directos mais ao menos 100 pessoas.

Ficámos a saber também que o Monte da Sete é o que tem tido maior volume de emigração.
Em termos culturais há enorme dinamismo ao nível do Cante, havendo 3 grupos de grande actividade:

OS CARDADORES DA SETE
AS PAPOILAS DO CORVO
e
AS VIOLAS CAMPANIÇAS DA SETE.

Intervieram ainda, ao longo do programa dois poetas populares.
O poeta da Sete, JACINTO JOSÉ PEREIRA, que recitou bonitos poemas da sua lavra.

Também ANTÓNIO SANTOS VAZ, o poeta popular de Ourique, dedicou especialmente a esta emissão do programa Património, umas décimas, que aqui, com a devida vénia transcrevo, aproveitando para o felicitar pela belisima ideia:

DÉCIMAS DEDICADAS AO PROGRAMA PATRIMÓNIO QUE A RÁDIO CASTRENSE ESTÁ A TRANSMITIR HOJE, DIA 19 DE JULHO DE 2007, AQUI EM SANTA BÁBARA DE PADRÕES (SETE), TERRA DAS MINAS DE NEVES CORVO.

Mote

O Património hoje é aqui feito
Em Santa Bárbara de Padrões
Calhou asim deste jeito
E há-de haver mais ocasiões

I
És Freguesia mineira
Produzes grande riquesa
Para a Nação Portuguesa
E também para a estrangeira
Tens gente séria e ordeira
De que tenho grande respeito
Vou daqui tão satisfeito
Que tu não queiras saber
Acreditem possam crer
O Património hoje é aqui feito

II
Tens cá o Cante Alentejano
Representado por grupos corais
Tens aqui artistas mais
Que no Património actuam todo o ano
Eu digo e não te engano
Que são boas recordações
E para futuras gerações
Isto um dia recordar
E eu gostei muito de aqui estar
Em Santa Bárbara de Padrões

III
És uma das Freguesias
Mais ricas de Portugal
Graças ao teu mineral
Que sai daí todos os dias
Se falasses tu dizias
O que a mim me têm feito
Mas o que me fazem aceito
Para a terra desenvolver
Onde o Património veio aparecer
Calhou assim deste jeito.

IV
Empregas aqui muita gente
Cá da nossa região
Uns por cima e debaixo do chão
Teno eu cá na minha mente
Eu falo assim abertamente
Sem ter nenhumas ilusões
Fazes euros aos milhões
Que são para a nossa economia
Este programa há muito que aqui não se fazia
E há-de haver mais ocasiões

(ANTÓNIO DOS SANTO VAZ)

Foi uma bela noite passada na companhia das boas gentes da Sete.
Sábado 21, teremos no Parque Infantil de Castro Verde, mais "PATRIMÓNIO", desta vez com cerca de 200 artistas a passar pelo palco, numa maratona de Cante e poesia até às tantas.

"noites ao relento" de CASTRO VERDE

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ONTEM TIVÉMOS EM CASTRO VERDE
O "TEATRO AO LARGO" COM A
PEÇA "FAUSTO"

Não conhecia esta Companhia de Vola Nova de Mil Fontes, e devo dizer que me fascinaram.
Excelente cenografia, uma belissima direcção de actores e interpretações seguras.
A cena final da entrada de Fausto no inferno é das mais conseguidas que tenho visto, e já assisti a várias encenações do tema.

O palco foi montado junto esbelecendo com a vila uma relação de proximidade que ajudou à adesão emocional do público em bom número.

Teatro ao Largo apresentou "Doutor Fausto" uma nova interpretação da "Trágica História do Doutor Fausto" (1616) de Christopher Marlowe, encenada por Stephen Johnston.

A dramatização de Marlowe, da história do homem que vendeu a alma ao diabo em troca da realização de todos os seus desejos durante 20 anos, não é tão bem conhecida como a versão de Goethe, mas é claramente obra de um mestre de teatro. A poesia é frequentemente sublime e a peça tem uma grande riqueza de ideias. A sua importância reside na personagem de Fausto, mas por trás desta personagem está a personalidade do autor - o dissoluto, perigoso, mas muito talentoso Marlowe.

Circo Primitivo

Estudos contemporâneos dos tempos de Marlowe e Shakespeare contam de companhias de teatro itinerantes que costumavam esgueirar-se furtivamente em vilas atacadas pela peste na Inglaterra, actuar, e desaparecer discretamente, com um passo à frente das autoridades - um mundo escuro de criminalidade, circo rasca e violência latente. Foi esta imagem vívida que providenciou a inspiração inicial para a concepção do espectáculo.

"Um bando de feirantes e saltimbancos, liderados por um actor obsessivo, representam a obra de Marlowe no largo da vila, saboreando com enorme prazer uma sucessão de imagens primitivas e grosseiras - os diabos maquiavélicos, a tenebrosa e flamejante "Boca do Inferno", o atormentado Fausto nas mãos de Mefistófeles. No entanto, dentro deste quadro brutal podemos ver o desenrolar da triste história de cada Homem na luta sem êxito para reconciliar as necessidades do corpo e as da alma. É de facto a delicada poesia de Marlowe e a mordacidade das suas questões subtis que brilham atravês deste mundo primitivo e que lhe dá sentido e dignidade."




IMAGEM DE "FAUSTO" A SER REPRESENTADA ALI MESMO NO CENTRO DE CASTRO VERDE

quarta-feira, julho 18, 2007

- MERCADO MENSAL DE CASTRO VERDE

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IMAGEM DO MERCADO MENSAL DE CASTRO VERDE, CAPTADA ESTA MANHÃ 18 DE JULHO

terça-feira, julho 17, 2007

crónica de "UMA NOITE AO RELENTO" em Castro Verde

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A maior parte das vezes tenho aqui referido e comentado os eventos a acontecer e acontecidos em Castro Verde, de longe, e por interpostas pessoas.
Desta feita tive o privilégio de assistir ao vivo na noite quente de 13 de Julho, às chamadas "Noites ao relento" na Praça da Republica no centro da Vila.
Foi uma impressão boa, prazeirosa, e uma sensação de ligação a um local, de pertença a uma comunidade.Actuaram so vivo para uma Praça da Republica bem composta: "As Camponesas de Castro Verde" e o os "Alentejanos"de Serpa.



OS ALENTEJANOS, DE SERPA

Já vou estando habituado a assistir à qualidade do cante das Camponesas, que vi e ouvi ainda há bem pouco tempo, aquando da Semana de Almodovar no Municipio de Almada.
Cantaram tão bem como então.


AS "CAMPONESAS" ACTUANDO NA PRAÇA DA REPUBLICA

Entre outras modas cantaram:


ROSA BRANCA, DESMAIADA

Rosa branca, desmaiada,
onde deixastes o cheiro?

Deixei-o no teu quintal
à sombra do limoeiro.

À sombra do limoeiro.
já devia ser regada.

Onde deixastes o cheiro,
Rosa branca, desmaiada?

Muito aplaudidas cederam o lugar no palco aos "ALENTEJANOS" de Serpa.

O grupo que com muito boa disposição, cedo estabeleceu um clima de grande empatia com a "plateia" da Praça da Republica

Elogiaram as "Camponesas" e manifestaram grande gosto em transformar as modas que iam interpretar num imagiário bouquet de flores para oferecer às cantadeiras de Castro. Foi bonito e muito elegante.

E interpretaram:

Aurora tem um menino tão pequenino, o pai quem será?
É do Chico da Amieira, foi p'ra Figueira, quando virá?
Aurora tem um menino tão pequenino, já usa boné.
Não chores Aurora, não chores,
Que o pai do menino já sabem que é!
A roupa do marinheiro, não é lavada no rio,
É lavada no mar alto, à sombra do seu navio.
À sombra do seu navio, à sombra do seu vapor,
Não é lavada no rio, a roupa do meu amor.
Ai de mim tanta laranja, tanta silva tanta amora,
Tanta menina bonita, e eu sem ter nenhuma agora.
E eu sem ter nenhuma agora, minha mãe filhas não tem,
Ai de mim tanta laranja que esta laranjeira tem.
Vai-te embora meu benzinho, que a minha mãe não está cá,
Se ela viesse e nos visse, ó que dirá, que dirá.
Ó que dirá, que dirá, não tem nada que dizer,
Semos duas criancinhas, cá nos querem receber.
Água leva o regador, água leva o regadinho,
Enquanto rega e não rega, lavo eu ó meu benzinho.
Lavo eu ó meu benzinho, lavo eu ó meu amor,
Água leva o regadinho, água leva o regador.
Ó Clementina, vem à janela,
Ver o teu amor, ai, ai, ai,
Que ele vai p´ra guerra,
Se ele vai p´ra guerra, deixá-lo ir,
Ele é rapaz novo, ai, ai, ai,
Ele torna a vir
Ribeira vai cheia e o barco não anda,
Tenho o meu amor lá daquela banda.
Lá daquela banda, das bandas d´além,
Ribeira vai cheia, meu amor não vem.
Eu ouvi um passarinho, às quatro da madrugada,
Cantando lindas cantigas, à porta da sua amada.
Por ouvir cantar tão belo, a sua amada chorou.
Às quatro da madrugada, o passarinho cantou.
Ai meu amor, quem te disse a ti
Que a flor do monte era o alecrim?


Voltaram a elogiar as gentes de Castro, convidando todos a cantar com eles.
Dedilhando as guitarras conseguiram pôr a praça a cantar:

Oh rama ó que linda rama

RAMA, Ó QUE LINDA RAMA

Eu gosto muito de ouvir
Cantar a quem aprendeu
Se houvera quem me ensinara
Quem aprendia era eu.

Ó rama, ó que linda rama
Ó rama da oliveira
E meu par é o mais lindo
Que anda aqui na roda intera.

Que anda aqui na roda inteira
A qui e em qualauer lugar
Ó rama, ó que linda rama
Ó rama do olival.


Não invejo quem tem
Carros parelhas e montes
Só me invejo de quem bebe
A água em todas as fontes.

Antes de iniciarem a ultima série de modas, lamentaram que as novas formas de trabalhar a terra, tenham vindo a extinguir postos de trabalho e que cada vez hajam menos trabalhadores rurais em tarefas tradicionais das mondas , das ceifas, do pastoreio, enfim:

"Qualquer dia já só nos
apresentamos como manequins,
fardados de alentejanos"


Muito aplaudidos espalharam a sua magia com:

"Venha o copo, venha a pinga/venha mais meia canada/e sem o copo eu não bebo/sem a pinga não vai nada"

e logo depois:

Ó MENINA FLORENTINA

Suspirava por te ver
Já matei a saudade
Muito custa, numa ausência
Para quem ame na verdade

Ó menina Florentina
És a mulher que em meu peito domina:
Seu amante,
Delirante,
Da viagem chegou neste instante!
Já cá está o tiro-liro-liro
Já cá está o tiro-liro-liro, lé
Já cá está o tiro-liro-liro, ló
Já cá está o tiro-liro-liro, meu amor,
Tiro-liro-liro, abre a porta
Óh, branca flor!

Anda cá para os meus braços
Se tua vida queres ter
Os meus braços dão saúde
A quem está para morrer


Foi uma noite muito agradável, um verdadeiro bálsamo a culminar um dia em que a temperatura do ar chegou a atingir os 41 graus.

No dia 20 teremos mais uma edição de "noites ao relente" com a Companhia de Teatro ao Largo

Motes do poeta popular - FRANCISCO GALRITO

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Os casamentos daqui pr'a frente
neste viver tão magano
são como licenças de cães
com validade por um ano

segunda-feira, julho 16, 2007

aves da região de Castro Verde -

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O PENEIREIRO-DAS-TORRES

PENEIREIRO-DAS-TORRES

Casto Verde é uma das mais importantes e famosas regiões para a observação de aves em Portugal. A zona é conhecida pelas extensas planícies ocupadas por estepes cerealíferas (pseudo-estepes), onde a agricultura tradicional permite a ocorrência de muitas espécies estepárias, a maior parte delas muito ameaçada e rara na Europa. No entanto, as ribeiras e açudes existentes, bem como os montados de azinho e sobro, quebram a monotonia da paisagem e permitem a observação de uma grande variedade de outras espécies.

As espécies aí encontradas são:
A abetarda,o Sisão, o Cortiçol de barriga branca, o roleiro e o Peneireiro--das-torres.

O Peneireiro-das-torres é uma pequena ave de rapina estepária, muito ameaçada a nível mundial. É estival, registando-se em Castro Verde o maior núcleo populacional do país (cerca de 200 casais), em resultado da implementação de medidas de conservação específicas
É um pequeno e elegante falcão, muito semelhante ao Peneireiro - Vulgar ou Peneireiro - de - Dorso - Malhado. No entanto, distingue-se pelo chamamento e algumas características morfológicas, como as asas e cauda mais curtas, penas centrais da cauda ligeiramente mais alongadas, bico mais fraco e garras mais claras. O macho adulto tem o dorso castanho avermelhado, sem marcas pretas e uma pequena faixa azul-acinzentada entre o dorso acastanhado e as penas de voo pretas. A cabeça é azulada sem a marca facial preta nítida (bigode) do Peneireiro - Vulgar. Debaixo das asas é mais esbranquiçado e com manchas mais pequenas e mais redondas. As fêmeas e os juvenis das duas espécies são muito difíceis de distinguir apenas pela plumagem, embora no Peneireiro das Torres sejam um pouco mais claros.

É migrador, passando o Inverno no continente africano. Esta ave sofreu nas últimas décadas um grande decréscimo a nível Europeu, sendo considerada como uma espécie globalmente ameaçada.

No dia 22 de Julho vai ser apresentado um livro chamado "NA GRANDE ROTA DO PENEIREIRO-DAS-TORRES, de autoria de Rita Alcazar e Sónia Fragoso,lançado pela LPN (Liga da Protecção da Natureza) em colaboração com a Câmara Municipal de Castro Verde e a Associação de Agricultores do Campo Branco, e é baseado no trabalho de 4 anos na recuperação e conservação do Peneireiro-das-Torres, no Centro de Educação Ambiental do Vale Gonçalinho, pelas 18 horas.
A Agenda Cultural de Castro Verde ,para o mês de Julho, refere que, a sessão de lançamento deste livro, incluirá uma visita ao campo para observação de algumas colónias do Peneireiro-das-Torres.

Quarta feira, dia 20, mais "NOITES AO RELENTO" em Castro Verde

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`´E já depois de àmanhã..
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Vamos volta à Praça da Reoublica, desta vez vamos ter o TEATRO AO LARGO, com a peça "FAUSTO"
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Teatro ao Largo apresenta "Doutor Fausto" uma nova interpretação da "Trágica História do Doutor Fausto" (1616) de Christopher Marlowe, encenada por Stephen Johnston.

A dramatização de Marlowe, da história do homem que vendeu a alma ao diabo em troca da realização de todos os seus desejos durante 20 anos, não é tão bem conhecida como a versão de Goethe, mas é claramente obra de um mestre de teatro. A poesia é frequentemente sublime e a peça tem uma grande riqueza de ideias. A sua importância reside na personagem de Fausto, mas por trás desta personagem está a personalidade do autor - o dissoluto, perigoso, mas muito talentoso Marlowe.

Circo Primitivo

Estudos contemporâneos dos tempos de Marlowe e Shakespeare contam de companhias de teatro itinerantes que costumavam esgueirar-se furtivamente em vilas atacadas pela peste na Inglaterra, actuar, e desaparecer discretamente, com um passo à frente das autoridades - um mundo escuro de criminalidade, circo rasca e violência latente. Foi esta imagem vívida que providenciou a inspiração inicial para a concepção do espectáculo.

"Um bando de feirantes e saltimbancos, liderados por um actor obsessivo, representam a obra de Marlowe no largo da vila, saboreando com enorme prazer uma sucessão de imagens primitivas e grosseiras - os diabos maquiavélicos, a tenebrosa e flamejante "Boca do Inferno", o atormentado Fausto nas mãos de Mefistófeles. No entanto, dentro deste quadro brutal podemos ver o desenrolar da triste história de cada Homem na luta sem êxito para reconciliar as necessidades do corpo e as da alma. É de facto a delicada poesia de Marlowe e a mordacidade das suas questões subtis que brilham atravês deste mundo primitivo e que lhe dá sentido e dignidade."

preliminares

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Um homem de 85 anos estava fazendo seu check-up anual. O médico perguntou como ele estava se sentindo:- Nunca me senti tão bem - respondeu o velho. Minha nova esposa tem 18 anos e está grávida, esperando um filho meu. Qual a sua opinião a respeito doutor?
O médico refletiu por um momento e disse:
- Deixe-me contar-lhe uma história: eu conheço um tipo que era um caçador
fanático, nunca perdeu uma estação de caça. Mas, um dia, por engano,
colocou
seu guarda-chuva na mochila em vez da arma. Quando estava na floresta, um
urso repentinamente apareceu na sua frente. Ele sacou o guarda-chuva da
mochila, apontou para o urso e... BANG............ o urso caiu morto.
- HA! HA! HA! Isto é impossível - disse o velhinho - algum outro caçador
deve ter atirado no urso.
- Exactamente!!!

sábado, julho 14, 2007

imagens do alentejo - RIBEIRA DE COBRES

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A RIBEIRA DE COBRES , NUM TRECHO PERTO DO MONTE DA RIBEIRA

preliminares

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Um bêbado estava a passar por um rio, quando viu um grupo de evangélicos a
orar e a cantar.
Resolveu perguntar:
- O que se está a passar... hic... aqui?·
- Estamos a fazer um baptismo nas águas. Você também deseja
encontrar o Senhor?
- Hic... Eu quero, sim...Os evangélicos vestiram o bêbado
com uma roupa branca e levaram-no para a fila.
Numa margem do rio estava um pastor que pegava nos fiéis,
mergulhava a cabeça deles na água, depois tirava e perguntava:
- Irmão... viste Jesus?-
Ó, eu vi, sim...
E todos os evangélicos diziam:
- Aleluia! Aleluia!
Quando chegou a vez do bêbado, o pastor meteu-lhe a cabeça na água,
depois tirou e perguntou-lhe:
- Irmão... viste Jesus?
- Não! - Disse o bêbado.
O pastor colocou novamente a cabeça do bêbado na água e deixou-a lá um certo tempo.
Depois tirou-a e perguntou:
- E agora, irmão... viu Jesus?
O bêbado já bastante ofegante, lá disse:
- Não!
O pastor, já nervoso, colocou de novo a cabeça do bêbado debaixo
de água e deixou-a lá por uns cinco minutos.
Depois puxou o bêbado e perguntou-lhe:
- E agora, irmão... já conseguiste ver Jesus?
O bêbado, já mole e trôpego de tanta água engolir, disse:
- Porra já disse que não!
Mas vocês.... - têm a certeza de que Ele caiu aqui????

Poema de JOSE SARAMAGO

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Ouvindo Beethoven

Venham leis e homens de balanças,
mandamentos d'aquém e d'além mundo.
Venham ordens, decretos e vinganças,
desça em nós o juízo até ao fundo.

Nos cruzamentos todos da cidade
a luz vermelha brilhe inquisidora,
risquem no chão os dentes da vaidade
e mandem que os lavemos a vassoura.

A quantas mãos existam peçam dedos
para sujar nas fichas dos arquivos.
Não respeitem mistérios nem segredos
que é natural os homens serem esquivos.

Ponham livros de ponto em toda a parte,
relógios a marcar a hora exacta.
Não aceitem nem queiram outra arte
que a prosa de registo, o verso acta.

Mas quando nos julgarem bem seguros,
cercados de bastões e fortalezas,
hão-de ruir em estrondo os altos muros
e chegará o dia das surpresas.

(José Saramago

sexta-feira, julho 13, 2007

hoje temos em castro verde, noites ao relento

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NOITES AO RELENTO"
"As Camponesas"
Grupo de Música Popular "Os Alentejanos"

HOJE, 13 JULHO. PRAÇA DA REPÚBLICA. 21H30

TRANSFERÊNCIA DE RICARDO PARA O BETIS

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terça-feira, julho 10, 2007

imagens do alentejo

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AO FUNDO O MONTE DO PARDIEIRO, VISTO DO MONTE DA RIBEIRA

domingo, julho 08, 2007

poetas alentejanos - FRANCISCO AUGUSTO GALRITO

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DÉCIMAS DEDICADAS AOS
ANIMAIS QUE PUXAVAM
PELOS ARADOS, CHARRUAS,
E CARROÇAS.
(PRIMEIRA METADE DOS
ANOS 60)
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Mote

Perdemos nossa valia
perdemos nossos valores
dentro desta nação
que reina são os motores

I
Oh tempo tivémos tempo
de andarmos bem arreados
com cascaveis e rabadas
e havia bom alimento
parou todo o movimento
perdemos nossa posia
até a passeio a gente ia
e fazíamos lindos trabalhos
e o nosso fim é nos talhos
perdemos a nossa valia

II
Dentro de quarteirões
lavramos nós em trela
andávamos sempre à parrela
e comíamos boas rações
já não há opiniões
nestes grandes produtores
hoje todos têm tratores
dizendo que lavram mais fundo
temos que dizer adeus mundo
perdemos os nossos valôres

III
Ainda havemos ser boas
em vindo anos molhados
hão-de andar atascados
quando parecer tudo lagoas
hoje com poucas pessoas
fazem grande produção
até vendem a ração
não há fava nem faval
isto é tudo geral
dentro desta nação

IV
Ferradores e abegões
deram já todos na droga
quem faz esta manobra
são os grandes camiões
a caminho das estações
iam grandes condutores
hoje todos têm tratores
não precisam de comer
e só o que se está a vêr
é quem reina são os motores

Décimas de FRANCISCO AUGUSTO GALRITO)

sexta-feira, julho 06, 2007

provérbios

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a açorda faz a velha gorda e a menina formosa
a água corrente não mata a gente
a ambição cerra o coração
a apressada pergunta, vagarosa resposta
a boca do ambicioso só se fecha com terra de sepultura
a boda e a batizado, não vás sem ser convidado
a bom bocado, bom grito ou bom suspiro
a bom ou mau comer, três vezes beber
abre o olho, que assam carne
a cada boca uma sopa
a cavalo dado não se olha o dente
a conversa é como as cerejas
à falta de capão, cebola e pão
a fartura faz bravura
a fome é a melhor cozinheira
a fome é boa mostarda
a fome é o melhor tempero
a fome faz sair o lobo do mato

quinta-feira, julho 05, 2007

TEATRO EM CASTRO VERDE

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dia 11 de julho

Grupo de Teatro Pau de Giz apresenta "O Marido vai à Caça"


O Grupo de Teatro Hiper Amador "Pau de Giz" da Escola Secundária de Castro Verde, apresenta "O Marido vai à Caça", uma peça da autoria de Georges Feydeau, com encenação e adaptação de Arnaldo Pata.

A peça vai ser apresentada ao público no dia 11 de Julho, no Cine-Teatro Municipal de Castro Verde, pelas 21h30.

O Marido Vai à Caça! é uma comédia em três actos escrita em 1892 e foi um dos maiores sucessos da carreira de Georges Feydeau.

GEORGES FEYDEAU
(1862-1921)

Georges-Léon-Jules-Marie Feydeau, filho do romancista Ernest Feydeau, nasceu em 8 de dezembro de 1862 em Paris. Actor, director e dramaturgo, escreveu 39 peças entre 1881 e 1916. O primeiro grande sucesso veio com "O marido vai à caça" (Monsieur chasse - 1892;), que inaugurou seu tema predileto: os artifícios da infidelidade. Seguiram-se outros,
como"O hotel do livre-câmbio" (L'Hôtel du libre-échange - 1894; "A dama do Maxim's" (La Dame de chez Maxim's - 1899), e "Com a pulga atrás da orelha" (La Puce à l'oreille - 1907. O humor irresistível das farsas de Feydeau, caracterizadas por situações levadas ao limite do absurdo e por uma técnica perfeita, divertiu as platéias parisienses do início do século XX e tornou-se universalmente apreciado. Feydeau renovou a técnica do vaudeville e elevou seu padrão literário. Dotado de fértil imaginação, criou complicadas intrigas em que as situações inesperadas nascem umas das outras dentro de uma lógica implacável e em ritmo alucinante. Satirizou os temas comuns da comédia popular, como maridos enganados e mulheres estúpidas, e os modismos da época. Suas peças foram incorporadas ao repertório da Comédie-Française em Paris e montadas por muitas outras companhias no exterior.
Feydeau morreu em 5 de junho de 1921, em Paris.

quarta-feira, julho 04, 2007

SEDA , POVOAÇÃO ALENTEJANA

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Seda é uma freguesia portuguesa do concelho de Alter do Chão, com 112,23 km² de área e 389 habitantes (2001). Densidade: 3,5 hab/km².

SEDA FICA ENTRE BENAVILA E ALTER DO CHÃO

Foi vila e sede de concelho entre 1271 e 1836. Era constituído pelas freguesias de Ervideira, Sarrasola e Seda e tinha, em 1801, 754 habitantes.

Freguesia situada numa pequena elevação, cerca de 400 habitantes, dista 12 Km da sede do concelho, ocupa uma área de 11, 223 hectares.
Foi uma vila e constituiu um pequeno concelho, extinto em 1836. Teve foral em 1271, dado por Frei Simão Soeiro, Mestre da Ordem de Avis.
O povoamento desta freguesia ascende as épocas pré-romanas, de que são testemunho cerca de dezena e meia de antas identificadas.

A antiga vila de Seda, actual freguesia de Alter do Chão, foi conquistada ao domínio muçulmano por D. Afonso Henriques, em 1160, com o auxílio dos cavaleiros templários a quem o território foi posteriormente doado. A povoação medieval terá nascido no local de um antigo castro romanizado, sendo a presença romana no território atestada pela bela ponte sobre a Ribeira de Seda, do século II, e por marcos miliários encontrados na região, entre outros vestígios. A construção das muralhas deverá ter arrancado certamente logo após a conquista, como seria de esperar numa zona fronteiriça. Em 1271, Seda é entregue aos Cavaleiros de Avis, recebendo foral de Frei Simão Soeiro, Mestre da Ordem.
Não se tratando verdadeiramente de um castelo, a fortificação de Seda é constituída por uma cerca urbana, com troços de muralha entre cubelos, no interior da qual se abriga todo o núcleo de casario antigo. Embora em ruínas, restam alguns troços de muralha, sem ameias, a unir três cubelos de planta circular, e ainda vestígios de um quarto cubelo. Os muros são ainda medievais, levantando-se em cortinas perpendiculares ao solo, com alvenaria de xisto à fiada, em argamassa de cal. Boa parte dos panos de muralha encontra-se entre hortas e quintais das habitações da rua do Castelo.

Mas a presença dos romanos na região e a sua invulgar capacidade construtiva, mantém-se intacta à passagem do tempo e das águas, a Ponte Vila Formosa, séculos I/II, classificada como monumento nacional desde 1910, permite a passagem no sentido Ponte de Sôr.
A população dedica-se à agricultura, pecuária, indústria de panificação, moagem, construção civil, comércio e serviços.
A feira anual realiza-se no segundo fim-de-semana de Julho, no dia 24 de Julho fazem romaria a S.João e as festas de Verão realizam-se no mês de Agosto.

Património Cultural: Igreja Paroquial, dedicada à N.ª Sr.ª do Espinheiro sobranceira ao casario baixo da freguesia. O Templo é muito simples, com torre sineira típica do século XVI, de cúpula cónica , o altar principal é de madeira entalhada, de século XVII.
Capelas de S.João, S. Bento e de S.Brás, Ponte Romana, muralhas da freguesia, Fonte do Ribeirinho, vestígios do Mosteiro de S. Veríssimo.


PONTE ROMANA

A gastronomia não varia em relação às outras freguesias do concelho, também aqui se confecciona o ensopado de borrego, açorda alentejana e as deliciosas migas.
Quanto ao artesanato também se dedicam aos artefactos de cortiça e de madeira, sapataria e tapeçaria.

Não se pode falar de SEDA sem referir o Castelo

Castelo de Seda


As muralhas de Seda, vulgarmente conhecidas como Castelo de Seda, no Alentejo, localizam-se na localidade e Freguesia de Seda, Concelho de Alter do Chão, Distrito de Portalegre, em Portugal. A sua localização cartográfica é: Latitude 43º 39’ N Longitude 5º O.

O monumento é impropriamente designado como castelo, uma vez que consiste nos remanescentes de um troço da cerca urbana, o que caracteriza Seda como uma povoação fortificada.

História

Antecedentes
O primitivo povoamento humano desta região remonta a época pré-histórica, de que são testemunho cerca de uma dezena e meia de antas ali identificadas. A presença romana na região é testemunhada pela ponte de Vila Formosa, erguida entre o século I e o século II, e marcos miliários de uma estrada.

Alguns autores admitem que a primitiva fortificação da povoação remonte a um castro lusitano, ocupado por tropas romanas que sobre ele teriam erguido uma fortificação, o que não se encontra comprovado.

O castelo medieval
No contexto da Reconquista cristã da península Ibérica, a região foi conquistada pelas forças de D. Afonso Henriques (1185-1211), em 1160, vindo a ser doada pelo soberano aos cavaleiros da Ordem do Templo, que o haviam auxiliado na empreitada. Datará dessa época o início da primitiva cerca da povoação.

Sob o reinado de D. Afonso III (1248-1279), Seda foi entregue aos cavaleiros da Ordem de Avis (1271), na pessoa de seu Mestre, Frei Fernão Soeiro, que lhe outorgou foral.

D. João I (1385-1433) concedeu-lhe Carta de Foral (30 de Outubro de 1427), elevando-a a vila, privilégio renovado à época de D. Manuel I (1495-1521), que lhe concedeu o Foral Novo (1 de Outubro de 1510). A sua importância é atestada pelo fato de que em 1527 passou a sede de Concelho, sob a jurisdição da Ordem de Avis, privilégio extinto em 1836.

Os nossos dias
Chegaram até aos nossos dias um troço da muralha medieval, reforçado por cubelos, em precário estado de conservação. Esses vestígios encontram-se classificados como Imóvel de Interesse Público, por Decreto publicado em 26 de Fevereiro de 1982.

Características
O conjunto consistiu numa cerca urbana da qual subsistem troços de muralha em alvenaria de xisto à fiada, argamassada em cal, sem ameias, unindo três cubelos de planta circular, e os vestígios de um quarto. Estes vestígios encontram-se entre hortas e quintais das habitações da rua do Castelo, do lado Leste, e em uma encosta abrupta que já é propriedade agrícola práticamente devoluta

terça-feira, julho 03, 2007

CANTE ALENTEJANO

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A BELEZA E A SONORIDADE DO
CANTE ALENTEJANO INTERPRETADO
PELO ORFEON UNIVERSITÁRIO
DO PORTO.

letras de modas alentejanas

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Saudades de Outrora

Cantiga
Já não oiço a cotovia
no alegre madrugar.
Já perdi a alegria
quero e não... posso cantar

1
Onde estarão as ceifeiras
com suas faces trigueiras.
Que haviam no Alentejo
ai que haviam...no Alentejo

2
As obras da Natureza
levaram-nas com certeza.
Onde estão que as não vejo
ai que haviam...no Alentejo

Cantiga
Já não oiço o Pastor
cantando com os pardais.
E no Verão abrasador
nos campos...não há trigais

Repete 1 e 2

Cantiga
Quando vagueio na planície
Meus olhos ficam pasmados
Já só vejo as coutadas
E os campos...estão

Cantada pelas "Cantadeiras da Alma Alentejana"

segunda-feira, julho 02, 2007

NOITES AO RELENTO - em CASTRO VERDE - Julho e Agosto

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EM CASTRO VERDE
VAMOS TER:

NOITES AO RELENTO regressam neste Verão!
Em Julho e Agosto, as noites querem-se ao relento… A cada sexta-feira a música, o teatro e muitas outras manifestações culturais saem à rua, trazendo uma brisa fresca de cultura e animação.

Como cenário as nossas praças e outros espaços de ar livre. Em Julho, a Praça recebe:

13 JULHO

“As Camponesas” de Castro Verde
“Os Alentejanos” – Grupo de Música Tradicional

20 JULHO
“Doutor Fausto”
Companhia Teatro ao Largo

O Teatro ao Largo, companhia de teatro, apresenta "Doutor Fausto" no dia 20, com encenação de Steve Johnston. O espectáculo, que se traduz numa nova interpretação da trágica história de 1616 do autor Christopher Marlowe.



As iniciativas vão acontecer na Praça da República, a partir das 21h30.

sábado, junho 30, 2007

30 DE JUNHO, o MIGUEL faz anos hoje

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Parabéns Miguel
O Miguel gosta muito de fazer anos, há já alguns meses que vem lembrando que :
-"Vou fazer 4 anos, e vou convidar a minha família e os meus coleguinhas para a minha festa"
À festa também apareceu o Ruca que até cantou:


Estiveram também além da mãe Ana Lúcia e do pai Pedro, os avós Lena, Júlio e Russita, os tios Alice,Angela ,Ana Catarina, João Nuno e Paulo, e as priminhas Francisca , Madalena e Beatriz.

As primas Natércia e Herminia não faltaram, e muito animaram a festinha, ao cantarem algumas modas alentejanas, pois o Miguel tem raízes do Alentejo da parte das duas avós. E todos cantaram com o Miguel os "Parabéns a você"

Apareceu também o Noddy, que não quiz ficar atrás do Ruca, os dois ídolos do Miguelito.


Parabéns Miguel

preliminares

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Um policia do 112 atendeu o telefone e foi anotando o pedido de socorro:
- POR FAVOR, MANDEM ALGUÉM URGENTE, ENTROU UM GATO AQUI EM CASA!!!!
- Mas como assim, um gato em casa???...
- UM GATO!!! ELE INVADIU A MINHA CASA E ESTÁ CAMINHANDO NA MINHA DIREÇÃO!!
- Mas como assim? Você quer dizer um ladrão?
- NÃO ESTOU BRINCANDO! ESTOU FALANDO DE UM GATO MESMO, DESSES QUE FAZEM MIAU, PORRRA!!!!
- Mas o que tem de mais um gato ir na sua direção?
- O QUE QUE TEM? COMO ASSIM? ELE VAI ME MATAR, DESPACHEM-SE!!! SENÃO VOCÊS SERÃO OS CULPADOS!!!
- Mas quem está falando!!??
- O PAPAGAIO, PORRA!!

quinta-feira, junho 28, 2007

salvé o 28 de Junho

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O ZÉ FRANCISCO ESTÁ EM
FESTA, POIS O DIA DO
ANIVERSÁRIO É UM DIA
IMPORTANTE E QUE MERECE
FESTEJADO.
O NOSSO BLOG DÁ OS
PARABÉNS AO ZÉ E QUER
TER O PRIVILÉGIO DE SER
INCLUIDO NA LISTA DOS
DE QUEM ELE GOSTA.
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Para ti Zé, o nosso blog dedica este magnifico poema de José Carlos Ary dos Santos:

Um homem na cidade

Agarro a madrugada
como se fosse uma criança
uma roseira entrelaçada
uma videira de esperança
tal qual o corpo da cidade
que manhã cedo ensaia a dança
de quem por força da vontade
de trabalhar nunca se cansa.

Vou pela rua
desta lua
que no meu Tejo acende o cio
vou por Lisboa maré nua
que se deságua no Rossio.

Eu sou um homem na cidade
que manhã cedo acorda e canta
e por amar a liberdade
com a cidade se levanta.

Vou pela estrada
deslumbrada
da lua cheia de Lisboa
até que a lua apaixonada
cresça na vela da canoa.

Sou a gaivota
que derrota
todo o mau tempo no mar alto
eu sou o homem que transporta
a maré povo em sobressalto.

E quando agarro a madrugada
colho a manhã como uma flor
à beira mágoa desfolhada
um malmequer azul na cor.

O malmequer da liberdade
que bem me quer como ninguém
o malmequer desta cidade
que me quer bem que me quer bem!

Nas minhas mãos a madrugada
abriu a flor de Abril também
a flor sem medo perfumada
com o aroma que o mar tem
flor de Lisboa bem amada
que mal me quis que me quer bem!

Ary dos Santos

quarta-feira, junho 27, 2007

imagens do alentejo - Monte Novo da Ribeira

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O MONTE NOVO DA RIBEIRA, DOMINANDO A BELISSIMA PLANICIE ALENTEJANA

domingo, junho 24, 2007

o monte da ribeira ,hoje, está em festa

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O ANTÓNIO JOSÉ FAZ HOJE ANOS.


AZINHEIRA DA BANCA, MONTE DA RIBEIRA

O NOSSO BLOG,dá-lhe os parabéns efusivos e pede-lhe para guardar ums fatia do bolo de velas, pois não abdica do dôce e do abraço.

MIMI, 82 ANOS, NO PALCO CANTA E ENCANTA



Aos 82 anos, pisar um palco, enfrentar uma plateia,uma sala repleta, e encher o espaço de sons e palavras cantando e encantando, com fados e marchas, a quem teve o privilégio de a vêr e ouvir, é um acto de vida e de coragem, de quem não se quer render ao somar dos anos.

A Mimi é uma aluna da Unversidade da terceira idade da Reboleira e um grande exemplo para aqueles que não se querem conformar.

O nosso blog pesta-lhe a homenagem de divulgar a sua actuação.
Parabéns jovem Mimi

imagens do alentejo

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MESAS DO CASTELINHO EM SANTA CLARA A NOVA

GRUPO CORAL DA UNIVERSIDADE DA TERCEIRA IDADE da REBOLEIRA



O nosso blog esteve presente à festa de final do ano lectivo na Universidade da Terceira Idade da Reboleira, e assistiu à actuação do Grupo Coral onde actua a HERMINIA PINTO COLAÇO, dos Porteirinhos.
Ouçam e vejam a TRIGUEIRINHA

O Grupo foi criado em 1995.
Contudo, com este formato e esta direcção artistica só actua há sete anos.
Tem actualmente 22 elementos e é superiomente dirigido pela maestrina ISABEL FALÉ, que lhe dá um cunho muito próprio, e uma qualidade de distribuição de vozes que impressiona.

quinta-feira, junho 21, 2007

provérbios

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Morra Marta, morra farta.
De boas intenções está o inferno cheio.
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
Gato escaldado de água fria tem medo.
Nem tudo o que luz é ouro.
Não há fumo sem fogo.
Festa acabada, músicos a pé.
Do prato à boca, perde-se a sopa.
Quem canta, seu mal espanta.
Há males que vêm por bem.
Nem tanto ao mar nem tanto à terra.
Em casa de ferreiro, espeto de pau.
Faz o que eu digo e não o que eu faço.

21 de Junho, festejamos o aniversário de MARIA BARBARA CONTREIRAS APOLÓNIA

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É dia de festa no Feijó, onde reside actualmente a nossa aniversariante.

O nosso blog dá os parabens à MARIA BARBARA CONTREIRAS APOLÓNIA e dedica-lhe esre poema

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver o Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.

Alberto Caeiro, em "O Guardador
de Rebanhos"

segunda-feira, junho 18, 2007

SEMANA DE ALMODÔVAR NO FEIJÓ - ULTIMO ACTO

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CRÓNICA DO ULTIMO DIA

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O último dia da Semana de Almodôvar entre nós ,chegou, é já todos sentimos muitas saudades.
Sempre foram oito dias a matar saudades, uma semana em que nos víamos quase todos os dias, como se estivéssemos em Almodôvar, como se estivéssemos nos Alentejo.

O Concelho de Almada tem uma população a rondar as cento e setenta mil pessoas, e, de acordo com informação recolhida, 40% ,são alentejanos ou descendentes de segunda e terceira geração, de alentejanos.
É uma comunidade muito ligada às coisas da terra, e sempre que tem a mínima oportunidade de manifestar a sua identidade, a sua "alentejanidade", de estar em contacto com os seus, aproveita-a com grande satisfação.

Este último acto, realizou-se no Forum Romeu Correia no centro de Almada.
Apesar de grande ,o espaço tornou-se insuficiente para os muitos que não quiseram perder a oportunidade de vibrar com o cante da sua terra, da sua região. Muitos ficaram de pé nas coxias laterais.

Antes do inicio do espectáculo "entre-portas", os grupos concentraram-se na Praça defronte do Forum, e desfilaram cantando`até ao Anfiteatro.

Na magnifica sala de espectáculos, os primeiros a actuar, foram os da casa, o Grupo Coral dos Amigos do Alentejo do Feijó, que já adregaram no cante um lugar de relevo.
Ano após ano vão-se firmando cada vez mais no pelotão da frente , e a sua qualidade técnica e sonoridade muito própria ,impressiona e convence.



Logo os primeiros sons encheram a sala ansiosa:

Eu estou devendo à Terra
e a Terra está me devendo
A Terra paga-m’em vida
Eu pago à Terra em morrendo

Alentejo, Alentejo
Terra sagrada do pão
Eu hei-de ir ao Alentejo
Mesmo que seja no Verão
Ver o doirado do trigo
Na imensa solidão
Alentejo Alentejo
Terra sagrada do pão

Daqui para a minha terra
Tudo é caminho e chão
Daqui para a minha terra
Tudo é caminho e chão
Tudo são cravos e rosas
Dispostas por minhas mãos

Alentejo, Alentejo

Terra sagrada do pão

Os primeiros aplausos, quentes, explodiram

Seguiram cantando;

VELHOS MONTES
....
..
Ao fundo no horizonte
de chaminé levantada
no meio da terra lavrada
lá ficava o velho monte

Velho monte alentejano
deste Alentejo esquecido
ou estás no meio da coutada
na herdade abandonada
ou estás no chão destruído


Era o lamento pelo destino que vai sendo dado aos velhos montes.

Ainda os aplausos se ouviam e já começava:

..
"Oh amôr paga a quem deves
não queiras ficar devendo
quem não paga nesta vida
oh meu lindo amôr
paga na outra em morrendo
.

Despedidos com uma trovoada de palmas, logo o palco se encheu de mondadeiras..
Sim, o Grupo das Mondadeiras de Santa Cruz de Almodôvar



Perfiladas no palco e após um silêncio à procura do silêncio, a porta-voz das Mondadeiras anunciou a moda que iam cantar, quando de súbito desatou a rir ,num riso convulsivo que por momentos foi incapaz de controlar.
Pediu desculpas e lá veio a moda:

"VAI COLHER À SILVA"

Se eu tivesse a sorte
que a viola tem
andava nos braços
do meu lindo bem

Anda cá pr'á aqui
não chores é mais
eu ainda aqui estou
pr'a ouvir os teus ais


A divertida porta-voz do grupo voltou então ao micro e dirigindo-se à plateia, disse:

-"Eu estava há bocado a rir-me duma brincadeira que tive com as minhas colegas antes de entrarmos para o palco. Lembrei-me disso quando estava a apresentar e não consegui controlar o riso. Por isso não pensem que sou parva..."(risos)

A plateia rebentou em aplausos, enquanto divertida ela ia ajuntando:

-"Desconfio que foi do medronho...(risos). Estou nervosa , que isto de estar aqui a cantar para esta sala cheia, é assim como se viessemos cantar ao Olympia "(de Paris)

Muitos aplausos.

Depois veio "O CARTAXINHO"

Levantei-me um dia cedo
e fui passear ao campo
encontrei o teu retrato
na folha do lirio branco

Já ia fazer o ninho
em cima dum arvoredo
para vêr o cartaxinho
oh meu lindo amôr
levantei-me um dia cedo


Palmas e mais palmas da plateia

E o grupo despediu-se com:

Minha linda mondadeira
não tens trigo pr'a mondar
pede ao povo que te diga
quem o deve semear

Mondadeira alentejana
com o seu lenço tapa o rosto
à chuva, ao frio ,ao calôr
desde o nascer ao sol posto


Muito aplaudidas deram lugar ao Grupo Coral Etnográfico do Ateneu Mourense- Moura




"MOURA LINDA"

Linda Terra que te beija,
O Ardila e Guadiana!
Às outras causas inveja,
Linda vila alentejana!

Ó Moura linda de graça infinda,
Como tu outra não vi!
Simples singela, és sempre bela,
És sempre bela, como belo é tudo em ti!

Os teus prados verdejantes,
Salpicados de papoilas!
Tornam-se mais cativantes,
Se os mondam lindas moçoilas!


Aplausos e mais aplausos, a que se seguiu:

MALMEQUER

Malmequer criado no campo
Delírio da mocidade
Pelas tuas brancas folhas
Malmequer diz-me a verdade
Malmequer diz-me a verdade
E guarda-me o teu segredo
Pelas tuas brancas folhas
Malmequer não tenhas medo


Então, o divertido porta voz do grupo dirigindo-se à plateia a abarrotar, com pessoas de pé nas coxias laterais, disse:

-Vou contar-vos uma história que se passou com dois amigos do coração de Póvoa de São Miguel. Andaram na escola juntos, depois também na tropa, foram combater pr'ás colónias e como agricultores que são, foram um dia a Lisboa no expresso para uma reunião no INGA por via de uns subsidios.
Já saíram tarde da "obrigação" e deixaram passar a hora do ultimo expresso. Já não podiam regressar à terra nesse dia.
Então, decidiram "ir às meninas" de que tanto lhes falaram. Enteiraram-se da morada de uma casa onde podiam encontrar essas tais, e puseram-se a caminho.
Lá chegados, a "madame" lamentou:-Os senhores desculpem , mas hoje só cá tenho uma "menina".
Aceitaram ir à vez...
O primeiro a "servir-se", logo foi comentando à saída:
-Oh compadre, afinal a minha Maria é muito melhor que esta magana, que não foi lá grande coisa.
O outro entrou ansioso pró quarto, e quando se despachou logo foi dizendo ao companheiro:
-Vocemessê tem razão, a sua Maria é muito melhor que esta...!!!!


A sala estourou de rir e aplaudir

Foi então a vez dos "GANHÕES DE CASTRO VERDE", grupo muito consagrado, que tem já no curriculum vários CD's e actuações ao vivo com Dulce Pontes.


Os Ganhões cantaram:

AS FLORES QUE HÁ NO CAMPO, a que se seguiu

A RIBEIRA DO SOL POSTO

A ribeira do sol posto
tem uma ponte moderna
depois da ponte estar feita
toda a gente se governa
..
Eu aprendi a cantar
lavrando em terra molhada
lá na solidão dos campos
pensando na minha amada


Muitos aplaudidos ,deram-nos a fechar o clássico:

É TÃO GRANDE O ALENTEJO

No Alentejo eu trabalho
cultivando a dura terra.
Vou fumando o meu cigarro,
vou cumprindo o meu horário
lá na encosta da serra.

É tão grande o Alentejo,
tanta terra abandonada!
A terra é que dá o pão
para bem desta nação -
devia ser cultivada.

Tem sido sempre esquecido
à margem ao sul do Tejo.
Há gente desempregada,
tanta terra abandonada,
é tão grande o Alentejo.

Trabalha, homem, trabalha,
se queres ter o teu valor.
Os calos são os anéis,
os calos são os anéis
do homem trabalhador.

É tão grande o Alentejo,
tanta terra abandonada.
A terra é que dá o pão
para bem desta nação -
devia ser cultivada.

Tem sido sempre esquecido
à margem ao sul do Tejo.
Há gente desempregada,
tanta terra abandonada,
é tão grande o Alentejo


Ainda nos refazíamos da magia espalhada pelos Ganhões, e logo veio um dos grandes momentos da noite.

O PEDRO MESTRE trouxe-nos, além da sua vila campaniça, um cantor popular brasileiro ,o CHICO LOBO de Minas Gerais mais a sua viola caipira.


O Pedro nunca se limita a cantar e a tocar, ele sempre estabelece uma enorme empatia com as plateias, com as pessoas para quem actua.
O seu amôr pela música alentejana leva-o a pesquisar constantemente, e nesse trabalho de recolha encontrou por terras do Brasil, uma região que é irmã do Alentejo.
Essa região é o Estado de Minas Gerais.
Lá descobriu, não só uma maneira de estar na vida semelhante à dos alentejanos, como também uma viola com caracteristicas semelhantes à nossa viola campaniça - a viola caipira.

E trouxe-nos o CHICO LOBO ,inseparável da sua viola.
Os dois, juntos cantaram e encantaram, mostrando que a campaniça é afinal a verdadeira mãe da caipira.


E os dois entoaram:

Eu fui ao jardim das damas
apanhar cravos e rosas
para dar ao Serafim

Eu fui ao jardim das damas
apanhar uma flôr
para dar ao Serafim
para dar ao meu lindo amôr


O Chico como todos os brasileiros tem uma enorme facilidade de comunicação, e num português perfumado dos trópicos, logo foi conclamando a sua afinidade mineira com o Alentejo:

-"Nós somos os alentejanos do Brasil"

e a fazer de questão de cantar junto com o Pedro num sotaque quase alentejano a

MARIANA CAMPANIÇA

A mariana campaniça
Que lindos olhos que tem
Do monte da légua às pias
À missa não vai ninguém

À missa não vai ninguém
Á missa já ninguém vai
A Mariana campaniça
Coitadinha não tem pai

Coitadinha não tem pai
E mãe também já não tem
A Mariana campaniça
Que lindos olhos que tem


Para concluir a sua actuação o Chico quis salientar que a canção que se ia seguir, era uma moda mineira, que o próprio Pedro Mestre lhe tinha assegurado quando a ouviu pela primeira vez,que:

-"Chico, essa canção está cheia de alentejo", reproduziu o Chico, e voltando-se para o Pedro perguntou?"

-"Não é Pedro?"

Ao que este respondeu:

-"Sim, claro, se a gente o meter lá, tem sempre...!!!(risos)

Despedidos com a sala a apludir de de pé, foram substituídos pelas vozes do Grupo Etnográfico dos Cantares de Évora:



ROSA BRANCA

De uma rosa nasceram
Duas roseiras da paz
Mal o vento as movia
Mal o vento as mexia
Iam-se as rosas beijar

Rosa Branca tu não vás
Ao meu jardim sem eu ir
Teu coração não é capaz
De fazer o que o meu faz
Leva as noites sem dormir

Leva as noites sem dormir
Pensando em ti meu amor
Eu não posso resistir
Rosa Branca deixa-me ir
P’r’ o teu peito encantador

A rosa depois de seca
Foi-se queixar ao jardim
Respondeu-lhe o jardineiro
Respondeu-lhe o jardineiro
Tudo no mundo tem fim.

Muitos aplausos de novo, e ei-los que arrancam para a:

MODA DO ALMOCREVE

A moda do Almocreve
Eu aprendi a cantare
Lavrando em terra molhada
Alegremente cantando
Pensando em ti minha amada (bis)

Lembram-me os tempos passados
Tudo se vai acabando
Os bois puxando arado
O almocreve cantando (bis)

O almocreve cantando
Cultivando verdes prados
Quando eu vejo alguém lavrando
Lembram-me os tempos passados


A noite já ia longa, mas ninguém arredava pé, e os aplausos não abrandavam.
O Grupo terninou a sua actuação com:

A MODA DO CAPOTINHO:

Esta noite nem me deito
Esta noite nem m’eu deito/só o fim de ouvir cantar/gosto de ouvir bem feito/em certo particular


Seguiram-se as ANDORINHAS DO ROSÁRIO


trazendo :

O ALENTEJO QUE CANTA

Oh amor se fores
à varzea redonda
dá lá saudades
dá lá saudades
às moças da monda

...

Muito aplaudidas cantaram então

CASEI COM UMA CEIFEIRA

Anda daí vem comigo
que bonita alentejana
trigueira da côr do trigo
e olhos côr de azeitona

Essa trigueira bonita
essa bonita rainha
já temos uma trigueira
uma bonita trigueirinha

Aplaudidas de pé, AS ANDORINHAS despediram-se com o seu hino:

Na aldeia do Rosário
mais ao sul de Portugal
com as nossas casas branquinhas
é das Andorinhas
o nosso grupo coral


E a festa continuou com um dos grupos da Vila festejada, "AS VOZES DE ALMODÔVAR"


que começou por nos oferecer;

CEIFEIRA DO ALENTEJO

Trabalha homem trabalha
se queres ter algum valôr
os calos são os anéis
do homem trabalhador

Ceifeira do Alentejo
tu ceifas o loiro trigo
empresta-me a tua foice
eu quero ceifar contigo

Eu quero ceifar o pão
é a coisa que eu mais invejo
tu ceifas o loiro trigo
ceifeira do Alentejo


Num mar de aplausos interpretaram "Verão a braza dourada" e terminaram em apoteose com:

BEJA ÉS TÂO LINDA

Oh meu Alentejo
jardim de quimera
veem os seus amores
apanhar flores pela Primavera

Castro e Almodôvar
Mertola e Ourique
Aljustrel, Alvito
Serpa e Odemira
Barrancos invejo
Cuba e Vidigueira
Moura e Ferreira
meu baixo Alentejo


Despedidos com uma enorme ovação deram lugar ao Grupo que costuma fechar estas noites alentejanas.

O Grupo Coral e Instrumental da Câmara Municipal de Almodôvar, que tal como o já fizera em duas noites em que fechou o espectáculo, pôs toda a sala a cantar e a bater palmas. Desta vez, só não se dançou, por a sala ser um anfiteatro e as coxias não terem espaço mínimo para o fazer.


E pronto ,esta foi mais uma memorável semana alentejana en Almada, Laranjeiro, Cova da Piedade e no Feijó, só possível pela carolice e poder organizativo dos Amigos do Alentejo do Feijó e o apoio da Camara de Almada.
Até para o ano.

domingo, junho 17, 2007

artistas do alentejo - GUIKA RODRIGUES

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GUIKA RODRIGUES A PINTORA DE MOREANES

Exposição de pintura de Guika Rodrigues

A Biblioteca Municipal de Aljustrel inaugurou, no dia 14 de Junho, às 21 horas, a exposição de pintura da artista plástica Guika Rodrigues, integrada no Feriado Municipal.

Nascida em 1964, em Moreanes, Mértola, Guika Rodrigues, pseudónimo de Maria Margarida Rodrigues, participa desde 1997, em exposições individuais e está representada em colecções particulares em Portugal e no Estrangeiro.

Alentejana multifacetada e prolixa, esta técnica de Bibliotecas e Documentação da Câmara Municipal de Lisboa possui o curso de decoração de interiores e de artes plásticas, tendo desenvolvido na pintura a técnica mista a óleo e acrílico enquanto adquiriu experiência em diversas áreas de actividades culturais com crianças, nomeadamente a pintura ao vivo, ilustrações, vídeos, fotografia, teatro e jogos didáctico-pedagógicos.

É ainda autora de um projecto inédito de pintura para a Bebéteca de Sintra, intitulado “O Be-á-bá da Pintura” e os “Cinco Sentidos na Pintura” destinados a crianças de 7 a 18 meses. Participou em várias actuações de pintura ao vivo com pintores consagrados. Escreveu e ilustrou textos infantis. Executou actividades paralelas com escritores, nomeadamente com Luís Felipe Maçarico. Coordenou ateliers de escrita criativa acompanhados de ilustrações, e fez parte do Júri do Concurso dos Primeiros Jogos Florais do Centro Cultural Recreativo dos Coruchéus e do Júri do Concurso “Prémio Casa do Alentejo 2005”, em homenagem a Guy Ferreira

sexta-feira, junho 15, 2007

FESTAS DA VILA DE CASTRO VERDE

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CASTRO VERDE VAI ESTAR DE NOVO
EM FESTA.
VÃO SER AS FESTAS DA VILA 2007
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FESTAS DA VILA 2007
Comemorações do Feriado Municipal

PROGRAMA

SEX29
18h00 Abertura do Recinto da Festa
Bares, Restaurantes, Artesanato, Insufláveis...…
Tardes Medievais
Cortejo Medieval Infantil, Jogos, Passeios de Burro, Artes Circenses, Teatro e Petiscos
19h00 Inauguração do Monumento Evocativo 30 Anos de Poder Local – Rotunda José
Gomes Ferreira
19h30 Abertura da exposição de Artes Plásticas de Santos Carvalho – Fórum Municipal
21h30 Baile com Mário Neves
22h30 Concerto D’ZRT


24h00 Concerto Xutos e Pontapés


SÁB30
18h00 Abertura do Recinto da Festa
Tardes Medievais

21h30 Baile com Banda INLOCO
22h30 Concerto EMANUEL
24h00 Continuação do Baile

DOM01
09h30 VI Encontro de Ciclomotores Antigos
Concentração no Largo da Feira
Desfile nas Ruas de Castro Verde

18h00 Abertura do Recinto da Festa
18h30 Actuação do Grupo de Música Popular Costa Azul
19h30 Baile com Acordeonista
22h00 Actuação do CONJUNTO ANTÓNIO MAFRA
23h00 Continuação do Baile
24h00 Espectáculo Multimédia (a confirmar)
Água, Luz, Som e Pirotecnia

Concerto D’ZRT: promovido pela Junta de Freguesia de Castro Verde
Tardes Medievais: iniciativa da Escola EB1 de Castro Verde

Organização: Câmara Municipal de Castro Verde
Colaboração: Associações e Juntas de Freguesia do Concelho

preliminares

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Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome:
Joaquim Gonçalves.
Um era sacerdote e o outro, taxista. Quis o destino que morressem no mesmo
dia.
Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.
- O teu nome ?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote ?
- Não, o taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro
de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.
- O teu nome ?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote ?
- Sim, sou eu mesmo.
- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este
ceptro de ferro.
O sacerdote diz:
- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!
- Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...
- Não pode ser! Eu conheço o outro, Senhor. Era taxista, vivia na minha
aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os
dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das
multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando
todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de
ouro e eu.....isto ?
- Não é nenhum engano - diz São Pedro. Aqui no céu, estamos a fazer uma
gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra.
- Não entendo!.
- Eu explico. Agora orientamo-nos por objectivos. É assim: durante os
últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que
ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar. Resultados! Percebeste?
Gestão por Objectivos!

adivinha

.
O que está no exército,
na vassoura e no mapa?




quem quizer dar palpite faça-o para
www.julio.casadasprimas@gmail.com

Sábado à noite virá a resposta....

imagens do alentejo - MONSARAZ

.

MONSARAZ

domingo, junho 10, 2007

imagens do alentejo - almodôvar

,

O MONUMENTO AO SAPATEIRO EM ALMODÔVAR (foto feita por Elisiário Candeias)

sábado, junho 09, 2007

CRÓNICA DA NOITE DOS POETAS POPULARES E FADISTAS ALENTEJANOS

.
Pode dizer-se que o que aconteceu nesta sexta-feira dia 8, da Semana de Almodôvar em Almada e no Feijó, foi uma noite mágica.
Foi uma soirée de enorme qualidade e sucesso.
O Grupo Cultural do Feijó, e os seus dinâmicos dirigentes, em boa hora vêm mostrando uma enorme capacidade organizativa e de amôr pelas coisas do Alentejo, o que nos permitiu esta noite, uma vez mais, ter o privilégio de escutar e conhecer a arte destes talentosos poetas populares e fadistas alentejanos.
Já aqui tenho afirmado que não conheço nenhum alentejano que não faça um poema de vez em quando.
Nesta noite de magia, escutámos o que de melhor se verceja na Planície dourada.

A noite começou com o Francisco Esperança de Almodôvar a aquecer a sala de imediato com uma poesia dedicada à
"mãe, palavra querida, pequena ,mas muito amada"
poema muito forte, muito sentido, e dito numa voz segura e firme, que arrancou os primeiros aplausos.
No segundo tema trouxe-nos:
"Se o meu avô cá voltasse"
e logo foi adiantando que se isso por magia acontecesse,decerto ele muito se espantaria a vêr:
"o telefone, o avião, a telefonia e o radar"
e lá continuou encadeando as palavras com a mestria de quem domina a arte de vercejar.
Entusiasmado, não parou nas "combinadas duas poesias a cada poeta" e logo engatilhou:
"Fui um dia a Lisboa"
perante o agrado divertido da sala a aclamar de pé.

De Campo Maior veio a Rosa Dias, que com uma voz muto bem timbrada e segura falou :
"Dos tempos de então"
advertindo que :
"A História não é só Camões", "A História também é de quem cavava a terra então, quem amassava o pão"
e que
"Não é por magia que os ricos acumulam fartura e que os pobres a tudo falta"

Veio a seguir o poeta Abílio, que trouxe as suas reflexões em verso sobre:
"A vida é uma ilusão, contam-se pelos dedos da mão os momentos bons da vida"
Depois , acabou de uma forma mais descontraída ,a falar sobre "o pai da vida", arrancando saborosas gargalhadas a uma plateia divertida.
"Por fóra já não faz nada e em casa já pouco faz"
ainda que tenha sido
"Cumpridor e tenha tido o seu valôr"
agora já é mais
"Mandrião e amuado, por vezes aborrecido, amolecido"
já não era o mesmo dos tempos de glória...

O Dr.Alexandre Castanheira, de Almada, não sendo alentejano, mostrou o seu amôr pelo Alentejo, e disse com muita emoção dois poemas de um seu amigo já falecido, o Dr.Armindo Rodrigues, médico desinteressado que muito fez pelas pessoas sem recursos.

A seguir veio o Anibal Jesuíno do Monte Figueiras que reflectindo sobre a vida,lamentou os talentos que se perdem:
"no campo..morre esquecida tanta cultura perdida a cantar atrás do gado"
por nunca virem a ser conhecidos pùblicamente, e termina constatando que:
"se vês a terra virada que puxas pr'a cima das botas"
conclui que:
"quem passou a vida a cavar não aprende a contar notas"

O Luís Maçarico de Évora dissertou sobre a qualidade dos poemas dos companheiros de rimas que o precederam e propôs que se produzisse um DVD com estes poetas e a sua obra enquanto estão vivos.

Por último o António Baltazar da Graça de Padrões gritou aos quatro ventos o seu orgulho de ser alentejano:
"Eu nasci no Alentejo
é no Alentejo que eu habito
"
não se cansando de conclamar que:
"o Alentejo é lindo"

Acabou contando um episódio que terminou num poema que levantou a sala em palmas:
"Um dia fui a Lisboa, e quando quiz ir para um determinado sítio, perguntei a um lisboeta se um tunel ia dar ao tal lugar. O sujeito respondeu de mau modo e disse-me que :-Vocês alentejanos não sabem nada de Lisboa, deixem-se estar lá na vossa terra, o que é que você conhece de Lisboa?"

Aí começou o poema:

"Eu cá conheço o Saldanha e o Marquez de Pombal, o Castelo de São Jorge, o Aviz e o Principe Real, conheço a Segunda Circular, São Sebastião, o Marquez da Fronteira e a Marquez de Tomar; a Madragoa, o Politeama, a Penitenciária e a Cervejaria Goa, conheço a Avenida da Liberdade , o Parque Eduardo VII, a Pastelaria Suiça e o Estádio de Alvalade, conheço a Avenida Padre Cruz, a Praça da Figueira, o Campo Grande e o Estádio da Luz, e conheco também uma cigana...????. Olhei para o lado e o homem já tinha ido embora...!!!"

A plateia rompeu em aplausos, e de pé despediu-se do poeta.

A sessão já longa acabou com 2 fadistas nascidos no Alentejo
, ele o Miguel Martins de Almodôvar, ela a Ana Valadas.
Que bem que cantaram acompanhados pelas guitarras de Henrique Gabriel de Beja e pelo Rui de Ourique.

A sessão acabou em apoteose, com a sala a tributar aos jovens fadistas uma enorme e quente salva de palmas.
Aí fadistas.

HOJE É O ULTIMO DIA DA SEMANA DE ALMODÔVAR

.
É LOGO À NOITE, NO FORUM
ROMEU CORREIA EM ALMADA
O ENCERRAMENTO DESTA
SEMANA DE ALMODÔVAR
QUE DEIXA SAUDADES



PROGRAMA PARA LOGO

Às 20.30 horas, no auditório do Fórum Romeu Correia – Almada

Encerramento da Semana Cultural Alentejana

20º Encontro de Cantares Alentejanos no Concelho de Amada

Participam

- Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo do CRFeijó

- Grupo Coral “As Vozes de Almodôvar”

- Grupo Coral Etnográfico do Ateneu Mourense- Moura

- Grupo Coral Feminino “As Mondadeiras de Stª Cruz” – Almodôvar

- Grupo Coral Etnográfico “Os Cantares de Évora” – Évora



- Grupo Coral Feminino As Andorinhas do Rosário – Almodôvar

- Grupo Coral Etnográfico “Os Ganhões” de Castro

- Grupo Coral e Instrumental da Câmara Municipal de Almodôvar

- Encontro de duas violas

* Viola Campaniça de Pedro Mestre

* Viola Caipira de Chico Lobo

sexta-feira, junho 08, 2007

preliminares

.
Uma mulher conduzia o automóvel na A5 quando recebe um telefonema do marido:
- Querida, tem cuidado! Ouvi agora nas notícias que anda uma maluca em sentido contrário na auto-estrada.
- Uma!!??????? São às centenas!

SEMANA DE ALMODÔVAR NO FEIJÓ - 8 DE JUNHO

,
Hoje vamos ter mais
um dia da presença
de Almodôvar entre
nós

Às 21.30 horas, no salão de Festas do Clube Recreativo do Feijó:


Vai haver uma :

- Grande Noite de Poesia Alentejana e Fados


Em cada alentejano há um poeta, não conheço nenhum alentejano que não tenha feito num dado momento da sua vida, um qualquer poemazinho, uma qualquer rima.

Daí o haver uma noite de poesia na "Semana" é uma obrigação, e um motivo para não faltarmos.

quinta-feira, junho 07, 2007

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Decorreu hoje feriado de 7 de Junho mais um dia da Semana de Almodôvar por terras de Almada ,Laranjeiro e Feijó.

Com o Centro Cultura do Laranjeiro cheínho até à rua, os alentejanos que vieram de Almodôvar e os muitos alentejanos que vivem e trabalham por estas bandas juntaram-se numa confraternização muito viva ,emocionada.

Nestas reuniões conta tanto a interpretação dos grupos, como o encontro de gentes da mesma região, algumas, que já se não vêem há um ror de anos.

Houve-se a nossa música, trocam-se afectos ,avivam-se memérias.

Belas modas foram desfilando ao longo da tarde.

A sessão de hoje terminou com a actuação frenética do Grupo Coral e Instrumental da Câmara de ALmodôvar , que,( a imagem é fiel à realidade) incendiou a sala.
Muitos não resistiram e começaram a dançar roubando a música ao palco, e espalhando-a pela sala, num clima de grande comunhão com os interpretes.



Este grupo Coral e Instrumental da Câmara Municipal de Almodôvar;foi formado em
1993, com o objectivo de divulgar a música popular alentejana, a nível nacional e internacional, e promover o intercâmbio, deste género de grupos, entre as regiões. Actualmente, é constituído por 13 elementos, sendo sete vozes, cinco instrumentistas - com predominância do bandolim, da harmónica, das violas e da percussão - e um porta estandarte. O repertório assenta, fundamentalmente, no cancioneiro do Baixo Alentejo, com a capacidade de realizar espectáculos com a duração de hora e meia, a 2 horas. O grupo já conta com mais de uma centena de actuações, por todo o país, e com três espectáculos em Toronto e Montreal, no Canadá. A aceitação, por parte do público, é enorme, sobretudo, nas regiões onde este género de música não é conhecido e onde o associam a música alentejana às toadas calmas e dolentes do cante alentejano. Impôs, às suas músicas, um ritmo um pouco diferente, dotando-as de mais ritmo. A introdução de instrumentos tradicionais, como a harmónica ou gaita de beiços, fazem dele um grupo com cariz muito particular.
O grupo já editou o seu primeiro trabalho discográfico, sendo o mesmo o corolário do trabalho realizado ao longo dos anos "de dedicação, em defesa daquilo que é mais precioso e querido: a nossa cultura e os nossos cantares".